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"sombrio" poems
Amigos queridos, sem faces e sem nomes. Retiradas foram suas vísceras, logo antes de seus corpos imergirem em um exacerbadamente denso volume de sangue grotesca e plenamente apreciado pelos algozes responsáveis, certos irreconhecíveis demônios. Vieram dos *** os tais tiranos, visíveis, mas imateriais, enquanto esperávamos inconscientes e inevitavelmente despreparados para uma luta justa. Sobre os indiferentes, distantes, mas ainda amigáveis e queridos companheiros, ainda recordo de alguma ordem: O primeiro não sentiu dor alguma, bem como nada viu ou percebeu; fora partido ao meio. O segundo, já desesperado e afogando-se em lagrimas, tornou-se borrão de um vermelho pesado, grosso e brutal; Dos outros, três ou quatro, somente tenho em mente os gemidos inexprimíveis; uma junção entre suspiros e soluços de uma morte nada convidativa e próxima. Foram todos rostos sem faces perdidos na espera do desconhecido fatalmente promulgado pelas minhas ânsias. O ultimo vivo me induziu à única ação possível: pude cair meus quinhentos intermináveis metros; deslizando, enquanto tentava me segurar, por um material recoberto de farpas que transpassavam minhas mãos, as quais sangravam em direção a um mar, sombrio e obscuro; me afundei irremediavelmente em minhas próprias aflições.
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May 22, 2013
May 22, 2013 at 8:21 PM UTC
Sonhos que se foram; pensamentos que eu não sei
Seus cabelos, ondas escuras na noite, Seus olhos, um mistério que não posso desvendar, Ela caminha entre os vivos e os mortos, E eu a sigo, perdido em seu encanto sombrio. Seu toque é o frio da meia-noite, Sua presença, um tormento doce, Cada passo que ela dá me arrasta, Mais fundo em um labirinto de solidão. Pois ela é a musa de meus pesadelos, A personificação do desejo que me destrói, E eu, um tolo, danço na borda do abismo, Fascinado por sua escuridão eterna.
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Aug 31, 2024
Aug 31, 2024 at 11:35 AM UTC
Sombra na Escuridão
Cavaleiro de brilho vibrante Andarilho sombrio e errante Quanto pesa a balança do teu coração? O mistério dos dias deixados pra trás No critério dos vícios trocados por paz Quanto custa pra ti o teu próprio perdão? Se por mil trilhas correste a estrada Se é de dois gumes a tua espada Quem és tu, ó guerreiro, no grito da morte? O corpo largado no escuro Ou o brilho do espírito puro Qual dos dois em tí é mais forte? Na batalha tu és a prudência Na vigílha és a paciência Mas se choras, teu grito é atroz E se a dor que te dói é tamanha.. Fiel companheira acompanha Sabes bem o que vem logo após A coragem que brande a espada Degrau por degrau a escada Do sonho que sonha acordar Se  ergues teus olhos pra cima Sabes bem qual é tua sina Lutar, lutar e pra sempre lutar!
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Dec 26, 2016
Dec 26, 2016 at 5:58 AM UTC
O destino do guerreiro
Somos seres de voluptuosas paixões, vultos que pranteiam na escuridão, presos nas trevas obscuras desta prisão, pela tristeza que inunda os nossos corações. Nossas almas repletas de ilusões, vagueiam pelas sombras da solidão, na procura incessante da razão, esquecida num mundo de maldições. São lágrimas negras, vertidas, que em fel são convertidas, e rolam por uma face triste. De traje lúgubre e sombrio, vivendo num mundo ***** e frio, um mundo utópico que não existe.
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Jan 6, 2014
Jan 6, 2014 at 3:08 PM UTC
quem somos?
Lua...Lua...Lua Eu olho para a lua que parece nossa, O escuro nao lhe mete medo. O paraiso parece ser humano segredo, Eu perdido no silêncio que sufoca... A lua solitaria na noite que vicia, Sentado ouvindo a natureza agitada, Esperanca do raiar de novo dia, Ras cantam com os grilos a desgarrada. Tudo a noite parece sombrio, A lua no cemitério dum rio. Pareces ninguém toda prateada, Lua doce e esbranquicada... Tao distante tu estas da nossa rota, Feita po por destino onde nada brota, Tu Lua misteriosa e da terra eterna confidente, Olho para ti hoje e sempre. .. Victor Marques
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Aug 12, 2017
Aug 12, 2017 at 5:17 PM UTC
LUA
sou um espelho antigo frio . vazio . sombrio como um túmulo sobre a lareira domino o quarto vejo lá fora as flores e árvores do teu jardim há dias em que sinto o vento vejo-te à noite a pentear os teus sedosos cabelos vejo-te à noite a acariciar os teus voluptuosos seios fazes amor no reflexo da minha existência eu sou imortal nunca minto eu serei o único que lá vai estar, no teu quarto até que definhes e aí dar-te-ei as minhas memórias será muito, muito difícil para mim, quando já não houver nada para refletir
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Jan 13, 2015
Jan 13, 2015 at 6:06 PM UTC
Reflexos
procuro na noite uma silhueta que se esconde procuro na noite o sentido que me ofusca a mente procuro na noite a essência do meu ser imaginário escondo da noite este meu lado sombrio esta sina traçada por uma cigana amaldiçoada
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Sep 9, 2015
Sep 9, 2015 at 5:55 AM UTC
Procuro na noite
Me sinto como um jardim sombrio Assombrada pelos fantasmas do passado E temerosa pelos ventos do futuro Eu choro, como a chuva tropical mais forte Eu me deito desamparada, como se um furacão tivesse me devastado por dentro Eu levanto, como uma onda selvagem quebrando na areia Tenho vivido em meio a natureza selvagem Dos meus próprios sentimentos
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Dec 15, 2020
Dec 15, 2020 at 2:32 PM UTC
Natureza selvagem
cada palavra antiga que leio cada emoção que remexo relembra toda a dor empacotada naquele conjunto de palavras sentido aquele sabor de amargura na boca aquela sensação de cegueira sem conseguir respirar sem conseguir ser aquilo que realmente era com vontade de rasgar-me a pele vontade me trancar longe do mundo de nunca mais cantar a dor do peito e não voltar a ter que querer. esta crueldade que é amar esta rudez que é sentir a intensidade de mil mares apenas rompe o mundo inteiro de dentro de mim apenas salta para fora um coração remendado durante anos que vou lavando a alma de toda a dor sentida, de todos as vezes que me partiram mais um pouco, de todos os cacos que tive de apanhar, de todas as lágrimas. de todas as vezes ergui-me e a esperança ainda se mantêm intacta ingénua de que um dia mudará, nem que seja temporariamente que não seja um final doloroso e sombrio que seja só um virar de página, sem precisar de a rasgar.
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Mar 21, 2020
Mar 21, 2020 at 4:50 PM UTC
coração remendado