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"recuperar" poems
Para devolverme necesito una sombrilla, también la lluvia, los artefactos de la calle que se opacan. Necesito tropezarme con el resto del siglo bruto y evadirlo. Cuántas noches tuve sin explicación. Necesito considerar toda huella, minuciosa, subterránea, llevarla de vuelta al sitio y no dejarla más. Recuperar el año, colgar al tedio en el cielo eléctrico. Someterme al trayecto de los bichos. Dormir con la luz encendida, apostarle mi vida a una cobija. Necesito extinguir la cavidad de los dientes, detenerme, salir ilesa.
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Jan 19, 2012
Jan 19, 2012 at 12:25 PM UTC
El oficio de alejarse
Como náufrago en un barco sin hoja de ruta, me encuentro caminando en esta noche oscura. Con mil preguntas que a mi mente perturban y cada una de ellas no tiene respuesta alguna. Desorbitado, como el centro de mis latidos, buscando la salida de este laberinto. Desesperado como el eco de mis dudas, quiero quitar las barreras que me separan de  mi destino. Descubrir el sendero de luz en mi camino, para quitar las sombrías ataduras con las que vivo. Poder recuperar mis deseos escondidos, poner punto final a la búsqueda del tesoro perdido. Dejar de proteger el frasco con la rosa en su interior, eliminar el terror por la bestia que merodea a su alrededor. Transitar con valor los caminos de la pasión y profundizar con amor los mares de autoconocimiento y sanación.
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Sep 29, 2025
Sep 29, 2025 at 11:59 PM UTC
El naufragio de mis miedos.
Marinheiro, marinheiro Você  perdeu sua âncora Você perdeu seu atlas Marinheiro, marinheiro Você matou seus companheiros E não há lugar em terra para você Marinheiro, marinheiro Te disseram para nunca mais voltar Te mandaram parar de respirar Marinheiro, marinheiro E toda dor que você sentiu? Você perdeu seu coração? Marinheiro, marinheiro Eles te odeiam Você é a própria morte, dizem eles Marinheiro, marinheiro O alfaiate e o jovem da meia-noite estão em paz? Seus fantasmas ainda o perseguem? Marinheiro, marinheiro Você perdeu o receio daquele barco? O velho barco quebrado  que é você Marinheiro, marinheiro Você sentiu o cheiro de casa? Seus companheiros estão em terra Marinheiro, marinheiro Como você navega pelo desfiladeiro? Como você luta com o desespero? Marinheiro, marinheiro Eu achei sua âncora e seu atlas Mas eles pertencem a outro senhor Marinheiro, marinheiro Você desistiu do seu destino? Você abandonou sua tripulação Marinheiro, marinheiro Onde será seu enterro? Porque você está morto afinal Marinheiro, marinheiro Se eu disser que te odeio Pois você abandonou sua tripulação? Marinheiro, marinheiro Você me responderia Se eu dissesse que te odeio? Marinheiro, marinheiro Se você está morto afinal Porque eu sou um fantasma? Marinheiro, marinheiro Onde seu coração está? Porque eu não quero mais sofrer Marinheiro, marinheiro Quem é você afinal? Porque eu sou um espectro de quem você foi Marinheiro, marinheiro Se eu matar meus companheiros E abandonar a tripulação Marinheiro, marinheiro Eu vou ser livre do desespero? A escuridão vai me abandonar? Marinheiro, marinheiro Por que eu sou tão triste Se sou um fantasma solitário? Marinheiro, marinheiro Eles dizem que você é o pior Aquele que nunca deveria ter existido Marinheiro, marinheiro O que isso diz sobre mim? Se você, afinal, não tivesse nascido Como eu poderia estar aqui? Marinheiro, marinheiro Se você recuperar sua âncora e seu atlas Se você recuperar sua tripulação Você me aceita? Marinheiro, marinheiro Se você estiver vivo afinal Você me empresta seu nome? Porque eu estou cansado de sofrer Marinheiro, marinheiro Se eu for seu herdeiro Você me deixa navegar naquele velho barco? Marinheiro, marinheiro Você me deixa ser a própria morte? Porque eu não quero mais sofrer. Marinheiro, marinheiro Você permite que eu seja apenas um fantasma Vagando sem rumo pela escuridão? Marinheiro, marinheiro Você permite que eu me mate Para não fazer mais ninguém sofrer? Marinheiro, marinheiro Por que tudo mudou? Era mais fácil quando todos éramos sonhadores Marinheiro, marinheiro Eu quero ser novamente um marinheiro Para que eu sinta o cheiro de casa Marinheiro, marinheiro Se eu não sou mais marinheiro Eu posso abandonar o barco? Marinheiro, marinheiro Eu quero abraçar o mar Marinheiro, marinheiro Eu quero sangrar com o mar. Marinheiro, marinheiro Eu quero entender por inteiro Por que eu deixei de ser marinheiro Marinheiro marinheiro Eu vou virar seu companheiro Vamos estar mortos afinal.
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Dec 3, 2016
Dec 3, 2016 at 6:39 PM UTC
Marinheiro, marinheiro
Marinheiro, marinheiro Você  perdeu sua âncora Você perdeu seu atlas Marinheiro, marinheiro Você matou seus companheiros E não há lugar em terra para você Marinheiro, marinheiro Te disseram para nunca mais voltar Te mandaram parar de respirar Marinheiro, marinheiro E toda dor que você sentiu? Você perdeu seu coração? Marinheiro, marinheiro Eles te odeiam Você é a própria morte, dizem eles Marinheiro, marinheiro O alfaiate e o jovem da meia-noite estão em paz? Seus fantasmas ainda o perseguem? Marinheiro, marinheiro Você perdeu o receio daquele barco? O velho barco quebrado  que é você Marinheiro, marinheiro Você sentiu o cheiro de casa? Seus companheiros estão em terra Marinheiro, marinheiro Como você navega pelo desfiladeiro? Como você luta com o desespero? Marinheiro, marinheiro Eu achei sua âncora e seu atlas Mas eles pertencem a outro senhor Marinheiro, marinheiro Você desistiu do seu destino? Você abandonou sua tripulação Marinheiro, marinheiro Onde será seu enterro? Porque você está morto afinal Marinheiro, marinheiro Se eu disser que te odeio Pois você abandonou sua tripulação? Marinheiro, marinheiro Você me responderia Se eu dissesse que te odeio? Marinheiro, marinheiro Se você está morto afinal Porque eu sou um fantasma? Marinheiro, marinheiro Onde seu coração está? Porque eu não quero mais sofrer Marinheiro, marinheiro Quem é você afinal? Porque eu sou um espectro de quem você foi Marinheiro, marinheiro Se eu matar meus companheiros E abandonar a tripulação Marinheiro, marinheiro Eu vou ser livre do desespero? A escuridão vai me abandonar? Marinheiro, marinheiro Por que eu sou tão triste Se sou um fantasma solitário? Marinheiro, marinheiro Eles dizem que você é o pior Aquele que nunca deveria ter existido Marinheiro, marinheiro O que isso diz sobre mim? Se você, afinal, não tivesse nascido Como eu poderia estar aqui? Marinheiro, marinheiro Se você recuperar sua âncora e seu atlas Se você recuperar sua tripulação Você me aceita? Marinheiro, marinheiro Se você estiver vivo afinal Você me empresta seu nome? Porque eu estou cansado de sofrer Marinheiro, marinheiro Se eu for seu herdeiro Você me deixa navegar naquele velho barco? Marinheiro, marinheiro Você me deixa ser a própria morte? Porque eu não quero mais sofrer. Marinheiro, marinheiro Você permite que eu seja apenas um fantasma Vagando sem rumo pela escuridão? Marinheiro, marinheiro Você permite que eu me mate Para não fazer mais ninguém sofrer? Marinheiro, marinheiro Por que tudo mudou? Era mais fácil quando todos éramos sonhadores Marinheiro, marinheiro Eu quero ser novamente um marinheiro Para que eu sinta o cheiro de casa Marinheiro, marinheiro Se eu não sou mais marinheiro Eu posso abandonar o barco? Marinheiro, marinheiro Eu quero abraçar o mar Marinheiro, marinheiro Eu quero sangrar com o mar. Marinheiro, marinheiro Eu quero entender por inteiro Por que eu deixei de ser marinheiro Marinheiro marinheiro Eu vou virar seu companheiro Vamos estar mortos afinal.
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No se lo que sentí... No se cómo describirlo, Es felicidad enfrascada al vacío, Y, al mismo tiempo, Me encuentro perdido. Agitado... Un poco inestable. Tratando de recuperar el aliento, Que, no se por qué, me has quitado... Preguntas que me vuelven En contra mía. Que me vuelven un fantasma Sentimientos afilados. Vidrios rotos Rasgando muy fondo Tu eres el rastro Del tesoro que perdí Hace tiempo. Pistas perdidas, Pistas que invalídas No se por qué me doy la espalda Me rebano con una espada Que se desliza despacio Y hasta toca mi alma... No se lo que sentí, Pero supongo soy feliz Yo te hubiera Acabando matando...
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Oct 1, 2014
Oct 1, 2014 at 11:10 AM UTC
Rojo
Quisiera decirte cuán estúpido me haces sentir Quisiera decirte cuán alegre me hace leer tus palabras Quisiera decirte que no siempre las comprendí Quisiera decirte que las recuerdo, en ellas pienso por las mañanas Sueño con tu rostro, aunque no tenga muchos recuedos ya Sueño con tu canto, aunque apenas por unos minutos te oí hablar Sueño con abrazarte, aunque ni a tu lado me acerqué Sueño con caminar contigo, aunque sé que no podré Quisiera ver tu mundo y explorar cada uno de tus sueños Ayudarte a cumplirlos, que en mis ojos veas lo que en el mundo no ves Quisiera escuchar tus penas y ser tu mejor consuelo Regresarte la esperanza que cruelmente te arrebató el ayer Quisiera que cada lágrima que derrames no sea en vano Que en sus caídas dibujen líneas para nuevas vidas Quisiera que árboles de luz crezcan del suelo que han tocado Que sus frutos fortalezcan tu corazón, cansado de mentiras Sueño con ver tus ojos brillar de felicidad La cual yo también quiero encontrar Sueño con verte correr hasta la infinidad Ver tus pies senderos pintar Sueño con que tus sueños sean conmigo Invadirlos y que veas lo que puedo crear contigo Sueño que me ayudes a recuperar Mi tan deteriorada creatividad Porque en ti quiero confiar Aunque tenga miedo de volver... De volver a ver una puerta ante mis ojos cerrarse Dejando vacíos que nunca podrán llenarse Sueño que mis palabras sean reales Sólo a ti te sueño, despierto y escribiendo...
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Mar 12, 2018
Mar 12, 2018 at 10:38 PM UTC
Despierto y escribiendo
¿Qué les queda por probar a los jóvenes en este mundo de paciencia y asco? ¿sólo grafitti? ¿rock? ¿escepticismo? también les queda no decir amén no dejar que les maten el amor recuperar el habla y la utopía ser jóvenes sin prisa y con memoria situarse en una historia que es la suya no convertirse en viejos prematuros ¿qué les queda por probar a los jóvenes en este mundo de rutina y ruina? ¿cocaína? ¿cerveza? ¿barras bravas? les queda respirar / abrir los ojos descubrir las raíces del horror inventar paz así sea a ponchazos entenderse con la naturaleza y con la lluvia y los relámpagos y con el sentimiento y con la muerte esa loca de atar y desatar ¿qué les queda por probar a los jóvenes en este mundo de consumo y humo? ¿vértigo? ¿asaltos? ¿discotecas? también les queda discutir con dios tanto si existe como si no existe tender manos que ayudan / abrir puertas entre el corazón propio y el ajeno / sobre todo les queda hacer futuro a pesar de los ruines del pasado y los sabios granujas del presente
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¿qué les queda a los jóvenes?
Diga me la verdad Porque me dejastes llorar Inutil, llo te odio Amor me amastes Besos en la noche Olvidate, de mi labios No ves que me lastimates Que me golpiastes A mi corazon Perdon no te va ayudar Perdoname Perdon no te va salvar Perdoname Amor de te prisa Te voy a dejar sin risas Por hacer me sufrir Despidate de tu vida Se va en un instante Cobarde, te huistes Perdon no lo va reglar Perdoname Perdon no lo recuperar Perdoname Te voy odiar Asta que te vas © Sofia Villagrana 2019
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Sep 25, 2019
Sep 25, 2019 at 7:09 PM UTC
Escuchame
Aquí empieza el descanso. En mi conciencia y en el almanaque junto a mi nombre y cargo en la planilla aquí empieza el descanso. Dos semanas. Debo apurarme porque hay tantas cosas recuperar el mar eso primero recuperar el mar desde una altura y hallar toda la vida en cuatro olas gigantescas y tristes como sueños mirar el cielo estéril y encontrarlo cambiado hallar que el horizonte se acercó veinte metros que el césped hace un año era más verde y aguardar con paciencia escuchando los grillos el apagón tranquilo de la luna. Me desperezo grito poca cosa qué poca cosa soy sobre la arena la mañana se fue se va la tarde la caída del sol me desanima sin embargo respiro sin embargo qué apretujón de ocio a plazo fijo. Pero nadie se asusta nadie quiere pensar que se ha nacido para esto pensar que alcanza y sobra con los pinos y la mujer y el libro y el crepúsculo. Una noche cualquiera acaba todo una mañana exacta seis y cuarto suena el despertador como sonaba en el resto del año un alarido. Aquí empieza el trabajo. En mi cabeza y en el almanaque junto a mi nombre y cargo en la planilla. Aquí empieza el trabajo. Mansamente. Son cincuenta semanas.
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Licencia