"punhal" poems
O pó queima o nariz,
O álcool aquece o corpo,
A música acolhe,
O sangue jorra.
A ultima imagem,
O ultimo cheiro,
O último sentimento,
Dor.
Uma veste de sangue a cobre,
Olhos vermelhos escondem a paranóia,
Um punhal brilhante reflete o medo.
Um soco no espelho,
Um último beijo,
Julieta, Julieta,
Não se vá.
Romeu, Romeu,
Um punhal resolveu,
Piscina escarlate,
Seu sangue é combate.
Veludo frio,
Coração congelado,
Toque caloroso,
Olhar vidrado.
Romeu, Romeu,
Você lembra do dia que ela morreu?
Nov 5, 2014
Nov 5, 2014 at 2:24 PM UTC
Sinto as bicadas me despedaçarem lentamente
tudo que elas levam - eu sei - nunca voltará
mas talvez
seja melhor assim
É melhor que isso chegue ao fim e que não se possa mais sentir
como a dança dos planetas
que a gravidade insiste em atrair
no marasmo eterno das festas
pois liberdade é solidão
igualdade é utopia
e amizadade é grilhão
Retalhos remendados removidos mastigados como por um punhal com cheiro de violetário verdadeiro
E com um sorriso agonizante
migalhas de Nietzsche na cabeça
jovem e bem vestido
Caso-me com a morte
Jul 1, 2015
Jul 1, 2015 at 5:41 PM UTC
um som
um telefone
um número que nada diz
toque
os dedos trémulos
“o-lá”, diz a medo
silêncio
ninguém . nada . vazio
desliga o telefone
sensação
não está só
o punhal mergulha no peito
respiração ofegante
tempo
libertação
Aug 18, 2015
Aug 18, 2015 at 6:45 AM UTC