São coisas pequenas, dizem.
Mas é nelas que a vida se esconde,
quieta, esperando
que alguém finalmente preste atenção,
E eu estou.
Vendo os pássaros voar
Fim de tarde,
Ah.. os pequenos detalhes.
A areia nos pés,
Milhares de grãos pequenos pressionando minha pele,
uns macios, outros quase ásperos,
Suave moldando cada passo.
A explosão do tomatinho na boca,
breve, inesperada, um instante que ninguém vê, mas que fica.
O cheiro da noite de verão,
quente, envolvente, quase que um abraço invisível
que chega sem pedir licença.
Ah, os detalhes…
O cheiro da terra depois da chuva,
como se o mundo respirasse fundo
e lembrasse de si mesmo.
As luzes tímidas dos vagalumes
costurando ouro no escuro da noite,
sem pressa, sem plateia.
Ah, os detalhes…
Quando alguém repara um detalhe em você
que nem você sabia que existia
e de repente, você passa a existir um pouco mais.
O silêncio confortável ao lado de alguém,
onde nada precisa ser dito
e ainda assim tudo está ali.
As estrelas vistas da janela,
quietas, distantes,
como se o universo inteiro coubesse
num olhar distraído
antes de dormir.
A sensação de tomar banho no escuro,
Em vapor e sombra,
A água escorre como pensamento solto,
sem forma, sem pressa,
descendo pelos ombros
como se levasse embora o que pesa.
O mundo se apaga devagar,
até restar apenas
água, respiração
e um instante sem nome.
E no fim,
é só isso que fica
o que foi sentido
quando ninguém estava olhando..
E eu estou.
May 4
May 4, 2026 at 9:22 AM UTC
São coisas pequenas, dizem.
Mas é nelas que a vida se esconde,
quieta, esperando
que alguém finalmente preste atenção,
E eu estou.
Vendo os pássaros voar
Fim de tarde,
Ah.. os pequenos detalhes.
A areia nos pés,
Milhares de grãos pequenos pressionando minha pele,
uns macios, outros quase ásperos,
Suave moldando cada passo.
A explosão do tomatinho na boca,
breve, inesperada, um instante que ninguém vê, mas que fica.
O cheiro da noite de verão,
quente, envolvente, quase que um abraço invisível
que chega sem pedir licença.
Ah, os detalhes…
O cheiro da terra depois da chuva,
como se o mundo respirasse fundo
e lembrasse de si mesmo.
As luzes tímidas dos vagalumes
costurando ouro no escuro da noite,
sem pressa, sem plateia.
Ah, os detalhes…
Quando alguém repara um detalhe em você
que nem você sabia que existia
e de repente, você passa a existir um pouco mais.
O silêncio confortável ao lado de alguém,
onde nada precisa ser dito
e ainda assim tudo está ali.
As estrelas vistas da janela,
quietas, distantes,
como se o universo inteiro coubesse
num olhar distraído
antes de dormir.
A sensação de tomar banho no escuro,
Em vapor e sombra,
A água escorre como pensamento solto,
sem forma, sem pressa,
descendo pelos ombros
como se levasse embora o que pesa.
O mundo se apaga devagar,
até restar apenas
água, respiração
e um instante sem nome.
E no fim,
é só isso que fica
o que foi sentido
quando ninguém estava olhando..
E eu estou.
