"jorra" poems
Palavra inerte chamada amor
Na esperança, no sentimento multicolor,
A palavra inerte chamada amor,
Os santos são todos fiéis,
Os casados até nem usam anéis,
As montanhas esverdeadas que por amor meditam,
Pensadores sem nada dizer parece que gritam,
O deslumbrante e inerte amor tudo compromete,
O sapo canta amor no lago que o fortalece.
A noite cobre o céu sem pudor,
Do peito jorra e sai amor,
As nuvens de um branco censurado,
Pecado nunca confessado.
O amor inerte parece que tem asas,
Os salgueiros estão lá com folhas salpicadas,
O inerte amor tem penumbra e também tem luz,
Eu sinto o balançar que oscilando que seduz.
Victor Marques
Apr 8, 2013
Apr 8, 2013 at 5:17 AM UTC
O pó queima o nariz,
O álcool aquece o corpo,
A música acolhe,
O sangue jorra.
A ultima imagem,
O ultimo cheiro,
O último sentimento,
Dor.
Uma veste de sangue a cobre,
Olhos vermelhos escondem a paranóia,
Um punhal brilhante reflete o medo.
Um soco no espelho,
Um último beijo,
Julieta, Julieta,
Não se vá.
Romeu, Romeu,
Um punhal resolveu,
Piscina escarlate,
Seu sangue é combate.
Veludo frio,
Coração congelado,
Toque caloroso,
Olhar vidrado.
Romeu, Romeu,
Você lembra do dia que ela morreu?
Nov 5, 2014
Nov 5, 2014 at 2:24 PM UTC