"vassalo" poems
perfura-me os olhos
perpétuo motor da sombra
há tempo o que move esta senda
é o regurgitar do vômito
por obsessiva garganta
de um estômago de Cronos
entremeia com violência o claro e escuro
invalida pupilas uma vez ágeis
até que Sacra Dualidade seja conjunto vazio
e nega dadas respostas e insiste
que são impossíveis questões
num antigo e ébrio laço
encerra o deísmo em ti mesmo
macromania moral macerada em fermento
que tem por Sol os teus olhos
perfura-o pois
e encerra, agora,
suserano da perspectiva
May 29, 2016
May 29, 2016 at 9:18 PM UTC
No limiar do momento, minha alma demente vagueia, e sinto a angústia de não ter algo que necessito para viver.
A amizade que dois amigos podem ter, aquele sentimento profundo e dócil que tem de ser recíproco; e que se quem o dá, o não recebe, sente-se vassalo da solidão e perde-se no tempo.
Palavras profundas deambulam ao sabor do vento, ao encontro de quimeras já distantes.
Vem amigo dá-me a tua mão.
Jan 12, 2014
Jan 12, 2014 at 3:13 PM UTC