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"pessoa" poems
Graças a Deus Você deve agradecer a criação de Deus? Como um ser humano humilde Estou sempre grato a tudo que meus olhos podem ver e minha mente pode ou não poder entender. Vejo a vida como um presente muito precioso. Não me pergunte porquê, cada pessoa é que deve ver e abrir os olhos para todas as belezas da natureza, do universo.       A Criação de Deus é cheia de amor e carinho. O homem nunca vai ser melhor que nosso Senhor no espírito do verdadeiro amor. Seu Filho Jesus morreu pelos nossos pecados. Dias virão e a mortalidade permanecerá como o grande segredo para a espécie humana. Novas descobertas mostram o poder do Espírito Santo. Como um verdadeiro crente eu vejo Deus como amigo, como uma luz que está sempre ligada, como o melhor arquiteto que planeou o mundo e fez isso de uma forma esplêndida.       Quando eu semeio sementes não consigo ver nada. Eu me preocupo com as sementes, coloco a água, trato tudo com carinho e acredito verdadeiramente que a época da colheita virá como uma recompensa. Deus deu tudo para o homem. A cada momento peço paz, o respeito e o amor verdadeiro por toda a criação de Deus.         Eu sou abençoado por me dedicar ao cultivo de uvas no Vale do Douro. Bendigo Deus pela minha família, amigos e por ter Deus todo o tempo na minha vida. Estou sempre grato por tudo o que rodeia no Espírito da criação de Deus. Amor á natureza ao Universo, amando cada ser humano como Deus ama será o ideal de toda a criação. Deus abençoe a todos Victor Marques
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May 30, 2014
May 30, 2014 at 2:16 PM UTC
Graças a Deus
Graças a Deus Você deve agradecer a criação de Deus? Como um ser humano humilde Estou sempre grato a tudo que meus olhos podem ver e minha mente pode ou não poder entender. Vejo a vida como um presente muito precioso. Não me pergunte porquê, cada pessoa é que deve ver e abrir os olhos para todas as belezas da natureza, do universo.       A Criação de Deus é cheia de amor e carinho. O homem nunca vai ser melhor que nosso Senhor no espírito do verdadeiro amor. Seu Filho Jesus morreu pelos nossos pecados. Dias virão e a mortalidade permanecerá como o grande segredo para a espécie humana. Novas descobertas mostram o poder do Espírito Santo. Como um verdadeiro crente eu vejo Deus como amigo, como uma luz que está sempre ligada, como o melhor arquiteto que planeou o mundo e fez isso de uma forma esplêndida.       Quando eu semeio sementes não consigo ver nada. Eu me preocupo com as sementes, coloco a água, trato tudo com carinho e acredito verdadeiramente que a época da colheita virá como uma recompensa. Deus deu tudo para o homem. A cada momento peço paz, o respeito e o amor verdadeiro por toda a criação de Deus.         Eu sou abençoado por me dedicar ao cultivo de uvas no Vale do Douro. Bendigo Deus pela minha família, amigos e por ter Deus todo o tempo na minha vida. Estou sempre grato por tudo o que rodeia no Espírito da criação de Deus. Amor á natureza ao Universo, amando cada ser humano como Deus ama será o ideal de toda a criação. Deus abençoe a todos Victor Marques
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E por hoje dizer-te não é banal Estive atento e discretamente olhei o teu doce olhar, Passei noites ao luar, descrevendo as estrelas de bonitas, Mas bonitas mesmo são tuas pétalas, flor de esplendor! Tua sensibilidade e visão de mulher, a mim das nas vistas! A certeza no destino, é como lotaria no caminho, Onde te encontrei, no meio de tantas eu te vi sozinho! Há muito tempo mesmo, que teimou em não passar, Suspirei, me cansei, tirei todas, para agora te inflamar! Sinto perto o carinho, da pessoa, minha amiga e mulher, Te chamei e falei ao coração, para te agarrar e poder amar, És tu hoje, em quem eu pego e petisco, com qualquer colher, Porque muito ou pouco que nela couber, te saboreio ao petiscar! És refeição completa para mim, como sangue vivo, ao coração, Tuas doses tão prudentes de afecto, é outro nível neste patamar, Orgulho de te cuidar, porque de mim, cuidas tu, como a terra do seu mar! Se eu hoje respiro vida, ao querer cada hora do dia, desde o levantar, Devo-te muito a ti e as palavras que escrevo não são hoje fantasias, Porque cuidas de mim, como terra do seu vazo, da planta, de encantar, Encanta meu sorriso, pelo teu cuidar, nas coisas que fazes e me dizias! Não é falso nem é mentira, acredito na realidade que tu me trazes, Não finjo, não mudo, não acredito que precises tu princesa, de mudar! Olhei-te do chão, mirei-te, e tu com teu jeito doce, levantas-te meu olhar, E eu confie-te nos braços tudo, na hora me deitar, pelo que tu me fazes! A falta de carinho não a sinto hoje, porque a não tenho, A ti te darei respeito, pela dama e senhora que te achei, Encontro-te a ti a cada dia, no meu leito, e no meu cardanho! Porque ele é gíria de tudo aquilo que tenho e em ti encontrei! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.09.09.02.20
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Sep 9, 2013
Sep 9, 2013 at 8:24 AM UTC
E por hoje dizer-te não é banal
E por hoje dizer-te não é banal Estive atento e discretamente olhei o teu doce olhar, Passei noites ao luar, descrevendo as estrelas de bonitas, Mas bonitas mesmo são tuas pétalas, flor de esplendor! Tua sensibilidade e visão de mulher, a mim das nas vistas! A certeza no destino, é como lotaria no caminho, Onde te encontrei, no meio de tantas eu te vi sozinho! Há muito tempo mesmo, que teimou em não passar, Suspirei, me cansei, tirei todas, para agora te inflamar! Sinto perto o carinho, da pessoa, minha amiga e mulher, Te chamei e falei ao coração, para te agarrar e poder amar, És tu hoje, em quem eu pego e petisco, com qualquer colher, Porque muito ou pouco que nela couber, te saboreio ao petiscar! És refeição completa para mim, como sangue vivo, ao coração, Tuas doses tão prudentes de afecto, é outro nível neste patamar, Orgulho de te cuidar, porque de mim, cuidas tu, como a terra do seu mar! Se eu hoje respiro vida, ao querer cada hora do dia, desde o levantar, Devo-te muito a ti e as palavras que escrevo não são hoje fantasias, Porque cuidas de mim, como terra do seu vazo, da planta, de encantar, Encanta meu sorriso, pelo teu cuidar, nas coisas que fazes e me dizias! Não é falso nem é mentira, acredito na realidade que tu me trazes, Não finjo, não mudo, não acredito que precises tu princesa, de mudar! Olhei-te do chão, mirei-te, e tu com teu jeito doce, levantas-te meu olhar, E eu confie-te nos braços tudo, na hora me deitar, pelo que tu me fazes! A falta de carinho não a sinto hoje, porque a não tenho, A ti te darei respeito, pela dama e senhora que te achei, Encontro-te a ti a cada dia, no meu leito, e no meu cardanho! Porque ele é gíria de tudo aquilo que tenho e em ti encontrei! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.09.09.02.20
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De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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Aug 25, 2014
Aug 25, 2014 at 12:35 PM UTC
Existência
De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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Como uma gota de água se juntando formando um oceano, É a cor da esperança azulada desse mar perto dos teus seios, Nada diferente da saudade das noites loucas perto da água, Em que vivi momentos eternos para o meu coração, Não poderia nunca esquecer que aqueci meus anseios junto de ti, Acreditei na realização dos melhores sonhos perante o teu sorriso, O teu silêncio confortou-me sempre que precisava de paz e harmonia. A cor dos teus olhos igual à do meu coração nunca eu vou esquecer, Como não me esqueço das tuas mãos quentes agarrando o meu corpo, O teu suspiro suave mantendo-me quente e aconchegado nos teus braços. Se eu voltar a viver esses momentos para sempre recordar, Será ironia de um destino permanente e cada vez mais distante, Mas é essa a verdade que ficou, é difícil ocuparem o teu lugar, Também porque continua ocupado com as tuas coisas, O teu cheiro mantem-se impregnado em mim como se fosse hoje, O som das tuas palavras doces ficou nos meus ouvidos, E ainda hoje te ouço por vezes nos meus sonhos! Tudo acabou mal mas não muda a pessoa que tu és! És exactamente aquilo que te dizia tantas vezes ao ouvido! Coisas que só eu e tu sabemos e vamos recordando! Um desejo que estejas bem e guardes de mim boa lembrança! Se assim for nada que pudesse existir me deixaria mais feliz. Autor: António Benigno
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:01 AM UTC
Desejo chegar ao teu ouvido
na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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Feb 7, 2013
Feb 7, 2013 at 5:15 AM UTC
adeus miúda
na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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Eu tenho esse medo constante; Essa paranoia demandante; Que eu sou uma pessoa pra se abandonar; Logo, eu percebo que não há ninguém em nenhum lugar. Mãos frias; olhos cansados; taciturno; Sonhos conturbados. Ninguém sabe de nada. Sou um pedaço de carne; Numa multidão carnívoros.
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Oct 15, 2012
Oct 15, 2012 at 1:06 AM UTC
Look up, sad boy.
Con ciudades y autores frecuentadosVenecia / Guanajuato / Maupassant / Leningrado / Sousándrade / Berlín / Cortázar / Bioy Casares / Medellín / Lisboa / Sartre / Oslo / Valle Inclán /  Kafka / Managua / Faulkner / Paul Celan / Ítalo Svevo / Quito / Bergamín / Buenos Aires / La Habana / Graham Greene / Copenhague / Quiroga / Thomas Mann / Onetti / Siena / Shakespeare / Anatole  France / Saramago / Atenas / Heinrich Böll / Cádiz / Martí / Gonzalo de Berceo / París / Vallejo / Alberti / Santa Cruz de Tenerife / Roma / Marcel Proust / Pessoa / Baudelaire / Montevideo
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Soneto (no tan) arbitrario
“Ai não sei se é sonho se realidade,” Se uma brisa, que percorre meu ser, Entra na minha vida, trás tua amizade, Cultiva minha mente, preciso amadurecer! “Ai não sei se é sonho se realidade”, O que tuas palavras, fazem ao entardecer, Transformam minha agonia e tiram sua ansiedade, Durmo como criança até amanhecer! “Ai não sei se é sonho se realidade”, Mas na verdade, vivo ao te ouvir, Feliz, sorrio ao te ver vir, Teu sorriso é uma eterna beldade! “Ai não sei se é sonho se realidade”, Se um brinde, com uma enorme surpresa, Uma dádiva da realeza, autenticidade! Teu sorriso fascina, minha linda princesa. Como eu queria olhar-te nos olhos, Pegar-te nas mãos, encostar-te a mim, Fechar os olhos e beijar-te! “Ai não sei se é sonho se realidade” Autor: António Benigno com uma frase de Fernando Pessoa.
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Sep 11, 2013
Sep 11, 2013 at 9:16 AM UTC
“Ai não sei se é sonho se realidade”
I woke early this morning in Lisbon before the birds chirped the traffic shattered the silent room in the Sao Bento Guesthouse and the old tram struggled, groaned up the steep hill She stirred beside me even and measured breaths I turned on the white light and read Pessoa and Florbella Espanca poets of the past of the hilled city split poetic personalities the one she, the other, a killer of her self "Abre os elhos e encara a vida!"* advice not taken today we'll walk those hills ride those trams and eat seafood along the Tagus as we ignore the passing of our lives *open your eyes and face your life
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Dec 29, 2020
Dec 29, 2020 at 3:38 PM UTC
Quiet Morning in Lisbon
Luana; Tinha uma voz doce; Um cabelo ***** cumprido; Olhos de ressaca; Ficava bonita até de batom rosa; (Odeio, batom rosa). Mas melhor de tudo; Foi a mulher mais linda; Que eu já vi na vida. Ela não cabe em um livro; Ela está nos menores frascos; Até porque, Neles estão os melhores perfumes. E como diz aquele velho ditado: ''Secretárias são sensacionais''. Mas eu, [Tenho esse erro; De me apaixonar todo dia; Sempre pela pessoa errada].
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Aug 23, 2017
Aug 23, 2017 at 2:20 PM UTC
Morena dos Olhos de Ressaca
Todas as cartas de amor são - Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem - Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras - Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser - Ridículas. Mas, afinal, - Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor - É que são - Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia - Sem dar por isso Cartas de amor - Ridículas. A verdade é que hoje - As minhas memórias Dessas cartas de amor - É que são Ridículas. *(Todas as palavras esdrúxulas - Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente - Ridículas.)* Fernando Pessoa
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May 31, 2015
May 31, 2015 at 10:02 AM UTC
Cartas de Amor
Sabe aquela gota gelada durante o banho quente? Então, nós acreditamos que pela intensidade que a água quente vem uma simples gota fria não causará incomodo algum É nesse momento que nós entramos embaixo do chuveiro e vemos que o que pensavamos daquela gota é totalmente equivocado pois ela se torna a pior coisa do nosso banho A distância pode ser vista da mesma forma que aquela gota fria Pois nós acreditamos que pela intensidade do sentimento que temos por aquela pessoa a distancia não mudará isso, e é aí que nós percebemos que sim, ela consegue mudar esse sentimento. O nosso afastamento me fez ver que as coisas não são mais como antes O nosso amor deu alguns passos para trás Os nossos planos se transformaram em nossas ilusões Nossas lembranças se transformaram em sofrimento E sim, eu só lamento, sei que as coisas do destino não tem saída E sei que devemos olhar pra frente e seguir nossas vidas!
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Apr 27, 2017
Apr 27, 2017 at 11:02 PM UTC
A metáfora da distância
Sou medrosa Sempre tive um vasto medo de te perder Com minha simples prosa relembro bons momentos que passei com você Das noites em que passávamos acordados vendo filmes e tomando sorvete, Manhãs em que acordavamos cedo para ver desenhos animados, Quando ia para sua cama no meio da noite pois estava com medo Até quando me dava ovadas no meu aniversário, Me diverti contigo. Na medida em que crescemos, Mudamos o nosso jeito de ser, Tomamos rumos diferentes, Você começou a me deixar em último plano, Mas o pior de tudo, Se afastou, Afastou-se de um jeito inexplicável, De um jeito doloroso Pessoas me perguntam até hoje "Onde está seu irmão? Vocês costumavam ir a todo lugar juntos..." E eu, olho para os meus pés e relembro como éras "Está em casa" respondo, quando naverdade, não sei onde está Digo isso para não revelar o fato de que não me quer mais em seu mundo, Para não mostrar aos outros que você não me aceita mais. Estúpidas mudanças! Por causa delas, você se tornou assim comigo: Amargo, como o gosto da tristeza em minha boca, Um desconhecido E o pior de tudo, Se tornou a pessoa que prometeras nunca se tornar, E o meu pior pesadelo acabou acontecendo na vida real: Te perdi.
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Sep 23, 2013
Sep 23, 2013 at 2:17 PM UTC
Desconhecido que conheço a anos
Molha-me os lábios até me deixares sem folgo. Molha-mos até que a minha respiração esteja ofegante, até já não conseguires mais. Vamos a todos os cantos do mundo, e em cada um deles tirar uma foto aos beijos, uma foto em que demonstre o nosso amor. Sei que não são precisos beijos para demonstrar carinho, amor ou paixão, mas é a forma mais simples de demonstrar o afeto que tenho por ti. O amor que sinto e que sei que nunca acabará. Normalmente gosto das coisas mais complexas, mas este "amor" é tão difícil de explicar da forma correta. É tão complexo... Por isso gosto de o explicar da forma mais simples, da forma que todos percebam que tu, tu és especial. Que tu és aquela pessoa que eu amo e nunca deixarei de amar. Tu és-me tanto, meu amor. Meu querido e eterno amor. Meu amor, peço-te uma coisa, só uma coisa: molha-me os lábios até me deixares sem folgo.
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Jul 28, 2013
Jul 28, 2013 at 5:44 PM UTC
Meu amor
Mais um dia cansativo Com a tarde inteira para dormir Um pouco de descanso seria o remédio Numa fusão de tudo da-se o tédio Daí algo fica estranho Você sabe que não está normal Uma movimentação, um chororô Uma energia ruim cobre o meu ciclo E então, alguns baques na minha janela Algo de ruim teria acontecido Não sabia que com ela Então levanto de um cochilo pela tarde E alguns amigos me avisam Que a pessoa mais amada corria perigo Numa aventura jovem O perigo vem Não olha para quem, mas bate com força Numa aventura jovem Um sonho se vai E sem olhar para trás Se transforma numa forca Cada erro uma consequência Mas a esperança não acaba Positivo deve-se pensar Com  um acerto forma-se a palavra Uma moto, uma estrada, um acidente E tudo vira de ponta a cabeça E agora? O que será? Só o tempo pode nos responder Se depender da minha torcida Ela irá viver.
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Nov 9, 2015
Nov 9, 2015 at 9:20 PM UTC
Sobre o que será
como num sobressalto, com os pés bem assentes no asfalto, lembro-me do teu cheiro, no meio deste nevoeiro sinto-me dentro do alheio, dentro do teu devaneio murmúrio o que cá está solto, tudo muito envolto sem capacidade de entendimento, c om a vista embrulhada no cinzento partilho dores, partilho ardores, partilho amores surpreendo-te unicamente e não ficas indiferente e assim mostra num som, num único tom de como intenso é amar, de como difícil é apaixonar não por uma pessoa nova, sem precisar de alguma prova mas sim por a especial e, aquela que de nada tem igual, traços únicos e puros como o som de acústico olho-te nos olhos brilhantes e amo-te sem variantes
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May 28, 2014
May 28, 2014 at 6:18 PM UTC
Ácido fúlvico de paixão consistente
Escrevo num velho caderno Velhas ideias Velhos sentimentos Que outrora estiveram cá dentro. Quero sentir o que já senti. Quero pensar o que já pensei. Não quero ser, porém, o que já fui. Mas como farei isso, de tal forma, eu? Como poderei eu ponderar tais feitos Sem mudar quem sou? Pois a pessoa que era antes era a pessoa Que sentiu e pensou aquilo Que no seu coração e mente passou. Se já não sou quem era, não posso reaver o que perdi Sentimentos que cá estiveram no meu antigo eu. Posso aspirar, desejar, pretender, querer, tencionar Mas se não quero quem eu era, porque é que quero o que quero? É uma inquietação constante, Uma busca estonteante, Um desejo extenuante. Penso eu, num pensamento abundante. Quero ser eu mas não ser eu. Quero sentir mas não sentir o novo. Quero pensar mas não pensar. Quero o que quero sem querer o que não quero. Não poder ter tudo mas não querer tudo. Que infelicidade do consciente.
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Mar 1, 2014
Mar 1, 2014 at 12:44 PM UTC
A busca em português - The search in portuguese
Molha-me os lábios até me deixares sem folgo. Molha-mos até que a minha respiração esteja ofegante, até já não conseguires mais. Vamos a todos os cantos do mundo, e em cada um deles tirar uma foto aos beijos, uma foto em que demonstre o nosso amor. Sei que não são precisos beijos para demonstrar carinho, amor ou paixão, mas é a forma mais simples de demonstrar o afeto que tenho por ti. O amor que sinto e que sei que nunca acabará. Normalmente gosto das coisas mais complexas, mas este "amor" é tão difícil de explicar da forma correta. É tão complexo... Por isso gosto de o explicar da forma mais simples, da forma que todos percebam que tu, tu és especial. Que tu és aquela pessoa que eu amo e nunca deixarei de amar. Tu és-me tanto, meu amor. Meu querido e eterno amor. Meu amor, peço-te uma coisa, só uma coisa: molha-me os lábios até me deixares sem folgo.
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Jul 1, 2014
Jul 1, 2014 at 10:49 PM UTC
Meu amor
Se não é Deus... Quem ou O que nos faz acreditar que bons momentos estão por vir? Quem ou O que nos faz ter fé? Se existem coisas ou pessoas destinadas a serem quem as desenhou assim? Quem escreveu o destino delas? Será que estamos sozinhos neste mundo? Eu próprio me encontro a duvidar da existência de um Deus… É como dizem “ver é crer” mas temos de morrer para ver e quem morre não volta para nos contar os detalhes… Mas escolho acreditar que ele existe, não sei porque que prefiro acreditar que existe, mas parece dar algum conforto e propósito na vida. Duvidar da existência de Deus também me faz duvidar da existência de paraíso, mas prefiro acreditar que existe, e se existe eu quero ir para lá quando o meu corpo morrer… Mas também duvido que eu vá para lá, não sou perfeito, faço coisas condenáveis, segundo a bíblia, minto, fornico, até já roubei, mesmo que seja um roubo que eu tenha achado “inocente” por ser pequeno e que “ninguém notaria” é um roubo e isso é condenável, segundo a bíblia. O que faz com que sejamos perdoados? Fala-se tanto do dia em que o mundo vai acabar e as almas puras serão levadas para o reino dos *** o que eu faço para minha alma ser uma dessas que será levada para o reino dos *** Pedir perdão todos os dias? Ou apenas no dia da nossa morte? Qualquer pessoa cansa-se de ouvir pedidos de perdão diariamente por erros que cometemos por livre vontade, Deus não é uma pessoa, mas será que ele não está cansado de nos perdoar dia-a-dia? Se existe Paraíso e Inferno eu quero acreditar que ninguém habita o inferno, quero acreditar que o diabo não tem nem sequer uma alma. Se todos pecados são dignos do perdão, eu quero acreditar que Deus perdoou todos. No último julgamento que quero acreditar que ninguém se recusou a assumir seus erros e pedir perdão… e essa é a razão de eu achar que ninguém habita o inferno e se existem almas perdidas lá, são apenas réplicas e que as verdadeiras habitam no reino dos ***
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Mar 16, 2017
Mar 16, 2017 at 1:21 AM UTC
Se não é Deus
Se não é Deus... Quem ou O que nos faz acreditar que bons momentos estão por vir? Quem ou O que nos faz ter fé? Se existem coisas ou pessoas destinadas a serem quem as desenhou assim? Quem escreveu o destino delas? Será que estamos sozinhos neste mundo? Eu próprio me encontro a duvidar da existência de um Deus… É como dizem “ver é crer” mas temos de morrer para ver e quem morre não volta para nos contar os detalhes… Mas escolho acreditar que ele existe, não sei porque que prefiro acreditar que existe, mas parece dar algum conforto e propósito na vida. Duvidar da existência de Deus também me faz duvidar da existência de paraíso, mas prefiro acreditar que existe, e se existe eu quero ir para lá quando o meu corpo morrer… Mas também duvido que eu vá para lá, não sou perfeito, faço coisas condenáveis, segundo a bíblia, minto, fornico, até já roubei, mesmo que seja um roubo que eu tenha achado “inocente” por ser pequeno e que “ninguém notaria” é um roubo e isso é condenável, segundo a bíblia. O que faz com que sejamos perdoados? Fala-se tanto do dia em que o mundo vai acabar e as almas puras serão levadas para o reino dos *** o que eu faço para minha alma ser uma dessas que será levada para o reino dos *** Pedir perdão todos os dias? Ou apenas no dia da nossa morte? Qualquer pessoa cansa-se de ouvir pedidos de perdão diariamente por erros que cometemos por livre vontade, Deus não é uma pessoa, mas será que ele não está cansado de nos perdoar dia-a-dia? Se existe Paraíso e Inferno eu quero acreditar que ninguém habita o inferno, quero acreditar que o diabo não tem nem sequer uma alma. Se todos pecados são dignos do perdão, eu quero acreditar que Deus perdoou todos. No último julgamento que quero acreditar que ninguém se recusou a assumir seus erros e pedir perdão… e essa é a razão de eu achar que ninguém habita o inferno e se existem almas perdidas lá, são apenas réplicas e que as verdadeiras habitam no reino dos ***
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Sabe, quando te avistei naquela ensolarada tarde de junho, fiquei totalmente perplexo, a maneira que seus longos cabelos caiam nos seus ombros, como as sardas no seu rosto formavam a mais bela constelação, ou a maneira que você falava sobre a poluição e como o aquecimento global iria acabar com o mundo. Eu nunca fui uma pessoa muito idealizadora, ou que tinha sonhos grandes, sempre me contentei com pouco ou quase nada, sempre fiquei feliz em ficar no banco de reservas. Mas no momento em que suas palavras tão entusiasmadas e caóticas entraram no meu cérebro e o atingiram como o mais brutal acidente automobilístico da historia, eu pensei: Eu quero salvar a todos, eu quero ser um astronauta e colonizar o espaço, descobrir novas coisas além do espaço entre a minha cama e o interruptor do quarto. Aquela sensação maravilhosa durou apenas alguns segundos, e logo, a maldita insegurança voltou, me sentia humano novamente, e dessa vez tinha muito mais medo, tinha medo que não salvaria a ninguém, que não conseguiria fazer nada. Fechei os olhos, e em um misto de angustia e medo pensei: Mesmo que eu não salve a todos, eu ficaria feliz em apenas te salvar, porque acho que te amo, sabe?
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Jul 4, 2016
Jul 4, 2016 at 2:12 AM UTC
Untitled
Macia tua carne negra Fora, borracha Emputrefa, dentro Exausta estás Ensimesmada em tua idiossincrasia Pelo gosto do vermelho Ou ódio seria? Não sabes Resiste e sofre Mas gargalha estridente Porque Desgraça é teu nome Dos outros está para todos De mim, para mim inteiro Insaciável engole-me assim Mas regurgita e berra A desejar em segredo Seu último fim Contrastes se calam No teu ***** e no meu Nessa dança macabra De uma pessoa só
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Nov 23, 2015
Nov 23, 2015 at 8:55 PM UTC
A Outra
Winter in Lisbon Up rua Garret I walked and it is steep in baixa, the old heart of this grand city, past shops that sell lottery ticket, besides a shop that sells religious artefacts, and a shop that sells Cartier watches. If you win there is money enough to decorate your mother's grave and to buy a posh watch. At the top of the street of the street a café Brasilia, it used to be Fernando Pessoa's drinking den, now it is upmarket, suit and short hair place who drinks tea and eat pastry; their forefathers used to look down their noses at Fernando, now they are proud of him. Irreverent poets can go somewhere else to drink. The master poet is a statue outside his café in the rain, and tourists take picture of him, one wonders what he thinks of it all. There is also a statue of Antonio Ribero Chiado, a poet who lived in the sixteen hundred, the largo is called after him, he was bald and dressed like a monk. I could see the river Tagus where tug-boats ply their in grey waters, and remembered when I used to be a ****** The church across the street “Incarnacao”, where Antonio used to pray is beautifully restored, but his God had left by the back door the front door was too heavy but saw a woman weeping in front of a statue of Christos, ***** for the masses? Why not? It is getting dark the Portuguese suits are swallowed by the metro, and men with cardboard boxes look for a doorway to sleep in. Over this scene hovers Amalia Rodrigues the great Fado singer, born in poverty, she hums a song for the wretched.
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Aug 2, 2017
Aug 2, 2017 at 9:52 AM UTC
winter in Lisbon
Winter in Lisbon Up rua Garret I walked and it is steep in baixa, the old heart of this grand city, past shops that sell lottery ticket, besides a shop that sells religious artefacts, and a shop that sells Cartier watches. If you win there is money enough to decorate your mother's grave and to buy a posh watch. At the top of the street of the street a café Brasilia, it used to be Fernando Pessoa's drinking den, now it is upmarket, suit and short hair place who drinks tea and eat pastry; their forefathers used to look down their noses at Fernando, now they are proud of him. Irreverent poets can go somewhere else to drink. The master poet is a statue outside his café in the rain, and tourists take picture of him, one wonders what he thinks of it all. There is also a statue of Antonio Ribero Chiado, a poet who lived in the sixteen hundred, the largo is called after him, he was bald and dressed like a monk. I could see the river Tagus where tug-boats ply their in grey waters, and remembered when I used to be a ****** The church across the street “Incarnacao”, where Antonio used to pray is beautifully restored, but his God had left by the back door the front door was too heavy but saw a woman weeping in front of a statue of Christos, ***** for the masses? Why not? It is getting dark the Portuguese suits are swallowed by the metro, and men with cardboard boxes look for a doorway to sleep in. Over this scene hovers Amalia Rodrigues the great Fado singer, born in poverty, she hums a song for the wretched.
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Eu tenho o problema (ou talvez a sorte imensa) de simplesmente desgostar. De uma hora para outra, deixo de sentir o que sentia, olho para o rosto de uma pessoa que antes me causava borboletas e meu coração não bate nem mais rápido, nem mais lento, muito menos pula uma batida. O que antes me fazia sentir como se estivesse olhando diretamente para dentro de uma supernova, agora mais parece fitar um muro inacabado. Não me ficam marcas, dores, nem muita saudade; não da pessoa em si, ao menos: a única falta que sinto é de sentir.
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Oct 23, 2016
Oct 23, 2016 at 12:22 AM UTC
Desencanto
Antonio Machado, Fernando Pessoa, Juan Gelman crearon de un plumazo sus heterónimos, unos señores que tuvieron la virtud de complementarlos, ampliarlos, hacer que de algún modo fueran más ellos mismos. También yo (vanitas vanitatum) quise tener el mío, pero la única vez que lo intenté resultó que mi joven heterónimo empezó a escribir desembozadamente sobre mis cataratas, mis espasmos asmáticos, mi ****** zoster, mi lumbago, mi hernia diafragmática y otras fallas de fábrica. Por si todo eso fuera poco se metía en mis insomnios para mortificar a mi pobre, valetudinaria conciencia. Fue precisamente ésta la que me pidió: por favor, colega, quítame de encima a este estorbo, ya bastante tenemos con la crítica. Sin embargo, como los trámites para librarse de un heterónimo son más bien engorrosos, opté por una solución intermedia, que fue nombrarlo mi representante plenipotenciario en la isla de Pascua. Por cierto que desde allí acaba de enviarme un largo poema sobre la hipotética vida ****** de los moairs. Reconozco que no está nada mal. Se nota mi influencia.
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Heterónimos
Me empolgar pra quê? Se você vai me deixar, Quando a primeira porta ver. Eu bem que quis você. Mas hoje, ao te ver, Eu fui embora, Corri pra porta, E não olhei pra trás. Pra não te ver chorar, E me fazer voltar. Mesmo sem querer, Você saberia me cativar. E a luz do meu olhar, Iria se perder, Dentro do escurecer, Da tua alma, Que de nada me acalma, Só me faz sofrer. E não quero mais você. Nem saberei querer, Qualquer outra pessoa.
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Sep 24, 2013
Sep 24, 2013 at 8:46 PM UTC
Qualquer outra pessoa