"matou" poems
Marinheiro, marinheiro
Você perdeu sua âncora
Você perdeu seu atlas
Marinheiro, marinheiro
Você matou seus companheiros
E não há lugar em terra para você
Marinheiro, marinheiro
Te disseram para nunca mais voltar
Te mandaram parar de respirar
Marinheiro, marinheiro
E toda dor que você sentiu?
Você perdeu seu coração?
Marinheiro, marinheiro
Eles te odeiam
Você é a própria morte, dizem eles
Marinheiro, marinheiro
O alfaiate e o jovem da meia-noite estão em paz?
Seus fantasmas ainda o perseguem?
Marinheiro, marinheiro
Você perdeu o receio daquele barco?
O velho barco quebrado que é você
Marinheiro, marinheiro
Você sentiu o cheiro de casa?
Seus companheiros estão em terra
Marinheiro, marinheiro
Como você navega pelo desfiladeiro?
Como você luta com o desespero?
Marinheiro, marinheiro
Eu achei sua âncora e seu atlas
Mas eles pertencem a outro senhor
Marinheiro, marinheiro
Você desistiu do seu destino?
Você abandonou sua tripulação
Marinheiro, marinheiro
Onde será seu enterro?
Porque você está morto afinal
Marinheiro, marinheiro
Se eu disser que te odeio
Pois você abandonou sua tripulação?
Marinheiro, marinheiro
Você me responderia
Se eu dissesse que te odeio?
Marinheiro, marinheiro
Se você está morto afinal
Porque eu sou um fantasma?
Marinheiro, marinheiro
Onde seu coração está?
Porque eu não quero mais sofrer
Marinheiro, marinheiro
Quem é você afinal?
Porque eu sou um espectro de quem você foi
Marinheiro, marinheiro
Se eu matar meus companheiros
E abandonar a tripulação
Marinheiro, marinheiro
Eu vou ser livre do desespero?
A escuridão vai me abandonar?
Marinheiro, marinheiro
Por que eu sou tão triste
Se sou um fantasma solitário?
Marinheiro, marinheiro
Eles dizem que você é o pior
Aquele que nunca deveria ter existido
Marinheiro, marinheiro
O que isso diz sobre mim?
Se você, afinal, não tivesse nascido
Como eu poderia estar aqui?
Marinheiro, marinheiro
Se você recuperar sua âncora e seu atlas
Se você recuperar sua tripulação
Você me aceita?
Marinheiro, marinheiro
Se você estiver vivo afinal
Você me empresta seu nome?
Porque eu estou cansado de sofrer
Marinheiro, marinheiro
Se eu for seu herdeiro
Você me deixa navegar naquele velho barco?
Marinheiro, marinheiro
Você me deixa ser a própria morte?
Porque eu não quero mais sofrer.
Marinheiro, marinheiro
Você permite que eu seja apenas um fantasma
Vagando sem rumo pela escuridão?
Marinheiro, marinheiro
Você permite que eu me mate
Para não fazer mais ninguém sofrer?
Marinheiro, marinheiro
Por que tudo mudou?
Era mais fácil quando todos éramos sonhadores
Marinheiro, marinheiro
Eu quero ser novamente um marinheiro
Para que eu sinta o cheiro de casa
Marinheiro, marinheiro
Se eu não sou mais marinheiro
Eu posso abandonar o barco?
Marinheiro, marinheiro
Eu quero abraçar o mar
Marinheiro, marinheiro
Eu quero sangrar com o mar.
Marinheiro, marinheiro
Eu quero entender por inteiro
Por que eu deixei de ser marinheiro
Marinheiro marinheiro
Eu vou virar seu companheiro
Vamos estar mortos afinal.
Dec 3, 2016
Dec 3, 2016 at 6:39 PM UTC
"Où tu vas, mon gros matou
Libellule, mon fils
La virgule en l'air
De monticule en monticule
Où tu vas mon agneau,
Mon miel, mon mielule ?
Où tu vas mon chéri,
Mon chéri bibi d'amour,
Ma bibilule ? Ma bibi lune ?
Mon bibendum ? Mon termite ?
Ma fourmi volante "
Je viens à confesse, ma muse,
Ma Déesse, maîtresse et seigneurie sur terre
Et dans confesse il y a fesse
Et bien que tu te revendiques muse minuscule
J'aime qu'agenouillé sur un banc de poissons
En sarabande
On me bouscule d'ovules
Et de péchés dans le confessionnal brute
Juste avant la communion de la grand-messe orthodoxe.
Prends ma vie vénielle et mortelle !
Je donne ma vie éternelle contre Ton matricule
Et dans chaque versicule
Mes testicules pour la vie extatique
Ma mie, ma minette, ma mamica, oremus !
Dieu aime
Dieu savoure
Dieu châtie
Dieu bande
Dieu ovule
Dieu tressaille
Dieu frissonne
Dieu jouit
Dieu pardonne
Dieu exauce
Dieu gicle
Amen
Aug 21, 2019
Aug 21, 2019 at 4:12 AM UTC
Au-dessus de ta cordillère,
Là où pointent tes seins et tes rêves,
Là où s 'ébrouent les félins de lave
Deux voyeurs aux yeux artificiels
Deux volcans,
L 'un éteint, l 'autre endormi,
T'épient de leurs cratères
et peignent de leurs pinceaux de feu bleu
Chaque battement de la rivière céleste de tes cils
Chaque feulement de souffre des ténèbres
De tes paupières closes plongées
Dans un feu d'artifices paradoxal.
Plus **** encore un troisième volcan
En activité, émousse en miaulant,
Tel un ténor ombrageux,
Ses griffes de matou en mi bémol.
Sep 21, 2019
Sep 21, 2019 at 4:05 AM UTC
La lune plaquait ses teintes de zinc
Par angles obtus.
Des bouts de fumée en forme de cinq
Sortaient drus et noirs des hauts toits pointus.
Le ciel était gris. La bise pleurait
Ainsi qu'un basson.
Au **** un matou frileux et discret
Miaulait d'étrange et grêle façon.
Moi, j'allais, rêvant du divin Platon
Et de Phidias,
Et de Salamine et de Marathon,
Sous l'oeil clignotant des bleus becs de gaz.
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