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"honra" poems
A treze de Maio A fé de milhares de peregrinos, Oram ao Deus menino. O aroma das rosas, flores benditas, Deus nos honra com suas visitas. Em prece suplicante, Passam nos locais sagrados, O caminho nunca é fatigante, Quando os passos são compassados. Cânticos suaves, hinos de amor, Todos em seu redor, Virgem Maria, nossa Mãe! Teu regaço é feito de bem. A treze de Maio apareceu um dia, Vistosa, brilhante nossa Mãe Maria. As giestas já estavam floridas, Francisco e Lúcia colhiam as preferidas. Victor Marques
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Oct 26, 2010
Oct 26, 2010 at 10:09 AM UTC
A treze de Maio
*Todos tus miedos tienen fundamentos en la verdad, todo existe en la posibilidad. Enfrenta a tus demonios pues son ellos tu otra mitad, si no los aceptas su nombre te perseguirá hasta el final. No tengas miedo de fallar, pues nada es eterno, sólo lo es la verdad, y si es esta la que te asusta, entonces siempre temeras Honra a la vida con dignidad, con valor, con bondad. Nunca agaches la mirada por hacer lo correcto y nunca te rindas por comodidad. No hagas de lo que otros quieren  tu propia necesidad. No importa cual sea tu pensamiento más obscuro tu miedo mas profundo, siempre y cuando tengas amor y sinceridad.*
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Jan 9, 2013
Jan 9, 2013 at 11:21 PM UTC
Tus demonios
O choque congestiona o fluxo sanguíneo. A cabeça erguida entra em declínio. As pernas tremem de não aguentar o peso. O mundo desaba todo e o deixa preso. Nos olhos já se observa o desatino. A face rubra paralisa sem destino. A boca seca torna-o surpreso e o ombro, de pronto, deixa de ser teso. Escorre pela cara lágrima salgada com o gosto do destrato da mulher amada que desce ríspida à travada glote. Como um antídoto à honra humilhada, retorna do estômago feito cusparada e o faz erguer em busca do que o esgote
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Nov 11, 2010
Nov 11, 2010 at 4:42 AM UTC
do chORO à fúRIA
Fue Cervantes quien relató con su pluma sabia la extraña historia de dos amigos florentinos que por amor forzaron sobre sí la desgracia al maniobrar con impertinencia y desatino en el ánima de una recogida muchacha. El esposo con el amigo la puso a prueba pidiéndole que a su mujer hiciera la corte sin prevenir el impertinente a dónde lleva la duda cuando no cuenta con ningún soporte. Y el que pretendía sólo simular amor para satisfacer al esposo empecinado y comprobar de la mujer lealtad y honor, termino, al fin, de sus virtudes enamorado. De tal modo que el marido quiso probar la honra colocándole acechanzas a la castidad de aquella desprevenida y sosegada esposa, las que fatalmente minaron su voluntad. Lo que comenzaron como una prueba fingida terminó en calamitoso engaño verdadero porque quien pone trampas a la luz y la vida termina transitando por oscuros senderos. (Jorge Gómez A.)
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Jun 21, 2012
Jun 21, 2012 at 5:22 PM UTC
LOS DOS AMIGOS
CORDEL TROVADO * Antonio Cabral Filho - Rj * Meu bisavô João Cabral Padrasto do meu avô, Não sabe quanto é legal Me orgulhar de quem eu sou. * Meu avô “ José Cabral “ É José Pedro da Silva, Mas acabou como tal Pelas graças da mãe diva. * Meu pai honra meu avô, São CABRAIS de alto renome. Seus legados dão valor A quem tem Cabral no nome. * ANTONIO CABRAL DA SILVA, Que no Cavaco dedilha, Espero que a lira sirva De base na redondilha. * ANTONIO CABRAL é homem, Pois homem tem que ser homem. Quem não tem verve de ANTONIO, Tire o Cabral do seu nome. * Sou ANTONIO CABRAL FILHO, Que em vossa presença emigra; Do pinto que não quer milho João Cabral que lho diga. * Sei que não fez porque qui-lo, Mas o Antonio Cabral, Assim, solteiro, sem FILHO, Não sou eu nem o LEGAL. * Todo CABRAL é parente, Com raízes além mar, Tem cara de boa gente, Mas é bom não descuidar... * Antonio fui batizado Por glória da devoção, Mas CABRAL é meu legado Pela pura tradição. * Aquele que nasce ANTONIO Não se dobra pelo cobre, Pois vem de filão idôneo E tem espírito nobre. ***
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Jan 30, 2015
Jan 30, 2015 at 9:43 PM UTC
Cordel Trovado * Antonio Cabral Filho - Rj/Brasil
Cidade de Guimarães Guimarães linda de morrer, Portugal nasceu e te viu crescer, Honra a nossos fundadores, Vasos repletos de flores. Pomposa, ai tua pureza que emana, Sorris como a pequena açucena, Senhora da Penha com emoção, Guimarães tem nobre tradição. A história te cantará sempre com excelsa gratidão, És feita do amor e de nobre geração. Deus te escolheu, Deus te santifica, Guimarães terra santa, bendita. Os olhares serenos se enlaçam em mim, Horizontes sem nunca ter fim. Guimarães cidade que nunca cede, Afonso Henriques, Batalha de S. Mamede. Guimarães, 20 de Março de 2009 Victor Marques
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Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:22 PM UTC
Cidade de Guimarães
Hoje apetece-me penetrar no fundo da vossa escuridão, E desde já, uma palavra ao leitor passageiro de viagem, Estas palavras, são minhas e de quem as consegue ler, Não são para ninguém, a menos que as consiga querer! A todas as almas negras da minha vida, peço calma, Não podereis ter sabor de vitória, nem de mim glória, Sendo pobre que nem riacho sem peixes, ou rico de gral, Como pobre, sou feliz porque respiro o cheiro do amor, Do amor que me consola e que como eu se sente rico! Se fossem de riqueza os meus bolsos, eram as coisas mais simples, Que teriam lugar em minha vida, pois só assim me deitaria feliz! Por isso nem que o corpo me tirem, nunca nem assim me venderei, Nunca a vós darei almas negras, o desdém de perder a minha honra! Por mais pobre que sejam minhas vestimentas, há coisas que manterei, Minha integridade e valores de amor verdadeiro, por amigos e meu amor! Eles conhecem-me a mim e eu conheço-os a eles, e de vós a ideia não mudarei! Por isso, dediquem-se a ter uma vida de utilidade, deitem-se à noite ignorantes! Acordem de manha, pensando em vossas vidas, porque eu estou vivendo, Apesar de pensarem que quero gritar e me despedir, é mentira agora e será. Será assim, sempre, porque o destino de minhas mãos, depende de eu querer, Daquilo que me dedico, eu sei fazer, e por isso faço para as merecer! O céu agora é escuro, distinto do meu coração verde de esperança, Não desejo a meus inimigos, pior do que aquilo que quero para mim, Porém, eu sei que o homem, não faz justiça tão atempo, como a de Deus! E agora vou dormir, continuar sonhando com os sonhos que de dia já vivi, Sei que vou acordar na lembrança de alguém, de quem eu amo e me ama também! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.07.15.02.05
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:11 AM UTC
Que é feito desse vosso vazio
Hoje apetece-me penetrar no fundo da vossa escuridão, E desde já, uma palavra ao leitor passageiro de viagem, Estas palavras, são minhas e de quem as consegue ler, Não são para ninguém, a menos que as consiga querer! A todas as almas negras da minha vida, peço calma, Não podereis ter sabor de vitória, nem de mim glória, Sendo pobre que nem riacho sem peixes, ou rico de gral, Como pobre, sou feliz porque respiro o cheiro do amor, Do amor que me consola e que como eu se sente rico! Se fossem de riqueza os meus bolsos, eram as coisas mais simples, Que teriam lugar em minha vida, pois só assim me deitaria feliz! Por isso nem que o corpo me tirem, nunca nem assim me venderei, Nunca a vós darei almas negras, o desdém de perder a minha honra! Por mais pobre que sejam minhas vestimentas, há coisas que manterei, Minha integridade e valores de amor verdadeiro, por amigos e meu amor! Eles conhecem-me a mim e eu conheço-os a eles, e de vós a ideia não mudarei! Por isso, dediquem-se a ter uma vida de utilidade, deitem-se à noite ignorantes! Acordem de manha, pensando em vossas vidas, porque eu estou vivendo, Apesar de pensarem que quero gritar e me despedir, é mentira agora e será. Será assim, sempre, porque o destino de minhas mãos, depende de eu querer, Daquilo que me dedico, eu sei fazer, e por isso faço para as merecer! O céu agora é escuro, distinto do meu coração verde de esperança, Não desejo a meus inimigos, pior do que aquilo que quero para mim, Porém, eu sei que o homem, não faz justiça tão atempo, como a de Deus! E agora vou dormir, continuar sonhando com os sonhos que de dia já vivi, Sei que vou acordar na lembrança de alguém, de quem eu amo e me ama também! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.07.15.02.05
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Sólo una tonta podía dedicar su vida a la soledad y al amor. Sólo una tonta podía morirse al tocar una lámpara, si lámpara encendida, desperdiciada lámpara de día eras tú. Retonta por desvalida, por inerme, por estar ofreciendo tu canasta de frutas a los árboles, tu agua al manantial, tu calor al desierto, tus alas a los pájaros. Retonta, rechayito, remadre de tu hijo y de ti misma. Huérfana y sola como en las novelas, presumiendo de tigre, ratoncito, no dejándote ver por tu sonrisa, poniéndote corazas transparentes, colchas de terciopelo y de palabras sobre tu desnudez estremecida. ¡Cómo te quiero, Chayo, cómo duele pensar que traen tu cuerpo! -así se dice- (¿Dónde dejaron tu alma? ¿No es posible rasparla de la lámpara, recogerla del piso con una escoba? ¿Qué, no tiene escobas la Embajada?) ¡Cómo duele, te digo, que te traigan, te pongan, te coloquen, te manejen, te lleven de honra en honra funerarias! (¡No me vayan a hacer a mí esa cosa de los Hombres Ilustres, con una chingada!) ¡Cómo duele, Chayito! ¿Y esto es todo? ¡Claro que es todo, es todo! Lo bueno es que hablan bien en el Excélsior y estoy seguro de que algunos lloran, te van a dedicar tus suplementos, poemas mejores que éste, estudios, glosas, ¡qué gran publicidad tienes ahora! La próxima vez que platiquemos te diré todo el resto. Ya no estoy enojado. Hace mucho calor en Sinaloa. Voy a irme a la alberca a echarme un trago.
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Recado a rosario castellanos
Sí, yo he escrito estos Abrojos tras largas penas y agravios, ya con la risa en los labios, ya con el llanto en los ojos. Tu noble y leal corazón, tu cariño, me alentaba cuando entre los dos mediaba la mesa de redacción. Yo, haciendo versos, Manuel, descocado, antimetódico, en el margen de un periódico, o en un trozo de papel. Tú , aplaudiendo o censurando, censurando o aplaudiendo como crítico tremendo, o como crítico blando. Entonces, ambos a dos, de mil ambiciones llenos, con dos corazones buenos y honrados, gracias a Dios, hicimos dulces memorias, trajimos gratos recuerdos, y no nos hallamos lerdos en ese asunto de glorias. Y pensamos en ganarlas paso a paso y poco a poco... Y ya huyendo el tiempo loco de nuestras amigas charlas, nos confiamos los enojos, las amarguras, los duelos, los desengaños y anhelos... y nacieron mis Abrojos. Obra, sin luz ni donaire, que al compañero constante le dedica un fabricante de castillos en el aire. Obra sin luz, es verdad, pues rebosa amarga pena; y para toda alma buena la pena es oscuridad. Sin donaire, porque el chiste no me buscó, ni yo a él; ya tú bien sabes, Manuel, que yo tengo el vino triste.Juntos hemos visto el mal y en el mundano bullicio, cómo para cada vicio, se eleva un arco triunfal. Vimos perlas en el lodo, burla y baldón a destajo, el delito por debajo y la hipocresía en todo. Bondad y hombría de bien, como en el mar las espumas, y palomas con las plumas recortadas a cercén. Mucho tigre carnicero, bien enguantadas las uñas, y muchísimas garduñas con máscaras de cordero. La poesía con anemia, con tisis el ideal, bajo la capa el puñal y en la boca la blasfemia. La envidia que desenrosca su cuerpo y muerde con maña; y en la tela de la araña a cada paso la mosca... ¿Eres artista? Te afeo. ¿Vales algo? Te critico. Te aborrezco si eres rico, y si pobre, te apedreo. Y de la honra haciendo el robo e hiriendo cuanto se ve, sale cierto lo de que el hombre del hombre es lobo.No predico, no interrogo. De un sermón ¡qué se diría! Esto no es una homilía, sino amargo desahogo. Si hay versos de amores, son las flores de un amor muerto que brindo al cadáver yerto de mi primera pasión. Si entre esos íntimos versos hay versos envenenados, lean los hombres honrados que son para los perversos. Y tú, mi buen compañero, toma el libro; que en verdad de poeta y caballero, con mis Abrojos no hiero las manos de la amistad.
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Prólogo
Sí, yo he escrito estos Abrojos tras largas penas y agravios, ya con la risa en los labios, ya con el llanto en los ojos. Tu noble y leal corazón, tu cariño, me alentaba cuando entre los dos mediaba la mesa de redacción. Yo, haciendo versos, Manuel, descocado, antimetódico, en el margen de un periódico, o en un trozo de papel. Tú , aplaudiendo o censurando, censurando o aplaudiendo como crítico tremendo, o como crítico blando. Entonces, ambos a dos, de mil ambiciones llenos, con dos corazones buenos y honrados, gracias a Dios, hicimos dulces memorias, trajimos gratos recuerdos, y no nos hallamos lerdos en ese asunto de glorias. Y pensamos en ganarlas paso a paso y poco a poco... Y ya huyendo el tiempo loco de nuestras amigas charlas, nos confiamos los enojos, las amarguras, los duelos, los desengaños y anhelos... y nacieron mis Abrojos. Obra, sin luz ni donaire, que al compañero constante le dedica un fabricante de castillos en el aire. Obra sin luz, es verdad, pues rebosa amarga pena; y para toda alma buena la pena es oscuridad. Sin donaire, porque el chiste no me buscó, ni yo a él; ya tú bien sabes, Manuel, que yo tengo el vino triste.Juntos hemos visto el mal y en el mundano bullicio, cómo para cada vicio, se eleva un arco triunfal. Vimos perlas en el lodo, burla y baldón a destajo, el delito por debajo y la hipocresía en todo. Bondad y hombría de bien, como en el mar las espumas, y palomas con las plumas recortadas a cercén. Mucho tigre carnicero, bien enguantadas las uñas, y muchísimas garduñas con máscaras de cordero. La poesía con anemia, con tisis el ideal, bajo la capa el puñal y en la boca la blasfemia. La envidia que desenrosca su cuerpo y muerde con maña; y en la tela de la araña a cada paso la mosca... ¿Eres artista? Te afeo. ¿Vales algo? Te critico. Te aborrezco si eres rico, y si pobre, te apedreo. Y de la honra haciendo el robo e hiriendo cuanto se ve, sale cierto lo de que el hombre del hombre es lobo.No predico, no interrogo. De un sermón ¡qué se diría! Esto no es una homilía, sino amargo desahogo. Si hay versos de amores, son las flores de un amor muerto que brindo al cadáver yerto de mi primera pasión. Si entre esos íntimos versos hay versos envenenados, lean los hombres honrados que son para los perversos. Y tú, mi buen compañero, toma el libro; que en verdad de poeta y caballero, con mis Abrojos no hiero las manos de la amistad.
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Lunes era, lunes de Pascua florida, guerrean los moros los campos de Oliva. ¡Ay campos de Oliva, ay campos de Grana, tanta buena gente llevan cautivada! ¡Tanta buena gente que llevan cautiva!, y entre ellos llevaban a la infanta niña; cubierta la llevan de oro y perlería, a la reina mora la presentarían. -Toméis, vos, señora, esta cautivita, que en España toda no la hay tan bonita; toméis vos, señora, esta cautivada, que en todo tu reino no la hay tan galana. No la quiero, no, a la cautivita, que el rey es mancebo, la enamoraría. -No la quiero, no, a la cautivada, que el rey es mancebo, la enamorara. -Mandadla, señora, con el pan al horno, allí dejará hermosura el rostro; mandadla, señora, a lavar al río, allí dejará hermosura y brío. Paños de la reina va a lavar la niña; lloviendo, nevando, la color perdía; la niña lavando, la niña torciendo, aun bien no amanece los paños tendiendo. Madruga Don Bueso al romper el día, a tierra de moros a buscar amiga. Hallóla lavando en la fuente fría: -Quita de ahí, mora, hija de judía, deja a mi caballo beber agua limpia. -¡Reviente el caballo y quien lo traía!, que yo no soy mora ni hija de judía, sino una cristiana que aquí estoy cautiva. -¡Oh qué lindas manos en el agua fría!, ¿si venís, la niña, en mi compañía? ¡Oh qué blancas manos en el agua clara! ¿si queréis, la niña, venir en compaña? -Con un hombre solo yo a fe no me iría, por los altos montes miedo te tendría. -Juro por mi espada, mi espada dorida, de no hacerte mal, más que a hermana mía. -Pues ir, caballero, de buen grado iría. ¿Paños de la reina yo qué los haría? -Los de grana y oro tráelos, vida mía, los de holanda y plata al río echarías. Y digas, la niña, la niña garrida, ¿has de ir en las ancas o has de ir en la silla? -Montaré en las ancas que es más honra mía. Tomóla don Bueso, a ancas la subía. Tierras van andando, tierras conocía, tierras va mirando da en llorar la niña. -¿Por qué lloras, flor, por qué lloras, vida?, ¡maldígame Dios si yo mal te haría! -¡Ay campos de Grana, ay campos de Oliva, veo los palacios donde fui nacida! Cuando el rey mi padre plantó aquí esta oliva, él se la plantaba, yo se la tenía, mi madre la reina bordaba y cosía, yo como chiquita la seda torcía, mi hermano don Bueso los toros corría; yo como chiquita la aguja enhebraba, mi hermano don Bueso caballos domaba. ¡Abrid puertas, madre, puertas de alegría, por traeros nuera traigo vuestra hija! -¡Si me traes nuera, sea bien venida! Para ser mi hija, ¡qué descolorida! -¿Qué color, mi madre, qué color quería, si hace siete años que pan no comía, si no eran los berros de una fuente fría do culebras cantan, caballos bebían? ¡Si no eran los berros de unas aguas margas do caballos beben y culebras cantan! ¡Válgame Dios, valga, y Santa María! ¡Ay campos de Grana, ay campos de Oliva!
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Romance de don bueso
Lunes era, lunes de Pascua florida, guerrean los moros los campos de Oliva. ¡Ay campos de Oliva, ay campos de Grana, tanta buena gente llevan cautivada! ¡Tanta buena gente que llevan cautiva!, y entre ellos llevaban a la infanta niña; cubierta la llevan de oro y perlería, a la reina mora la presentarían. -Toméis, vos, señora, esta cautivita, que en España toda no la hay tan bonita; toméis vos, señora, esta cautivada, que en todo tu reino no la hay tan galana. No la quiero, no, a la cautivita, que el rey es mancebo, la enamoraría. -No la quiero, no, a la cautivada, que el rey es mancebo, la enamorara. -Mandadla, señora, con el pan al horno, allí dejará hermosura el rostro; mandadla, señora, a lavar al río, allí dejará hermosura y brío. Paños de la reina va a lavar la niña; lloviendo, nevando, la color perdía; la niña lavando, la niña torciendo, aun bien no amanece los paños tendiendo. Madruga Don Bueso al romper el día, a tierra de moros a buscar amiga. Hallóla lavando en la fuente fría: -Quita de ahí, mora, hija de judía, deja a mi caballo beber agua limpia. -¡Reviente el caballo y quien lo traía!, que yo no soy mora ni hija de judía, sino una cristiana que aquí estoy cautiva. -¡Oh qué lindas manos en el agua fría!, ¿si venís, la niña, en mi compañía? ¡Oh qué blancas manos en el agua clara! ¿si queréis, la niña, venir en compaña? -Con un hombre solo yo a fe no me iría, por los altos montes miedo te tendría. -Juro por mi espada, mi espada dorida, de no hacerte mal, más que a hermana mía. -Pues ir, caballero, de buen grado iría. ¿Paños de la reina yo qué los haría? -Los de grana y oro tráelos, vida mía, los de holanda y plata al río echarías. Y digas, la niña, la niña garrida, ¿has de ir en las ancas o has de ir en la silla? -Montaré en las ancas que es más honra mía. Tomóla don Bueso, a ancas la subía. Tierras van andando, tierras conocía, tierras va mirando da en llorar la niña. -¿Por qué lloras, flor, por qué lloras, vida?, ¡maldígame Dios si yo mal te haría! -¡Ay campos de Grana, ay campos de Oliva, veo los palacios donde fui nacida! Cuando el rey mi padre plantó aquí esta oliva, él se la plantaba, yo se la tenía, mi madre la reina bordaba y cosía, yo como chiquita la seda torcía, mi hermano don Bueso los toros corría; yo como chiquita la aguja enhebraba, mi hermano don Bueso caballos domaba. ¡Abrid puertas, madre, puertas de alegría, por traeros nuera traigo vuestra hija! -¡Si me traes nuera, sea bien venida! Para ser mi hija, ¡qué descolorida! -¿Qué color, mi madre, qué color quería, si hace siete años que pan no comía, si no eran los berros de una fuente fría do culebras cantan, caballos bebían? ¡Si no eran los berros de unas aguas margas do caballos beben y culebras cantan! ¡Válgame Dios, valga, y Santa María! ¡Ay campos de Grana, ay campos de Oliva!
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Por aquel postigo viejo que nunca fuera cerrado vi venir pendón bermejo con trescientos de caballo, en medio de los trescientos viene un monumento armado, y dentro del monumento viene un cuerpo de un finado Fernán d'Arias ha por nombre, fijo de Arias Gonzalo. Llorábanle cien doncellas, todas ciento hijasdalgo; todas eran sus parientas en tercero y cuarto grado, las unas le dicen primo, otras le llaman hermano, las otras decían tío otras lo llaman cuñado. Sobre todas lo lloraba aquesa Urraca Hernando, ¡y cuán bien que la consuela ese viejo Arias Gonzalo!: -Calledes, hija, calledes, calledes, Urraca Hernando, que si un hijo me han muerto, ahí me quedaban cuatro. No murió por las tabernas ni a las tablas jugando, mas murió sobre Zamora, vuestra honra resguardando.
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Romance de fernán d'arias, hijo de arias gonzalo
Helos allí: junto a la mar bravía cadáveres están, ¡ay!, los que fueron honra del libre, y con su muerte dieron almas al cielo, a España nombradía.     Ansia de patria y libertad henchía sus nobles pechos que jamás temieron, y las costas de Málaga los vieron cual sol de gloria en desdichado día.     Españoles, llorad; mas vuestro llanto lágrimas de dolor y sangre sean, sangre que ahogue a siervos y opresores,         Y los viles tiranos, con espanto, siempre delante amenazando vean alzarse sus espectros vengadores.
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A la muerte de torrijos y sus compañeros
Con cartas sus mensajeros   el rey al Carpio envió: Bernardo, como es discreto,   de traición se receló: las cartas echó en el suelo   y al mensajero habló: -Mensajero eres, amigo,   no mereces culpa, no, mas al rey que acá te envía   dígasle tú esta razón: que no le estimo yo a él   ni aun a cuantos con él son; mas por ver lo que me quiere   todavía allá iré yo. Y mandó juntar los suyos,   de esta suerte les habló: -Cuatrocientos sois, los míos,   los que comedes mi pan: los ciento irán al Carpio   para el Carpio guardar, los ciento por los caminos,   que a nadie dejen pasar; doscientos iréis conmigo   para con el rey hablar; si mala me la dijere,   peor se la he de tornar. Por sus jornadas contadas   a la corte fue a llegar: -Dios os mantenga, buen rey,   y a cuantos con vos están. -Mal vengades vos, Bernardo,   traidor, hijo de mal padre, dite yo el Carpio en tenencia,   tú tómaslo en heredad. -Mentides, el rey, mentides,   que no dices la verdad, que si yo fuese traidor,   a vos os cabría en parte; acordáseos debía   de aquella del Encinal, cuando gentes extranjeras   allí os trataron tan mal, que os mataron el caballo   y aun a vos querían matar; Bernardo, como traidor,   de entre ellos os fue a sacar. Allí me diste el Carpio   de juro y de heredad, prometísteme a mi padre,   no me guardaste verdad. -Prendedlo, mis caballeros,   que igualado se me ha. -Aquí, aquí los mis doscientos,   los que comedes mi pan, que hoy era venido el día   que honra habemos de ganar. El rey, de que aquesto viera,   de esta suerte fue a hablar: -¿Qué ha sido aquesto, Bernardo;   que así enojado te has? ¿Lo que hombre dice de burla   de veras vas a tomar? Yo te dó el Carpio, Bernardo,   de juro y de heredad. -Aquestas burlas, el rey   no son burlas de burlar; llamásteme de traidor,   traidor, hijo de mal padre: el Carpio yo no lo quiero,   bien lo podéis vos guardar, que cuando yo lo quisiere,   muy bien lo sabré ganar.
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Entrevista de bernardo con el rey
Con cartas sus mensajeros   el rey al Carpio envió: Bernardo, como es discreto,   de traición se receló: las cartas echó en el suelo   y al mensajero habló: -Mensajero eres, amigo,   no mereces culpa, no, mas al rey que acá te envía   dígasle tú esta razón: que no le estimo yo a él   ni aun a cuantos con él son; mas por ver lo que me quiere   todavía allá iré yo. Y mandó juntar los suyos,   de esta suerte les habló: -Cuatrocientos sois, los míos,   los que comedes mi pan: los ciento irán al Carpio   para el Carpio guardar, los ciento por los caminos,   que a nadie dejen pasar; doscientos iréis conmigo   para con el rey hablar; si mala me la dijere,   peor se la he de tornar. Por sus jornadas contadas   a la corte fue a llegar: -Dios os mantenga, buen rey,   y a cuantos con vos están. -Mal vengades vos, Bernardo,   traidor, hijo de mal padre, dite yo el Carpio en tenencia,   tú tómaslo en heredad. -Mentides, el rey, mentides,   que no dices la verdad, que si yo fuese traidor,   a vos os cabría en parte; acordáseos debía   de aquella del Encinal, cuando gentes extranjeras   allí os trataron tan mal, que os mataron el caballo   y aun a vos querían matar; Bernardo, como traidor,   de entre ellos os fue a sacar. Allí me diste el Carpio   de juro y de heredad, prometísteme a mi padre,   no me guardaste verdad. -Prendedlo, mis caballeros,   que igualado se me ha. -Aquí, aquí los mis doscientos,   los que comedes mi pan, que hoy era venido el día   que honra habemos de ganar. El rey, de que aquesto viera,   de esta suerte fue a hablar: -¿Qué ha sido aquesto, Bernardo;   que así enojado te has? ¿Lo que hombre dice de burla   de veras vas a tomar? Yo te dó el Carpio, Bernardo,   de juro y de heredad. -Aquestas burlas, el rey   no son burlas de burlar; llamásteme de traidor,   traidor, hijo de mal padre: el Carpio yo no lo quiero,   bien lo podéis vos guardar, que cuando yo lo quisiere,   muy bien lo sabré ganar.
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Por aquel postigo viejo   que nunca fuera cerrado, vi venir pendón bermejo   con trescientos de caballo; en medio de los trescientos   viene un monumento armado, y dentro del monumento   viene un ataúd de palo, y dentro del ataúd   venía un cuerpo finado. Fernán d'Arias ha por nombre,   hijo de Arias Gonzalo. Llorábanle cien doncellas,   todas ciento hijasdalgo; todas eran sus parientas   en tercero y cuarto grado; las unas le dicen primo,   otras lo llaman hermano, las otras decían tío,   otras lo llaman cuñado. Sobre todas lo lloraba    aquesa Urraca Hernando, ¡y cuán bien que la consuela   ese viejo Arias Gonzalo! -¿Por qué lloráis, mis doncellas?   ¿por qué hacéis tan grande llanto? No lloréis así, señoras,   que no es para llorarlo, que si un hijo me han muerto,   ahí me quedaban cuatro. No murió por las tabernas,   ni a las tablas jugando, mas murió sobre Zamora,   vuestra honra resguardando; murió como un caballero   con sus armas peleando.
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Romance de fernán d'arias
Yo tengo en el hogar un soberano Único a quien venera el alma mía; Es su corona de cabello cano, La honra es su ley y la virtud su guía. En lentas horas de miseria y duelo, Lleno de firme y varonil constancia, Guarda la fe con que me habló del cielo En las horas primeras de mi infancia. La amarga proscripción y la tristeza En su alma abrieron incurable herida; Es un anciano, y lleva en su cabeza El polvo del camino de la vida. Ve del mundo las fieras tempestades, De la suerte las horas desgraciadas, Y pasa, como Cristo el Tiberíades, De pie sobre las horas encrespadas. Seca su llanto, calla sus dolores, Y sólo en el deber sus ojos fijos, Recoge espinas y derrama flores Sobre la senda que trazó a sus hijos. Me ha dicho: «A quien es bueno, la amargura Jamás en llanto sus mejillas moja: En el mundo la flor de la ventura Al más ligero soplo se deshoja. »Haz el bien sin temer el sacrificio, El hombre ha de luchar sereno y fuerte, Y halla quien odia la maldad y el vicio Un tálamo de rosas en la muerte. »Si eres pobre, confórmate y sé bueno; Si eres rico, protege al desgraciado, Y lo mismo en tu hogar que en el ajeno Guarda tu honor para vivir honrado. »Ama la libertad, libre es el hombre Y su juez más severo es la conciencia; Tanto como tu honor guarda tu nombre, Pues mi nombre y mi honor forman tu herencia.» Este código augusto, en mi alma pudo, Desde que lo escuché quedar grabado; En todas las tormentas fue mi escudo, De todas las borrascas me ha salvado. Mi padre tiene en su mirar sereno Reflejo fiel de su conciencia honrada; ¡Cuánto consejo cariñoso y bueno Sorprendo en el fulgor de su mirada! La nobleza del alma es su nobleza, La gloria del deber forma su gloria; Es pobre, pero encierra su pobreza La página más grande de su historia. Siendo el culto de mi alma su cariño, La suerte quiso que al honrar su nombre, Fuera el amor que me inspiró de niño La más sagrada inspiración del hombre. Quisiera el cielo que el canto que me inspira siempre sus ojos con amor lo vean, Y de todos los versos de mi lira Estos dignos de su nombre sean.
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Mi padre
Yo tengo en el hogar un soberano Único a quien venera el alma mía; Es su corona de cabello cano, La honra es su ley y la virtud su guía. En lentas horas de miseria y duelo, Lleno de firme y varonil constancia, Guarda la fe con que me habló del cielo En las horas primeras de mi infancia. La amarga proscripción y la tristeza En su alma abrieron incurable herida; Es un anciano, y lleva en su cabeza El polvo del camino de la vida. Ve del mundo las fieras tempestades, De la suerte las horas desgraciadas, Y pasa, como Cristo el Tiberíades, De pie sobre las horas encrespadas. Seca su llanto, calla sus dolores, Y sólo en el deber sus ojos fijos, Recoge espinas y derrama flores Sobre la senda que trazó a sus hijos. Me ha dicho: «A quien es bueno, la amargura Jamás en llanto sus mejillas moja: En el mundo la flor de la ventura Al más ligero soplo se deshoja. »Haz el bien sin temer el sacrificio, El hombre ha de luchar sereno y fuerte, Y halla quien odia la maldad y el vicio Un tálamo de rosas en la muerte. »Si eres pobre, confórmate y sé bueno; Si eres rico, protege al desgraciado, Y lo mismo en tu hogar que en el ajeno Guarda tu honor para vivir honrado. »Ama la libertad, libre es el hombre Y su juez más severo es la conciencia; Tanto como tu honor guarda tu nombre, Pues mi nombre y mi honor forman tu herencia.» Este código augusto, en mi alma pudo, Desde que lo escuché quedar grabado; En todas las tormentas fue mi escudo, De todas las borrascas me ha salvado. Mi padre tiene en su mirar sereno Reflejo fiel de su conciencia honrada; ¡Cuánto consejo cariñoso y bueno Sorprendo en el fulgor de su mirada! La nobleza del alma es su nobleza, La gloria del deber forma su gloria; Es pobre, pero encierra su pobreza La página más grande de su historia. Siendo el culto de mi alma su cariño, La suerte quiso que al honrar su nombre, Fuera el amor que me inspiró de niño La más sagrada inspiración del hombre. Quisiera el cielo que el canto que me inspira siempre sus ojos con amor lo vean, Y de todos los versos de mi lira Estos dignos de su nombre sean.
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Nasce todos os dias. ... Olha para o ciclo das plantas, Reabre e fecha as feridas mal curadas, Ama o sol, a lua, o encanto de belas fadas! Na ousadia, no amor eterno desligado, No amargo doce do pecado. Nasce por querer, por simpatia, Nasce para o mundo, para o dia... Mas nasce por amor e vezes sem conta, Abre o coração ao mundo que sussurra, Nasce na tristeza, na alegria ou loucura, Esconde e que te mata, o que te tortura, Nasce para o mundo, para a vida, Pois morres com saudade sentida. Mas nasce e torna a nascer, beija por amor, por querer, Nasce para o que te atormenta e consome, Gesticula, apreende , honra teu nome... Mas nasce por amor e sem esquecer, Nasce onde te aprouver e apetecer.... Victor Marques
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Jul 14, 2017
Jul 14, 2017 at 3:49 PM UTC
NASCE TODOS OS DIAS
Compassadamente as estruturas internas do edifício começam a ruir Ninguém se atreve a saltar da Torre temem a morte eterna do espírito e a dívida a ser paga eternamente As labaredas do desespero já estavam acesas consumindo dia a dia os alicerces que ainda estavam em construção e os próprios pedreiros atiravam pedras à obra Eis que o grande Arquiteto faz o prédio desabar As lágrimas dos pedreiros escorrem Já é tarde para arrependimentos Um raio cósmico atravessa minha morada Enquanto um buraco ***** engole meu alento Sofro em silêncio... Como um guerreiro deve sofrer Uma nova casa foi erguida Um a um vejo meus irmãos retornarem para casa Embora meu pai não aceite o meu retorno Há uma multidão que escarnece minha amargura Seus lábios se compadecem do meu exílio Enquanto seus pensamentos louvam minha derrota E eu... que tanto lutei... Mas fora vaidade Tudo fora vaidade De nada valeu minhas batalhas Eu permaneço no vale dos caídos E meu pai se recusa a se dirigir a mim Assassinei a minha honra Descartei minha lealdade Mas ei de edificar novamente minha própria morada
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Sep 29, 2016
Sep 29, 2016 at 10:11 AM UTC
XVI
Por aquel postigo viejo que nunca fuera cerrado vi venir seña bermeja con trescientos de caballo; un pendón traen sangriento, de ***** muy bien bordado, y en medio de los trescientos traen un cuerpo finado; Fernand Arias ha por nombre, hijo de Arias Gonzalo. A la entrada de Zamora un gran llanto es comenzado. Llorábanle cien doncellas, todas ciento hijasdalgo; sobre todas lo lloraba esa Infanta Urraca Hernando, ¡y cuán triste la consuela el buen viejo Arias Gonzalo!: -¡Callad, mi ahijada, callad, no hagades tan grande llanto; por un hijo que me han muerto, vivos me quedaban cuatro; que no murió entre las damas, ni menos tablas jugando, mas murió sobre Zamora, vuestra honra resguardando! ¡Ay de mí, viejo mezquino! ¡Quién no te hubiera criado, para verte, Fernand Arias, agora muerto en mis brazos! Ya tocaban las campanas, ya llevaban a enterrarlo allá en la iglesia mayor, junto al altar de Santiago, en una tumba muy rica, como requiere su estado.
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Romance xix del entierro de fernand arias
Que tragedia es el hombre, Pies plantados en el fango, Con su mente en el cielo, Anhelando a volar. Que triste es una vida, Repleta de recuerdos, Y una luz se apaga, Y se borran al final. Que cruel es la esperanza, Que como un espejismo, Desvanece en el alba, De nuestra realidad. Que injusta es la vida, Que honra a deshonrados, Y otorga a almas puras, Eterna oscuridad. What a Tragedy is Man What a tragedy is man, With his feet planted in the mud, His mind in the heavens, Yearning to fly. How sad is a life, Full of memories, A light goes out, And all is erased in the end. How cruel is hope, That like a mirage, Dissolves in the dawn, Of our reality. How cruel is life, That honors the dishonorable, And rewards the purest souls, With eternal darkness.
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Dec 23, 2018
Dec 23, 2018 at 10:42 PM UTC
Que Tragedia Es El Hombre / What a Tragedy is Man [Spanish original with English translation]
Juan, aquel militar de tres abriles, Que con gorra y fusil sueña en ser hombre, Y que ha sido en sus guerras infantiles Un glorioso heredero de mi nombre; Ayer, por tregua al belicoso juego, Dejando en un rincón la espada quieta, Tomó por voluntad, no a sangre y fuego, Mi mesa de escribir y mi gaveta. Allí guardo un laurel, y viene al caso Repetir lo que saben mis testigos: Esa corona de oropel y raso La debo, no a la gloria, a mis amigos. Con sus manos pequeñas y traviesas, Desató el niño, de la verde guía, El lazo tricolor en que hay impresas Frases que él no descifra todavía. Con la atención de un ser que se emociona Miró las hojas con extraño gesto, Y poniendo en mis manos la corona, Me preguntó con intención: -«¿Qué es esto?» -«Esto es -repuse- el lauro que promete La gloria al genio que en su luz inunda...» -«¿Y por qué lo tienes?»                                       -Por juguete, Le respondió mi convicción profunda. Viendo la forma oval, pronto el objeto Descubre el niño, de la noble gala; Se la ciñe, faltándome al respeto Y hecho un héroe se aleja por la sala. ¡Qué hermosa dualidad! Gloria y cariño Con su inocente acción enlazó ufano, Pues con el lauro semejaba el niño Un diminuto emperador romano. Hasta creí que de su faz severa Irradiaban celestes resplandores, Y que anhelaba en su imperial litera Ir al Circo a buscar los gladiadores. Con su nuevo disfraz quedé asombrado (No extrañéis en un padre estos asombros), Y corrí por un trapo colorado Que puse y extendí sobre sus hombros. Mirélo así con cándido embeleso, Me transformé en su esclavo humilde y rudo, Y -«¡Ave César!- le dije, dame un beso, ¡Yo que muero de penas, te saludo!» -«¿César?»- me preguntó lleno de susto Y yo sintiendo que su amor me abrasa, -«¡César!» -le respondí- «César Augusto De mi honor, de mi honra y de mi casa» Quitéle el manto, le volví la espada, Recogí mi corona de poeta, Y la guardé, deshecha y empolvada, En el fondo sin luz de mi gaveta.
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César en casa
Juan, aquel militar de tres abriles, Que con gorra y fusil sueña en ser hombre, Y que ha sido en sus guerras infantiles Un glorioso heredero de mi nombre; Ayer, por tregua al belicoso juego, Dejando en un rincón la espada quieta, Tomó por voluntad, no a sangre y fuego, Mi mesa de escribir y mi gaveta. Allí guardo un laurel, y viene al caso Repetir lo que saben mis testigos: Esa corona de oropel y raso La debo, no a la gloria, a mis amigos. Con sus manos pequeñas y traviesas, Desató el niño, de la verde guía, El lazo tricolor en que hay impresas Frases que él no descifra todavía. Con la atención de un ser que se emociona Miró las hojas con extraño gesto, Y poniendo en mis manos la corona, Me preguntó con intención: -«¿Qué es esto?» -«Esto es -repuse- el lauro que promete La gloria al genio que en su luz inunda...» -«¿Y por qué lo tienes?»                                       -Por juguete, Le respondió mi convicción profunda. Viendo la forma oval, pronto el objeto Descubre el niño, de la noble gala; Se la ciñe, faltándome al respeto Y hecho un héroe se aleja por la sala. ¡Qué hermosa dualidad! Gloria y cariño Con su inocente acción enlazó ufano, Pues con el lauro semejaba el niño Un diminuto emperador romano. Hasta creí que de su faz severa Irradiaban celestes resplandores, Y que anhelaba en su imperial litera Ir al Circo a buscar los gladiadores. Con su nuevo disfraz quedé asombrado (No extrañéis en un padre estos asombros), Y corrí por un trapo colorado Que puse y extendí sobre sus hombros. Mirélo así con cándido embeleso, Me transformé en su esclavo humilde y rudo, Y -«¡Ave César!- le dije, dame un beso, ¡Yo que muero de penas, te saludo!» -«¿César?»- me preguntó lleno de susto Y yo sintiendo que su amor me abrasa, -«¡César!» -le respondí- «César Augusto De mi honor, de mi honra y de mi casa» Quitéle el manto, le volví la espada, Recogí mi corona de poeta, Y la guardé, deshecha y empolvada, En el fondo sin luz de mi gaveta.
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Ya los pícaros saben en Castilla Cuál mujer es pesada y cuál liviana, Y los bergantes sirven de Romana Al cuerpo que con más diamantes brilla. Ya llegó a Tabernáculo la silla, Y cristalina el hábito profana De la custodia, y temo que mañana Añadirá a las hachas campanilla. Al Trono en correones las banderas Ceden en hacer gente, pues que toda La juventud ocupan en hileras. Una Silla es pobreza de una boda, Pues empeñada en oro y vidrieras, Antes la honra que el chapín se enloda.
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A las sillas de manos, cuando acompañadas de muchos gentileshombres
¿Qué otra cosa es verdad sino pobreza en esta vida frágil y liviana? Los dos embustes de la vida humana, desde la cuna, son honra y riqueza. El tiempo, que ni vuelve ni tropieza, en horas fugitivas la devana; y, en errado anhelar, siempre tirana, la Fortuna fatiga su flaqueza. Vive muerte callada y divertida la vida misma; la salud es guerra de su proprio alimento combatida. ¡Oh, cuánto, inadvertido, el hombre yerra: que en tierra teme que caerá la vida, y no ve que, en viviendo, cayó en tierra!
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Repite la fragilidad de la vida, y señala sus engaños y sus enemigos
Nuestro conferenciante de esta noche es de aquellos que nunca necesitan presentación o panegírico quién no conoce al huésped de la sombra al utilero del ambage antítesis del roble vanguardia del abismo aureola del escombro a nadie se le oculta su residual prosapia su matizada colección de ascos sus cenizos e inválidos ayeres su comprensión de pedernal quién no se ha desvelado con sus vergüenzas de coyote su infidelario de alto vuelo su cadalso para desvalidos cómo no recordar sus cilicios de aliento sus calofríos de confortación sus puños de consuelo el tiempo pasará como un despojo mas no podrá con sus estigmas de leyenda con sus tenazas más tenaces o su taller de cicatrices esta tribuna se honra hoy con las primicias de un tribuno a quien serenos prometemos seguros consecuentes austeros prometemos que no habrá amnesia no habrá amnesia.
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Presentación