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"sofrendo" poems
Tu és um milhão de coisas; Desejos, pesadelos, alucinações que nem bálsamos aplacam Olho ao meu redor, e lá estás, Porém, em meu ser, não te sinto. A voz do povo, como um roubo de opiniões, revela a lógica E o absurdo, Pois o verbo é o que é, E também o que não pode ser. Antigas poesias, Clamando às estrelas e à lua, Mais um divertimento fugaz. Sentimentos que não encontram sentido em tua mente turvada, Como uma epiléptica a observar um estroboscópio sem fim. Tu fizeste flores brotarem em meus pulmões E em meu peito; Embora formosas sejam, Não consigo respirar. Arrancaria tais flores e te as entregaria, Um ramo de “eu te amo” que jamais foram ditos. Teu nome, como gelo, cala meu coração. Espero, aguardo, pela próxima mensagem, Risadas que me impelirem ao retorno, Ansiedade que confunde o pensamento, Sofrendo por males que não ocorreram… ou ainda ocorrerão? Na minha sepultura, portas se fecham, Meu corpo se desfaz, As flores se tornam parte de mim, Pouco chegam a mim as vozes que falam De uma fantasia. Resta, enfim, a solidão.
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Jan 14, 2025
Jan 14, 2025 at 4:59 PM UTC
Átomos Que Nunca Se Tocaram
O cotidiano tem me afetado como nunca. Nesses últimos 23 anos de existência, Eu nunca tinha atingido o ponto de saturação máxima. Porém hoje, eis me aqui. Sofrendo pelo futuro, Chorando pelo passado. Revendo todos os meus atos, Os mínimos detalhes... E querendo mudar o que não pode ser mudado. Porque o ser humano é tão complicado. Quem dera eu, viver num cotidiano robotizado. Sabendo o que fazer a cada segundo. Com a respiração contada... Parece escravidão?! Mas e esse meu cotidiano não é, Um tipo diferente talvez, e digo talvez. Grafe bem o talvez. Porque a existência nestes últimos tempos, Tem se tornado tão pesada, Que ser cotidiana já não me basta.
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Aug 15, 2017
Aug 15, 2017 at 10:23 AM UTC
Cotidiano