Hello Poetry
Submit your work and get some sparkles! Create free account
"maldito" poems
Que grande a geração, a de Camões, Saia de Belém, num pranto oral... Dizia adeus a grandes multidões! Olhava o horizonte pequeno Portugal Traçado o rumo do futuro, Passado o mar forte e indeciso, Pegava no leme, firme e duro, Sem dor, frio ou bramido. As ninfas, rodeavam o leme, O Sol, queimava a proa do navio, O capitão nada teme Naquele mar, escuro e bravio... Victor Marques e Atavio Nelson Chegamos a outros pontos, Do globo esférico, sem saber! Que hoje são contos, Que ainda temos de ler. Desde Ourique, Calado e Cala trava Com turbantes brancos reluzentes Os portugueses lutaram com palavra Com alegria mostravam seus dentes. Correram os desertos, tão estéreis Na defesa de um Santo Universal Pela cruz combateram infiéis Dentro e fora de Portugal. Oh.Isabel que suaves eram tuas flores! Que rosas encarnadas pueris Que as músicas sejam cantadas para seus amores Prendes-te por milagre o teu Diniz. OH Coimbra.que tiranas do fadário Oh Sé velha, cheia de segredos Que encantos lá havia do Hilário Ainda hoje escritos nos penedos... Santa Clara, no alto...que te vê clarissa Jovem, esbelta coimbrã! Foste, cedo freira e noviça. Salva-me deste fado, minha irmã! Olá Marquez, és do Pombal Traidor, usurpador, ladrão. NO ódio foste genial. E TUDO, tudo metia no gibão. Malandro, enganas-te o teu Rei Iludiste-o, meu falso...e mandas-te O Távora, inocente para o cadafalso Maldito sejas! Isso não foi Portugal...mas foi No norte, que uma mulher Forte, com seios apertados E espada no dentes bem cerrados Em serpente e com sua gente Em zip filas genial Firme.destinada Deu a vida mas Acabou com o Cabral Sim ali, no monte Naquele lugar Maria da Fonte Só com gente destemida, como eu ! Tal como o Lusitano no Gerez Esta pátria com um plebeu Concebeu o Tavares com um grande PORTUGUÊS Victor Marques
0
Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:27 PM UTC
Portugal....
Que grande a geração, a de Camões, Saia de Belém, num pranto oral... Dizia adeus a grandes multidões! Olhava o horizonte pequeno Portugal Traçado o rumo do futuro, Passado o mar forte e indeciso, Pegava no leme, firme e duro, Sem dor, frio ou bramido. As ninfas, rodeavam o leme, O Sol, queimava a proa do navio, O capitão nada teme Naquele mar, escuro e bravio... Victor Marques e Atavio Nelson Chegamos a outros pontos, Do globo esférico, sem saber! Que hoje são contos, Que ainda temos de ler. Desde Ourique, Calado e Cala trava Com turbantes brancos reluzentes Os portugueses lutaram com palavra Com alegria mostravam seus dentes. Correram os desertos, tão estéreis Na defesa de um Santo Universal Pela cruz combateram infiéis Dentro e fora de Portugal. Oh.Isabel que suaves eram tuas flores! Que rosas encarnadas pueris Que as músicas sejam cantadas para seus amores Prendes-te por milagre o teu Diniz. OH Coimbra.que tiranas do fadário Oh Sé velha, cheia de segredos Que encantos lá havia do Hilário Ainda hoje escritos nos penedos... Santa Clara, no alto...que te vê clarissa Jovem, esbelta coimbrã! Foste, cedo freira e noviça. Salva-me deste fado, minha irmã! Olá Marquez, és do Pombal Traidor, usurpador, ladrão. NO ódio foste genial. E TUDO, tudo metia no gibão. Malandro, enganas-te o teu Rei Iludiste-o, meu falso...e mandas-te O Távora, inocente para o cadafalso Maldito sejas! Isso não foi Portugal...mas foi No norte, que uma mulher Forte, com seios apertados E espada no dentes bem cerrados Em serpente e com sua gente Em zip filas genial Firme.destinada Deu a vida mas Acabou com o Cabral Sim ali, no monte Naquele lugar Maria da Fonte Só com gente destemida, como eu ! Tal como o Lusitano no Gerez Esta pátria com um plebeu Concebeu o Tavares com um grande PORTUGUÊS Victor Marques
Continue reading...
62
"Por Tu Maldito Amor" El dia que te encontre me enamore Tu sabes que yo nunca lo e negado Con sana me lograste enloqueser Y yo cai en tu tramapa ilusionado De pronto todo aquello se acabo Faltaste a la promesa de adorarnos Me undiste en el olvido por creer Que a ti no llegarian jamas los anos Por tu maldito amor No puedo terminar con tantas penas Quisiera rebentarme hasta las venas Por tu maldito amor Por tu maldito amor Por tu maldito amor no logro acomodar mis sentimientos Y el alma se me sigue consumiendo Por tu maldito amor Por tu maldito amor Ahahahahahahaha Y ya para que quiero la tumba Si ya me enteraste en vida Ahaha ayi No quiero que regreses nunca no Prefiero la derota ente mis manos Si ayer tu nombre tanto pronuncie Hoy mirame rompiendome los labios Por tu maldito amor No puedo terminar con tantas penas Quisiera rebentarme hasta las venas Por tu maldito amor Por tu maldito amor Por tu maldito amor no logro acomodar mis sentimientos Y el alma se me sigue consumiendo Por tu maldito amor Por tu maldito amor Por tu bendito amor
0
May 31, 2015
May 31, 2015 at 11:52 PM UTC
Vicente Fernandez - Por Tu Maldito Amor
por que me dices que me quieres ya cuando no me tienes enfrente de ti. Hasta cuando sera el dia que te escuche pronunciar esas dos palabras en mi cara. Hasta cuando existirá tal reciprocidad? Que valor tiene mi persona al entrañar semejantes sensaciones. Hasta ahora he osado en preguntarme a donde chingados me estoy dirigiendo? Por que la pesada tristeza y la pirámide de depresión? Por que este dolor no me deja en paz? No es patética mi forma de ser? Al dejar que un "problema" tan estúpido me provoque matar o matarme me duele el pecho de verdad al pensar que me quieres a tu lado cuando te has ido. me duele el estomago al pensar las mas de 7 veces que me rompiste el corazón. Me destruiste, me frustraste. Nauseas y ansias, fueron lo que me regalaste. me rompiste a la mitad. y a veces siento que no te importa. Ni una pizca de importancia. Solo te importas tu, tu y tu. y tus propias grietas tu umbral del dolor la mano que has dejado ir. el maldito lazo que te une de por vida al oscuro y persistente reflejo en carne del pasado. sonríes cuando tu verdugo blande la guadaña sobre tu corazón. Simplemente me esta matando que lo ames a el tanto como te amo yo. y el pobre enfermo que se llevara el premio mayor. Quieres dejarme atrás.
0
May 21, 2014
May 21, 2014 at 1:09 PM UTC
Otro escrito mas del corazón de un pobre diablo.
Sumida en la ironía esboza un apático gesto y en el nicho indulgente de la discordia se encuentran sus ojos ingratos. La Dama clorótica seca sus lágrimas, ejecuta con elegancia la centímana que acoge ramales de negros liros a sus cianóticos pabellones ¡Cuan grata la dicha pérfida del desencuentro! Profesa la peste con umbría renitencia, en la lúgubre sobre-voz que estremece el canoro fúnebre en Pico de Roma que delata en cada suspiro la cólera rancia del abandono Que perfuma con néctar de Belladona el fino sosiego de un paño de seda. Fruto pródigo que espeta la terca laconia de sus nefastas palabras Porque solo un ósculo que terse el crúor de sus labios bastará para convenir su silencio. Sauzal que atraviesa su boca añeja y estéril como la yerma Y quien fuera una bella rubescente hoy besa el miasma maldito que proclama a la urdimbre. su maligno efluvio letal Mañana serás el fantasma, el fantasma de ojos velados. Mañana serás la nada y negros serán tus huesos.
0
Jul 17, 2015
Jul 17, 2015 at 11:58 PM UTC
La Dama Clorótica “Alegoría a la pintura homónima de Samuel van Hoogstraten”
Mientras camino la acera va golpeándome los pies, el fulgor de las estrellas me va rompiendo los ojos. Se me cae un pensamiento como se cae una mies del carro que tambaleando raya los pardos rastrojos. Oh pensamientos perdidos que nunca nadie recoge, si la palabra se dice, la sensación queda adentro; espiga sin madurar, Satanás le encuentre troje, ¡que yo con los ojos rotos no le busco ni le encuentro! Que yo con los ojos rotos sigo una ruta sin fin... ¿Por qué de los pensamientos, por qué de la vida en vano? Como se muere la música si se deshace el violín, no moveré mi canción cuando no mueva mis manos. Alto de mi corazón en la explanada desierta donde estoy crucificado como el dolor en un verso... Mi vida es un gran castillo sin ventanas y sin puertas y para que tú no llegues por esta senda,                                                               la tuerzo.
0
1.3k
El castillo maldito
Falta-me progressiva consistência que me tire desta constante inércia do recordar. Permeiam-me contrarreações ilógicas do universo; do meu universo. Irrisório inaceitável tempo que desfaleça minha imutável memória atormentada por falsas angustiadas imagens. Maldito brilho que por vezes ofusca meu coeso e desejável leal raciocínio. Fatos agora estáveis foram, por vezes, acontecimentos importunos, que propuseram ao meu bem estar uma obscuridade incontínua, porém intransigível. Embora uma situação não muito clara e nítida a mim mesmo, pude perceber confessadamente o que de caótica maneira me ponderava – e que talvez ainda o faça - meu oneroso conivente dionisíaco. Ainda não compreendo porém, se estou franqueado disto que mal posso interpretar; que nem mesmo sei se ainda existe legitimamente. É tudo inevitavelmente sobre eles, os olhos que me acorrentam por anos em um relance de ódio freudiano; a mais esplêndida e simplesmente bela face de todo e qualquer universo: hei de conquistá-la em meus sonhos platônicos ou tristemente afogá-la em minha morte vividamente devotada em tê-la.
0
May 22, 2013
May 22, 2013 at 8:09 PM UTC
A respeito daquela que se tornou minha efêmera abstêmia
Levanten sus copas que hoy la suerte se cierne a la botella Dionisio pagó con sangre el trago amargo de la pérdida. Laureada la seda que envuelve el óbito de tu destino, sobre el tinto que ateza de luto tu pecho atribulan sus enemigos en la cómplice oscuridad de un bar olvidado que arrulla en secreto la muerte bajo un mar de Ginebra Que aguarda entre mentiras al íntimo ritual que sienta el pulso y añeja el vértigo de tus palabras Petaca en mano que enciende tu aliento desgaja tus venas de oporto y ron y pinta de sanguinos matices la náusea ... que apacigua el lamento de tu Ménade solitaria que entre espectros alcoholizados maldice el acre juicio del azar Danza macabra que funde sus lenguas profanas, en la misma apática letanía Maldita esa noche de julio parda como el veneno que rezuman tus vísceras parda como la trama endeble que corrompe tu hígado enfermo Maldita la sed en tus ojos vidriosos negros como el nectar que escancian la Nísiades en la viña de tu cárdena mortaja. Maldito el recuerdo que aún te ve Sentado con beoda inocencia donde van a morir las ratas y un perro viejo sella con vos su pródigo pacto secuaz Que entre pitada y pitada escapan a vos en susurros los versos del turco Jayyam batiendo suspiros al aire flotando en castillos de alquitrán Que pensando en la muerte borracho y con voz cansada solías preguntar ¿Habrá allí una pizca de lima que bese el salitre de sus dedos renegridos?
0
Jul 12, 2015
Jul 12, 2015 at 1:31 PM UTC
Elegía a Nefú
En una tarde soleada estuvimos juntos. Sentados en el infinito crepúsculo de un interminable día de verano. Aún recuerdo, su suave y dulce aroma al tomarla entre mis brazos. El aliento del beso desencadenado que robo mi deseo. ¿Es tan triste recordar, algo que nunca pasó? Nunca fue mía, es cierto. Pero aún me siento tan lleno al recordar la ilusion de lo que pudo ser, mas nunca será. En el mismo árbol donde la hice mía, donde me sentaba a admirar su bello rostro, cálida sonrisa, cuerpo exacto, ojos de miel, piel de canela, mirada hechizante !Maldito sea su aroma, y el momento preciso! Era mía en un sueño, lo sé. Tan perfecta como lo esperaba, tan exacta como yo anhelada. Era perfecta, era para mí. Simplemente no era real Nunca existió, producto inexistente de mi imaginación vagabunda. No era un sueño, existe; está ahí bajo ese árbol esperando a que la encuentre, que calle su dolor con un beso, que cure su herida con la mía. Existe, allí está ¿Qué no la ves? Aquí estoy, allí estás Espérame, que yo te espero
0
Sep 22, 2014
Sep 22, 2014 at 2:20 PM UTC
Tarde
Cuando el deseo de alegría con sus dientes de rosa escarba los azufres caídos durante muchos meses y su red natural, sus cabellos sonando a mis habitaciones extinguidas con ronco paso llegan, allí la rosa de alambre maldito golpea con arañas las paredes y el vidrio roto hostiliza la sangre, y las uñas del cielo se acumulan, de tal modo que no se puede salir, que no se puede dirigir un asunto estimable, es tanta la niebla, la vaga niebla Cagada por los pájaros, es tanto el humo convertido en vinagre y el agrio aire que horada las escalas: en ese instante en que el día se cae con las plumas deshechas, no hay sino llanto, nada más que llanto, porque sólo sufrir, solamente sufrir, y nada más que llanto. El mar se ha puesto a golpear por años una pata de pájaro, y la sal golpea y la espuma devora, las raíces de un árbol sujetan una mano de niña, las raíces de un árbol más grande que una mano de niña, más grande que una mano del cielo, y todo el año trabajan, cada día de luna sube sangre de niña hacia las hojas manchadas por la luna, y hay un planeta de terribles dientes envenenando el agua en que caen los niños, cuando es de noche, y no hay sino la muerte, solamente la muerte, y nada más que el llanto. Como un grano de trigo en el silencio, pero a quién pedir piedad por un grano de trigo? Ved cómo están las cosas: tantos trenes, tantos hospitales con rodillas quebradas, tantas tiendas con gentes moribundas: entonces, cómo? cuándo? a quién pedir por unos ojos del color de un mes frío, y por un corazón del tamaño del trigo que vacila? No hay sino ruedas y consideraciones, alimentos progresivamente distribuidos, líneas de estrellas, copas en donde nada cae, sino sólo la noche, nada más que la muerte. Hay que sostener los pasos rotos. Cruzar entre tejados y tristezas mientras arde una cosa quemada con llamas de humedad, una cosa entre trapos tristes como la lluvia, algo que arde y solloza, un síntoma, un silencio. Entre abandonadas conversaciones y objetos respirados, entre las flores vacías qué el destinó corona y abandona, hay un río que cae en una herida, hay el océano golpeando una sombra de flecha quebrantada, hay todo el cielo agujereando un beso. Ayudadme, hojas que mi corazón ha adorado en silencio, ásperas travesías, inviernos del sur, cabelleras de mujeres mojadas en mi sudor terrestre, luna del sur del cielo deshojado, venid a mí con un día sin dolor, con un minuto en que pueda reconocer mis venas. Estoy cansado de una gota, estoy herido en solamente un pétalo, y por un agujero de alfiler sube un río de sangre sin consuelo, y me ahogo en las aguas del rocío que se pudre en la sombra, y por una sonrisa que no crece, por una boca dulce, por unos dedos que el rosal quisiera escribo este poema que sólo es un lamento, solamente un lamento.
0
1.1k
Enfermedades en mi casa
Cuando el deseo de alegría con sus dientes de rosa escarba los azufres caídos durante muchos meses y su red natural, sus cabellos sonando a mis habitaciones extinguidas con ronco paso llegan, allí la rosa de alambre maldito golpea con arañas las paredes y el vidrio roto hostiliza la sangre, y las uñas del cielo se acumulan, de tal modo que no se puede salir, que no se puede dirigir un asunto estimable, es tanta la niebla, la vaga niebla Cagada por los pájaros, es tanto el humo convertido en vinagre y el agrio aire que horada las escalas: en ese instante en que el día se cae con las plumas deshechas, no hay sino llanto, nada más que llanto, porque sólo sufrir, solamente sufrir, y nada más que llanto. El mar se ha puesto a golpear por años una pata de pájaro, y la sal golpea y la espuma devora, las raíces de un árbol sujetan una mano de niña, las raíces de un árbol más grande que una mano de niña, más grande que una mano del cielo, y todo el año trabajan, cada día de luna sube sangre de niña hacia las hojas manchadas por la luna, y hay un planeta de terribles dientes envenenando el agua en que caen los niños, cuando es de noche, y no hay sino la muerte, solamente la muerte, y nada más que el llanto. Como un grano de trigo en el silencio, pero a quién pedir piedad por un grano de trigo? Ved cómo están las cosas: tantos trenes, tantos hospitales con rodillas quebradas, tantas tiendas con gentes moribundas: entonces, cómo? cuándo? a quién pedir por unos ojos del color de un mes frío, y por un corazón del tamaño del trigo que vacila? No hay sino ruedas y consideraciones, alimentos progresivamente distribuidos, líneas de estrellas, copas en donde nada cae, sino sólo la noche, nada más que la muerte. Hay que sostener los pasos rotos. Cruzar entre tejados y tristezas mientras arde una cosa quemada con llamas de humedad, una cosa entre trapos tristes como la lluvia, algo que arde y solloza, un síntoma, un silencio. Entre abandonadas conversaciones y objetos respirados, entre las flores vacías qué el destinó corona y abandona, hay un río que cae en una herida, hay el océano golpeando una sombra de flecha quebrantada, hay todo el cielo agujereando un beso. Ayudadme, hojas que mi corazón ha adorado en silencio, ásperas travesías, inviernos del sur, cabelleras de mujeres mojadas en mi sudor terrestre, luna del sur del cielo deshojado, venid a mí con un día sin dolor, con un minuto en que pueda reconocer mis venas. Estoy cansado de una gota, estoy herido en solamente un pétalo, y por un agujero de alfiler sube un río de sangre sin consuelo, y me ahogo en las aguas del rocío que se pudre en la sombra, y por una sonrisa que no crece, por una boca dulce, por unos dedos que el rosal quisiera escribo este poema que sólo es un lamento, solamente un lamento.
Continue reading...
67
Me habéis preguntado qué hila el crustáceo entre sus patas de oro y os respondo: El mar lo sabe. Me decís qué espera la ascidia en su campana transparente? Qué espera? Yo os digo, espera como vosotros el tiempo. Me preguntáis a quién alcanza el abrazo del alga Macrocustis? Indagadlo, indagadlo a cierta hora, en cierto mar que conozco. Sin duda me preguntaréis por el marfil maldito del narwhal, para que yo os conteste de qué modo el unicornio marino agoniza arponeado. Me preguntáis tal vez por las plumas alcionarias que tiemblan en los puros orígenes de la marea austral? Y sobre la construcción cristalina del pólipo habéis barajado, sin duda, una pregunta más, desgranándola ahora? Queréis saber la eléctrica materia de las púas del fondo? La armada estalactita que camina quebrándose? El anzuelo del pez pescador, la música extendida en la profundidad como un hilo en el agua? Yo os quiero decir que esto lo sabe el mar, que la vida en sus arcas es ancha como la arena, innumerable y pura y entre las uvas sanguinarias el tiempo ha pulido la dureza de un pétalo, la luz de la medusa y ha desgranado el ramo de sus hebras corales desde una cornucopia de nácar infinito. Yo no soy sino la red vacía que adelanta ojos humanos, muertos en aquellas tinieblas, dedos acostumbrados al triángulo, medidas de un tímido hemisferio de naranja. Anduve como vosotros escarbando la estrella interminable, y en mi red, en la noche, me desperté desnudo, única presa, pez encerrado en el viento.
0
938
Xvii
Me habéis preguntado qué hila el crustáceo entre sus patas de oro y os respondo: El mar lo sabe. Me decís qué espera la ascidia en su campana transparente? Qué espera? Yo os digo, espera como vosotros el tiempo. Me preguntáis a quién alcanza el abrazo del alga Macrocustis? Indagadlo, indagadlo a cierta hora, en cierto mar que conozco. Sin duda me preguntaréis por el marfil maldito del narwhal, para que yo os conteste de qué modo el unicornio marino agoniza arponeado. Me preguntáis tal vez por las plumas alcionarias que tiemblan en los puros orígenes de la marea austral? Y sobre la construcción cristalina del pólipo habéis barajado, sin duda, una pregunta más, desgranándola ahora? Queréis saber la eléctrica materia de las púas del fondo? La armada estalactita que camina quebrándose? El anzuelo del pez pescador, la música extendida en la profundidad como un hilo en el agua? Yo os quiero decir que esto lo sabe el mar, que la vida en sus arcas es ancha como la arena, innumerable y pura y entre las uvas sanguinarias el tiempo ha pulido la dureza de un pétalo, la luz de la medusa y ha desgranado el ramo de sus hebras corales desde una cornucopia de nácar infinito. Yo no soy sino la red vacía que adelanta ojos humanos, muertos en aquellas tinieblas, dedos acostumbrados al triángulo, medidas de un tímido hemisferio de naranja. Anduve como vosotros escarbando la estrella interminable, y en mi red, en la noche, me desperté desnudo, única presa, pez encerrado en el viento.
Continue reading...
30
Babylonia, oh Babylonia Como tus hijos lloran por pan. Babylonia, oh Babylonia Como te esperan los que ya no estan. Lujos, plaseres, embrujos por doquier Pero ahora quien te va a ver? Babylonia, oh babylonia en mi alma siempre viviras Babylonia, oh Babylonia en tus pecados siempre to recuerdaran Maldito, bendito, del mismo dios Babylonia, te as perdido la voz Por que no te diste la vuelta tornate mi amor a otro lugar Por que no te diste la vuelta regresastes por donde te as venido
0
Mar 31, 2013
Mar 31, 2013 at 5:14 PM UTC
Babylonia
Faz um tempo que venho tentando encontrar alguém que me ame, eu achava que era suposto amar e ser amada de volta… não sei o que está a acontecer, será que o problema sou eu? Será que meu Romeu está realmente morto ou Homens não são capazes de amar? Ou eu é que dou passos errados? Estou cansada de acordar com um homem diferente em cada final de semana que decido ir para aquele maldito bar para afogar minhas mágoas, só tenho 25 anos, com quantos anos é suposto encontrar o homem certo? Porque que só querem se aproveitar de mim? Será esse corpo que dizem ser perfeito? Será esse rosto que dizem ser lindo? Isso não devia ser motivação eles me levarem a serio? Deus, estou a começar a odiar este corpo perfeito e essa cara linda, só quero um pouco de amor. Todas as minhas amigas me falam de coisas que seus namorados fazem por elas, falam-me sobre as declarações de amor e flores que recebem e a mim só dão orgasmos atrás de orgasmos, meu ex namorado era um Brutamontes que achava que os presentes caros e **** eram as únicas coisas que eu queria, EU SÓ QUERO UM POUCO DE AMOR… Aqui estou de novo, neste maldito bar, porquê que sempre venho parar aqui? Quem são essas pessoas comigo? Acho que estou bêbada, mas é assim que eu decidi fugir da realidade de não ser amada, e essas pessoas, que nem conheço fazem-me companhia, “Garçom, mais uma rodada” “ adiciona na minha conta por favor”.
0
Feb 26, 2017
Feb 26, 2017 at 11:04 AM UTC
Garçom, mais uma rodada por favor
Hola Clase! Tengo una Examen hoy, para ellos! maldito...
0
Feb 14, 2014
Feb 14, 2014 at 8:51 AM UTC
Clase de Español
¡Déjenme desahogar mi alma! Déjenme contarles el dolor que en mí-- ha hecho morada. Déjenme decirles que la muerte--me vive hablando, que la desesperación se ha hecho la única religión que conozco! ¡Déjenme desahogar mi alma! Estos tiros están trizando mi carne, mi habilidad de pararme, mi necesidad de salir adelante. Están jugando fuerzas desconocidas con mi destino, llámenle principalidades, demonios, ángeles, o amigos. Doy un paso hacia delante, me siento invencible, y cuando vuelvo a revisarme…. ¡estoy en el mismo sitio! Esos tiros me jadean tan fuerte, que se ha quebrado mi cerebro en mil pedazos. Quiero sentir algo, sentir que contribuyo, y veo el reflejo de mi corazón escarchado, desangrado, escaldado, todo abandonado, y vuelvo y me rindo. ¿Soy acaso una muñeca, un títere, una marioneta, un fantoche, un pelele, o un maldito espantajo, que todos pueden manipular a su antojo? ¡Déjenme desahogar mi alma! tengo los brazos rotos, de tanto forzar la soga para salvarme. tengo la mirada nublada, los tiros me roban el oxígeno de tanto esforzarme de ellos librarme. Veo gente libre, feliz, y consumada, suspiros cortados me esperanzan un poco, y lucho y riño por alcanzar mi destino. Luego, veo mis trozos, mis tiros, y mi vida alterada por las circunstancias. Siento la soledad que me viste los ojos y el alma. Me beso la desilusión y la inestabilidad de mis manos, Me siento y veo el café de mis letras, salirse por los agujeros de la soga que me sigue triturando. Pero vuelvo y me paro y la soga me sienta, y me doblega... ¡de mí, quiere adueñarse! Déjenme desahogar mi alma! No me miren con pena. ¡Yo de este yugo....he de liberarme! LeydisProse 6/14/2017 https://www.facebook.com/LeydisProse/about/
0
Jun 14, 2017
Jun 14, 2017 at 11:23 AM UTC
¡Déjenme desahogar mi alma!
¡Déjenme desahogar mi alma! Déjenme contarles el dolor que en mí-- ha hecho morada. Déjenme decirles que la muerte--me vive hablando, que la desesperación se ha hecho la única religión que conozco! ¡Déjenme desahogar mi alma! Estos tiros están trizando mi carne, mi habilidad de pararme, mi necesidad de salir adelante. Están jugando fuerzas desconocidas con mi destino, llámenle principalidades, demonios, ángeles, o amigos. Doy un paso hacia delante, me siento invencible, y cuando vuelvo a revisarme…. ¡estoy en el mismo sitio! Esos tiros me jadean tan fuerte, que se ha quebrado mi cerebro en mil pedazos. Quiero sentir algo, sentir que contribuyo, y veo el reflejo de mi corazón escarchado, desangrado, escaldado, todo abandonado, y vuelvo y me rindo. ¿Soy acaso una muñeca, un títere, una marioneta, un fantoche, un pelele, o un maldito espantajo, que todos pueden manipular a su antojo? ¡Déjenme desahogar mi alma! tengo los brazos rotos, de tanto forzar la soga para salvarme. tengo la mirada nublada, los tiros me roban el oxígeno de tanto esforzarme de ellos librarme. Veo gente libre, feliz, y consumada, suspiros cortados me esperanzan un poco, y lucho y riño por alcanzar mi destino. Luego, veo mis trozos, mis tiros, y mi vida alterada por las circunstancias. Siento la soledad que me viste los ojos y el alma. Me beso la desilusión y la inestabilidad de mis manos, Me siento y veo el café de mis letras, salirse por los agujeros de la soga que me sigue triturando. Pero vuelvo y me paro y la soga me sienta, y me doblega... ¡de mí, quiere adueñarse! Déjenme desahogar mi alma! No me miren con pena. ¡Yo de este yugo....he de liberarme! LeydisProse 6/14/2017 https://www.facebook.com/LeydisProse/about/
Continue reading...
43
Las cosas que mueren jamás resucitan, las cosas que mueren no tornan jamás. ¡Se quiebran los vasos y el vidrio que queda es polvo por siempre y por siempre será! Cuando los capullos caen de la rama dos veces seguidas no florecerán... ¡Las flores tronchadas por el viento impío se agotan por siempre, por siempre jamás! ¡Los días que fueron, los días perdidos, los días inertes ya no volverán! ¡Qué tristes las horas que se desgranaron bajo el aletazo de la soledad! ¡Qué tristes las sombras, las sombras nefastas, las sombras creadas por nuestra maldad! ¡Oh, las cosas idas, las cosas marchitas, las cosas celestes que así se nos van! ¡Corazón... silencia!... ¡Cúbrete de llagas!... -de llagas infectas- ¡cúbrete de mal!... ¡Que todo el que llegue se muera al tocarte, corazón maldito que inquietas mi afán! ¡Adiós para siempre mis dulzuras todas! ¡Adiós mi alegría llena de bondad! ¡Oh, las cosas muertas, las cosas marchitas, las cosas celestes que no vuelven más!...
0
639
¡adiós!
Hoy peleé conmigo mismo Y perdí. La sobriedad me ganó Y la realidad me golpeó. La calle es un desierto maldito, Lleno de tedio y cotidianidad En el cual reside el viento de un vuelo eterno. Cuando me dé cuenta de que el tiempo Pasó sobre mí Yo ya estaré muerto. Éste edificio está vacío y mis amigos Ya están muertos, yo quiero irme Dónde están ellos. Enséñame a morirme, no olvides mi nombre Éste viaje, éste viaje es muy largo Ya no aguanto.
0
Jun 16, 2017
Jun 16, 2017 at 4:10 PM UTC
Golpe realista.
no tienen idea de lo que es pedir un deseo al universo en altas horas de la madrugada solo para agradarles no tienen idea de la soledad que se siente cada vez que uno de ustedes me deja sin razón y nunca sabrán el esfuerzo que hago para una conversación mantener, y que piensen bien de mi vencer mi ansiedad social no es fácil, más lo logro; sin embargo no saben lo mucho que aumenta al ver que no les importo, y tampoco se agradan al estar conmigo escribir versos llenos de dolor y soledad se han convertido en mi rutina mi mente en blanco intentar dejar, para luego sin intención volver a recordar se ha vuelto en aquella gota de agua que cae lentamente en mi cabeza torturándome ¿pueden pensar en los demás? ¿por solo un pequeño momento? no todos son como ustedes, rodeados de personas, rodeados de amigos, gente por todas partes, les da igual si esa gente se va o si llega más piensen en el gran daño que le hacen a alguien que no es así alguien que los considera importantes y que de cierta forma siente admiración por ustedes alguien que se sonroje cuando les haga reír, no porque guste de ustedes, sino por haber logrado que rieran por algo que esa persona dijo alguien que aprecie cada detalle que ustedes den alguien que aprecie más que nadie su forma de ser alguien que quiere ser como ustedes y les toma como ejemplo nunca sabrán lo que es soñar despierto sobre ser amigos cercanos, sobre tomar fotos, ir a lugares más despertar viendo que esa persona ni siquiera le dirige la palabra las preguntas constantes hacia si mismo “¿soy tóxico?” “¿hice algo mal?” “juro solemnemente que podría cambiarlo” pero no, nunca entenderán, porque son los putos amos, son los mejores, son los dioses, los ídolos solo tengan algo de humanidad por un maldito momento ¿si?
0
Jan 21, 2018
Jan 21, 2018 at 10:08 AM UTC
Queridas personas que me han dejado sin razón
no tienen idea de lo que es pedir un deseo al universo en altas horas de la madrugada solo para agradarles no tienen idea de la soledad que se siente cada vez que uno de ustedes me deja sin razón y nunca sabrán el esfuerzo que hago para una conversación mantener, y que piensen bien de mi vencer mi ansiedad social no es fácil, más lo logro; sin embargo no saben lo mucho que aumenta al ver que no les importo, y tampoco se agradan al estar conmigo escribir versos llenos de dolor y soledad se han convertido en mi rutina mi mente en blanco intentar dejar, para luego sin intención volver a recordar se ha vuelto en aquella gota de agua que cae lentamente en mi cabeza torturándome ¿pueden pensar en los demás? ¿por solo un pequeño momento? no todos son como ustedes, rodeados de personas, rodeados de amigos, gente por todas partes, les da igual si esa gente se va o si llega más piensen en el gran daño que le hacen a alguien que no es así alguien que los considera importantes y que de cierta forma siente admiración por ustedes alguien que se sonroje cuando les haga reír, no porque guste de ustedes, sino por haber logrado que rieran por algo que esa persona dijo alguien que aprecie cada detalle que ustedes den alguien que aprecie más que nadie su forma de ser alguien que quiere ser como ustedes y les toma como ejemplo nunca sabrán lo que es soñar despierto sobre ser amigos cercanos, sobre tomar fotos, ir a lugares más despertar viendo que esa persona ni siquiera le dirige la palabra las preguntas constantes hacia si mismo “¿soy tóxico?” “¿hice algo mal?” “juro solemnemente que podría cambiarlo” pero no, nunca entenderán, porque son los putos amos, son los mejores, son los dioses, los ídolos solo tengan algo de humanidad por un maldito momento ¿si?
Continue reading...
22
Me miras con perfidia pretendiendo domar mi recinto. Presumes tu sabiduría sin saber que yo soy, ¡guía audaz! Que llevo más de diez vidas perfeccionando mis gritos, cuyo sonidos te llevaran al olimpo de los seres invictos. Gimos con algoritmos que descifran los calóricos revoltillos de una mente esculpida que sabe sumergirse; en insondable pozos, complacerte, hasta que logres tu propósito, hasta que digas ¡eureka! la novena maravilla, la he encontrado, en tu llanto pasional. Me miras y pretendes amedrentarme, pretendes que huya de mi desnudez y yo sencillamente, te reto a que te atiborres de mi ser.., a que te pierdas en mi querer; que no te avergüences de mi placer y que escuches en mis suspiros los quejidos de mi erotismo. Me miras como quien pretende impresionar y yo con la mirada fija.., te reto a que descubras mi castidad; Que te enganches de mi honduras, que te aferres a mi cintura, que te enamores de mi sabrosura, que te deshagas de tu cordura y respondas al clamo de mis deseos que te hacen un llamado visceral. Que apruebes conmigo los sabores del tiempo, con feroces besos, que van componiendo la canción perfecta, hasta que lleguemos a nuestro destino pasional. Te dije alguna vez y te lo diré otra vez, “Yo no gimo, yo gruñó como loba, maulló como perra” brinco hasta afincarme en tus cinco sentidos, y logres entender, que tú serás un lobo maldito, pero, a mi amor !no lo puedes someter!
0
May 25, 2018
May 25, 2018 at 1:03 PM UTC
GRITOS
Como presa de la vida me oculto bajo una roca me pongo muy introspectivo y a menudo me enmudezco y todo el tiempo estoy gritando sin emitir ningún sonido No entiendo muy bien realmente que coño estoy haciendo trabajo y mal sueño, coger de vez en cuando, y porro siempre de por medio Y no voy a mentir, sí tengo días felices aunque esos días son de los que menos siento luego al tiempo los recuerdo amargo pues tengo memoria solo pa'l sufrimiento Me miro y me digo "basta mierda" de este maldito y constante lamento Y mi reflejo ni me mira ni responde y me trata de explicar que llevo solo mucho tiempo Como sin ganas, porque sin ganas cocino pa' cocinar no me animo por siempre estar cansado y el cansancio constante me parece que persiste los días que con hambre me acuesto. Ya mis ojos pintan con feas ojeras, este círculo vicioso en el que llevo rato viviendo Hago caso omiso a los signos de mi rostro y frente a todos los que amo intento seguir sonriendo
0
Nov 15, 2019
Nov 15, 2019 at 11:03 AM UTC
Si tan sólo
¡No te amaré! Muriera de sonrojos antes bien, yo que fui cantar maldito de blancas hostias y de nimbos rojos; yo que sólo he alentado los antojos de un connubio inmortal con lo infinito. ¡No te amaré! Mi espíritu atesora el perfume sutil de otras edades de realeza y de fe consoladora, y ese noble perfume se evapora al beso de mezquinas liviandades. Mi mundo no eres tú: fueron los priores militantes, caudillos de sus greyes; el mundo en que, magníficos señores, fulminaron los Papas triunfadores su anatema fatal contra los reyes. Fue la etapa viril en que se cruza, con Bayardo que esgrime su tizona, Escot que sus dialécticas aguza: la edad en que la negra caperuza forjaba el silogismo en la Sorbona. Y no sé de pasión, y me contrista vibrar la lira del amor precario. ¡Sólo brotan mis versos de amatista al beso de Daniel, el simbolista, y al ósculo de Juan, el visionario!
0
336
Esquiva
A medida que la distancia entre el presente y el final se acortan y el futuro se aclara y se enaniza y se está un poco harto de husmear en los residuos del pasado uno valora y hasta mitifica la fusión con el cuerpo del amor y una que otra mirada que atravesó la niebla aquellos que se aman o se amaron saben que allí estaba la clave la negación del acabóse y por supuesto la vacuna contra el maldito desamparo en el futuro cada vez más jíbaro no figuran feriados ni esperanzas menos aún llegan explicaciones de por qué cómo dónde cuándo el borde lejos ya está cerca el borde cerca es un despeñadero hay que aprender a sentir vértigo como si fuese sed o hambre
0
348
Futuro cada vez más jíbaro
Dejé mi copa en el brocal maldito. Grité hacia abajo, hacia el profundo hueco, pero el coro sarcástico del eco me devolvió multiplicado el grito. Llegaba tarde: el pozo estaba seco. Un gran golpe de viento lleno el pozo, y, al recorrer su vertical garganta, en su más honda hondura oí un sollozo, donde cantaba el agua y ya no canta... Brillaba entonces la primera estrella, pero el anochecer amanecía cuando me puse a comparar aquella profunda sed del pozo con la mía. Y allí dejé mi copa abandonada, con un tardío gesto de homenaje por quien se supo dar sin pedir nada al que calmo su sed y siguió viaje... Y allí, junto al brocal ennegrecido, y el cubo roto, y la inservible rueda, comprendí que no cabe en el olvido la ingratitud de un agua que se ha ido ni el espanto de un pozo que se queda...
0
340
El pozo seco
Nasci para observar. Acorrentado pela minha mente. Maldito seja o seu olhar. E a sua boca que mente. Sou um poeta por natureza. Adestrado pela sociedade. Sou assombrado pela incerteza. E dependente da realidade.
0
Jul 11, 2019
Jul 11, 2019 at 11:33 AM UTC
Minha Pessoa
Sometimes you're a photograph faded deep in my mind. Suddenly strong feelings are rushing through my existence, that no matter how hard I try, I just cannot hide. Sometimes when I close my eyes, I can feel your presence on my skin. Once believing that you were Heaven's blessing poured into my well, but then after all the shattering you caused, I still torment myself by telling me that no matter what, you were still my most precious and beautiful sin. Though I know I deserve someone whom wants to share her years and soul with me, you're still that dark cloud that haunts me and won't allow me to see. Confusing dilemma between love and hate, not knowing if this is a test or if our luckless romance was fate. Although you were my absolute everything, now that you vanished, I feel absolutely empty. I no longer feel anything. But even after all of this, you will always be that beautiful thought, that mistake one day to me brought. Un maldito amor- *A ****** love*.
0
Aug 9, 2014
Aug 9, 2014 at 1:57 PM UTC
Un Maldito Amor