"levam" poems
Triste e sem caminho, assim ela pensava. Cansada de acordar todos os dias e ter aquela mesma sensação. Porra, eu já fiz isso! Todos os dias, toda hora, a mesma coisa. As pessoas não ligavam para isso, todo mundo sempre acha que o seu problema é maior do que o do outro. Mas no final, o problema de todo mundo é maior que o outro. É um ciclo repetitivo sem fim. Um ciclo de merda infinito. Assim era a vida dessa menina. Ela realmente estava perdida. Ou, achava que estava perdida. Nossa cabeça as vezes, ou sempre, nos faz prisioneiros de nós mesmos. Nós usamos, involuntariamente, nossos erros e medos contra nós mesmos. Onde ela estava com a cabeça? Eu quero ser assim, pensava ela... Pobre menina. Por que as pessoas acham "bonito" ter problemas emocionais, vidas dramáticas, coisas trágicas e o caralho a quatro de problema? Talvez a gente só queira ter uma aventura na vida, mas as vezes nós não lembramos, que a vida não é um filme, e que o final não vai ser feliz como sempre, ou que nós podemos evitar tal coisa, imaginamos sempre que sera aquela tragedia clichê tipo um Christiane f e no final tudo vai ficar bem. Não fica tudo bem. A nossa juventude está perdida. Realmente. Eu faço parte dessa geração. Nós temos vários tipos de pessoas, grupos sociais, gostos variados, culturas diferentes. Mas em uma coisa nós somos iguais. Nós sofremos. E isso meu amigo, não é brincadeira. Hoje em dia, não temos mais aquela amizade com as pessoas igual era 40 anos atrás, hoje em dia ta tudo muito superficial, muito mentiroso, muita encenação. O ser humano está perdendo cada vez mais a sua compaixão, a sua criatividade e a sua liberdade de se expressar. A nossa população está completamente alienada a coisas negativas e coisas que não levam a nada. Estamos perdidos. E eu, sou só mais uma, perdida. Mas em meus problemas, que eu não sei resolver.
Nov 24, 2013
Nov 24, 2013 at 10:26 AM UTC
Com o teu coro que aqui está,
passo a ser preenchido por sombras circunstanciais.
Elas me trazem a memória do renascer
e bem claramente posso sentir o ardor do consolo com que me levam
às lembranças do meu verdadeiro ser.
Transmitindo uma serenidade que se funde aos sons que as acompanham,
em um baile de caos e ódio,
buscam me recordar do que está próximo:
Do deleite profundo em sonho,
minha experiência egocêntrica,
à minha expansão como universo;
um universo em que eu sou a desordem e o âmago.
Constituído completamente de memórias e sentimentos;
sentimentos de uma beleza imprópria;
de morte e de cor,
de vida e dor.
Jul 3, 2013
Jul 3, 2013 at 8:02 PM UTC
Ao Meu Padrinho José Silva
Que os anjos de Deus de protejam,
O paraíso todos desejam,
O teu espírito honesto e trabalhador,
Levam-te ao encontro do Deus Senhor.
Nesta terra longínqua onde o sol se deita,
Com uma miragem de carinho ela se enfeita,
Por entre arvoredos cheios de folhagem,
Eu Guardo tua terna imagem.
O bom Deus todos ama e consola,
Canção com o som da harpa ou da viola,
Neste mundo com Deus temos certeza,
Na morte conforto e grandeza.
Victor Marques
Jan 17, 2012
Jan 17, 2012 at 12:52 PM UTC
Vive de alternâncias imperceptíveis;
possui a maldição de viver momentos
somente para si inesquecíveis.
Quando se volta para o equilíbrio apolíneo,
percebe nele a maior incongruência,
uma limitação impraticável.
Vê-se desfocado de seus próprios pensamentos;
não julga, mas observa.
Tem medo.
Somente sente-se promissor ao som de seus poderosos companheiros,
que o auxiliam a destituir-se de seus próprios pesares.
Em sequência a isso, por um tamanho ardor é acometido
e tantos sentimentos que até ele vão para compor,
que sua existência e vida tornam-se intensas demais;
de tão pesadas e densas,
o levam ao caos,
a observar e esperar pelo surgimento de estrelas e brilho.
Jul 4, 2013
Jul 4, 2013 at 3:41 PM UTC
Videira do homem, de Deus, do amor….
Sentindo e compreendendo o amor em cada cepa torta bem ou mal formada, escrevo eu no lagar da vida que guarda segredos, e não esqueço folhas verdes que parecem se transformar num bonito por do sol, que ao fim do dia chega para aconchegar corações.
O amor pela terra, por os montes sonolentos, pelos vinhedos durienses, seus muros graníticos e xistosos nos levam a perceber a colheita deste nosso precioso néctar que nos liga ao mundo e a Deus infinito e todo-poderoso.
Recordar o ciclo da videira nos leva a perceber que também nos nascemos, damos frutos e tal como o vinho nos transformamos. Não poderia Jesus Cristo ter escolhido outra coisa, a não ser o vinho para nos dizer que um dia nossa alma vivera eternamente.
Parece que nos durienses não queremos fazer outra coisa senão tratar a videira, e esperar pelas suas uvas mais doces que o mel. Sim precisamos de sensibilidade, amor para entender todo o processo desta planta maravilhosa que acolhe tempo tórrido de verão e um inverno chuvoso e friorento.
Victor Marques
Sep 19, 2016
Sep 19, 2016 at 4:22 AM UTC
Permaneço hoje aqui
nesta promíscua cabana
onde tu e eu nascemos
Existe um objectivo
meta final, fim
O FIM
Praia ofuscante
noite
alimentação sistemática
do desregramento de todos os sentidos
Modificadores de consciência
levam-te pela estrada de coral
até ao palácio da sabedoria
Aí vive O Rei
Homenzinhos de fatinho escarlate
acampam
nos teus jardins privativos
em frente à tua mansão
Sais porta fora, pelos fundos
Criados vestidos de madrepérola
fazem-te vénias ao passar
Um sonho, acordas, é dia.
Mar 16, 2014
Mar 16, 2014 at 7:10 PM UTC
Sinto as bicadas me despedaçarem lentamente
tudo que elas levam - eu sei - nunca voltará
mas talvez
seja melhor assim
É melhor que isso chegue ao fim e que não se possa mais sentir
como a dança dos planetas
que a gravidade insiste em atrair
no marasmo eterno das festas
pois liberdade é solidão
igualdade é utopia
e amizadade é grilhão
Retalhos remendados removidos mastigados como por um punhal com cheiro de violetário verdadeiro
E com um sorriso agonizante
migalhas de Nietzsche na cabeça
jovem e bem vestido
Caso-me com a morte
Jul 1, 2015
Jul 1, 2015 at 5:41 PM UTC
A noite vem com seu silêncio em demasia,
Gritando ao luar pela luz do dia.
A vida perde sentido por vezes sem querer,
Acordo com o aroma do amanhecer.
Amar com gratidão sol que queima desejos,
Amor da alma, dos teus beijos.
Ouvir regatos que levam pouca água,
Amar com leveza e sem mágoa.
Sentir a noite que procura ser suave,
Penando por amor feito ave,
Cruzando o céu aberto da minha liberdade .
Noite de adorno, de enfeite,
Luar onde meu ser se deite.
Caminhos cruzados do olhar,
Ser Terra, céu e mar.
Num barco sem velas navego,
E assim ao mundo me entrego.
Victor Marques
Amor, cego, ave
Mar 27, 2023
Mar 27, 2023 at 4:57 PM UTC