Hello Poetry
Submit your work and get some sparkles! Create free account
"voltei" poems
Tuas parcas impressões não me comovem Irrito-me a cada interrupção gentil que tu fazes e Devoro a mim mesmo em lúgubre fome, A lamentar o que de bom poderia ter feito Se e se Mas Às três da tarde Apodreço numa cadeira áspera Quase tão fétido quanto a fruta do vômito Passada do ponto de colheita Às cinco da tarde Eu já sou molho estragado Setenta por cento aglomerado literal de leucócitos degenerados Pus integral Ao cair do sol, Sou um alface hidropônico Pronto para ser vendido, lavado e comido por ti Interruptor imbecil. Voltar-me-ei ao mar Ao esgoto Num estado de paz surda A solidão é um inspirar sufocado Sufoca Oxida as ideias É tortura comodamente induzida Se hoje fervilho, é sorte Pura boa-aventurança; Pois do profundo cócito Fui e voltei E cá estou Inteiro Longe dos dentes de Deus.
0
Sep 28, 2014
Sep 28, 2014 at 5:16 AM UTC
Motivos empáticos
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta, Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal, Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer! Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar. Apressado como de costume e porque admito é feitio meu, Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir, O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido, Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos, Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela, Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo, Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa, Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule, O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer! Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças, Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir! Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela, Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados, Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia. Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias, É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento. E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia, O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança. A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim. Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho, E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim, Enquanto dormia! Autor: António Benigno Dedico à minha vida que nem para nem anda!
0
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:58 AM UTC
As cores
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta, Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal, Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer! Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar. Apressado como de costume e porque admito é feitio meu, Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir, O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido, Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos, Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela, Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo, Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa, Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule, O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer! Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças, Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir! Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela, Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados, Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia. Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias, É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento. E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia, O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança. A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim. Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho, E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim, Enquanto dormia! Autor: António Benigno Dedico à minha vida que nem para nem anda!
Continue reading...
28
A névoa e a neblina escura se misturam com a fuligem a chama se extinguiu e a fumaça carbônica adentra as narinas daqueles que sofrem chove nos olhos desses que não entendem porque choram talvez seja a irritação da fumaça talvez seja a tristeza mais que profunda Seria novamente o inferno que ganhou uma nova paisagem desolada? Outrora um pântano nojento e repugnante Agora uma caverna vulcânica de enxofre e brumas de veneno e morte Voltei ao inferno e cá estou perdido novamente Os gritos nunca estiveram tão desesperados A dor nunca se tornou tão angustiante Arrepio toda a espinha meu coração está estrangulado minha voz está muda enquanto meu grito interno é desolador é tão tórrido que estou embriagado é tão tórrido que estou congelando e é tão tão frio que minha pele se queima arranco com as unhas a minha própria carne até encontrar meus ossos quebrados estou quebrado, completamente quebrado estou destruído e ainda assim continuo a caminhar Eu mesmo proclamo a minha profecia Eu mesmo sabia o que estaria por vir E esse sorriso triste-alegre carrega o futuro que está chegando Talvez banhar-me no Lethe não seja o fim do mundo Talvez esquecer-me de tudo seja renascer como a fênix a dádiva do Elísio Por hora mergulho no profundo da minha inconsciência Por hora declamo para o mundo Por hora me perco Por hora me encontro Por hora...
0
Mar 17, 2017
Mar 17, 2017 at 1:18 PM UTC
O Tártaro
sinto tudo tão inacabado como se minha alma fosse uma obra com aquelas paredes de concreto com uma só mão de tinta branca com os fios das lâmpadas soltos em todos os cômodos de mim me sinto como a música no carro que sempre tenho que voltar porque falaram na parte mais importante ou como a terceira vez que voltei pra finalizar esse texto como o último abraço que dei no meu pai e nem levantei da cadeira o caderno da minha aula de arte moderna a mensagem que eu comecei a escrever no ponto de ônibus e não deu tempo o último beijo que eu dei em você e nem encostei a língua no céu da tua boca amanhã já vem e não conclui nada de hoje se eu morresse eu nem teria vivido
0
Mar 8, 2019
Mar 8, 2019 at 12:33 AM UTC
Das sensações diárias;
Nesta escuridão, eu me arrasto. Meus olhos feridos já mal vêem Só Vagueio sem esperança. Voltei agora a partir para o outro lado. Encontro agora quem sempre desejei. Encontro agora a paz que sempre procurei. Frente a frente Eu e a Liberdade.
0
Mar 25, 2014
Mar 25, 2014 at 7:25 PM UTC
dor