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"olhares" poems
Vindima que sempre vem Que regalo é ver estas lindas uvas que serão destinadas a ser pisadas por tantos pés generosos deste povo duriense que nas encostas trabuca com suor no rosto. Depois de tantas canseiras chega a hora da colheita para todos começarem em festa um processo que acabará nos melhores vinhos de Portugal e do mundo. Para haver vindima temos de ter videiras bafejadas pelo sol, acolhidas pelo xisto e amadas pelo homem duriense que não se cansa de as amar e bajular. Este meu Douro é sem sombra de dúvida local privilegiado para a produção deste néctar abençoado por Deus. A videira que Jesus tantas vezes enumerou me faz perceber o universo, a sua diversidade e porque não mesmo a vida depois da morte. Como simples podador o homem corta as vides na esperança de uma boa colheita. Que encanto ver durante seu ciclo o despertar constante de tantos sonhos adormecidos. A videira delicia, rejuvenesce, cresce embalada pelo vento em socalcos e patamares e os rios são seus fiéis companheiros e a seu lado tantas árvores dão as azeitonas da paz e serviram de aconchego no Horto das Oliveiras para Jesus Cristo amar os homens e segredar a Deus seu Pai. Temos orgulho em nossos muros de pedreiros que esculpiram seu próprio fado, eles mudaram os olhares de um Douro mal-amado… Victor Marques
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Oct 6, 2013
Oct 6, 2013 at 2:11 PM UTC
Vindima que sempre vem
Devoção a Deus que sempre ama Rouxinóis com penas diferentes, Papoilas e cores de encantar. Olhares de ateus e crentes, Janelas se abrem sem parar. Devoção a Deus que sempre ama, Todo nu e uma cama. Solitário e labirinto vivido, Sonho do Deus rejuvenescido. Riqueza e fama, Deus sem glória, Coração meu que por vezes chora. Salgueiros dum ribeiro maltratado, Destino, Deus e fado. Victor Marques
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Nov 7, 2011
Nov 7, 2011 at 1:44 PM UTC
Devoção a Deus que sempre ama
ADORMECIDO NOS SONHOS VIVIDOS Entre margens dos rios conhecidos, Sonho com sonhos vividos. Anseios nobres e sonolentos, Adormecido em quentes mantos. Serei sepultado com folhas mortas, Com videiras, oliveiras, belas hortas. No ermo ressuscitarei feito luz, Com a bandeira do amor a Jesus…! Tenho um carinho excelso pelas gentes singulares, Feitas de um amor e seus sentidos olhares. Paraíso de saudades já vividas, Memórias nunca esquecidas. Recordações de tudo que me apaixonou, Da terra que sempre me amou. Horas paradas nos salgueiros do ribeiro, Sou do Castanheiro… Um abraço com carinho e amizade Victor Marques
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Oct 21, 2013
Oct 21, 2013 at 4:04 AM UTC
Adormecido nos sonhos vividos
Olhares Olho o céu azulado, Vejo um véu desfraldado, Escuto a água que salpica, Que coisa bonita…! Sol que brilha, Que maravilha… Horizonte sempre eloquente, Olhar distante, olhar em frente. Raças e diferentes culturas com boa vontade, Olhares que zelam pela humanidade. Olhares ternos que nosso ser invade, Sentir o olhar com verdade. Na mesa duma esplanada, Um olhar nasce do nada, Olhares, meigos, alegres, enfadonhos, Olhares daquilo que somos. Victor Marques
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Apr 23, 2012
Apr 23, 2012 at 7:59 AM UTC
Olhares
Hoje sinto que aquela bola de sabão existe! É uma bola de verdade, leve e livre, pelo vento, Sente-se os sons das palavras, que expeliste, Sentiu-se aqui o timbre, presente do alento! O longo curso, no horizonte dessa montanha, Que um dia essa bola quis seguir, sente-se aqui! Brilham olhares atentos à noite, agora estranha, O olhar de bolas voando vê-se agora até daqui! Desperta solto e livre o sol de medo dos ventos, Dispersa cores cinza, que o habitaram por tempos, Ouvem-se desejos de liberdade, nestes momentos, Quem sabe agora, o tom dos seus passatempos? Não vejo os Invernos, nem se sente o tom do inferno, Plana sobre a linda natureza um cheiro aflito e difuso, Que sonho teve o vento, que te levou e trouxe, recluso! Voa-as pelos *** e nem sabes mais a forma do parafuso! Os círculos controversos do prender da abertura das portas, Sustentam como metal idêntico as formas do pensamento, Não importa ser bola de sabão e voar ao saber do vento, Foi disposição para soltar amarras e viver o que hoje adoras! O homem fez-se fora e a mulher vê-se agora, ambos cintilantes, Todos os medos e costumes, já doentios, na hora do descanso, Quando à noite no silêncio, os medos dos sons são abundantes, Fogem sorridentes porque mesmo carentes têm seu descanso! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.09.18.02.23
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Sep 18, 2013
Sep 18, 2013 at 8:36 AM UTC
Vê-se a bola de sabão
ESPELHO COLORIDO DO TEU OLHAR Victor Alex Magalhaes Mar Estrelas em sinfonia, Natureza em harmonia, Animais com suas crias, Olhares nas pradarias. Ribeiros e lamentos, Saudade doentia, Brilho da nostalgia, Cabelos aos ventos. Cacho sempre excelso, Musgo e feto. Barcos que navegais, Vinho que embebedais. Elas constroem suas casas, Cartas voam ser ter asas, Sentinelas da noite, silêncio do mar, Espelho do teu olhar... Vic Alex
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Mar 1, 2010
Mar 1, 2010 at 8:15 AM UTC
ESPELHO COLORIDO DO TEU OLHAR
Sentimentos que se cruzam ao acaso, Carinho sonolento do fado, Pastagens com verde intransigente, Pastagens do amor verdejante. Emboscadas de devotos amores, Amor de eternos pensadores, Remoinhos de rios tricolores, Rounxinois cantadores. Olhares sentidos, maltratados, Colher frutas amadurecidas, Colher flores floridas, Amor dos meus pecados. Noites sem dormir ou ter sono, Amor ao luar ao abandono, Cavalos brancos com passo certo, Amor nu num ceu aberto. Vic Ale
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Jun 24, 2010
Jun 24, 2010 at 3:15 AM UTC
Amor em ceu aberto...
Folhas Pedacinhos de folhas esverdeadas, Folhas secas de Outono amareladas. Fogem de suas árvores fustigadas, Folhas húmidas, abandonadas… Folhas maltratadas pelo vento, Apodrecem com encanto. Folhas das videiras multicolores, Folhas escritas para teus amores. Folhas que se perdem num tempo, Folhas com e sem pensamento. Folhas lindas ao entardecer, Folhas anónimas para ler… As folhas morrem cheias de pureza, Exalam o perfume da mãe natureza. Folhas parecidas, redondas e triangulares, Folhas nas tristezas e nos olhares. Victor Marques
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Oct 22, 2013
Oct 22, 2013 at 5:04 AM UTC
Folhas
Pago pelo preço de respirar e apreciar coisas sem real custo, Elas são pouco, mais ou menos o que menos aqui têm valor, Ou serão a joia preciosa, que definem meu ser como incolor, É a transparência do carácter, de um ser tão menos, brusco! Os paços que ficam presos na calçada da vida, são os aprendizes, O balanço na busca embalada de sólidos conhecimentos similares, Aos que hoje encontro, sorrio e pestanejo, como olhares de petizes, Sem malícia, mas com a astúcia, a perícia de conviver nesses azares! Quem caminha porque procura, busca solidez de carácter e identifica-se, Com bruscas, mas sólidas colisões, de jogos engraçados e enfarinhados, Conheçam-se as regras e jogue-se, livre de preconceitos e tentaculados, O cérebro se torne a máquina na defesa de ataques e vultos da metáfrase! Que se compilem memórias e auxílios permanentes ao jogo delinquente, Que se tire partido desse significado figurativo, composto de maleitas, Que se compreenda facilmente maldade, como aplicativo frequente, Sem sugestões formais, ao quotidiano de todas essas vestes e seitas! E assim, aproveito o vazio criado, no espaço para mim e enfim, Ganha-se o tempo que se perdem em mentes dispersas de valor, A joia está aqui, conservada em cofre limitado, ao real detentor, O preço equilibrado, eu diferenço do do ouro e ficará aqui em mim! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.10.02.02.27
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Oct 2, 2013
Oct 2, 2013 at 9:47 AM UTC
Cercado de preços e dívidas
Marcas de uma noite escura E uma perspectiva ferida Pela agulhas de minha frieza Chegaram a você E a face que foi me dada Está jogada em alguma esquina Com impressões de olhares inferiores Como faces de um bloco de notas Eu vou me virando Vou me virando Essas alternâncias de oportunidades São as ultimas coisas que eu queria ver E com um grito sufocante eu admito Eu sempre errei Eu errei E essa dor despertante É uma especie de verdade que muda totalmente o caráter Me fez perceber as paredes se erguendo No único objetivo que eu foquei Todas essas maneiras autodestrutivas Todas essas inclinações para o fundo do poço E agora eu sei, elas tem justificativas E eu sei Acusado de assassinatos impiedosos Mas não sou que sou "um com a dor" Que fui forçado a parar na beira da estrada Porque é de lá que vim E é para lá que sempre voltarei Mas, meu deus Lá é tão distante E parece que acidentes agora ocorrem por lá E todos os outros lugares São cheios e me sufocam Me sufocam E eu sou tão inútil que a unica coisa que consigo pensar É em uma mudança dos tecidos dos tempo É eu sei Sou um inútil E agora sinto como se minha face Não tivesse nenhuma ligação com os meus pés E o meu corpo agora fica Rolando em coisas que não eu não consigo acreditar Mas eu tentei Eu realmente tentei Você sabe que eu tentei Realmente tentei
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Oct 29, 2015
Oct 29, 2015 at 4:26 PM UTC
Frases para recitar quando eu estou só
Deus ama… Passarinhos em prados verdejantes, Papoilas, cores de encantar. Olhares de ateus e crentes, Janelas de par em par. A minúcia de ter sentido, Ser sempre perdido. Devoção a Deus que ama, A linda açucena. Riqueza e glória, Deus por ti chora. Amor adocicado, Destino e fado. Victor Marques
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Nov 29, 2011
Nov 29, 2011 at 1:58 PM UTC
Deus Ama
Cansei de literatura fraca e coração mais fraco ainda. Cansei de jogo escondido e dedo quebrado pra estalar a boca. Cansei de sentir e esperar deixar. Cansei da risada que vem de longe, cheia de graça daquilo que pra mim é tão amargo. Cansei da úlcera de ansiar por todos os motivos errados. Cansei dos cortes e do sangue na coberta amanhecida pelos sonhos ruins. Cansei dos olhares e palavras soltas nas diagonais que são sempre pra você. Cansei de ouvir as músicas das coisas que eu sentia. Cansei dos poemas que são mesmo, pra todo mundo. Poesia é pra todo mundo. Cansei. Poesia não é pra todo mundo. Nem eu.
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Sep 7, 2012
Sep 7, 2012 at 4:56 PM UTC
Asma
Cidade de Guimarães Guimarães linda de morrer, Portugal nasceu e te viu crescer, Honra a nossos fundadores, Vasos repletos de flores. Pomposa, ai tua pureza que emana, Sorris como a pequena açucena, Senhora da Penha com emoção, Guimarães tem nobre tradição. A história te cantará sempre com excelsa gratidão, És feita do amor e de nobre geração. Deus te escolheu, Deus te santifica, Guimarães terra santa, bendita. Os olhares serenos se enlaçam em mim, Horizontes sem nunca ter fim. Guimarães cidade que nunca cede, Afonso Henriques, Batalha de S. Mamede. Guimarães, 20 de Março de 2009 Victor Marques
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Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:22 PM UTC
Cidade de Guimarães
Queria ficar sob os olhares teus, morar nos abraços teus, ser a razão dos sorrisos teus e refletir no brilho dos olhos teus. Você, mais belo que Adônis, tão doce e tão amado, imagina nossos dedos entrelaçados e o seu corpo junto do meu.
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Aug 26, 2012
Aug 26, 2012 at 9:41 PM UTC
Você e eu
Sou Eu… Procuro um produto acabado ou inacabado, Sinto um dado já passado. Sem perícia, engenho ou norte, Sou fruto do amor e sorte. Em mim sinto furacões adormecidos, Fascinado pelo paraíso dos sentidos, Navego no oceano de um novo mundo, Conchas num mar sem fundo. Histórias bonitas e trocas de olhares, Sentir odores alegres, peculiares. Me apaixonam as flores primaveris, Sou aquilo que Deus criou e Quis. Victor Marques
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Dec 4, 2012
Dec 4, 2012 at 7:23 AM UTC
Sou eu
Quando, aos calados tocares, caminha silenciosa, Volvem os ventos, os ardores palpitantes; Tens a noite a contemplar teu semblante, Agora que nas sombras dissipa-te imperiosa, Não te adentras ante tal selva pavorosa; Se é o negrume pelo qual apaixona-te exitante, Cega teus claros olhares dos dias crepitantes, Verás, é certo, a revelação de tuas cerradas pálpebras nebulosas; Por que te insiste a perseverar loucura, Se sabes que nas sombras não encontrarás amplidão? Vinde aos dias, às luzes opalinas da fartura E apenas a voz ressurge: "Tenho em alvas lágrimas, dos dias, a punição Portanto estendo meu destino à errante ventura Pois a luz, tudo ruirá, em lábios amargos de maldição"
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Feb 21, 2018
Feb 21, 2018 at 1:59 AM UTC
Paisagens de Verão - I
Se o meu abraço fosse tão longo que te alcançasse. Enredado nos olhares mais sombrios e no sorriso mais solarengo. Seria casa. Seria um forte. Seria um bravo, um valente, que entre abraços desafiasse a morte.
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Sep 1, 2014
Sep 1, 2014 at 8:27 AM UTC
Uma casa, um forte
Tenho medo o tempo todo Medo de salas de aula Escritórios De atravessar a rua Bancos De esperar o ônibus Da rua escura, do beco De ser passageira num carro que vai bater Ou ver quem amo morrer Tenho medo porque amo tudo descontroladamente Amo até o ódio que cria em mim rebeldia Que me faz desafiar os dias Tenho medo do tempo De te esperar na fila do cinema e você finalmente decidir que não é a mim que quer para ti Apavoro só com o pensamento de voltar para casa com outra frustração Eu não aguentaria, tenho medo de não aguentar Tenho medo do abandono Dos olhares Até de altares Que me lembram o medo de infância de que talvez houvesse um demônio em mim Um medo neurótico, paralisante Que nem por um instante Me deixa refletir quem sou
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Apr 14, 2017
Apr 14, 2017 at 9:13 PM UTC
Sobre Medo
Eu torci o pano Até a última gota de suor Nem assim consegui êxito Olhos vermelhos de sangue A mutilar a córnea Venérea e violenta A vingar-se por lançar Olhares satânicos A todos que passassem Sem um pingo de dó Sangra sem dor Rios cor púrpura Até secar a carne Mitigando a vontade A fé, a vida...
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May 6, 2015
May 6, 2015 at 3:17 PM UTC
Pano Torcido
Tenho acreditado por tanto tempo que tudo de errado e ruim que sinto se esvairia quando encontrasse alguém que quisesse passar noites em claro fazendo nada ao meu lado, e que isso fosse o suficiente, que eu fosse o suficiente. Já experimentei esse sentimento e por mais que repita incontáveis vezes o quanto me quer ali, o sentimento não vai embora; De repente sinto o impulso de me levantar e ir embora sem dizer adeus, e nunca, nunca mais, ouvir de você ou deixar que ouça de mim. São as pequenas mortes como essas que me mantiveram viva até agora, não quero ser real. Me desculpe por todos os olhares, dedos entrelaçados, e promessas não ditas mas subentendidas. Me desculpe antecipadamente se eu tiver que ir embora em algumas semanas ou meses, ou dias. Amanhã, talvez. Quando eu estiver em silêncio, segure-se, segure-me.
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Apr 9, 2017
Apr 9, 2017 at 6:19 PM UTC
smother
Troca de olhares sem doces beijos , Raiando o dia com cheiro primaveril , Manhãs de lindos dias em Abril, O inexplicável formato das rosas, Tao belas e formosas, O amor,  os teus desejos. O inevitável sentir sem mágoa   O inexplicável vento que trás água, Todas as sensações envolvidas, Feitas da matéria de tua vida, Como a alma junto ao corpo quer estar, O inexplicável segredo de os dois separar   Sentimento que nobreza sempre tem, Sorriso e amor de pai e mãe. O inevitável  ser feito só de amor , Todo nu em seu esplendor. Victor Marques
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May 1, 2022
May 1, 2022 at 4:37 PM UTC
O inexplicável
Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... Mas isolo-me, confortavelmente, na esfera do casulo. Pronta a renascer, Mas ainda enganada… Sinto um amor!... Que de tanto ser infantil,   Chega a ser puro! (E talvez o deixemos assim, meu amor.) Talvez nos encontremos apenas no ar. Como dois passarinhos feridos, Ainda ingenuamente atrapalhados, Pelas asas que os guiam. Apenas cruzando estas simples energias, Em cada nuvem batente daquele tal céu ardente. E onde nelas escalarei… Até ao cimo do teu próprio inferno. Onde nele, ainda te manténs refém. Amarte-ei pela literatura, Como tu tão bem me sabes amar…                                  (E quanto do nosso amor,                                    Será também feito poesia?) Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... E agora, pronta a renascer, Bato, suavemente, as minhas asas… Sinto um vento!... Alegremente, espreito fora do casulo!... E a brisa que corre e me leva,   Carrega em cada batida,   Só para mim, A sustentável leveza do amor. (E talvez o deixemos assim, meu amor.) Talvez nos encontremos apenas no fogo. Como duas belas fénixes, Usando as suas próprias cinzas, Para pintar a mais bela das telas. Apenas cruzando os nossos caminhos, Em cada folha queimada que paira Sobre os nossos tristes olhares. E onde nelas escalarei… Até ao cimo do nosso paraíso distante, Onde nele ainda me mantenho refém. Amarte-ei pelo silêncio, Como tu tão bem me sabes amar…                                   (E quanto do nosso amor,                                   Será também feito poesia?) Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... E aquelas frágeis asas que me bateram, Criaram em mim uma bela metamorfose. Onde na beleza do simples ser, Encontramo-nos e fomos voando.                                    (E quanto do nosso amor,                                  Será também feito poesia?)                        (Cada bater de asas da borboleta o dirá…)
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Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 2:48 PM UTC
Amor Como Metamorfose
Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... Mas isolo-me, confortavelmente, na esfera do casulo. Pronta a renascer, Mas ainda enganada… Sinto um amor!... Que de tanto ser infantil,   Chega a ser puro! (E talvez o deixemos assim, meu amor.) Talvez nos encontremos apenas no ar. Como dois passarinhos feridos, Ainda ingenuamente atrapalhados, Pelas asas que os guiam. Apenas cruzando estas simples energias, Em cada nuvem batente daquele tal céu ardente. E onde nelas escalarei… Até ao cimo do teu próprio inferno. Onde nele, ainda te manténs refém. Amarte-ei pela literatura, Como tu tão bem me sabes amar…                                  (E quanto do nosso amor,                                    Será também feito poesia?) Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... E agora, pronta a renascer, Bato, suavemente, as minhas asas… Sinto um vento!... Alegremente, espreito fora do casulo!... E a brisa que corre e me leva,   Carrega em cada batida,   Só para mim, A sustentável leveza do amor. (E talvez o deixemos assim, meu amor.) Talvez nos encontremos apenas no fogo. Como duas belas fénixes, Usando as suas próprias cinzas, Para pintar a mais bela das telas. Apenas cruzando os nossos caminhos, Em cada folha queimada que paira Sobre os nossos tristes olhares. E onde nelas escalarei… Até ao cimo do nosso paraíso distante, Onde nele ainda me mantenho refém. Amarte-ei pelo silêncio, Como tu tão bem me sabes amar…                                   (E quanto do nosso amor,                                   Será também feito poesia?) Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... E aquelas frágeis asas que me bateram, Criaram em mim uma bela metamorfose. Onde na beleza do simples ser, Encontramo-nos e fomos voando.                                    (E quanto do nosso amor,                                  Será também feito poesia?)                        (Cada bater de asas da borboleta o dirá…)
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