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"mistura" poems
Terra Linda Os coqueiros, as paisagens esverdeadas, As águas puras, cristalinas, abençoadas. O sol que aquece, afugenta ilusões, Aquece a pele, mas não os corações. Pobreza com simplicidade confrangedora, Mundo de supérflua riqueza, Cultura enriquecedora, Mistura de mar e natureza. Corpos esbeltos e danças ritmadas, Nas areias deste mar deixei pegadas, O céu lindo, esbranquiçado, Sorriso lindo, rasgado. Victor Marques
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Aug 30, 2010
Aug 30, 2010 at 7:09 AM UTC
Terra linda
Ah, pobre Dolores Mais uma vez está cansada de suas mágoas e constipada com suas dores Há quem diga que quando olha o céu, sonha com estrelas Acalme-se Dolores, hoje tenho um presente para entretê-la Acorde de seu sonho e largue esses afazeres Olhe para A Casa Abandonada dos Prazeres Almeja tanto assim? O seu ignoto fim? Por quê toma todos esses remédios? Se o que deseja é pular do mais alto prédio Para quê todas essas doenças inventadas? E essas mulheres, para quê invejá-las? Na casa encontrará a cura Não mais carregará sua imaginária feiura Lá será bela como sempre quis Mas pergunte-se o que é ser feliz Lá, em todas as paredes, encontrará espelhos E em todas camas encontrará lençóis vermelhos Onde finalmente poderá gozar E a beleza que não é sua, contemplar Goze, goze Dolores Mistura seu prazer com suas dores Goze, goze mais uma vez Goze toda sua estupidez Saiba que nem tudo que cintila é ouro E fora da casa continuará seu agouro Quando fora estiver, da vida perderá a crença E a cada vez que entrar e sair, nascerá uma nova doença Uma daquelas de sua hipocondria E a cada dia verá a verdadeira agonia Sentirá dor, e fome Não se lembrará de seu nome Não poderá comer, pois a doença te devastará E para a casa todos os dias irá correr, a sonhar Lembre-se de novo Que nem tudo que brilha é ouro Ganhará a casa e perderá o mundo E seu eu estará perdido num poço profundo Um dia dirá: Será? Toda aquela estética... era tão assim... patética? Nossas escolhas não tem volta Para o destino não há revolta Não devo mais chorar Só me resta, agora, gozar Goze, goze Dolores Mistura seu prazer com suas dores Goze, goze mais uma vez Goze toda sua estupidez
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Aug 22, 2014
Aug 22, 2014 at 4:34 PM UTC
Dolores
Ah, pobre Dolores Mais uma vez está cansada de suas mágoas e constipada com suas dores Há quem diga que quando olha o céu, sonha com estrelas Acalme-se Dolores, hoje tenho um presente para entretê-la Acorde de seu sonho e largue esses afazeres Olhe para A Casa Abandonada dos Prazeres Almeja tanto assim? O seu ignoto fim? Por quê toma todos esses remédios? Se o que deseja é pular do mais alto prédio Para quê todas essas doenças inventadas? E essas mulheres, para quê invejá-las? Na casa encontrará a cura Não mais carregará sua imaginária feiura Lá será bela como sempre quis Mas pergunte-se o que é ser feliz Lá, em todas as paredes, encontrará espelhos E em todas camas encontrará lençóis vermelhos Onde finalmente poderá gozar E a beleza que não é sua, contemplar Goze, goze Dolores Mistura seu prazer com suas dores Goze, goze mais uma vez Goze toda sua estupidez Saiba que nem tudo que cintila é ouro E fora da casa continuará seu agouro Quando fora estiver, da vida perderá a crença E a cada vez que entrar e sair, nascerá uma nova doença Uma daquelas de sua hipocondria E a cada dia verá a verdadeira agonia Sentirá dor, e fome Não se lembrará de seu nome Não poderá comer, pois a doença te devastará E para a casa todos os dias irá correr, a sonhar Lembre-se de novo Que nem tudo que brilha é ouro Ganhará a casa e perderá o mundo E seu eu estará perdido num poço profundo Um dia dirá: Será? Toda aquela estética... era tão assim... patética? Nossas escolhas não tem volta Para o destino não há revolta Não devo mais chorar Só me resta, agora, gozar Goze, goze Dolores Mistura seu prazer com suas dores Goze, goze mais uma vez Goze toda sua estupidez
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Ontem descia a colina, pelos caminhos da natureza, Foi quem sabe o seu trilho, que me mostrou a beleza, Desde as plantas, ao ar que lá respirei, me maravilhei, Foi nessa viagem que descobri, que ali tudo eu farei! O cheiro a vida e os animais descascados de preconceitos, A paz que se sentia entrar nos seus ninhos, eram preceitos, De cores de luz ardente, onde o sol encoberto de folhas, Mostrava atos ou sentimentos que são nossas escolhas! Não escolho de quem posso gostar, mas escolho preservar, Não luto pelo amor, se não o posso cultivar, porque não ó é, Mas se eu escolher amar entre as folhas eu vou me mostrar, E se estiver por trás delas, alguém, também deixo brilhar. Pois é! É umas mistura de sons e tons, numa bebida alcoólica, Sente-se os cheiros e sabores, escorrendo pela goela, Percorrem-se os melhores encontros, gente acolita, Se não são seus valores, nem são dele, nem são dela! Porém, esta minha caminhada, vale escuro abaixo, Que entre o brilho da estrela do dia mais claro, Se perdi, porque vi, o que não guardei e encaixo, E já vale adentro, hoje teu abraço é o meu amparo! Autor: António Benigno Código do texto: 2013.07.21.02.07
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:09 AM UTC
Vale de segredos
Com a brisa a bater no rosto, Por amor ou desgosto. Saudade de carinho e afecto, Sorriso inocente, inquieto. Passarinhos com melodia de encantar, Saudade do brilho do teu olhar. Sentimento que eu quero embalar, Nas ondas do céu quero estar... Distância espiritual e também terrena, Feita do cheiro da açucena. Saudade da autêntica orvalhada, Que eu cheiro de madrugada. Mistura de sentimentos comprometidos, Com o prazer de todos os sentidos. Saudade quase me deixa sempre triste , Pois há Saudade quando o amor existe. Parece que perdemos tudo sem querer, Encontrando a alma quem quer saber.! Saudade de tudo que na vida parece ser acaso ou desnorte , Dum destino feito vida, amor e sorte.
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Jun 6, 2023
Jun 6, 2023 at 4:17 PM UTC
Saudade do afecto
“A alquimia é o arco-íris que une tudo o que é terreno e efémero aos planos celestes e eternos. É uma mistura de matéria e espírito, de querer e de saber. É a união da vida e da morte no seu mais perfeito sentido de existência: o da criação.”
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Sep 7, 2015
Sep 7, 2015 at 10:19 AM UTC
Alquimia: uma definição
cada momento passado na realidade me dá mais certeza de que te inventei alguns anos atrás te coloquei numa gaiola de sonhos ansiados da qual conseguiste escapar, levando teus pés por um tapete de estrelas pra chegar até mim. desejos infinitos que cultivei antes do acontecimento de ti (aqueles que pensei que pra sempre seriam fantasmas na minha mente) agora desabrocham nas palmas de minhas mãos toda vez que encosto em ti, deságuam nos meus calafrios toda vez que encostas em mim, e vibram na nossa volta toda vez que estamos juntas. (sentimento doce esse de se construir uma em volta da outra e se conhecer uma em volta da outra e de dar voltas uma em volta da outra incessa e incansavelmente.) me sinto mar revolto de profundeza apaziguada quando deito contigo. nossos movimentos como ondas que quebram uma em cima da outra e chiam num sussurro explosivo; gemidos que vêm de furacões de dentro do peito transbordam na curva do lábio e derramam no lençol como mel pingando da colmeia. a maneira na qual esperamos o verão dobrar a esquina, nos ocupamos achando maneiras de nos esquentar dissertando uma sobre a outra pelo fio invisível do telefone o qual não nos separa e não mede distância: quando estou perto de ti estou perto de mim mesma e de toda minha luz que se mistura com tua luz e faz de nós sol.
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Jul 3, 2018
Jul 3, 2018 at 12:43 AM UTC
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