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"populares" poems
Havia uma garota, eu a observava de longe Nós éramos da turma dos invisíveis Ela não me via, mas eu a enxergava Havia uma garota e ela era linda Havia uma garota e ela era tudo Havia uma garota e então não havia mais nada Havia uma garota e ela era da turma dos populares O típico esteriótipo "high school" americano Havia uma garota e quem ela tinha sido Havia uma garota e quem ela era Havia uma garota e ela era vazia Nós éramos estranhos orbitando o mesmo sistema Havia uma garota e eu a amava Então ela mudou Virou de larva a borboleta Só que não foi bonito E então só havia o vazio Havia uma garota e então não havia mais nada Em seu lugar só restou uma despedida Um pedido desesperado de ajuda Havia uma garota e ela era triste Havia uma garota e ela era invisível, mesmo sob os holofotes Havia uma garota e ela era solitária Nós não éramos ninguém para os outros Mas eu a enxergava E então havia um garoto Que ficou com as últimas palavras dela Havia alguém que se importava no final Então havia eu
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Jun 30, 2017
Jun 30, 2017 at 4:55 PM UTC
Havia uma garota
Nova Andradina, meu moinho Sua gente me recebeu com carinho Lembro-me de cada rua e praça Ali construí uma vida cheia de graça Domingos entre amigos e festas Passeios pelos seus rios e florestas Sábados aminados em seus bares Papeando com os tipos populares No caminho do trabalho aventuras garantidas Na “Escola Agrícola” se vai parte da minha vida Ali fiz amigos e tenho estudantes incríveis E aprendi com as mais situações horríveis Política, cultura, dia-dia e aventuras Aproximaram-me da vida dura Que esse povo forte e lutador Ostenta com graça e esplendor Aqui somente abri portas e janelas Aprendi o preço da liberdade Descobri a força da vida e da solidariedade Para sobreviver às contradições e querelas
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Jan 13, 2015
Jan 13, 2015 at 12:39 PM UTC
Nova Andradina, meu moinho
alas o páramos o peces traía la mano de george bentham cálida de mujer que tocara en plena luz ya húmeda ya clara ya feliz ¡ah george bentham cómplice! solía irse solito por los corredores que atando o uniendo lo tenían a la madre central la célebre de espumas la que flotaba cuando empezaba a desnocharse después de haber amado o ardido la piel se le apagaba en el fulgor que la sacaba de toda oscuridad y daba miel y daba leche y daba george bentham sí señor una invención total para estos días negros de pésimas negruras ah madre a la que hijaron/como siempre por eso: fue cuando Dios comió bebió tomó otras medidas populares que george bentham apareció triste morido y solo a punto en la mitad del peso que va de george a bentham y volvía y quería una llama de oro brillante y fuerte como el sol vamos al río a tirar piedras al agua vamos al río a tirar piedras vamos a tirar piedras george bentham nadie te sacará del malagüero aunque críes caballos de vientre hermoso hermoso ampáralos del viento que cae del propio george bentham sí hoy no te irás te irás mañana si hoy no te vas te vas mañana pero no temas a la muerte de ojos de fuego uno que dice george otro que bentham y brillan como el sol quien dice george te habrá cubierto o cubrirá quien dice bentham también y nadie sabe cómo hacen para darte de comer allá habrás de crecer george bentham para atrás en dirección al comienzo de todo habrá rocío para tu herido corazón y después bailaremos por eso: cuando george bentham murió por fin callaba la su madre dando o diciendo suave otra vez "chaparroncito no me mojes/mío"
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Lamento por george bentham
alas o páramos o peces traía la mano de george bentham cálida de mujer que tocara en plena luz ya húmeda ya clara ya feliz ¡ah george bentham cómplice! solía irse solito por los corredores que atando o uniendo lo tenían a la madre central la célebre de espumas la que flotaba cuando empezaba a desnocharse después de haber amado o ardido la piel se le apagaba en el fulgor que la sacaba de toda oscuridad y daba miel y daba leche y daba george bentham sí señor una invención total para estos días negros de pésimas negruras ah madre a la que hijaron/como siempre por eso: fue cuando Dios comió bebió tomó otras medidas populares que george bentham apareció triste morido y solo a punto en la mitad del peso que va de george a bentham y volvía y quería una llama de oro brillante y fuerte como el sol vamos al río a tirar piedras al agua vamos al río a tirar piedras vamos a tirar piedras george bentham nadie te sacará del malagüero aunque críes caballos de vientre hermoso hermoso ampáralos del viento que cae del propio george bentham sí hoy no te irás te irás mañana si hoy no te vas te vas mañana pero no temas a la muerte de ojos de fuego uno que dice george otro que bentham y brillan como el sol quien dice george te habrá cubierto o cubrirá quien dice bentham también y nadie sabe cómo hacen para darte de comer allá habrás de crecer george bentham para atrás en dirección al comienzo de todo habrá rocío para tu herido corazón y después bailaremos por eso: cuando george bentham murió por fin callaba la su madre dando o diciendo suave otra vez "chaparroncito no me mojes/mío"
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O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
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Nov 7, 2018
Nov 7, 2018 at 12:57 AM UTC
Capítulo 2 - Pela poeira e a escuridão
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
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