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"vinho" poems
Douro, Tua Socalco bem-fadado. Bagos que passeiam sobre as ondas, Amar estranha beleza, Exaltar a cepa da vida e sua natureza, Videiras com frescas sombras. Rosmaninho, alecrim e loureiro, Cheiro de meu eterno devaneio, Aromas que nos desperta, O Douro sempre em festa. Amar o vinho não é pecado, Cestos cheio de uvas e fado, Vinhedos de Deus, do homem por labor, Vinho sagrado, vinho do amor! Lagaradas que te apaixona, Peles de uva á tona, Fermentação do saber por todo o lado, Douro, Tua …teu passado. Victor Marques  2/10/2007
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Jun 6, 2011
Jun 6, 2011 at 2:48 AM UTC
Douro , Tua Socalco bem fadado
Bom dia a todos...Desejo que tudo corra na plenitude e vossos anseios e desejos se concretizem na abundância e plenitude. Boa vindima para aqueles que ainda continuam na tão nobre Colheita. Esta poesia é dedicada ao meu Pai: António Alexandre Marques e a todos os seus amigos e conhecidos. Lembro-me de Ti meu querido Pai As videiras cansadas pelo sol tórrido de verão, O rio corre por amor e paixão. Eu procuro a resposta que não acho, Sou feito de uvas e do teu abraço. As rochas xistosas esperam a madrugada, As uvas amarelas e avermelhadas. E tu meu Pai continuas aqui sepultado, Pois o vinho foi teu amor, meu fado… Palavras sábias de profeta que sonha e sabe, Lembrança de ti e eterna saudade. Nossa Senhora de Fátima te acolheu, Eu anseio também para ser seu… As uvas dão precioso fruto, Eu continuo vivo e de luto. O Douro sublime se consome e exalta, Por ti Pai saudade quase me mata… Victor Marques
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Oct 8, 2013
Oct 8, 2013 at 2:29 AM UTC
Lembro-me de ti meu Pai
Douro que corres por querer Correr sem direcção por encostas esculpidas, Brilho nas noites de luar em que te sentes só, Amanhecer com névoas ainda adormecidas, Rio meu, de meus pais e avós.... Tua melancolia que parece humana, Nas tuas margens sargaço que emana, Rio que escondes segredos e enganos, Sejam eles grandes ou pequenos. Douro dourado de um sol fatigante, Rio feito de amor por sua gente. Esbate teu amor nas sombras do salgueiro, Sublime e excelente conselheiro. Rio Douro esverdeado e também azulinho, A tua límpida água parece ser puro vinho, Rio do Douro belo que à alma dá prazer, Sede de sempre tua água beber. Victor Marques
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Apr 24, 2014
Apr 24, 2014 at 1:54 PM UTC
Douro que Corre por Correr
António teu nome, Agricultor, vitivicultor. Apaixonado pela terra, Pelo Douro, pelos Montes. Aquele amor que não se encerra, Dorme na colina, na serra. Colheu tristeza na Guerra Colonial, Amou o Douro e Portugal. Semeou a terra que alegrias lhe traria, Amou seus filhos e sua esposa Maria. Plantou videiras que olhavam o céu estrelado, Fez vinho com amor imaculado. As uvas são um amor para toda a vida, Deus nos ama até na despedida. Olhou para o Rio Douro eTua , E na memória de um povo com glória, Com aquela lágrima que eu sinto agora. Me conforto no horizonte duriense, Hoje, amanhã e sempre. Victor Marques
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Oct 18, 2010
Oct 18, 2010 at 6:47 AM UTC
Última Lágrima....para meu Pai
O Douro na sua plenitude Quando me levantei, senti aquele sentido odor de uma linda manhã de primavera.  Os pintassilgos entoavam uma melodia que me ajudou a encarar o dia com mais serenidade e  encanto.  Olhei para este meu horizonte que se estende num infinito lonquinquo que parece estar ali para ser sempre contemplado e amado.        Que Douro sublime excelso de ser pintado por expressionistas e cantado em versos pelos nossos poetas que não deixam de o servir e o idolatrar.  Desde menino que eu ganhei uma consciência duriense que nem com a morte ninguém ma irá roubar.  Não me canso de tentar perceber o xisto em harmonia,  complexo e eternizado com estes lindos muros que parecem até nem serem feitos por pedreiros terrenos mas sim por anjos do bom Deus que por aqui quis passar. Casebres abandonados e fornos de secar os figos continuam na paisagem duriense vivos e ao mesmo tempo parecem sepultados para sempre no cemitério dum rio  Douro que se embala num Rabelo de outrora.         As videiras imponentes parecem ressuscitar todos os anos pela altura da Páscoa.  Que beleza sentir e amar um Deus vivo que  bebeu o vinho para nos mostrar seu amor e assim dignificar todos aqueles que se dedicam a tão nobre tarefa. Toda a vegetação duriense exala perfume,  permitindo ao homem encontrar aqui um paraíso terreno e ao mesmo tempo um purgatório disperso nos patamares onde vinhas, oliveiras, amendoeiras, figueiras, laranjeiras,  sobreiros, torgas e giestas coabitam.   Quem fala do Douro sublime não pode deixar de olhar para os rostos de suas gentes. Parece até que  não sabem amar mais nada, nem mais nada fazer. ... Um saber acumulado de gerações é um legado de arte de bem-fazer vinho aliado a novas técnicas utilizadas por enólogos sedentos de fazerem dos vinhos do Douro os melhores do mundo.         O Douro corre sem correrias. É meigo com seu leito. As vinhas bebem suavemente de suas águas doces.  Nós que aprendemos com o brilho do pôr-do-sol, que parece um verniz de esmalte que conforta crentes e não crentes. O Douro que é de oiro está de deleite, de quarentena para nos ajudar a viver e a estar sempre perto da margem para embarcar na barca dum destino já traçado. Victor Marques
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Apr 10, 2014
Apr 10, 2014 at 8:31 AM UTC
Douro Sublime
O Douro na sua plenitude Quando me levantei, senti aquele sentido odor de uma linda manhã de primavera.  Os pintassilgos entoavam uma melodia que me ajudou a encarar o dia com mais serenidade e  encanto.  Olhei para este meu horizonte que se estende num infinito lonquinquo que parece estar ali para ser sempre contemplado e amado.        Que Douro sublime excelso de ser pintado por expressionistas e cantado em versos pelos nossos poetas que não deixam de o servir e o idolatrar.  Desde menino que eu ganhei uma consciência duriense que nem com a morte ninguém ma irá roubar.  Não me canso de tentar perceber o xisto em harmonia,  complexo e eternizado com estes lindos muros que parecem até nem serem feitos por pedreiros terrenos mas sim por anjos do bom Deus que por aqui quis passar. Casebres abandonados e fornos de secar os figos continuam na paisagem duriense vivos e ao mesmo tempo parecem sepultados para sempre no cemitério dum rio  Douro que se embala num Rabelo de outrora.         As videiras imponentes parecem ressuscitar todos os anos pela altura da Páscoa.  Que beleza sentir e amar um Deus vivo que  bebeu o vinho para nos mostrar seu amor e assim dignificar todos aqueles que se dedicam a tão nobre tarefa. Toda a vegetação duriense exala perfume,  permitindo ao homem encontrar aqui um paraíso terreno e ao mesmo tempo um purgatório disperso nos patamares onde vinhas, oliveiras, amendoeiras, figueiras, laranjeiras,  sobreiros, torgas e giestas coabitam.   Quem fala do Douro sublime não pode deixar de olhar para os rostos de suas gentes. Parece até que  não sabem amar mais nada, nem mais nada fazer. ... Um saber acumulado de gerações é um legado de arte de bem-fazer vinho aliado a novas técnicas utilizadas por enólogos sedentos de fazerem dos vinhos do Douro os melhores do mundo.         O Douro corre sem correrias. É meigo com seu leito. As vinhas bebem suavemente de suas águas doces.  Nós que aprendemos com o brilho do pôr-do-sol, que parece um verniz de esmalte que conforta crentes e não crentes. O Douro que é de oiro está de deleite, de quarentena para nos ajudar a viver e a estar sempre perto da margem para embarcar na barca dum destino já traçado. Victor Marques
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Caminhar por entre vales sonolentos,Douro com amor, com encantos.Cachos verdes e sempre maduros,Azeites adocicados e sempre puros.Figueiras e olivais , rochas xistosas,Papoila, e rosas vaidosas.Douro sem vinho no seu leito,Paraíso, teu par perfeito.Pôr do sol no horizonte,Sombra em fresca fonte.Douro nobre ,sempre apaixonado,Douro do meu amor, do meu pecado.Muros que eu amo toda a vida,Cantam uma canção nunca ouvida.Douro sem pipas para transportar,Douro sorridente do teu olhar..Victor Marques
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Mar 1, 2010
Mar 1, 2010 at 8:00 AM UTC
Douro Com Encanto
O Douro fica longe, fica mais além. Alegria do rio Tua que o Douro tem, Socalcos do amor sem desdém, Abraço do carinho feito de bem. A generosidade dos seus trabalhadores, O vinho feito com aromas das flores. Colinas que se deitam no horizonte, Arco-íris que bebe na fresca fonte. Ai flor de giesta que o Douro adornais, Encosta de Bizarra que amaste até demais, Transcendeste a natureza dos meus pais, Com hinos celestes me embebedais. Terra linda que se enaltece, Frescura de seus rios nos envaidece, S. Lourenço tens lindo berço e doce fonte, Recanto soalheiro, Hotel flor do monte. Em terra suculenta Erguendo o cálice divino Do tinto e generoso vinho Victor Marques
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Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:15 PM UTC
O Douro Fica Longe...
A noite chega com gemidos e lamentos, Eu com a vida em torno de ternos momentos, Se nasce em qualquer lugar, vivemos com sonhos para realizar, E eu aqui sentado com o pranto e o luar... A lua hoje é plena e observa todos os seres que vivem para sempre morrer, Uns acreditam outros não numa vida sem tristeza em eterna comunhão, Pedaços de saudade de quem partiu sem por vezes querer... Jesus Cristo foi vinho, foi pão, foi a única esperança para a vida,morte e ressurreição. A vida foi aquilo que quis ser, pois pensamos que tudo podemos fazer, Nunca temos a verdadeira preocupação que nascemos e vivemos para terra tornar a ser... Com o canto dos grilos e com a terna saudade de quem foi vivo e nos deixou, Me abandono ao mundo, ao céu e a Deus que tudo criou. Victor Marques
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Aug 25, 2018
Aug 25, 2018 at 5:55 PM UTC
A Saudade de quem nos deixa
S. Francisco de Assis Amor a todas as criaturas tu tinhas, Santo de visão positiva e natural, Da natureza e mundo animal. Agora tu também e Santiago, Que continua a pintar o bago. S. Martinho faz meu vinho, E tu olhas por minhas vinhas. Tu criaste a devoção aos passarinhos, Eu olho para a beleza dos seus ninhos. Cantaram cânticos das harpas de Jacób, Santo bendito de piedade e dó. Pobrezinhos a Deus pedem pão, E tu viste Deus em cada irmã e irmão. S.Francisco de todo o mundo, de Asssis, Juventude irrequieta que Deus quis, És patrono da natureza e dos animais, Deixa-me ouvir o cantar dos pardais…
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Oct 7, 2014
Oct 7, 2014 at 3:22 PM UTC
S.Francisco de Assis
A Tua última vindima A vindima é colheita eterna do nosso amado Deus. O vinho é o fruto delicioso que exalta e conforta, A uva manjar que na videira brota. A Cepa fortalece com amor, Poda de seu podador. Frio e calor a videira recebe, Como paga de quem nada deve. Vinho doce e verde na colheita, Maduro que videira enfeita. Deus fez engenhosa prensa, Touriga nacional casta mansa. Os bagos são espremidos com pudor, Fruto de cansaço e tanto labor. Vinho feito pelo homem e mulher, Vinho bebido por quem quer. Victor Marques
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Sep 17, 2012
Sep 17, 2012 at 2:05 PM UTC
A tua vindima
"Abre sua aversão; Eis que um nauta fala: - Mestre, vês somente sofrimento no amor? - O amor pode conter fuligem e até mesmo grasnar, porém uma vez sentido é como parcel: não se desfaz fácil dentro do peito. E mesmo que nos faça presente o basto e dorido retrocesso, o medo, infindável de obstruir a todo esse amor, mais infindável é o anelo que o amor causa-nos. Estamos sobre escombros, mas o amor é como papelotas angelicais… Desce ondulado cheio de idas e vindas, corrupiando até a estabilização. O amor é granívoro, come pequenas as sementes dos defeitos nossos, belo como o grande milhafre-preto a planar no céu. É como a retriz que sente o vento a tocar, é o ósculo entre o paraíso e a imensidão. Oco somos antes de amar. Somos como o barril quebrado sem vinho, esperando que o tanoeiro nos venha resgatar. Encher-nos a transbordar. Ouça o execrável grito do ódio, sendo cancelado pelo dulçor deste imenso sentimento. Ouça o esfolar dos descrentes, incorpóreos. O amor é um reverbrar eterno de luz em cada alma, é a calma, e a batida de cada pulsação. Não se pode obstrui-lo, ou excluí-lo da vida, pois ela o traz em cada vibração. Como um frincha encontrada dentro de nós, convertendo aos poucos cada problema em solução. Transformando o ingrato em um romântico facúndio, criando paz em meio a escuridão"
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
Corte de Nautas II
ESPELHO COLORIDO DO TEU OLHAR Victor Alex Magalhaes Mar Estrelas em sinfonia, Natureza em harmonia, Animais com suas crias, Olhares nas pradarias. Ribeiros e lamentos, Saudade doentia, Brilho da nostalgia, Cabelos aos ventos. Cacho sempre excelso, Musgo e feto. Barcos que navegais, Vinho que embebedais. Elas constroem suas casas, Cartas voam ser ter asas, Sentinelas da noite, silêncio do mar, Espelho do teu olhar... Vic Alex
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Mar 1, 2010
Mar 1, 2010 at 8:15 AM UTC
ESPELHO COLORIDO DO TEU OLHAR
S. Martinho Os sonhos que se sonham acordados, Altares de santos beatificados. Amargos de boca, leitos maltratados, S. Martinho quero beber o vinho com prazer, De manhã até ao anoitecer, Afogar mágoas e pecados. Desde pequeno que ouço falar de Ti, Com bom vinho o povo ri…! Vinho maduro por Ti e DEUS abençoado, Vinho da mesa de Jesus crucificado… Paixão de degustar e bem apreciar, Perder – me no encanto de o decantar. Castanhas e vinho todo bebido, S. Martinho alegre e divertido. Victor Marques
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Nov 6, 2012
Nov 6, 2012 at 2:18 PM UTC
S. Martinho
Lembro meu Pai António Alexandre Marques Na vida de todos nós, Temos pais e avós. Os dias passam sem despedida, Amo meu pai toda a vida. As videiras são teu paraíso, Uvas do lagar se pisam sem aviso. Vida por vezes sorridente, Se ganha e perde num instante. Foste podador da boa colheita, Vinho que com Deus se deita. As folhas das videiras avermelhadas, verdes e amarelas, São teus anjos, tuas sentinelas. Deus também amou o vinho, Pois Cristo Sofreu sozinho. As tuas memórias são sonhos lindos bem meus, Amor eterno de filhos teus. Victor Marques
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Oct 31, 2012
Oct 31, 2012 at 11:44 AM UTC
Lembro meu Pai António Alexandre Marques
Sede de Cultura Encontro-me sobre nuvens com verdade, Olho com calor, Lealdade… O estigma de estranha dor, Escrevo num berço sem valor. Aspirar a uma perfeição intelectual feita com arte, Falar da vida, de um mundo sem dele fazer parte, Me embebedar com o excelente vinho do Douro, Ver a tourada com o forcado e sem toiro. A minha dimensão é simples e pequena, Cultura da linda açucena, Um calor quando escrevo é terno e bendito, Aplaudir a voz, o canto, o grito…. Victor Marques
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Apr 22, 2013
Apr 22, 2013 at 11:15 AM UTC
Sede de Cultura
A vida das videiras As videiras com sua brandura, O azul do céu sem loucura. A monotonia sempre presente, A ousadia de um penar ausente. Vida das videiras entrelaçadas, Suas uvas, seus rebentos … Preciosos e ternos momentos, Saudade das lagaradas. O ser humano no infortúnio, na graça, O bago da vida que te abraça, O xisto, o sol, vide sucinta e bela, Pintores com sua tela. As videiras de mãos dadas, Horizontes em eterna harmonia, Poemas da vida de videiras bem-amadas, Vinho do amor, da vida, da tua alegria. Victor Marques
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Apr 8, 2013
Apr 8, 2013 at 4:33 AM UTC
A vida das videiras
"Teu amor me escoria, vítima de seu fulgurar; Por dentro o meu e o teu são igualhas, mas por fora minha língua te é ignota. De certa forma meu fomentar te é írrito. mas sabemos que só está tentando se isentar. Por que teu amor me é um metonímio? Obtusindo tentativas falhas de se esvairar. Façamos um preito entre nós, obstinado a não pulgir, mas sim pulsar, e finalmente parar de quitar e demonstrar, que a frincha desse amor nos faz frisar… Perceber que nem as próprias estrelas se equiparam a esse sentimento a perfurar nossas veias, e nossos peitos. E de repente o que parecia entenebrecido, estava enternecido. E minha taça de vinho que havia esvaziado, ensandecia com a necessidade de transbordar de você. Ente ao ensurdecer de sua boca. Ente ao enleio de minha mente louca. Que se perguntava hora a hora, por quê?"
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:36 PM UTC
Metonímio de Corruptela
A minha descendência A tua juventude que tiveste, A minha força já veio de ti, O teu olhar que em mim ficou, Amor do pai e daquilo que sou. As videiras tuas e de meus avós, Vinhos de todos nós, Oliveiras pacificas e queridas, Uvas maduras apetecidas. Paisagem que mata tua saudade, A morte e a vida se beijam. O Deus infinito nos precedeu, Amor eterno do vinho que ainda é teu. Victor Marques
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Oct 31, 2012
Oct 31, 2012 at 12:16 PM UTC
A MINHA DESCENDÊNCIA
Quando Baco, generoso ofereceu em sua taça O todo generoso vinho de enorme raça O limbo nunca entendeu, que bebendo por sua graça Pensasse que o aroma, do néctar que bebia era de graça Não o era Era de uma planura de horizontes sem fim onde habitavam formigueiros em labor que em clamor  transpiravam por mim para que eu por aquela terra tivesse amor E tinha Possuía uma luminosidade de trevas da montanha Que deuses do Olimpo imaginavam, sem o crer Mas tu VICTOR, na tua pertinácia, abriste o inferno E deste-lhes de beber E eles beberam, bebem e beberão E no Olimpo, Baco, Eolo e Júpiter Estão presentes com sua taça na mão. Octávio Nelson Psd. Para o meu amigo VItor
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Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:50 PM UTC
AMIGO TAVARES
Jesus Cristo e o vinho No meu pensamento perene e altivo, O amor é sempre motivo… As escadarias se cansam de ser pisadas, As uvas pelos santos são idolatradas. Jesus Cristo, amor do nosso Deus, Da videira que perdura… Socalcos do Douro com ternura. O vinho, fruto da eterna videira, Olhar pendular sobre a cabeceira. Renascimento duma eterna dor, Vinificado com eterno amor, Jesus Cristo santificou o vinho, o labor.
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Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:32 PM UTC
Jesus Cristo e o Vinho
Apavorada Minhas mãos tremem a cada segundo Presa em um lugar pequeno Logo vejo uma asma aflorar em meio da respiração Há uma imensidão Porém, estou sufocada. ''Não me humilhe. Não diga nada.'' Preciso fugir daqui. Encontrar algo novo Assustada Passarinhos voam em um céu nublado Espíritos me apavoram Procuro conforto Correr. Correr. Encontrar um novo lugar Mover a expressão encubada em minha face. Por um instante, parecia calmo Como se todo o pecado tivesse sido lavado e como se tudo fosse novo. Um recomeço Impressão Ele apenas havia começado a beber todo o vinho Esquecendo da ostea Enganando pessoas Corroendo outras Tudo é ansioso novamente. Fugir de problemas. Deixar pessoas. Sem remorso algum. Sem deixar as lágrimas caírem ou o coração pesado. Lágrimas parecem me afogar. Abraçando minhas gélidas pernas. Espíritos dançam em minha volta. Olhos pesados. Doloridos. Tudo não se passa de uma ilusão. Joga-los para o fundo. Me esconder na escuridão. Fugir de pessoas. Deixa-las. Respirar.
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Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:32 PM UTC
Espíritos Dançam Em Minha Volta
Videira do homem, de Deus, do amor…. Sentindo e compreendendo o amor em cada cepa torta bem ou mal formada, escrevo eu no lagar da vida que guarda segredos, e não esqueço folhas verdes que parecem se transformar num bonito por do sol, que ao fim do dia chega para aconchegar corações. O amor pela terra, por os montes sonolentos, pelos vinhedos durienses, seus muros graníticos e xistosos nos levam a perceber a colheita deste nosso precioso néctar que nos liga ao mundo e a Deus infinito e todo-poderoso. Recordar o ciclo da videira nos leva a perceber que também nos nascemos, damos frutos e tal como o vinho nos transformamos. Não poderia Jesus Cristo ter escolhido outra coisa, a não ser o vinho para nos dizer que um dia nossa alma vivera eternamente. Parece que nos durienses não queremos fazer outra coisa senão tratar a videira, e esperar pelas suas uvas mais doces que o mel. Sim precisamos de sensibilidade, amor para entender todo o processo desta planta maravilhosa que acolhe tempo tórrido de verão e um inverno chuvoso e friorento. Victor Marques
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Sep 19, 2016
Sep 19, 2016 at 4:22 AM UTC
Videira do homem, de Deus, do amor...
Senhor da Guerra, há quem diga que teu convite é momento de lírica destruição, outros não. No entanto, tua embriaguez sativa, num boteco lado norte, evoca atmosferas oníricas bem como o gosto maravilhoso do éter no ar. Sorte lançada, põe sob a mesa teu mistério particular, arranca teu olho direito e migra para o luto mineral, potência comum & iniciática. Bem ao estilo Venusiano, crepúsculo forja flor entre cinzas & plasmas siderais, sem dúvida uma nova era. Essência de difícil captação, tua oração evoca Papoula criativa, bronze no banho-maria, o pó projeta pedra líquida no sublime espírito do vinho.
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Feb 26, 2014
Feb 26, 2014 at 10:06 PM UTC
Mercúrio
E foda.se a vida que demora a fazer-se homem. E foda.se a o vinho que só me conta mentiras. E foda.se a musica que me alivia a dor de não te ter. E foda.se o espelho que é demasiado honesto. E foda.se os livros que não consigo ler. E foda.se os autores que não consigo entender. E foda.se o que quer que seja que me retira confiança. E foda.se o destino que não pude escolher. E foda.se o passado que não pude escrever. E foda.se o futuro que já só quero esquecer. E foda.se a liberdade que não me deixa crescer. E foda.se a inercia que me quer prender. E foda.se as palavras que me deixão com sede. E foda.se a sede que só quer vinho. E foda.se o vinho que me voltou a enganar. E foda.se o coração que não sabe como amar. E foda.se o amor e a falta de ar. E foda.se o sal que impede de chorar. E foda.se o choro de quem me morde a alma. E foda.se a quem me pede para ter calma. E foda.se tudo resto que nada tem a ver contigo. E foda.se a amizade que faz de mim só teu amigo. E foda.se a cama que me faz sonhar. E foda.se o sonho que se acha ordem. E foda.se a idade que Eu já me devia ter feito homem.
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Apr 29, 2014
Apr 29, 2014 at 10:47 PM UTC
foda.se
Videira Madura Videira que a seca não abalou, Coração meu que por ela chorou, Bagos verdes com odores, Videira e seus amores… Videira embriagada no terreno duriense, Sol quente que te bate no rosto, Vento leve do mês de Agosto, Xisto o teu confidente. Videira sem repouso que merece, A uva madura também apodrece, Ressuscita, ao seu podador dá carinho, Videira madura, o melhor vinho. Victor Marques
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Mar 12, 2013
Mar 12, 2013 at 2:30 PM UTC
Videira Madura