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Eu, matéria opaca em presença estática, rebelde à conjugação temporal, ser cansado, de pijama eterno, fito o então jardim, que o era bem antes de mim, paralelamente coexistentes separados por lentes vitrais, minha janela, silenciosamente translucida, transmite a grama, brotando o que é, paradoxal ao tempo, que conjuga nascer o ser que repete descender: é hoje o que ontem foi diferentemente do que é, o mesmo amanhã será. Irreconhecível grama que é, será o que jamais foi, sendo ainda o que é — de novo em novo, mesmo em mesmo, bordado em outros, compondo cada um em si, nos outros, em outros. E sois, sendo ou ausentando, ecoando ainda assim o que é. O tempo que em mim vivo: sepultado em terra, varrido pelo vento, concretado em máquinas, brotando em verde — o novo antigo que será.
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May 22
May 22, 2026 at 10:00 PM UTC
Temporariamente esttico
Eu, matéria opaca em presença estática, rebelde à conjugação temporal, ser cansado, de pijama eterno, fito o então jardim, que o era bem antes de mim, paralelamente coexistentes separados por lentes vitrais, minha janela, silenciosamente translucida, transmite a grama, brotando o que é, paradoxal ao tempo, que conjuga nascer o ser que repete descender: é hoje o que ontem foi diferentemente do que é, o mesmo amanhã será. Irreconhecível grama que é, será o que jamais foi, sendo ainda o que é — de novo em novo, mesmo em mesmo, bordado em outros, compondo cada um em si, nos outros, em outros. E sois, sendo ou ausentando, ecoando ainda assim o que é. O tempo que em mim vivo: sepultado em terra, varrido pelo vento, concretado em máquinas, brotando em verde — o novo antigo que será.
Sempre sobre viver, vivência
GilliSincha
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May 22
May 22, 2026 at 10:00 PM UTC
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