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"salgada" poems
Na neblina abafada Dentre as árvores, dentre algas Sentir a água Ouvir os cantos Cintilante Suas mãos quentes tocaram meu tornozelo Seu coração frio tocou o meu Oh, Deus, Se realmente estou apaixonado Me faça não querer deixa-la Os corações que já quebrei, não se comparam ao dela Deixe-me ficar Se realmente estou apaixonado, me diga se ela corresponde Seu canto entrou em meus ouvidos Uma sintonia aveludada, salgada, com uma pitada de perigo O som dos pingos de água se rebatendo Venha comigo, vamos viver juntos Seja minha esposa. Presa por algemas de areia Se rebatia enquanto suas mãos puxavam as minhas Delicada. Uma beleza agoniante Oh, Deus, O que será de mim? Um vida fria terei caso não ficar com ela. Me trazendo para a água Sussurrando feitiços e me deixando cego pelo amor Meu corpo logo estará submerso Estou indo Ofegante Coração frio, mãos quentes, beleza agoniante Vendo a escuridão Cego por um amor planejado Um coração antes sujo, fora iludido por olhos vibrantes e pele cintilante O coração quente fora apagado, sentindo amor. Oh, Deus, diga-me, terminarei sendo enganado?
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Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:55 PM UTC
Sailor vs Mermaid
O choque congestiona o fluxo sanguíneo. A cabeça erguida entra em declínio. As pernas tremem de não aguentar o peso. O mundo desaba todo e o deixa preso. Nos olhos já se observa o desatino. A face rubra paralisa sem destino. A boca seca torna-o surpreso e o ombro, de pronto, deixa de ser teso. Escorre pela cara lágrima salgada com o gosto do destrato da mulher amada que desce ríspida à travada glote. Como um antídoto à honra humilhada, retorna do estômago feito cusparada e o faz erguer em busca do que o esgote
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Nov 11, 2010
Nov 11, 2010 at 4:42 AM UTC
do chORO à fúRIA
Te amar sempre… A terra, o céu e o mar, O teu terno olhar. O teu calor sufocante, Te amar hoje, sempre! A ousadia de bem querer… A tristeza de não te ter. O horizonte nunca é pleno, Não te tenho, mas te amo. A água salgada chora por ti, O douro Sonolento por mim. Não sinto teu beijo, teu odor… Amor, meu eterno …amor. Victor Marques
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Dec 12, 2009
Dec 12, 2009 at 6:38 AM UTC
Te amar sempre
Amar… e o mar Molhar as mãos na água salgada, Soslaio da onda esbranquiçada. Beleza da lua iluminada, Areia sem tua pegada. O mar calmo e fluído, Um cântico de harpa sentido. Mar nem sempre conquistado, Ruir do futuro, do passado. A areia sem voz, nem cor, A noite é singular. Ondas de par em par, Frio que parece calor, Cheiro salgado do teu amor. Victor Marques
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Dec 12, 2009
Dec 12, 2009 at 6:39 AM UTC
Amar ...e o mar
Ruído do mar Molhar as mãos na água salgada, Olhar a sereia idolatrada, A lua bem iluminada, Pisar na areia, deixar pegada … É calmo e fluido, Um cântico sem ser ouvido, Longínquo e mal-amado, Ruído do mar já passado. A areia sem voz, nem cor, Água fria sem pudor, Corrupio de ruído e odor, Transparente e sem amor. Victor Marques
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Apr 22, 2013
Apr 22, 2013 at 11:08 AM UTC
Ruído do mar
Meu pranto foi consolado! Lágrimas confundem-se com água salgada. Quando o corpo fica gelado, a alma fica curada.
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Jun 25, 2013
Jun 25, 2013 at 10:16 AM UTC
Mar
E tu, ansiosa por te afogar, Foste apanhada na corrente Deste teu precioso mar. À superfície da água salgada, Onde te deixavas flutuar, Saíram das mais ínfimas profundezas Mil duzentos e sete braços Ansiosos por te abraçar. Envoltos num corpo inanimado, Não o deixaram recuar. Nunca mais deu à costa, Nem soube o que era respirar. Pois peso morto sempre naufraga E não há volta a dar. Mas há coisas que não têm peso E são mais difíceis de afundar... Descem, e logo voltam à tona   Como se estivessem a ressuscitar. Dizem que a mulher que lá entrou, Naquele tenebroso mar, Entrou criança   E foi feita sereia. Não sei o que lhes deu essa ideia, Talvez estejam obcecados com a mudança. Talvez pela forma como o seu corpo balança Por entre as ondas da maré cheia. Quem espera sempre alcança... Numa noite escura,   num silêncio de levar à loucura, Num céu envolto em trevas onde nem espreitava o luar... Avistaram uma sereia em pleno alto mar. Dizem que o seu canto, Simultaneamente belo e perigoso, Fazia qualquer homem desesperar. Como sou mulher, cética e descrente, Com olhar atento mas duvidoso, Nunca cheguei a acreditar.   Iludidos! Aqui está mais uma prova, Os homens são muito fáceis de enganar. Nem se aperceberam que eram gritos   Aquilo que se espalhava pelo ar, Os seus e o dela. O som do massacre com que ela os iria brindar. A única diferença é que os gritos da sereia Eram de puro prazer, E os gritos dos homens Eram de puro sofrer. A única diferença é que ela ia sobreviver, Para ver outro dia nascer,   Para ter mais uma história que escrever. Iludidos!   Não podem ver uma mulher que já não sabem pensar. E ela, inteligente, usa esse instinto contra eles,   para os convencer a mergulhar. Assim, num mar de tinta vermelha Habituara-se a sereia a nadar. A cada morte ria mais alto, “Tanta ignorância ali jaz a boiar”, E ria, como se os seus pulmões fossem estourar, Com uma ingenuidade encantadora   De quem não sabe que está a pecar. Dançava, louca e despreocupada, Por entre centenas de corpos desfeitos Que corriam na sua água, doce e salgada, Livre de amarras e preconceitos. Dizem que em noites de tempestade, Por entre o caos da trovoada, Ecoam os gritos de uma sereia Juntamente com a sua doce risada. “Não há homem neste mundo Capaz de me tocar Sem eu o petrificar. Ainda bem que os braços Que me envolveram, No fim de tudo, Foram os de uma deusa Chamada Mar”.
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Mar 12, 2022
Mar 12, 2022 at 8:55 AM UTC
Deusa do Mar
E tu, ansiosa por te afogar, Foste apanhada na corrente Deste teu precioso mar. À superfície da água salgada, Onde te deixavas flutuar, Saíram das mais ínfimas profundezas Mil duzentos e sete braços Ansiosos por te abraçar. Envoltos num corpo inanimado, Não o deixaram recuar. Nunca mais deu à costa, Nem soube o que era respirar. Pois peso morto sempre naufraga E não há volta a dar. Mas há coisas que não têm peso E são mais difíceis de afundar... Descem, e logo voltam à tona   Como se estivessem a ressuscitar. Dizem que a mulher que lá entrou, Naquele tenebroso mar, Entrou criança   E foi feita sereia. Não sei o que lhes deu essa ideia, Talvez estejam obcecados com a mudança. Talvez pela forma como o seu corpo balança Por entre as ondas da maré cheia. Quem espera sempre alcança... Numa noite escura,   num silêncio de levar à loucura, Num céu envolto em trevas onde nem espreitava o luar... Avistaram uma sereia em pleno alto mar. Dizem que o seu canto, Simultaneamente belo e perigoso, Fazia qualquer homem desesperar. Como sou mulher, cética e descrente, Com olhar atento mas duvidoso, Nunca cheguei a acreditar.   Iludidos! Aqui está mais uma prova, Os homens são muito fáceis de enganar. Nem se aperceberam que eram gritos   Aquilo que se espalhava pelo ar, Os seus e o dela. O som do massacre com que ela os iria brindar. A única diferença é que os gritos da sereia Eram de puro prazer, E os gritos dos homens Eram de puro sofrer. A única diferença é que ela ia sobreviver, Para ver outro dia nascer,   Para ter mais uma história que escrever. Iludidos!   Não podem ver uma mulher que já não sabem pensar. E ela, inteligente, usa esse instinto contra eles,   para os convencer a mergulhar. Assim, num mar de tinta vermelha Habituara-se a sereia a nadar. A cada morte ria mais alto, “Tanta ignorância ali jaz a boiar”, E ria, como se os seus pulmões fossem estourar, Com uma ingenuidade encantadora   De quem não sabe que está a pecar. Dançava, louca e despreocupada, Por entre centenas de corpos desfeitos Que corriam na sua água, doce e salgada, Livre de amarras e preconceitos. Dizem que em noites de tempestade, Por entre o caos da trovoada, Ecoam os gritos de uma sereia Juntamente com a sua doce risada. “Não há homem neste mundo Capaz de me tocar Sem eu o petrificar. Ainda bem que os braços Que me envolveram, No fim de tudo, Foram os de uma deusa Chamada Mar”.
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Horizonte que se estende sem fim, Brilhando como o doce luar, Ondas brancas longe de mim, Rochedos perto do mar. Areias finas que sentem teus ruídos, Sinfonias que despertam os sentidos. Movimento acelerado de te contemplar, Céu azulinho cor do mar. Tudo aqui parace ter começado, Feito de profano e sagrado. Encontros e desencontros de universalidade, És mar e também saudade. Que a eternidade  nunca acabe, Partiste o mundo em metade. Mar de água salgada com odor, Mar de Deus e do amor. Victor Marques
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May 12, 2022
May 12, 2022 at 3:41 PM UTC
Mar