"louco" poems
O Nosso tempo deixa de ser tempo
Hoje é um tempo novo de descoberta e actualização da nossa vida.
Por vezes, ficam para trás as coisas mais bonitas e simples que nos fazem tão felizes e não custam nada a fazer. O amor é um sentimento gratuito e duradouro. O sorriso também é eficaz e permanece na mente de quem o dá e recebe. Agradecer a Deus e às pessoas que nos rodeiam fortifica o nosso espirito por vezes ocupado com tantas banalidades.
Temos uma natureza que ressuscita todos os dias profícua em dar e nunca pede nada em troca, simplesmente respeito pela criação de tudo que a ela envolve e a nós também.
O tempo se perde no próprio tempo que deixa de ser tempo para quem corre todos os dias atrás de um autocarro, metro, táxi ou outro qualquer devaneio próprio do nosso tempo.
Vivemos num mundo surdo e cheio de poluições que afectam e matam seres humanos que nem se apercebem da causa da sua morte. Comemos alimentos cheios de pesticidas, herbicidas e por vezes contaminados. Falta ao homem do nosso tempo, tempo para si e seu deleite pessoal. O Homem perdeu a sua ligação com a natureza das mais diversificadas maneiras: deixou de viver num ambiente campestre, começando a viver em verdadeiras prisões citadinas onde a Indústria e um trabalho fácil atrai multidões.
O nosso tempo é um tempo de teclados, de écrans gigantes, de mexer de dedos, de mensagens virtuais que não transmitem coisa nenhuma.
Um tempo que deixa Deus num plano quase esquecido do nosso dia-a-dia.
Este tempo que deixa de ser tempo é louco. Matam-se pais, filhos, irmãos…
Este tempo é um tempo em as pessoas vivem e morrem penando e sentindo cada vez mais a falta de dinheiro, trabalho e uma vida cheia de felicidade.
Victor Marques
Nov 19, 2012
Nov 19, 2012 at 12:36 PM UTC
The moon over Rio
is upside down for someone who's only
ever given it thought from New England,
so while in Rio
I hang myself upside down
like a perching fruit bat
before it goes on its nightly
raid of Senhora de Andrade's hummingbird feeder.
I hang myself upside down
to see the moon as I'm used to it
and the blood flows to my head
accompanied by Gal Costa
and I right myself
return to my senses
and hope that the local kilo restaurant
is still serving, otherwise
it's hummingbird nectar tonight.
Sep 5, 2016
Sep 5, 2016 at 11:39 AM UTC
ταυ qndo você me disse adeus
minha tarde em sua ida escureceu
em sua partida fui
em sua sola
em toda parte
ou esquina
agora
NÃO ESTOU.
ταυ louco a maldizer aquela aurora
o dia eu mato a tarde as horas
séculos meses anos, tudo:
desesperado,
não alcanço Porta.
Sep 6, 2009
Sep 6, 2009 at 6:39 AM UTC
"Uma corte recheada de incertezas.
Diz o mestre:
- A todos vocês condeno essas correntes ventrais.
Condeno essa pressão cardíaca, essa confusão mental.
Não desejeis vós que o sentimento profundo lhes fosse concedido?
E quem há de me jurar que com ele não viria tremenda descordenação,
tremendo derrocamento?
Ouçam o bardo correndo louco entre as paredes de pedra.
Ouçam o gondoleiro, barcarolando as canções de amor.
Ouçam o basbaque som dos encantados,
os afeiçoados e doados de coração.
Eis a verdade, corte, corte de sentimentos.
Jaz aqui o vento que me tragou a esta ilusão.
Gritam altissonantes os mares,
arriscai-vos corações,
antes que o mar os leve a vossos esquifes,
antes que seja muito tarde para arriscar.
Porém que seja espúrioso o vosso amor.
Pois é sentimento que se perde em lamentações,
e para vive-lo, arriscar é necessário, não aja com esquivança,
uma vez entrelaçado, o amor é mais que a promessa,
é a eternidade, é um fado, é um facho,
é imensurável,
é imane,
é ilibado,
insinuante sinal de maravilhas,
ofusca os olhos de quem sente,
faz plenitude e traz saudade a quem não tem,
mas ainda sim muito além,
é uma reta paralela, e dele deve ser padrinho em solenidade,
é um pardieiro implorando piedade, e nós somos a reconstrução.
Então amem corte, mas paguem o preço,
na labuta e na luta,
pois o amor é um mestiço, meio amargo, meio doce,
mas é nato em perfeição."
Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
De que cor sopra hoje o teu vento e que sol o faz voar,
Quais os caprichos do teu tempo que desdenham ao luar,
Qual a cor das tuas pétalas que ao rubro quero provar,
Um sabor e uma lembrança pra sempre eu vou recordar!
Foi no brilho dos teus olhos e na tristeza do teu olhar,
Foi as formas da tua face que me acolheram o despertar,
Tantas outras tantas de voltas eu te quero a ti reencontrar,
Provar de novo os teus beijos doces e me poder deliciar!
Ouro fino cor de cetim para te cobrir e levar ao pé do mar,
Jogar na areia todas as lembranças e poder ali te abraçar,
Dar um aperto louco, quente e mouco no silêncio a te amar,
Viver de novos todas as caricias dadas e poder fervilhar!
Como eu voou de novo nos meus sonhos a te ver voar,
Como me entrego na loucura que se apoderou como colar,
Me dá voltas nas voltas mas me segura não vai estrangular,
É preciso apenas acreditar que nada foi em vão e vai voltar!
As saudades frescas a vontade mais forte de te vir a poder amar,
Sejam esses os caminhos de dois seres que acreditaram nesse amar,
Uma febre fresca, um alívio doce, um jeito sem força, apenas te amar!
Autor: António Benigno
Pelos caminhos do tempo pelas vontades do vento apenas gestos e palavras certas!
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:02 AM UTC
A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração.
Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil.
As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego?
Minha decepção só não é maior que a decepção que causei.
Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles.
Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley
Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada.
Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como?
O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera.
Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras.
Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco?
Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho.
Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
Aug 14, 2018
Aug 14, 2018 at 1:08 PM UTC
Se sou poeta
é porque passo todas noites sozinho
Ser poeta é coisa de quem não tem o que fazer
Cansado?
Apaixonado?
Furioso?
Porque não sai da sua casa?
Porque não vai, desesperadamente, ter com a mulher que ama?
Porque não grita?
Tem medo estar louco, não é?
Mas já está
Sempre esteve
Sempre-nunca soube
Mas não se preocupe
não há nada demais
nunca houve nada demais
Eu sei bem, que a poesia é desculpa para nada fazer
Mesmo se você não escrevesse
Não haveria de sair
Eu te conheço
Você está.... acomodado
Não é preguiça
Nem medo,
Talvez alguma ansiedade,
Mas muita acomodação
Passa o dia pensando no que?
Fazendo o que?
Estuda pra que?
Se sonha? Sonha
May 9, 2015
May 9, 2015 at 8:57 PM UTC
O unico risco é que você pode ficar louco
go insane
não temos tempo a perder
a juventude irá passar
e com ela se vai nossa aventura
então, se continuar assim
o unico risco é que você pode ficar louco
e ser um jovem louco para sempre
não ligando pra rótulos
apenas numa felicidade constante
going insane.
Jan 28, 2015
Jan 28, 2015 at 9:21 PM UTC
A lua apresenta-se como dia
Para confundir a escuridão
À meia noite o sol resplandece
O olhar se volta para o alto
O corpo espreita o abismo
Esperança é desespero, e
Desespero é esperança
O calor está esfriando a alma
A água incendeia-se em chamas
E faz nevar
A luz que ilumina
Esconde em si a eterna noite
O abismo esconde o infinito
Ou a morte eterna...
O louco arrisca tudo
no destino incerto....
Já se esqueceu de seu corpo
Já se livrou da morte
chamando-a para si
Mas o verdadeiro louco...
Sequer sabe do abismo
Seus olhos são apenas estrelas
Seu alvo é apenas o céu
Não sabe que vai cair...
Dec 26, 2016
Dec 26, 2016 at 5:54 AM UTC
vem
entra na minha vida
vem
para o meu covil
veste-te de preto
pinta o teu cabelo de *****
e vamos juntos ouvir o som do mar
vamos juntos na escuridão
dizer adeus à luz
vamos viver na eternidade
onde todos os dias são noites
eu sei que sou louco
mas no teu coração eu sei
há uma gótica a desabrochar
May 22, 2015
May 22, 2015 at 5:21 AM UTC
Estrelas alinham-se como sinais de néon,
apontando na direcção da rua cósmica.
Procura a verdade na mente de um louco,
girando em direcção aos seus . . .
desejos mais deformados.
Mar 31, 2014
Mar 31, 2014 at 3:37 PM UTC
Time is fleeting,
We spend half our lives sleeping,
Then only a quarter at most if we're lucky,
Living truly, and freely.
The best friends help us keep authenticity.
I was struck last night,
by a ghost from my travels.
Rushed, not myself,
with my mind occupied by the feelings of others.
As guilty as I felt, I saw more changed in him.
It wasn't just me or our continent.
The Golden Messiah, with bright childlike eyes,
and strongly spontaneous smiles;
Cut his sunshine locks,
Dimmed his infectious grin.
Limped the way he would run towards me.
Rushing to save him from boredom,
I had left him last on a beach;
With nothing but a loud kitten for company,
Alone to make palm leaf huts like Crusoe.
We had eaten and drunk and slept on that beach,
And did everything by the warmth of the biggest fire I'd ever seen.
Last night he needed saving but didn't ask.
he mentioned the fire with a smile I'd never seen him have.
In a buttoned up checkered skirt,
He materialised into the Portuguese
American Gothic.
The full weight of this transformation revealed itself
After the euphoria of this reunion wore off.
I bounce about and beamed at him
And said "Que louco!"
The way he had done,
The phrase had stuck with everyone he'd met.
He looked now like he'd achieved what he
Used to tell me in order to not worry
"Nada louco linda, tudo tranquilo"
Last night I was no longer staring up at him
And smiling in admiration.
The levels had changed to the point where
We just hugged tighter and tighter
To bring back the warmth of that huge fire,
and the feeling of having boredom as our only concern.
May 14, 2018
May 14, 2018 at 12:26 PM UTC