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"passaram" poems
DESTINO QUE É DESTINO Antigos sonhos que se sonharam, Amores que passaram. Gotas de orvalho cristalino, Destino que é destino. Paixões turbulentas e calmas, Cavernas que já foram cavernas, Doenças que são grandes traumas, Destino e paz às almas. Sentimentos sem ter prazo, Comboios no cais do acaso, Saudades do tempo que passou, Destino daquilo que fui e sou. Avezinhas cantam belas melodias, Suaves com suas crias, Embalado na corrente do rio Tua que ainda corre, Destino meu que não morre… Alijó, 22 de Outubro de 1991 Victor Marques
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Jan 5, 2015
Jan 5, 2015 at 9:46 AM UTC
Destino que é Destino
Parti à procura, percorri todos os bares da cidade drogas, alucinações, **** debati-me com o povo fui aprisionado pelo poderio das massas. Guardas olham-me à passagem vociferam um dialecto desconhecido. Nesta tumba estou . . . livre. Aqui, eu sou eu discípulo da verdade e dos prazeres. Depois fui para a ilha indígenas novamente - **** bebidas, drogas. E assim passaram dois anos. Percorro agora esta avenida em procura do que ainda não encontrei. Eu, por min quem sabe, tomarei outro rumo para . . . o outro lado . . . para a terra. Era cá uma tripé mas eu amava-a mesmo assim. Estava preso era um fora-da-lei sem crimes, nem pecados apanhei um táxi e segui na noite rumo ao desconhecido.
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May 12, 2014
May 12, 2014 at 4:18 PM UTC
o desconhecido
Vivo na eterna incerteza das coisas boas. Tal como a dor, a felicidade passa e os anos também. Vão ficando cada vez mais memórias e mais pessoas para trás. Vamos cada vez tendo mais passado do que futuro. A nossa hora chegará. Às vezes sento-me sozinha, penso e vejo os anos passar por mim... Já estou cansada e ainda só passaram 14 daqueles todos que irei viver...
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Mar 31, 2014
Mar 31, 2014 at 2:10 PM UTC
14 anos
Vivo na eterna incerteza das coisas boas. Tal como a dor, a felicidade passa e os anos também. Vão ficando cada vez mais memórias e mais pessoas para trás. Vamos cada vez tendo mais passado do que futuro. A nossa hora chegará. Às vezes sento-me sozinha, penso e vejo os anos passar por mim... Já estou cansada e ainda só passaram 14 daqueles todos que irei viver...
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Jul 1, 2014
Jul 1, 2014 at 10:50 PM UTC
14 anos
Escuta meu pai este segredo, que hoje eu te vou contar, quando vou p'rá cama à noite e em ti me ponho a pensar. Passaram anos desde o dia, que me viste pela primeira vez, desde então tens-me ensinado, a ser aquilo que tu és. Tenho aprendido o que posso, nem tudo aprendi, paciência, mas espero em mim ter retido, o que me ensinas-te com veemência. Tenho hoje uma linda filha, a quem espero poder dar, tudo aquilo que tu me deste, só assim te posso pagar. Não à palavras que descrevam, o que este teu filho gosta de ti. Se ao leres isto te emocionares, não chores, mas sim, meu pai RI.
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Jul 23, 2014
Jul 23, 2014 at 3:13 AM UTC
pai
Olhos inocentes de criança. Nascemos para o mundo da vida, da abundância, Com sorriso ou choro profundo com muita esperança, Feitos por Deus à sua semelhança. Nascemos para o mundo e nele sempre reinar, Sobre todos os animais,  aves e peixes do mar, Nasceu homem e mulher para procriar, E Deus com topázio e diamante o homem o idolatrar. Nascemos com uma imortalidade por Deus abençoada, Vivemos e morremos sem hora marcada. Nesta viagem procuramos uma recompensa material, Vivemos com Deus e sua conexão espiritual, Todos nós temos direito à felicidade, No Céu também noutra dimensão e realidade. Parace que nascer é milagre  e também banalidade, Pois  não temos nome, nem idade... Estarei eu por todos os meus antepassados sempre agradecido . Fruto do  que eles passaram e  de tudo e por tudo eu tenha nascido, E também como sua semente tenha vivido.
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Jan 22, 2024
Jan 22, 2024 at 11:18 AM UTC
Nascemos com nossos antepassados
"Oi!" Ele me disse, com os olhos cheios de água... "Quanto tempo não?! Eu pensei que você não voltava!" Eu disfarcei, pensei duas vezes no que dizer, não nasci pra sofrer! Por amor então que não. E ficamos nessa pequena caixa de texto, nesse pequeno diálogo... Passaram-se os anos, 20... Ele se casou, Teve filhos, Morreu. Eu fui ao seu enterro. Eu não me casei, nem tive filhos, nem sofri. Nem amei. Mas ah o amor, é só sofrimento... Eu não nasci pra sofrer, Ainda mais por amor.
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Jun 30, 2017
Jun 30, 2017 at 7:51 AM UTC
Untitled
Deixo de herança todos os pensamentos Perdidos ao luar, Escritos na página invisível da vida, Impossíveis de partilhar. Deixo de herança todas as garrafas, Que esvaziei e pousei à beira-mar, Com uma carta escondida lá dentro, Incógnita ainda por entregar. Deixo de herança todo o fumo, Que compulsivamente inalei Para tentar matar a doença Da qual nunca me curei. Deixo as pegadas na areia, Que rapidamente se apagaram. Marcas da efémera passagem dos seres Que por mim passaram. Deixo de herança o sol de inverno, Tão apreciado por toda a gente. Desejo que aqueça as almas frias, Que não deixe ninguém indiferente. Deixo de herança o incenso Que nunca acendi. Espalhado pela brisa, Como qualquer cheiro que senti. Deixo de herança toda a música E cada marca que deixou. Atenciosa companheira, Que tantas vezes me salvou. Deixo de herança o rio, No seu mesmo exato lugar. Lembrança eterna que existe um sítio seguro Para onde o desespero nos pode levar. Deixo de herança a pedra afiada, Que me esculpiram no lugar do coração. Memória da crueldade no olhar De quem a infância me roubou. Deixo ligadas as luzes da aldeia, Que me abrigaram no solitário berço. Agarro o impulso que me levou à procura De tudo o que ainda desconheço.    Deixo de herança em papel amarrotado, Algum sangue que derramei. Lágrimas, cicatrizes e o fardo, De ser tão brutalmente consciente De tudo aquilo que sei. Deixo de herança o meu amor, Sorrisos, abraços e essências, Partilhadas no pôr-do-sol. E que nesta viagem de turbulências, Repares na simplicidade do sentimento Que achaste saber de cor. Deixo de herança uma moeda, Ao pedinte que conheci E que nunca a chegou a gastar. Esqueceu-se que para a salvação da vida Não há dinheiro, nem há fornecedor Onde ele a possa ir comprar. Deixo de herança o pássaro branco, Que ainda não se atreveu a pousar. Canta mais alto a cada Primavera, Só para me relembrar, Que as raízes são uma ilusão Criadas por quem não as consegue descolar. Deixo de herança duas mãos quentes, No peito frágil de uma criança, Que nasceu órfão de mãe E cresceu sem esperança. “Nas noites escuras que te abraçam. Nos dias cinzentos a que te entregas Que sintas neste aperto a mensagem De toda a força que carregas.” Deixo de herança este poema, Escrito num sonho que se entranha E do qual nunca acordei. Vem… Traz o mapa que queimei. E encontra-me para lá da montanha Onde também eu me encontrei.
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Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 4:09 PM UTC
Deixo-me de herança
Deixo de herança todos os pensamentos Perdidos ao luar, Escritos na página invisível da vida, Impossíveis de partilhar. Deixo de herança todas as garrafas, Que esvaziei e pousei à beira-mar, Com uma carta escondida lá dentro, Incógnita ainda por entregar. Deixo de herança todo o fumo, Que compulsivamente inalei Para tentar matar a doença Da qual nunca me curei. Deixo as pegadas na areia, Que rapidamente se apagaram. Marcas da efémera passagem dos seres Que por mim passaram. Deixo de herança o sol de inverno, Tão apreciado por toda a gente. Desejo que aqueça as almas frias, Que não deixe ninguém indiferente. Deixo de herança o incenso Que nunca acendi. Espalhado pela brisa, Como qualquer cheiro que senti. Deixo de herança toda a música E cada marca que deixou. Atenciosa companheira, Que tantas vezes me salvou. Deixo de herança o rio, No seu mesmo exato lugar. Lembrança eterna que existe um sítio seguro Para onde o desespero nos pode levar. Deixo de herança a pedra afiada, Que me esculpiram no lugar do coração. Memória da crueldade no olhar De quem a infância me roubou. Deixo ligadas as luzes da aldeia, Que me abrigaram no solitário berço. Agarro o impulso que me levou à procura De tudo o que ainda desconheço.    Deixo de herança em papel amarrotado, Algum sangue que derramei. Lágrimas, cicatrizes e o fardo, De ser tão brutalmente consciente De tudo aquilo que sei. Deixo de herança o meu amor, Sorrisos, abraços e essências, Partilhadas no pôr-do-sol. E que nesta viagem de turbulências, Repares na simplicidade do sentimento Que achaste saber de cor. Deixo de herança uma moeda, Ao pedinte que conheci E que nunca a chegou a gastar. Esqueceu-se que para a salvação da vida Não há dinheiro, nem há fornecedor Onde ele a possa ir comprar. Deixo de herança o pássaro branco, Que ainda não se atreveu a pousar. Canta mais alto a cada Primavera, Só para me relembrar, Que as raízes são uma ilusão Criadas por quem não as consegue descolar. Deixo de herança duas mãos quentes, No peito frágil de uma criança, Que nasceu órfão de mãe E cresceu sem esperança. “Nas noites escuras que te abraçam. Nos dias cinzentos a que te entregas Que sintas neste aperto a mensagem De toda a força que carregas.” Deixo de herança este poema, Escrito num sonho que se entranha E do qual nunca acordei. Vem… Traz o mapa que queimei. E encontra-me para lá da montanha Onde também eu me encontrei.
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Muito me custa compreender este país onde vivo. Portugal precisa urgentemente de ordem, ideologia e patriotismo. Anos se passaram e tantos organismos criados, penso que com a finalidade de haver profissionalismo. Enfim, assistimos hoje a uma estúpida maneira de encarar a vida. As igrejas não espalham a fé, os hospitais não fazem o que poderiam fazer, a justiça é realmente cega, os políticos não sei para que servem e o que parece bonito não é a necessidade do povo, não é o benéfico do país. É urgente e necessário que quem comanda o país defina regras e é urgente que o patriotismo de cada cidadão seja um sentimento profundo de comunidade em cumprimento dessas regras definidas. As televisões não são tribunais, os senhores jornalistas não são juízes e a praça pública não é local de justiça. Envergonha-me viver num país com poucos homens e poucas mulheres dignas desse nome e que raramente ocupam os cargos que deviam. Não se vive de fachada com caras bonitas ou filhos de papás a ocupar cargos de relevo e liderança. O estado não deve ser um abrigo de preguiçosos em poleiros indevidos. Portugal é dos Portugueses e só os que merecem devem chegar ao topo, não pelas alavancas mas sim pelo talento. Aquilo que hoje se perdeu em Torre de Moncorvo na Serra do Reboredo, como em outras regiões do país não volta mais, mas esses granfinos iluminados com ideologias antagônicas à razão da existência humana preocupam-se em acabar com o bom do homem e criar ilusões desastrosas na forma como hoje se vive.🤡🤡🤡🤡
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Dec 16, 2020
Dec 16, 2020 at 3:09 AM UTC
A nossa pátria
Muito me custa compreender este país onde vivo. Portugal precisa urgentemente de ordem, ideologia e patriotismo. Anos se passaram e tantos organismos criados, penso que com a finalidade de haver profissionalismo. Enfim, assistimos hoje a uma estúpida maneira de encarar a vida. As igrejas não espalham a fé, os hospitais não fazem o que poderiam fazer, a justiça é realmente cega, os políticos não sei para que servem e o que parece bonito não é a necessidade do povo, não é o benéfico do país. É urgente e necessário que quem comanda o país defina regras e é urgente que o patriotismo de cada cidadão seja um sentimento profundo de comunidade em cumprimento dessas regras definidas. As televisões não são tribunais, os senhores jornalistas não são juízes e a praça pública não é local de justiça. Envergonha-me viver num país com poucos homens e poucas mulheres dignas desse nome e que raramente ocupam os cargos que deviam. Não se vive de fachada com caras bonitas ou filhos de papás a ocupar cargos de relevo e liderança. O estado não deve ser um abrigo de preguiçosos em poleiros indevidos. Portugal é dos Portugueses e só os que merecem devem chegar ao topo, não pelas alavancas mas sim pelo talento. Aquilo que hoje se perdeu em Torre de Moncorvo na Serra do Reboredo, como em outras regiões do país não volta mais, mas esses granfinos iluminados com ideologias antagônicas à razão da existência humana preocupam-se em acabar com o bom do homem e criar ilusões desastrosas na forma como hoje se vive.🤡🤡🤡🤡
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