"procuro" poems
Saudade de meus avós
Procuro uma justificação plausível,
Para tanto amor que recebi.
Indago nas profundezas do universo,
Escuto conselhos sábios nunca dum homem só,
Amor eterno a meus avós.
Caminhadas por entre giestas sedutoras,
Rebanhos que alguém guardou.
Hinos ritmados que alguém sabe cantar,
Chilrear dos que sabem amar…
Rochas que se expõem ao vento,
Fustigam meu pensamento.
Chuva que regas vinhas, olivais e belos jardins,
Quimeras e o meu jasmim.
Tempos dum amor natural e medonho,
Folhas secas de Outono,
Inércia dum amor infinito que sempre vou ter,
Saudade de meus avós e do seu viver…
Victor Marques
Sep 23, 2013
Sep 23, 2013 at 4:02 AM UTC
Bom dia a todos...Desejo que tudo corra na plenitude e vossos anseios e desejos se concretizem na abundância e plenitude. Boa vindima para aqueles que ainda continuam na tão nobre Colheita. Esta poesia é dedicada ao meu Pai: António Alexandre Marques e a todos os seus amigos e conhecidos.
Lembro-me de Ti meu querido Pai
As videiras cansadas pelo sol tórrido de verão,
O rio corre por amor e paixão.
Eu procuro a resposta que não acho,
Sou feito de uvas e do teu abraço.
As rochas xistosas esperam a madrugada,
As uvas amarelas e avermelhadas.
E tu meu Pai continuas aqui sepultado,
Pois o vinho foi teu amor, meu fado…
Palavras sábias de profeta que sonha e sabe,
Lembrança de ti e eterna saudade.
Nossa Senhora de Fátima te acolheu,
Eu anseio também para ser seu…
As uvas dão precioso fruto,
Eu continuo vivo e de luto.
O Douro sublime se consome e exalta,
Por ti Pai saudade quase me mata…
Victor Marques
Oct 8, 2013
Oct 8, 2013 at 2:29 AM UTC
Esbate luz em nossos corações enquanto seres humanos...
Hoje perplexo olho a minha volta, procuro respostas, me incito enquanto ser humano a ser um exemplo: em honestidade, humanidade, e lealdade. Caminhadas que desesperam em ser feitas, pois estamos com tantas adversidades que nos fazem sonhar menos, pensar em tons de um amarelo cheio de um **** quase azedo de um pão que deixa de ser cozido de uma forma tradicional.
Como seres humanos aptos para sobreviver teimamos em harmonia viver com os os ensinamentos de nossos antepassados. Tiramos proveito de tanta aprendizagem que gratuitamente foi transmitida de gerações em gerações. Vivemos numa sociedade extremamente competitiva e selectiva, lutando cada dia contra instituições incapazes de gerir riqueza, gastando
alguns tostões que restam aos pequenos contribuintes que resistem e pagam sem pestanejar.
O que fazer quando se tem a leveza de ser amado, bajulado, respeitador e honesto em todas as vertentes de seres humanos fantásticos que semeiam amizades para toda a vida?
Simplesmente ousar ser sempre contemplado com a luz de um sol radioso que aconselhe e encante os homens de boa vontade a fazer alguma coisa por todos os que nascem desprovidos de roupa e morrem sem nunca saber como e quando?
Falta humildade em nossos corações enquanto seres que vivem neste planeta terra,Falta amor , gratidão, simplicidade, perdão, harmonia, paciência, serenidade, seriedade e amizade.
Feb 23, 2015
Feb 23, 2015 at 2:07 PM UTC
Nós e a universo
O futuro será o que a mente pensa,
Procuro resposta ao meu passado,
Do meu interior rebuscado,
Acção e boa esperança….
Fecham-se janelas, portas se abrem,
Com boas razões e motivos,
Estradas direitas e por vezes tortas,
Pensamentos sempre positivos.
O ser humano se fustiga e consome,
As estrelas, as montanhas e o mar,
Sentem o seu próprio nome,
Nós somos navegadores sem navegar….
Victor Marques
Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:45 PM UTC
Viajo no meu pensamento
Perdido no céu universal,
Procuro um paraíso sempre igual.
Procuro alegria sem saudade,
Perdido num mundo sem idade.
As montanhas chamuscadas,
As aves sem afinidade,
As pedras maltratadas,
As flores sem vaidade.
O sol sempre sentado,
Lume acesso e apagado.
Comboios sem passageiros,
Políticos incultos e foleiros.
O espaço é mal ocupado,
O pensamento fustigado,
Homem livre e de coração,
Sustento e dedicação.
Victor Marques
Oct 31, 2012
Oct 31, 2012 at 12:02 PM UTC
Apavorada
Minhas mãos tremem a cada segundo
Presa em um lugar pequeno
Logo vejo uma asma aflorar em meio da respiração
Há uma imensidão
Porém,
estou sufocada.
''Não me humilhe. Não diga nada.''
Preciso fugir daqui. Encontrar algo novo
Assustada
Passarinhos voam em um céu nublado
Espíritos me apavoram
Procuro conforto
Correr. Correr. Encontrar um novo lugar
Mover a expressão encubada em minha face.
Por um instante,
parecia calmo
Como se todo o pecado tivesse sido lavado
e como se tudo fosse novo.
Um recomeço
Impressão
Ele apenas havia começado a beber todo o vinho
Esquecendo da ostea
Enganando pessoas
Corroendo outras
Tudo é ansioso novamente.
Fugir de problemas.
Deixar pessoas.
Sem remorso algum.
Sem deixar as lágrimas caírem ou o coração pesado.
Lágrimas parecem me afogar.
Abraçando minhas gélidas pernas.
Espíritos dançam em minha volta.
Olhos pesados. Doloridos.
Tudo não se passa de uma ilusão.
Joga-los para o fundo.
Me esconder na escuridão.
Fugir de pessoas. Deixa-las.
Respirar.
Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:32 PM UTC
Sou Eu…
Procuro um produto acabado ou inacabado,
Sinto um dado já passado.
Sem perícia, engenho ou norte,
Sou fruto do amor e sorte.
Em mim sinto furacões adormecidos,
Fascinado pelo paraíso dos sentidos,
Navego no oceano de um novo mundo,
Conchas num mar sem fundo.
Histórias bonitas e trocas de olhares,
Sentir odores alegres, peculiares.
Me apaixonam as flores primaveris,
Sou aquilo que Deus criou e Quis.
Victor Marques
Dec 4, 2012
Dec 4, 2012 at 7:23 AM UTC
Queria confessar, não resisto àqueles olhos
os seus, verdes, me encarando, fixos.
Corava-me a face, confundia-me o peito.
Uma lua refulgente num céu opaco
É como tentar descrever os olhos de Capitu.
Quando nossas mãos se encostavam
assim, de relance, sem querer
um segundo no tempo.
Arrepios.
Preencheria esse vazio dentro de ti e te faria só meu.
E nos meus poemas te descreveria com tanto fascínio
quanto o guerreiro branco descreve a virgem Iracema.
Seu sorriso doce, seu peito – meu leito
Canta suas canções no ouvido meu
Como fazem os pássaros na manhã,
cortando o silêncio que paira nos montes.
Deságuo no oceano da tua alma
Me afogo no teu afago
Procuro suas mãos de encontro com as minhas
Sozinhas.
Jul 1, 2013
Jul 1, 2013 at 3:14 PM UTC
Ele é confusão
Inesperado como a chuva no Verão
Turbulento e confuso
Ouve-me de noite
Adormece de dia
Discorda dos meus princípios
É terramoto na minha personalidade
Ele é diferente
Por ser igual a tudo aquilo que procuro
Agita-me até água transbordar
Toca-me violentamente
E ainda me sinto virgem
Diálogos viram ausência
Abraços viram respirações suspensas
Memórias viram mensagens espaçadas
Ele é banho de água fria
Café queimado
Areia branca que queima
É desnecessário
Mas inevitável
Apr 4, 2020
Apr 4, 2020 at 1:47 PM UTC
Escrevo numa língua frágil
As mágoas que me vão cá dentro:
As que me assombram as noites
E atormentam os dias
Reaproveito essas mágoas e
Transformo-as em desejos puros
De felicidade inalcançável
Poemas inúteis
Que não correspondem à realidade
Procuro infinitamente algo que substitua
A felicidade inencontrável
E ingrata que não se deixa encontrar
Retiro as vendas fingidas e tingidas de lágrimas
Os meus olhos bem abertos com nada se deparam.
Fala-me como bonito é o amor
Sem nada esconder,
Mostra até os defeitos
Que toda a gente deixa esconder
Não ignores qualquer pedaço ingrato
Consequência dramática
Ou até episódio trágico.
Não deixes que sorriem disto
Sofrimento não é piada
Nem medo ou nervosismo
É número de circo
Tudo o que eu sinto é um puro espetáculo
De sentimentos e emoções
E é inassistível, proibido ao público
Não quero ver destruída
Esta louca paixão descomedida
Que tenho pela descoberta do contentamento
Remata-me com as tuas inequívocas
De como te pertenço
Dessa verdade que vem do coração
E que rompe a tua alma
Jun 20, 2014
Jun 20, 2014 at 7:01 PM UTC
Sinto a necessidade de ter calor humano,
Por puro conforto,
De sentir o meu corpo absorto.
Necessidade tão intensa e imensa
Longe do que se pensa,
Longe de qualquer dano.
O vento ouve-me, benevolente,
O que vai na alma.
Das palavras que correm na mente,
Traz a minha outra metade na sua palma
Para a alegria tomar conta da calma.
Reparo no meu cabelo a voar,
Nos meus dedos a moldar
As linhas do horizonte.
E tento retratar, magicar e afeiçoar
A imagem que tenho de ti na fonte.
Aproximo-me em passo na calada
E os meus olhos aborvem cada camada
Que no meu ver emerge.
Tudo diverge
Pois apareceste tu.
O meu coração acelera
Calmo noutra era.
Num ápice lento
Num rápido murmúrio
Olho-te com um muito atento.
Procuro fugir do teu olhar,
Com o sangue a ferver,
Com a cara a escaldar
Cansada desta fuga por resolver:
É aqui que vou ficar.
May 16, 2014
May 16, 2014 at 7:43 AM UTC
Imortalidade vivida, perdida …
Anos passarão que as ondas do mar,
Aqui estarão para ser contempladas,
As arvores despidas, fustigadas,
As mulheres bem ou mal amadas,
As estrelas para quem tem olhos olhar,
Numa imortalidade vivida, perdida,
Com saudade sempre e intemporal,
Num mundo real e irreal,
Vivemos sem nos aperceber, que nascemos para morrer,
Seres imateriais com espiritualidade sentida,
Vida sempre bem ou mal vivida….
Imortalidade de seres deste mundo mundano,
Ricos, pobres, grandes e pequenos,
Nascemos e procriamos para algo amar,
Pois natureza terna com beleza singular,
Nos esquecemos que todos um dia partirão,
Todos os sonhos e anseios sepultados serão,
Sem dinheiro ou qualquer sedução,
Por isso a tua imortalidade sem compensação,
Todos morrem sem amor e comunhão…
Uns acreditam outros não num Jesus feito homem e pão,
Buscando a imortalidade não vivida na ressurreição,
Eu procuro e nunca acho resposta neste mundo existencial,
Para o bem e para o mal…
Victor Marques
Dec 5, 2017
Dec 5, 2017 at 11:33 AM UTC
Passeio por entre a névoa que me esfria a alma.
Sepulturas ladeiam meus passos.
Procuro-te na solidão fria da noite.
Teu corpo jaz sob a fria lápide.
Desejo o teu beijo mórbido e frio.
Abraça-me.
Vêm, envolve-me em teus braços.
Sentes o meu coração sangrar?
Em breve estaremos juntos.
Jul 25, 2014
Jul 25, 2014 at 6:20 AM UTC
Amo tu delicioso alejandrino
como el de Hugo, espíritu de España;
éste vale una copa de champaña
como aquél vale «un vaso de bon vino».Mas a uno y otro pájaro divino
la primitiva cárcel es extraña;
el barrote maltrata, el grillo daña,
que vuelo y libertad son su destino.Así procuro que en la luz resalte
tu antiguo verso, cuyas alas doro
y hago brillar con mi moderno esmalte;tiene la libertad con el decoro
y vuelve, como al puño el gerifalte,
trayendo del azul rimas de oro.
717
Jorge abriu a porta do alfarrabista e um cheiro húmido invadiu-lhe a mente.
- Boa tarde. Bradou uma voz rouca do seu interior.
- Boa tarde.
- Então o que o traz aqui?
- Procuro um conto.
- Sim, mas de que tipo?
- O que procuro deve ter cem palavras.
- Que especificidade.
- Pois sim, tem alguma coisa?
- Huummm, deixe ver.
- Agradeço que veja se não tem por ai algum guardado.
O livreiro abriu a gaveta e retirou do seu interior o palavómetro. E após algumas medidas, eis que surge um conto, assim como este, com cem palavras, nem uma a mais, nem uma a menos.
Jul 25, 2014
Jul 25, 2014 at 7:54 AM UTC
Tanto já esqueci
e tanto há a esquecer.
Dá-me o teu amor
amor por mim
ainda a descobrir.
Deambulamos pela
tarde sombria.
Lembro-me das estradas
Verão, a teu lado,
foi verdadeiramente
de loucos, sim loucos.
Um hotel velho e barato
incandescência ao olhar.
Bem vindos á noite
em que a papoila
domina o mundo.
Este é o meu poema,
para ti
tu sabes
tu sabes mais
do que aquilo que denuncias.
Sabes se existimos?
Nós os gerados p’lo prazer
numa noite de luxúria.
Será que a liberdade existe?
Sou uma colagem, na revista da vida.
Vou sair talvez daqui p’ra fora
sigo, ao lado da estrada, procuro-te,
conseguimos milagres, quando estamos juntos.
Apr 6, 2014
Apr 6, 2014 at 3:47 PM UTC
Hoje
caminho sobre os meus medos
Hoje
caminho sobre as minhas dúvidas
e vou na direcção da luz
Deixo o passado lá atrás
e atravesso a tempestade presente
Mantenho-me forte
e sigo rumo ao desconhecido
Através dos olhos de Deus
e pelas mãos dos anjos
eu procuro-te
para me encontrar
Feb 2, 2013
Feb 2, 2013 at 7:24 PM UTC
Passa-se num quarto
luz ténue
velhos livros empoeirados
o cigarro queima-me a ponta dos dedos
nos meus ouvidos, um leve melodia
um telefone toca
saio
andei por aí
a prostituta olhou-me
tremo de frio
uma cabana
recordo o passado, ainda presente
passei por tua casa para te ver
tinhas saído
ocultas-te dos convidados
mas eu sou teu amigo
os meus olhos
perturbam-te
infinitamente!
as melhores ideias vêm-me quando...
enfim
vou partir
pousei o livro
estou vivo
procuro a paz
esse momento de liberdade
está a ficar tarde
a noite começa
lentamente e cheia de sossego.
May 6, 2014
May 6, 2014 at 7:32 PM UTC
caio lentamente
diminuído . decaído . consumido
pensamentos demoníacos
lágrimas escorrem do meu rosto
e caem a meus pés
equilíbrio
visão extravagante
floresta de pedra
criaturas da noite
movem-se pacificamente
invisíveis
desejo
fogo incontrolável
que me absorve na sua graça
perplexo
danço nas chamas bruxuleantes
conspiro
ao som do silêncio da noite
e procuro o conforto
no gelo frio do teu ser
o meu dilema:
qual o meu caminho?
May 15, 2015
May 15, 2015 at 6:32 AM UTC
em noites de lua cheia
corro dos desígnios da vida
tentando esconder assim
o animal que há em mim.
regresso às minhas origens
e à procura de virgens
percorro as escuras ruelas
sempre, sempre à procura delas.
procuro nos locais mais sombrios
e espreito nos mais insólitos
para gáudio da minha alegria
é assim até ao romper do dia.
e é já de madrugada
que com a camisa rasgada
se dá o regresso a casa
já com a fome saciada.
e ansiando pela lua cheia
me deito pela calada
nesta busca tresloucada
por uma virgem mal amada.
Jul 17, 2015
Jul 17, 2015 at 5:46 AM UTC
Jamais esqueci a tua face
Neste Mundo, que foi Mundo outrora
Apesar de tudo
Procuro-te
Apesar de tudo
Desejo-te
Porque te procuro e desejo?
Porque te odeio e amo?
Dois corações que se unem.
Um sentimento que nasceu no passado
Um sentimento seduzido por ti
Um sentimento de amor
Numa lágrima de esperança
Ainda agora
Uma lanterna brilha no vale.
Mar 17, 2014
Mar 17, 2014 at 5:44 PM UTC
transpiro o medo
que em mim habita
se alastra
e me consome
faz frio
uma lágrima aflita
cai no tempo
e emana em mim
uma dor cruel
o sangue
procura uma saída
e
escorre ímpio
pela minha boca fria
procuro
paralisado no tempo
o que ainda resta desta vida
onde
nestas entranhas
jaz imóvel
o meu coração
e a vida é bela
Jun 12, 2015
Jun 12, 2015 at 5:35 AM UTC
procuro no meu jardim
o cheiro adocicado da paixão
o desejo inebriante do pecado
aquela sensação de imensidão
procuro no meu jardim
o sonho da liberdade
esse desejo ocultado
nas teias da maldade
procuro no meu jardim
esse aroma fulminante
que exala do teu corpo
pela tua respiração ofegante
procuro no meu jardim
esse prazer anunciado
e pelo anseio contido
no clímax apaixonado
Mar 25, 2015
Mar 25, 2015 at 7:01 PM UTC
Vagueio,
sem destino algum.
Vagueio,
sem sair do lugar.
De olhos fechados,
percorro as linhas do teu corpo,
e corro o mundo.
Escondo-me,
por entre o brilho do teu cabelo.
Refugio-me,
no teu regaço,
e procuro o equilíbrio.
No teu corpo,
vagueio sem vaguear.
Jan 25, 2014
Jan 25, 2014 at 3:45 PM UTC
acordo
estou preso
na essência do meu ser
abro os olhos
vejo
mas não te vejo
és a imagem que me conta aquela história
tento transpor este rio que me consome
estou na margem da liberdade que me prende sem amarras
procuro-te
na serenidade imensa desses altos casarios
afecto
utopia
aventura
numa busca que perdura
eu, sou apenas...
o encantador de palavras
voando nesta folha como num tapete mágico...
Apr 5, 2015
Apr 5, 2015 at 1:51 PM UTC