"sentimentos" poems
Bandeiras levantadas pelos prisioneiros rendidos,
Salteador que não conhece o perigo,
Alheado do mundo vivo,
Corais do mar já esquecidos.
Conchinhas falam ao teu melhor amigo,
Solidário com o amor afável,
Pesaroso dum penar louvável,
Conhecedor do pouco conhecido.
Sentimentalista de sentimentos firmes,
Orador que ora com fraca voz,
Navios feitos de casca de noz,
Lago com bonitos cisnes.
Pintor de laços sentidos,
Flores que o campo nos deu,
Algas do mar que Deus acolheu,
Eu, tu e o mar envaidecidos.
Cordiais Cumprimentos.
Victor Marques
Oct 19, 2010
Oct 19, 2010 at 10:50 AM UTC
O silêncio da natureza não me deixa dormir!
Não importa a cor, nacionalidade.
O sonho de amizade global poderia
ser sempre verdadeira!
Alguém encontrou sentimentos positivos,
Perto da água no domingo!
Grande amigo do coração e sinceramente bom!
Ele se apaixona por sua banda...
Amor e carinho para dar!
Siga em frente, siga em frente e acredite nos outros!
Como uma onda no céu azul,
Um bom amigo torna o mundo melhor!
Você pergunta: me diga por quê?
É fácil ser meu amigo.
Basta me chamar e tentar.
Água transparente está na minha mente!
Você é um amigo que eu quero encontrar!
Um abraço!
Victor Marques
Jul 3, 2010
Jul 3, 2010 at 1:45 PM UTC
Deus meu me incitas,
Louvor de quem felicitas.
As plantas, o mar, a terra, o homem sempre só.
Sentimentos de amor. piedade e dó.
Deus terno me envolves,
Problemas tu resolves.
As constelações, o ressuscitar de novo,
Apagas o lume sem ver o fogo.
Deus nosso lunar,
Verbo conjugado ...amar!
As dunas com ou sem areia,
Sentir o amor pela sereia.
Deus homem, Deus menino!
A vida é como um hino...
Deus meu Deus da vida e dos amores,
Mares, terra e lindas flores.
Victor Marques
Dec 12, 2009
Dec 12, 2009 at 6:46 AM UTC
Cumplicidade no amor
Sentimos sensações diferentes nesta caminhada,
Cavalgamos campos verdes sem estrada,
Caímos e levantamos sim senhor!
Pintamos quadros todos da mesma cor.
Vivemos situações desiguais,
Criamos personagens sensacionais,
Damos flores com sentido e razão,
Amar na impureza da perfeição.
Sentados no muro do jardim,
Vestidos curtos de cetim,
Sentimentos sinceros e sem pudor,
Cumplicidade minha e do teu amor.
Victor Marques
Jan 5, 2015
Jan 5, 2015 at 10:28 AM UTC
"Uma corte recheada de incertezas.
Diz o mestre:
- A todos vocês condeno essas correntes ventrais.
Condeno essa pressão cardíaca, essa confusão mental.
Não desejeis vós que o sentimento profundo lhes fosse concedido?
E quem há de me jurar que com ele não viria tremenda descordenação,
tremendo derrocamento?
Ouçam o bardo correndo louco entre as paredes de pedra.
Ouçam o gondoleiro, barcarolando as canções de amor.
Ouçam o basbaque som dos encantados,
os afeiçoados e doados de coração.
Eis a verdade, corte, corte de sentimentos.
Jaz aqui o vento que me tragou a esta ilusão.
Gritam altissonantes os mares,
arriscai-vos corações,
antes que o mar os leve a vossos esquifes,
antes que seja muito tarde para arriscar.
Porém que seja espúrioso o vosso amor.
Pois é sentimento que se perde em lamentações,
e para vive-lo, arriscar é necessário, não aja com esquivança,
uma vez entrelaçado, o amor é mais que a promessa,
é a eternidade, é um fado, é um facho,
é imensurável,
é imane,
é ilibado,
insinuante sinal de maravilhas,
ofusca os olhos de quem sente,
faz plenitude e traz saudade a quem não tem,
mas ainda sim muito além,
é uma reta paralela, e dele deve ser padrinho em solenidade,
é um pardieiro implorando piedade, e nós somos a reconstrução.
Então amem corte, mas paguem o preço,
na labuta e na luta,
pois o amor é um mestiço, meio amargo, meio doce,
mas é nato em perfeição."
Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
Com o teu coro que aqui está,
passo a ser preenchido por sombras circunstanciais.
Elas me trazem a memória do renascer
e bem claramente posso sentir o ardor do consolo com que me levam
às lembranças do meu verdadeiro ser.
Transmitindo uma serenidade que se funde aos sons que as acompanham,
em um baile de caos e ódio,
buscam me recordar do que está próximo:
Do deleite profundo em sonho,
minha experiência egocêntrica,
à minha expansão como universo;
um universo em que eu sou a desordem e o âmago.
Constituído completamente de memórias e sentimentos;
sentimentos de uma beleza imprópria;
de morte e de cor,
de vida e dor.
Jul 3, 2013
Jul 3, 2013 at 8:02 PM UTC
Argumentos que encaixam num turbilhão
Sentimentos que se juntam no átrio ao luar,
Mão tuas e de mais ninguém,
Veleiros de outrora, do além,
Sorriso multicolor que tu tens…
Deixa-me embebedar em tudo que acredito,
Queres o céu perdido no infinito.
Caminhas vagarosa e calma,
Melodia que sacia tua alma.
Sensatez e furor que cessam,
Ruído de amor e paixão,
Argumentos de um turbilhão,
Estrelas que a ti confessam…
Victor Marques
Dec 4, 2012
Dec 4, 2012 at 7:31 AM UTC
Sentimentos que se cruzam ao acaso,
Carinho sonolento do fado,
Pastagens com verde intransigente,
Pastagens do amor verdejante.
Emboscadas de devotos amores,
Amor de eternos pensadores,
Remoinhos de rios tricolores,
Rounxinois cantadores.
Olhares sentidos, maltratados,
Colher frutas amadurecidas,
Colher flores floridas,
Amor dos meus pecados.
Noites sem dormir ou ter sono,
Amor ao luar ao abandono,
Cavalos brancos com passo certo,
Amor nu num ceu aberto.
Vic Ale
Jun 24, 2010
Jun 24, 2010 at 3:15 AM UTC
• Vivendo, descobrindo e agradecendo.
Parece que se nasce todos os dias, que Deus nos manifesta o seu amor através da beleza infindável que se descobre todos os dias no sol, na chuva, no vento, no mar, no ribeiro...
Por o universo ser preciso, maravilhoso, e sempre constante nos seus ciclos criadores de vida. Temos de fazer alguma coisa por todos o que nascem desprovidos de amor, de sentimentos, de vontade de ser recordados neste mundo. Para sempre ficarem na memória dos outros seres humanos que parecendo insignificantes tem sempre presente quem tem coração. Respeitar uma sociedade que parece estar ali para acolher pobres, resolver os problemas dos mais desprovidos. O que faríamos nos em condições de pobreza, miséria, fome, guerra? O que faríamos nos se todos acreditassem na vida, na morte e numa ressurreição que Deus através dele seu Filho provou? O que faríamos nos se a natureza não fosse gratuita e uma fonte inesgotável de recursos? O que faríamos nos sem memória, pensamento, razão? Por sermos felizes agradecemos a beleza das estrelas do orvalho, da noite, do dia...Temos todos de viver com a esperança, com o trabalho, com as pessoas, com o amor! Se nosso lema fosse: viver, descobrir, agradecer tudo seria mais fácil para nos alegrar e dar a nossa vida um sentido mais puro e sereno. Viver de uma forma positiva e apaixonada ajuda nos a descobrir nossas potencialidades escondidas, adormecidas.
Vivendo, descobrindo, agradecendo
Nas vivências e descobertas todos os seres humanos conseguem perceber melhor a sua genialidade e existência. Quando penso em Deus, vivo mais... A nossa terra onde Nascemos nunca deixa de ser nossa e sempre bela aos olhos de quem nela nasce, vive e por vezes morre... Não existe quem não esteja grato a ela, seus antepassados, seus lugares preferidos que perduram nas noites, nos dias... A grandeza de ser grato ajuda a viver, impulsiona a descobrir caminhos inimagináveis e impossíveis de ser recordados. Quando se agradece: o cheiro de uma rosa branca, o canto da cigarra, o uivar do lobo, o chilrear dos Passarinhos, a luminosidade da lua cheia. Fico perplexo, emocionado, sentido por saber que vivendo e sempre agradecendo o meu ser.
Victor Marques
May 19, 2016
May 19, 2016 at 4:22 AM UTC
A vida é o jogo de emoções total,
É jogo sem regras, sem costumes,
Quando a temos, muito formal,
São mediações de perfumes!
Mas se eu não gosto afinal,
Ou se eu amo meu amigo,
Sentimento é ser informal
Importante se o consigo!
As misturas de regras são vagas,
As vagas de sentir, são viver,
E assim afinal, planar e dizer,
Te amo ou odeio, faz cócegas!
Sentimentos não são de dizer,
Palavras, não sentem o que fazer,
Carinhos, toques, gestos, são prazer!
É assim, um cheiro a perfume natural,
Sentimentos, são trocas de atenção,
Quem nunca sentiu chegar no plural?
Sentimentos, são energia no coração!
E assim sempre vou mostrar meus sentimentos, sejam duros, suaves ou possantes! É isto a natureza informal de eu chegar, junto de todos aqueles que no fundo, eu considero!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.07.25.02.11
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:07 AM UTC
Vive de alternâncias imperceptíveis;
possui a maldição de viver momentos
somente para si inesquecíveis.
Quando se volta para o equilíbrio apolíneo,
percebe nele a maior incongruência,
uma limitação impraticável.
Vê-se desfocado de seus próprios pensamentos;
não julga, mas observa.
Tem medo.
Somente sente-se promissor ao som de seus poderosos companheiros,
que o auxiliam a destituir-se de seus próprios pesares.
Em sequência a isso, por um tamanho ardor é acometido
e tantos sentimentos que até ele vão para compor,
que sua existência e vida tornam-se intensas demais;
de tão pesadas e densas,
o levam ao caos,
a observar e esperar pelo surgimento de estrelas e brilho.
Jul 4, 2013
Jul 4, 2013 at 3:41 PM UTC
Imagino um caminho fechado, ***** e sujo,
Dentro do escuro, saem sombras despidas,
Suas almas são vertidas, na solidão e eu fujo,
Deixo para trás cores pretas, ficam perdidas!
Apela-me ao coração, tantas vezes, a voz perfeita,
Diz-me segredos da cor magnifica, a cor do arco iris,
E agora que ficaria eu fazendo, fugindo da tal ceita,
Que entrou na minha vida e saiu, como liquido que fiz!
Transformou-se toda a minha vida, e a sujidade saiu,
Como do túnel que antes descrevi e de lá almas libertei,
Alegra-me plenamente o valor que meu coração adquiriu,
Se entregou a ti alma gémea que amo e sinto, eu encontrei!
De que serviu todo o antibiótico que tomei, senão para cura,
Foi remédios de sentimentos sombrios, me transformaram,
Meu ser é hoje de um homem, completamente de alma pura,
Necessito apenas de oportunidade segura, que me partilharam!
A tua entrega neste momento difícil, merece um festejo celestial,
Não terá de ser festejado amanha, porque é hoje a tal festa *******
Meu coração encheu-se de sonhos, minhas armas carregaram igual,
Completamente firme, penetro no mundo que deste, é o divinal!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.07.31.02.12
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:06 AM UTC
Todas as cartas de amor são - Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem - Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras - Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser - Ridículas.
Mas, afinal, - Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor - É que são - Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia - Sem dar por isso
Cartas de amor - Ridículas.
A verdade é que hoje - As minhas memórias
Dessas cartas de amor - É que são
Ridículas.
*(Todas as palavras esdrúxulas - Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente - Ridículas.)*
Fernando Pessoa
May 31, 2015
May 31, 2015 at 10:02 AM UTC
Não levo o peito à cama
pra não me trovejar o coração.
No instante em que se inflama,
traz de volta ao mundo
[solidão
Tremendos rodopios planam
nas voltas fervorosas do meu
[vão
Escuto os termos tímidos
das turbas tolerantes de então.
Esqueço-me do terço entoado
de um crente já desacreditado
por ter nos sentimentos
[a razão
Permito aos prantos parcos
verterem-se em mil cacos
pra darem, enfim, à Luz
[Escuridão.
Aug 4, 2010
Aug 4, 2010 at 8:30 AM UTC
Ontem descia a colina, pelos caminhos da natureza,
Foi quem sabe o seu trilho, que me mostrou a beleza,
Desde as plantas, ao ar que lá respirei, me maravilhei,
Foi nessa viagem que descobri, que ali tudo eu farei!
O cheiro a vida e os animais descascados de preconceitos,
A paz que se sentia entrar nos seus ninhos, eram preceitos,
De cores de luz ardente, onde o sol encoberto de folhas,
Mostrava atos ou sentimentos que são nossas escolhas!
Não escolho de quem posso gostar, mas escolho preservar,
Não luto pelo amor, se não o posso cultivar, porque não ó é,
Mas se eu escolher amar entre as folhas eu vou me mostrar,
E se estiver por trás delas, alguém, também deixo brilhar. Pois é!
É umas mistura de sons e tons, numa bebida alcoólica,
Sente-se os cheiros e sabores, escorrendo pela goela,
Percorrem-se os melhores encontros, gente acolita,
Se não são seus valores, nem são dele, nem são dela!
Porém, esta minha caminhada, vale escuro abaixo,
Que entre o brilho da estrela do dia mais claro,
Se perdi, porque vi, o que não guardei e encaixo,
E já vale adentro, hoje teu abraço é o meu amparo!
Autor: António Benigno
Código do texto: 2013.07.21.02.07
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:09 AM UTC
DESTINO QUE É DESTINO
Antigos sonhos que se sonharam,
Amores que passaram.
Gotas de orvalho cristalino,
Destino que é destino.
Paixões turbulentas e calmas,
Cavernas que já foram cavernas,
Doenças que são grandes traumas,
Destino e paz às almas.
Sentimentos sem ter prazo,
Comboios no cais do acaso,
Saudades do tempo que passou,
Destino daquilo que fui e sou.
Avezinhas cantam belas melodias,
Suaves com suas crias,
Embalado na corrente do rio Tua que ainda corre,
Destino meu que não morre…
Alijó, 22 de Outubro de 1991
Victor Marques
Jan 5, 2015
Jan 5, 2015 at 9:46 AM UTC
No meu corpo
eu silencio as dores do passado,
escondo as cicatrizes da minha história
e guardo os sentimentos de minha jornada.
Ser como sou,
vestir-se como me visto,
falar como falo,
andar como ando,
viver como eu vivo.
São apenas vestígios que deixaram-me
ao longo do tempo.
Abusos.
Agressões.
Violências.
Ser submetida a ser submissa.
Ser jogada de cantos em cantos.
Ser tratada como lixo.
Ser menosprezada.
Ser dada como burra e ignorante.
Querer ser o que sempre fui.
Querer ser algo que não me deixaram ser.
Ser como "eles"?!
Não podia.
Hoje...
Hoje sou quem eu quiser.
Não sofro e nem me fazem sofrer.
O peso que levo em meus ombros são meus,
mas não dói.
Tenho orgulho.
E hoje sou LIVRE,
sou FORTE,
sou GRANDE,
sou MULHER.
Apr 2, 2017
Apr 2, 2017 at 12:10 PM UTC
Diz me quem és tu….
Suave com temperamento tempestivo,
Doce como a noite á rebeldia,
Terna como a luz do dia,
És chama para quem suspiro e vivo.
Insatisfeita com tua beleza,
Fazes o céu ser teu pretendente,
A lua teu amante,
E eu perdido no amor á natureza.
Amas teus pais com laços,
Ao acaso dás e pedes abraços,
Tens sentimentos só teus e muitos ternos,
Te perdes nos serões secos e amenos.
Gestos simples de quem é devota,
Amar a flor que sempre brota,
Quem és tu melodia erudita,
Água pura que purifica…
Victor Marques
Apr 8, 2013
Apr 8, 2013 at 5:01 AM UTC
As palavras expressam sentimentos
As palavras são a expressão fiel do pensamento,
Adornadas, esburacadas pelo vento…
Elas lideram sinfonias nobres e exaltadas,
Elas são imunes, bem-amadas.
As soluções para um bocejo,
Livro aberto sem um beijo.
Um sentimento que consome,
São elas e com nome.
Romance e uma grande desilusão,
Amor saudoso, e muita solidão…!
Estafeta, correria milagrosa,
Poesia, palavra e prosa.
Victor Marques
Nov 6, 2012
Nov 6, 2012 at 2:38 PM UTC
Olhei o exterior, a descoberto, no costume dos dias,
Olhar de lince, penetrou perante os espetros ocultos,
Tudo aquilo que se via, imaginava real, o que fazias,
E porque o era, nada mudava afinal nesses vultos!
Sem medos, nem costumes delirantes, tudo era normal,
As sombras não se escondiam nas penumbras do dia,
Nem o sol deixou de brilhar no pleno dia que eu vivia,
Acordar de criança, desejoso de o ser, como água termal!
Perdeu-se o tempo, constrangido com riscos e desafios,
Falava-se de tudo e para todos, sem nosso silêncio crismal,
Aquelas vestes de antigamente, tribunal, hoje é ponto final!
E a realização dos sonhos são isso, desafios lógicos e sentimentos,
Delira o corpo, com o satisfazer da mente, coisas duradouras e belas,
Se cresce desejo, se sonho quando te vejo e aprecio teus encantos,
Solto-me no ar, voando e planando, pelas nossas vestes, paralelas!
E longe te aperto aqui, mundo que conheci, seguro no bolso,
Seu fecho de saco impermeável e por demais, mais durável,
Aquece-me o presente, com sonhos para futuro, sustentável,
E, teus sonhos, meus, minha, vida tua é sem troca ou reembolso!
Autor: António Benigno
Código de Autor: 2013.10.02.02.26
Oct 2, 2013
Oct 2, 2013 at 6:53 AM UTC
Acaso
criou o caso
que nós criamos
Sintonia, simpatia
A mão leve e o riso frouxo
Fantasia
Dos que vem
Dos que vão
Dos que vivem
Vivemos,
Vivemos bem
Apesar de outros alguéns
E do imaginário que nos retém
A cumplicidade sutil
Dos olhos que sabem
Que não se verão mais
Que sabem dos momentos de paz
E da vida quando está à mil
O carinho na base
Dos sentimentos puros
Na positividade
Do desconhecido, do não vivido
E ainda assim natural
Na pureza, na conexão
Daquilo que não cria o mal
E que aprendeu a entender
Como se comporta um igual.
Dec 19, 2015
Dec 19, 2015 at 4:02 PM UTC
Feliz és tu, vento
que teu cheiro pode sentir
atravessar o seu manto
sem medo de se apaixonar;
Feliz és tu, vento
que pode a observar
admirar o seu encanto
sem medo de se apaixonar;
Feliz és tu, vento
que pode teu movimento sentir
apreciar o teu beijo
sem medo de se apaixonar;
Feliz és tu, vento
que sua voz pode ouvir
aprender o teu assovio
sem medo de se apaixonar;
Feliz és tu, vento
que tudo pode experimentar
se deixar levar pelo seu gosto
sem medo de se apaixonar;
Mas no final, sou eu quem sou feliz
por ter alguém para me apaixonar
por ser humano e saber
que para sempre, sempre irei amar.
Sep 17, 2015
Sep 17, 2015 at 6:58 PM UTC
Escrevo numa língua frágil
As mágoas que me vão cá dentro:
As que me assombram as noites
E atormentam os dias
Reaproveito essas mágoas e
Transformo-as em desejos puros
De felicidade inalcançável
Poemas inúteis
Que não correspondem à realidade
Procuro infinitamente algo que substitua
A felicidade inencontrável
E ingrata que não se deixa encontrar
Retiro as vendas fingidas e tingidas de lágrimas
Os meus olhos bem abertos com nada se deparam.
Fala-me como bonito é o amor
Sem nada esconder,
Mostra até os defeitos
Que toda a gente deixa esconder
Não ignores qualquer pedaço ingrato
Consequência dramática
Ou até episódio trágico.
Não deixes que sorriem disto
Sofrimento não é piada
Nem medo ou nervosismo
É número de circo
Tudo o que eu sinto é um puro espetáculo
De sentimentos e emoções
E é inassistível, proibido ao público
Não quero ver destruída
Esta louca paixão descomedida
Que tenho pela descoberta do contentamento
Remata-me com as tuas inequívocas
De como te pertenço
Dessa verdade que vem do coração
E que rompe a tua alma
Jun 20, 2014
Jun 20, 2014 at 7:01 PM UTC
Aceito todas as pessoas assim como são
(não se enganem, não disse que gosto)
Simplesmente não vejo por quê não deveriam ser assim
Vejo o fatalismo total e inevitável da vida
A aleatoriedade dos factos
A imaginação e a memória humanas
A submissão incontrolável ante a força
Não há destino, mas não há escolha
Ser é simplesmente existir seguindo um fluxo
Tornar expressivo e externo o caos íntimo da mente
Não exite mentiras, nem falsidade,
menos ainda heroísmos, ou coragem
O homem é ser dotado de todos os sentimentos
Impregnado (estupidamente impregnado) da certeza da vida
de toda a moral e inescrupulosos egoísmos
Não há como negar
Nos resta observar e e rir...
Toda ação gera consequências,
se alguém faz é porque é inevitável que o faça
e tudo o leva a fazer.
Jun 9, 2014
Jun 9, 2014 at 11:36 AM UTC
Escrevo num velho caderno
Velhas ideias
Velhos sentimentos
Que outrora estiveram cá dentro.
Quero sentir o que já senti.
Quero pensar o que já pensei.
Não quero ser, porém, o que já fui.
Mas como farei isso, de tal forma, eu?
Como poderei eu ponderar tais feitos
Sem mudar quem sou?
Pois a pessoa que era antes era a pessoa
Que sentiu e pensou aquilo
Que no seu coração e mente passou.
Se já não sou quem era, não posso reaver o que perdi
Sentimentos que cá estiveram no meu antigo eu.
Posso aspirar, desejar, pretender, querer, tencionar
Mas se não quero quem eu era, porque é que quero o que quero?
É uma inquietação constante,
Uma busca estonteante,
Um desejo extenuante.
Penso eu, num pensamento abundante.
Quero ser eu mas não ser eu.
Quero sentir mas não sentir o novo.
Quero pensar mas não pensar.
Quero o que quero sem querer o que não quero.
Não poder ter tudo mas não querer tudo.
Que infelicidade do consciente.
Mar 1, 2014
Mar 1, 2014 at 12:44 PM UTC