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"feitos" poems
Bandeiras levantadas pelos prisioneiros rendidos, Salteador que não conhece o perigo, Alheado do mundo vivo, Corais do mar já esquecidos. Conchinhas falam ao teu melhor amigo, Solidário com o amor afável, Pesaroso dum penar louvável, Conhecedor do pouco conhecido. Sentimentalista de sentimentos firmes, Orador que ora com fraca voz, Navios feitos de casca de noz, Lago com bonitos cisnes. Pintor de laços sentidos, Flores que o campo nos deu, Algas do mar que Deus acolheu, Eu, tu e o mar envaidecidos. Cordiais Cumprimentos. Victor Marques
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Oct 19, 2010
Oct 19, 2010 at 10:50 AM UTC
Eu, tu e o mar
O Douro na sua plenitude Quando me levantei, senti aquele sentido odor de uma linda manhã de primavera.  Os pintassilgos entoavam uma melodia que me ajudou a encarar o dia com mais serenidade e  encanto.  Olhei para este meu horizonte que se estende num infinito lonquinquo que parece estar ali para ser sempre contemplado e amado.        Que Douro sublime excelso de ser pintado por expressionistas e cantado em versos pelos nossos poetas que não deixam de o servir e o idolatrar.  Desde menino que eu ganhei uma consciência duriense que nem com a morte ninguém ma irá roubar.  Não me canso de tentar perceber o xisto em harmonia,  complexo e eternizado com estes lindos muros que parecem até nem serem feitos por pedreiros terrenos mas sim por anjos do bom Deus que por aqui quis passar. Casebres abandonados e fornos de secar os figos continuam na paisagem duriense vivos e ao mesmo tempo parecem sepultados para sempre no cemitério dum rio  Douro que se embala num Rabelo de outrora.         As videiras imponentes parecem ressuscitar todos os anos pela altura da Páscoa.  Que beleza sentir e amar um Deus vivo que  bebeu o vinho para nos mostrar seu amor e assim dignificar todos aqueles que se dedicam a tão nobre tarefa. Toda a vegetação duriense exala perfume,  permitindo ao homem encontrar aqui um paraíso terreno e ao mesmo tempo um purgatório disperso nos patamares onde vinhas, oliveiras, amendoeiras, figueiras, laranjeiras,  sobreiros, torgas e giestas coabitam.   Quem fala do Douro sublime não pode deixar de olhar para os rostos de suas gentes. Parece até que  não sabem amar mais nada, nem mais nada fazer. ... Um saber acumulado de gerações é um legado de arte de bem-fazer vinho aliado a novas técnicas utilizadas por enólogos sedentos de fazerem dos vinhos do Douro os melhores do mundo.         O Douro corre sem correrias. É meigo com seu leito. As vinhas bebem suavemente de suas águas doces.  Nós que aprendemos com o brilho do pôr-do-sol, que parece um verniz de esmalte que conforta crentes e não crentes. O Douro que é de oiro está de deleite, de quarentena para nos ajudar a viver e a estar sempre perto da margem para embarcar na barca dum destino já traçado. Victor Marques
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Apr 10, 2014
Apr 10, 2014 at 8:31 AM UTC
Douro Sublime
O Douro na sua plenitude Quando me levantei, senti aquele sentido odor de uma linda manhã de primavera.  Os pintassilgos entoavam uma melodia que me ajudou a encarar o dia com mais serenidade e  encanto.  Olhei para este meu horizonte que se estende num infinito lonquinquo que parece estar ali para ser sempre contemplado e amado.        Que Douro sublime excelso de ser pintado por expressionistas e cantado em versos pelos nossos poetas que não deixam de o servir e o idolatrar.  Desde menino que eu ganhei uma consciência duriense que nem com a morte ninguém ma irá roubar.  Não me canso de tentar perceber o xisto em harmonia,  complexo e eternizado com estes lindos muros que parecem até nem serem feitos por pedreiros terrenos mas sim por anjos do bom Deus que por aqui quis passar. Casebres abandonados e fornos de secar os figos continuam na paisagem duriense vivos e ao mesmo tempo parecem sepultados para sempre no cemitério dum rio  Douro que se embala num Rabelo de outrora.         As videiras imponentes parecem ressuscitar todos os anos pela altura da Páscoa.  Que beleza sentir e amar um Deus vivo que  bebeu o vinho para nos mostrar seu amor e assim dignificar todos aqueles que se dedicam a tão nobre tarefa. Toda a vegetação duriense exala perfume,  permitindo ao homem encontrar aqui um paraíso terreno e ao mesmo tempo um purgatório disperso nos patamares onde vinhas, oliveiras, amendoeiras, figueiras, laranjeiras,  sobreiros, torgas e giestas coabitam.   Quem fala do Douro sublime não pode deixar de olhar para os rostos de suas gentes. Parece até que  não sabem amar mais nada, nem mais nada fazer. ... Um saber acumulado de gerações é um legado de arte de bem-fazer vinho aliado a novas técnicas utilizadas por enólogos sedentos de fazerem dos vinhos do Douro os melhores do mundo.         O Douro corre sem correrias. É meigo com seu leito. As vinhas bebem suavemente de suas águas doces.  Nós que aprendemos com o brilho do pôr-do-sol, que parece um verniz de esmalte que conforta crentes e não crentes. O Douro que é de oiro está de deleite, de quarentena para nos ajudar a viver e a estar sempre perto da margem para embarcar na barca dum destino já traçado. Victor Marques
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O Emigrante Português Partes e deixas tua terra Natal, O teu mundo é Portugal. Deixas família também, Partes sem ninguém. Emigrante meu descendente, És sempre um navegante, Todos se orgulham de ser Português, Feitos heróicos que seu povo fez. Trabalhas noite e dia, A tua revolta se esvazia. Por estranha que até pareça, O lume da fogueira que te aqueça. Esforço e muito suor, Vaso cheio de amor, Lágrimas que alguém chora, Saudades que não vão embora. Victor Marques
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Dec 14, 2011
Dec 14, 2011 at 10:50 AM UTC
Emigrante Português
Escrevo num velho caderno Velhas ideias Velhos sentimentos Que outrora estiveram cá dentro. Quero sentir o que já senti. Quero pensar o que já pensei. Não quero ser, porém, o que já fui. Mas como farei isso, de tal forma, eu? Como poderei eu ponderar tais feitos Sem mudar quem sou? Pois a pessoa que era antes era a pessoa Que sentiu e pensou aquilo Que no seu coração e mente passou. Se já não sou quem era, não posso reaver o que perdi Sentimentos que cá estiveram no meu antigo eu. Posso aspirar, desejar, pretender, querer, tencionar Mas se não quero quem eu era, porque é que quero o que quero? É uma inquietação constante, Uma busca estonteante, Um desejo extenuante. Penso eu, num pensamento abundante. Quero ser eu mas não ser eu. Quero sentir mas não sentir o novo. Quero pensar mas não pensar. Quero o que quero sem querer o que não quero. Não poder ter tudo mas não querer tudo. Que infelicidade do consciente.
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Mar 1, 2014
Mar 1, 2014 at 12:44 PM UTC
A busca em português - The search in portuguese
Sentir amor O amor da vida que enlaça e encanta, O beijo bem dado. A aurora que com orvalho se espanta, Amor imprevisto, ousado. Amor de primaveril odor, O tempo teu espaço e esplendor, Os feitos do calor humano, Sagrado e profano. Tentáculos cheios de ternura, Montanhas sossegadas, Estrelas insaciadas, Olhar com doçura. Sentir amor no que peço, Ondas teleguiadas, Harpas afinadas, Sentimento excelso. Victor Marques
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Nov 5, 2012
Nov 5, 2012 at 9:59 AM UTC
Sentir amor
Pior do que a certeza de que morreu, é a dúvida disso. Não posso provar sua existência, já é memória em fragmentos. Vida sua que mudou a minha Cheia de histórias, ideologias Você que vem cheio de defeitos e perfeições Eu tão impotente Minhas palavras, todas tiradas dos teus poemas Teu sotaque, uma voz imaginada Que obra de arte eram teus olhos Feitos de um azul-convite E eu aceitei.
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Aug 21, 2014
Aug 21, 2014 at 10:31 AM UTC
Ode ao Jimmy
Caminho por entre vinhas que despertam  Primavera , Grilos que cantam afinados , Passarinhos fazem seus ninhos. Giestas brancas e amareladas, Enxadas que cavam sua terra, Sobreiros com cortiça para seus vinhos. Douro meu, de meus antepassados. Pedras de xisto e granito lado a lado, Muros que serpenteiam harmonia, Vinhos feitos com amor e poesia. Motivo de tristeza e alegria, O rio corre sem pressa, compassado , Zimbros para cigarras acasalar por amor, Douro em todo o seu esplendor. Tuas encostas por Deus e homem consagradas, Videiras verdes  e sempre abençoadas, Oliveiras cheias de paz e em sintonia, Companheiras de noite e de dia , Por do sol que as cobre com um manto protector avermelhado, Douro meu  e da mais bela fada sem Principe encantado. Victor Marques
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May 2, 2022
May 2, 2022 at 5:15 AM UTC
Douro meu sem príncipe encantado
OS NOSSOS LÁBIOS FORAM FEITOS PARA ENCAIXAREM UM NO OUTRO, COMO AS PEÇAS CERTAS QUE SE JUNTAM NUM PUZZLE
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Dec 8, 2014
Dec 8, 2014 at 4:52 PM UTC
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Olhos inocentes de criança. Nascemos para o mundo da vida, da abundância, Com sorriso ou choro profundo com muita esperança, Feitos por Deus à sua semelhança. Nascemos para o mundo e nele sempre reinar, Sobre todos os animais,  aves e peixes do mar, Nasceu homem e mulher para procriar, E Deus com topázio e diamante o homem o idolatrar. Nascemos com uma imortalidade por Deus abençoada, Vivemos e morremos sem hora marcada. Nesta viagem procuramos uma recompensa material, Vivemos com Deus e sua conexão espiritual, Todos nós temos direito à felicidade, No Céu também noutra dimensão e realidade. Parace que nascer é milagre  e também banalidade, Pois  não temos nome, nem idade... Estarei eu por todos os meus antepassados sempre agradecido . Fruto do  que eles passaram e  de tudo e por tudo eu tenha nascido, E também como sua semente tenha vivido.
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Jan 22, 2024
Jan 22, 2024 at 11:18 AM UTC
Nascemos com nossos antepassados