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"sufoca" poems
Saudades de ti Labirinto que a todos convida, Sofrimento que sempre sufoca, Na despedida desta vida, Fugiu a vontade própria. Peregrinos cansados de sonhos vividos, Esperança no reino de Deus, Riscos por vezes corridos, Saudade dos filhos teus. Despedida que nunca acabe, Famintos de nova luz, Sentir sempre saudade, Rezamos por ti a Jesus. A tua companhia era tão terna, Recordação deste teu dia, Morte que a todos condena, Nobre e eterna fidalguia. Victor Marques
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Apr 17, 2012
Apr 17, 2012 at 11:27 AM UTC
Saudades de Ti
Tuas parcas impressões não me comovem Irrito-me a cada interrupção gentil que tu fazes e Devoro a mim mesmo em lúgubre fome, A lamentar o que de bom poderia ter feito Se e se Mas Às três da tarde Apodreço numa cadeira áspera Quase tão fétido quanto a fruta do vômito Passada do ponto de colheita Às cinco da tarde Eu já sou molho estragado Setenta por cento aglomerado literal de leucócitos degenerados Pus integral Ao cair do sol, Sou um alface hidropônico Pronto para ser vendido, lavado e comido por ti Interruptor imbecil. Voltar-me-ei ao mar Ao esgoto Num estado de paz surda A solidão é um inspirar sufocado Sufoca Oxida as ideias É tortura comodamente induzida Se hoje fervilho, é sorte Pura boa-aventurança; Pois do profundo cócito Fui e voltei E cá estou Inteiro Longe dos dentes de Deus.
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Sep 28, 2014
Sep 28, 2014 at 5:16 AM UTC
Motivos empáticos
Do vazio é que tens medo. E da pedra que cai e ecoa num mundo cheio de nadas, salas vazias onde uma vez já habitou uma alma quase bem amada. É isso que te aperreia que aperta, te sufoca, tanto espaço pra tanta falta. Sabes da aflição de não ter pra onde correr quando estiver assustada com medo, ansiosa, Então tentes buscar um sentido e entender que isso só se deu porque tentastes apalpar e sentir, e apreciar aquilo que não é real, que não aquece, não preenche E a alma sente E você Vazia.
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Dec 19, 2015
Dec 19, 2015 at 4:04 PM UTC
Meu eco surdo.
suas palavras me dão espasmos o jeito que você canta feito um gatinho miando seus olhos me cercando por todos os lados sua voz suave me cortando me roubando o oxigênio atingindo-me no meio do peito feito uma lança que me atravessa e me faz sangrar e só parar ate conseguir ouvir de novo sua voz de abandono tão doce tão suave que me faz querer vomitar que contrai todos os poros do meu corpo e por um segundo para todos os meus órgãos e me seca e sufoca e aperta e queima feito ácido por dentro e seu corpo tão suave e tão belo e tão angelical tão ingênuo e me faz querer te usar te corromper é como garras rasgando minha pele como álcool no meu sangue que arrepia cada pelo do meu corpo e me faz te querer mais e mais toda manhã em que eu acordo sem seu sorriso de quem pede carinho e pede amor mas eu não posso te dar amor por que você é diferente você é especial você está tão distante de correr esse risco, mas eu te quero, eu te quero.
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Apr 21, 2014
Apr 21, 2014 at 12:19 AM UTC
I want you
Talvez eu tenha te enterrado vivo e enquanto sufoca me sinto impotente, terra entra em teus poros e te leva de mim, te leva da vida, e eu não posso fazer nada, eu não posso nem dizer adeus, tem terra nos teus ouvidos, você não me ouviria. Então assisto ao teu enterro de longe, torcendo pra que levante e expulse todos os micróbios que tentam morar em seu corpo, mas você está tão imóvel quanto eu.
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Jun 16, 2014
Jun 16, 2014 at 11:44 PM UTC
Aquele Em Que Jimmy Jazz Morre
Lua...Lua...Lua Eu olho para a lua que parece nossa, O escuro nao lhe mete medo. O paraiso parece ser humano segredo, Eu perdido no silêncio que sufoca... A lua solitaria na noite que vicia, Sentado ouvindo a natureza agitada, Esperanca do raiar de novo dia, Ras cantam com os grilos a desgarrada. Tudo a noite parece sombrio, A lua no cemitério dum rio. Pareces ninguém toda prateada, Lua doce e esbranquicada... Tao distante tu estas da nossa rota, Feita po por destino onde nada brota, Tu Lua misteriosa e da terra eterna confidente, Olho para ti hoje e sempre. .. Victor Marques
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Aug 12, 2017
Aug 12, 2017 at 5:17 PM UTC
LUA
Já fomos poeira do mesmo lugar Pousada calmamente junto ao mar. Sufoca-me o vento que nos quer levar, E este pobre pó estrelar, Sem força suficiente para ficar, Chora sem braços onde se agarrar. Implora-te que me guardes num olhar, E assim voamos eternamente, Sem qualquer noção de ver desaparecer Lá ao longe, o nosso lar. Já fomos breves e inconstantes, Pequenas rochas cobertas de diamantes. Não quisemos saber do nosso valor, E quando o número não interessa, Qualquer fruto neste peito vira flor. Mas que som é este Que me enche de terror?! Ah! É a minha linda borboleta, Bate as asas e só ouço dor. Pousa em mim… Mas sentirá ela este calor? Levanta voo… Sem se recordar da minha cor. Perco-a em ti, Mas não me perco de todo este esplendor. Já fomos canto de pássaro na madrugada, Criança que corre sem ligar à roupa manchada. E de mãos dadas pela estrada, Brincámos nas infinitas ruas desta cruzada. Sorriste-me sem ligar a nada, Como qualquer criança louca, E atrapalhada Tropeças em mim… E deitas abaixo cada fachada, Pois como nego ao coração Que estou, agora, aprisionada? Já fomos a folha verde no outono Que caiu e não voltou. Cada onda que rebentou no rochedo Desvendou-te logo quem eu sou. Quis ser concha para ti, Presente que o mar traz. Mas sou fogo que arde aqui E destrói tudo o que é capaz. Consumo-te e inalo-te em mim, A droga mais pura e eficaz. E sobram as cinzas derramadas no jardim, Memórias da alma que lá jaz.
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Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 2:51 PM UTC
Fomos tudo o que nos disseram que não podíamos ser