"sombrios" poems
Meu estômago borbulha náuseas de vazio
uma agonia que nasce das entranhas
as coisas são cada vez mais estranhas
os sorrisos cada dia mais sombrios
Quero chorar
mas a muito meus olhos estão secos
E meus pulmões pretos
não me permitem respirar
Abafado pelo silêncio que outrora pedi
Sentindo a alma das coisas que repudiei
Dentro do meu próprio abismo gritei
E nem sequer o próprio eco ouvi
Oh, majestoso algoz
nunca imaginei que te desejaria
A esse ponto é certo que me jogaria
de ponta ao declínio atroz
Mutilem meu corpo
nada sentirei
de minha mente já me ausentei
sofro tanto que, por mais nada sofro.
Dec 17, 2013
Dec 17, 2013 at 7:37 AM UTC
Monstros convictos tomam,
a todo instante, minha mente.
A ilusão é ignorá-los.
A restrição é encontrá-los.
Gracioso o tédio provocado pelas rupturas sangrentas que professam tal destino
indiscretamente escrito pelos sombrios passageiros que me acompanham,
que se rebelam contra mim todos os dias.
Em súbitos sons, surtos e tons,
abraçam-me e acariciam-me
essas anomalias negadas por muitos,
esses assombros temidos por todos.
Enquanto o inocultável poder de persuasão das criaturas
faz-me síntese inexprimível,
a perfeição defendida pelos *** é fatalmente extinguida
pela percepção concedida à TERRA.
May 25, 2013
May 25, 2013 at 12:15 AM UTC
Imagino um caminho fechado, ***** e sujo,
Dentro do escuro, saem sombras despidas,
Suas almas são vertidas, na solidão e eu fujo,
Deixo para trás cores pretas, ficam perdidas!
Apela-me ao coração, tantas vezes, a voz perfeita,
Diz-me segredos da cor magnifica, a cor do arco iris,
E agora que ficaria eu fazendo, fugindo da tal ceita,
Que entrou na minha vida e saiu, como liquido que fiz!
Transformou-se toda a minha vida, e a sujidade saiu,
Como do túnel que antes descrevi e de lá almas libertei,
Alegra-me plenamente o valor que meu coração adquiriu,
Se entregou a ti alma gémea que amo e sinto, eu encontrei!
De que serviu todo o antibiótico que tomei, senão para cura,
Foi remédios de sentimentos sombrios, me transformaram,
Meu ser é hoje de um homem, completamente de alma pura,
Necessito apenas de oportunidade segura, que me partilharam!
A tua entrega neste momento difícil, merece um festejo celestial,
Não terá de ser festejado amanha, porque é hoje a tal festa *******
Meu coração encheu-se de sonhos, minhas armas carregaram igual,
Completamente firme, penetro no mundo que deste, é o divinal!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.07.31.02.12
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:06 AM UTC
A lua vai se pôr
E o sol não vai nascer
A escuridão vai crescer
E você vai perecer
Os versos se tornarão sombrios
E a dor trará frio
Tudo vai se desfazer
Assim que você ser
Jun 30, 2017
Jun 30, 2017 at 4:44 PM UTC
Se o meu abraço fosse tão longo
que te alcançasse.
Enredado nos olhares mais sombrios
e no sorriso mais solarengo.
Seria casa. Seria um forte.
Seria um bravo, um valente,
que entre abraços desafiasse a morte.
Sep 1, 2014
Sep 1, 2014 at 8:27 AM UTC
em noites de lua cheia
corro dos desígnios da vida
tentando esconder assim
o animal que há em mim.
regresso às minhas origens
e à procura de virgens
percorro as escuras ruelas
sempre, sempre à procura delas.
procuro nos locais mais sombrios
e espreito nos mais insólitos
para gáudio da minha alegria
é assim até ao romper do dia.
e é já de madrugada
que com a camisa rasgada
se dá o regresso a casa
já com a fome saciada.
e ansiando pela lua cheia
me deito pela calada
nesta busca tresloucada
por uma virgem mal amada.
Jul 17, 2015
Jul 17, 2015 at 5:46 AM UTC
A bruma carnívora e ameaçadora
Enreda cousas furiosas, degrada os rios
Em histerismo tortuoso dos campos sombrios
No relógio que encrava a besta afora
O sangue regela, crânio funéreo estoura
Entoando cânticos gemedores aos navios
Retumba meus cabelos em ais bravios
Como cristal, febril, uma vigília fria e aterradora
Vazeia o corpo anêmico morto sob rapistro
Aos paradoxais lábios, bela vastidão complexa
Docemente sangra e chora ferida ao medo
Ó eterna! Esbravejando um fulgor sinistro
Na dualidade catastrófica da quimera desconexa
Falta às florestas como fruto que desvai cedo
Aug 30, 2018
Aug 30, 2018 at 12:32 AM UTC
sinto
que me olhas
sentes desprezo
sentes ódio
sinto-te
a olhar
um olhar estranho
no espelho reflectido
um sorriso tosco
despreza-me
o que se esconde aí?
profundos segredos sombrios
Aug 15, 2015
Aug 15, 2015 at 2:53 PM UTC
um olhar
de desprezo
de ódio
um olhar estranho
o espelho reflecte o espectro
um sorriso
de desprezo
de ódio
um sorriso estranho
e os olhos escondem
profundos segredos sombrios
vejo a escuridão
afasto-me do espelho
para fugir ao olho miserável
Sep 7, 2015
Sep 7, 2015 at 2:34 PM UTC