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"frincha" poems
"Abre sua aversão; Eis que um nauta fala: - Mestre, vês somente sofrimento no amor? - O amor pode conter fuligem e até mesmo grasnar, porém uma vez sentido é como parcel: não se desfaz fácil dentro do peito. E mesmo que nos faça presente o basto e dorido retrocesso, o medo, infindável de obstruir a todo esse amor, mais infindável é o anelo que o amor causa-nos. Estamos sobre escombros, mas o amor é como papelotas angelicais… Desce ondulado cheio de idas e vindas, corrupiando até a estabilização. O amor é granívoro, come pequenas as sementes dos defeitos nossos, belo como o grande milhafre-preto a planar no céu. É como a retriz que sente o vento a tocar, é o ósculo entre o paraíso e a imensidão. Oco somos antes de amar. Somos como o barril quebrado sem vinho, esperando que o tanoeiro nos venha resgatar. Encher-nos a transbordar. Ouça o execrável grito do ódio, sendo cancelado pelo dulçor deste imenso sentimento. Ouça o esfolar dos descrentes, incorpóreos. O amor é um reverbrar eterno de luz em cada alma, é a calma, e a batida de cada pulsação. Não se pode obstrui-lo, ou excluí-lo da vida, pois ela o traz em cada vibração. Como um frincha encontrada dentro de nós, convertendo aos poucos cada problema em solução. Transformando o ingrato em um romântico facúndio, criando paz em meio a escuridão"
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
Corte de Nautas II
"Teu amor me escoria, vítima de seu fulgurar; Por dentro o meu e o teu são igualhas, mas por fora minha língua te é ignota. De certa forma meu fomentar te é írrito. mas sabemos que só está tentando se isentar. Por que teu amor me é um metonímio? Obtusindo tentativas falhas de se esvairar. Façamos um preito entre nós, obstinado a não pulgir, mas sim pulsar, e finalmente parar de quitar e demonstrar, que a frincha desse amor nos faz frisar… Perceber que nem as próprias estrelas se equiparam a esse sentimento a perfurar nossas veias, e nossos peitos. E de repente o que parecia entenebrecido, estava enternecido. E minha taça de vinho que havia esvaziado, ensandecia com a necessidade de transbordar de você. Ente ao ensurdecer de sua boca. Ente ao enleio de minha mente louca. Que se perguntava hora a hora, por quê?"
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:36 PM UTC
Metonímio de Corruptela