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"escorrem" poems
E estas palavras que escorrem na vidraça ensanguentada, numa tarde em que a chuva cai tumultuosa. E estas palavras que escorrem junto com estas lágrimas, p’la face carregadas de um sentimento obscuro. E estas palavras que escorrem com o suor do nosso corpo, numa noite em que corpos ardem de paixão. E estas palavras que escorrem com o orvalho, num amanhecer em que o sol raia esplendoroso. E estas palavras que escorrem junto com o sangue, que corre nas nossas veias, numa violência interior. E estas palavras que escorrem com a tinta do pintor, pela tela que brota das suas mãos diabólicas. E estas palavras que escorrem nas ondas, que embatem violentamente nas rochas das praias. E estas palavras que escorrem como o álcool, e que inunda a alma pejada de medo e tristeza. E estas palavras que cheiram a **** e que o tempo impregnou nas páginas da vida. . . . São palavras que profiro em silêncio, são palavras em que eu te imploro, para que pares essa tua raiva mórbida e doentia que te leva à demente violência e me deteriora.
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Jan 3, 2014
Jan 3, 2014 at 7:12 AM UTC
violência
caio lentamente diminuído . decaído . consumido pensamentos demoníacos lágrimas escorrem do meu rosto e caem a meus pés equilíbrio visão extravagante floresta de pedra criaturas da noite movem-se pacificamente invisíveis desejo fogo incontrolável que me absorve na sua graça perplexo danço nas chamas bruxuleantes conspiro ao som do silêncio da noite e procuro o conforto no gelo frio do teu ser o meu dilema: qual o meu caminho?
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May 15, 2015
May 15, 2015 at 6:32 AM UTC
Censura
Lágrimas escorrem, Está frio aqui. Não tenho mais seu beijo, Se é que o tive um dia. Não tenho nem desejo De viver, nessa melancolia. Tudo tão amargo, Eu precisava de um doce, De açúcar, de balas e festas de criança. Mas estou só na minha sala, Um coração partido me acompanha. Derramei vinho no tapete, E deixei cigarros espalhados. Não vivendo tão intensamente, Que acabei vivendo...
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Jul 14, 2015
Jul 14, 2015 at 9:13 PM UTC
Untitled
a ideia escorre lentamente fruto do corte profundo escorrem também palavras que escrevo que outrora escrevi escorrem e invadem a noite aperto a ferida os anticorpos expulsam o veneno volto a acreditar na doçura das palavras volto a escrever mas na realidade, o que sai de mim?
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Feb 11, 2015
Feb 11, 2015 at 5:30 PM UTC
Veneno
Compassadamente as estruturas internas do edifício começam a ruir Ninguém se atreve a saltar da Torre temem a morte eterna do espírito e a dívida a ser paga eternamente As labaredas do desespero já estavam acesas consumindo dia a dia os alicerces que ainda estavam em construção e os próprios pedreiros atiravam pedras à obra Eis que o grande Arquiteto faz o prédio desabar As lágrimas dos pedreiros escorrem Já é tarde para arrependimentos Um raio cósmico atravessa minha morada Enquanto um buraco ***** engole meu alento Sofro em silêncio... Como um guerreiro deve sofrer Uma nova casa foi erguida Um a um vejo meus irmãos retornarem para casa Embora meu pai não aceite o meu retorno Há uma multidão que escarnece minha amargura Seus lábios se compadecem do meu exílio Enquanto seus pensamentos louvam minha derrota E eu... que tanto lutei... Mas fora vaidade Tudo fora vaidade De nada valeu minhas batalhas Eu permaneço no vale dos caídos E meu pai se recusa a se dirigir a mim Assassinei a minha honra Descartei minha lealdade Mas ei de edificar novamente minha própria morada
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Sep 29, 2016
Sep 29, 2016 at 10:11 AM UTC
XVI
E lá vai ela de novo. Consegues ver assim tão longe? Aquela forma pequena e dourada. Dourada em sua coroa de raios solares. Ela flui, Como água em rio, Como o vento nas campinas por onde passa. De suas mãos escorrem as cores, As quentes, as frias as calmas, as desbotadas. Todas vivas, Respirando e vibrando. Formando o invisível, Aquilo que parece nascer pela primeira vez diante dos olhos, Mas que na verdade Está renascendo, Pois sua forma já existia, É só agora que as cores o preenchiam.
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Mar 19, 2017
Mar 19, 2017 at 10:58 PM UTC
Sem Manhã - 22/04/2015