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"vazios" poems
Chove ou amanhece Os esqueletos dançam. Estão mortos! Vivem a morte, nutridos Pelo sentido Pela ardente vontade  de Fitar meus olhos. Com aqueles seus buracos Vazios do crânio Sem mesmo Lembrar da dor que tiveram Por já terem vivido. Se nutrem da seiva De guardar a vida Do escárnio imperecível do passado. É somente para isso que Os esqueletos dançam.
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Nov 4, 2014
Nov 4, 2014 at 7:18 AM UTC
Untitled
Vou vagueando de rua em rua Observando rostos desconhecidos E vazios Tenho a certeza que nunca andei por estas vielas Mas algo nelas é tão familiar, Tão meu Sento-me num banco escondido Pouco iluminado E penso em ti Tu que me persegues para onde quer que vá. Fujo, corro para longe e por mais longe que esteja Perguntam-me: Em que estás a pensar? E eu como sempre respondo: Em nada. Porque tu és para mim O Nada do Mundo
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Nov 17, 2014
Nov 17, 2014 at 5:41 PM UTC
O Nada do Mundo
Pelo alvo deserto vão, me atrevo Com passos vazios e rigidez emudecida Caminho à livre esperança aquecida Sem umbras derradeiras de vil enlevo Nestas escassas palavras que descrevo Aflijo, na natureza selvaticamente esvaída, O brado ofego da moribunda esquecida Cruzando-me os dentes o férrico sangue e doloroso arquejo Ante os olhos que se chegam em céu vasto, O silêncio zune, norteia-me, arrasto E completo minhas vistas com negrumes vários Deserto! Deserto! Das sombras, sóis filho nefasto, Por eternidades, quais d'aurora me afasto A vós enterneço meu desgarro solitário
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Sep 16, 2017
Sep 16, 2017 at 4:58 PM UTC
Paisagens de Inverno - Deserto