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"escorre" poems
O choque congestiona o fluxo sanguíneo. A cabeça erguida entra em declínio. As pernas tremem de não aguentar o peso. O mundo desaba todo e o deixa preso. Nos olhos já se observa o desatino. A face rubra paralisa sem destino. A boca seca torna-o surpreso e o ombro, de pronto, deixa de ser teso. Escorre pela cara lágrima salgada com o gosto do destrato da mulher amada que desce ríspida à travada glote. Como um antídoto à honra humilhada, retorna do estômago feito cusparada e o faz erguer em busca do que o esgote
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Nov 11, 2010
Nov 11, 2010 at 4:42 AM UTC
do chORO à fúRIA
I No intervalo do incessante Para lá do perceptível emaranhado numa zona incerta quando a noite é mais de trevas E um quarto bem estreito é exageradamente infindo ora ali o oniromante De outrora letargo de outro nome alcunhado que agora desperto aprende a dormir recônditos respiros rebuliços arredores vasos sanguíneos coléricas vozes vislumbra o enfermo sem remédio sem cura Um quadro preto um naufrágio II Jaz adormecido em cama de pedras com colcha de espinhos Lá dentro avenidas movimentadas sussurram verdades cheias de  agudos ângulos, retos, obtusos com vértices nas curvas semicirculares Um rompante inaudível turbilhões de incertezas de vozes cegas emergindo da fresta tenebrosa que brilha o **** cobiçado de seios de coxas de longos cabelos loiros de pele negra de pele vermelha de pele amarela peles tão alvas quanto a neve Uma avalanche de inseguranças Correntes de ferro enferrujadas que rasgam a carne com tétano e o sangue escorre num rio plácido repleto de peixes e tartarugas de ondinas e sereias onde banham as musas que cantam o canto de Morfeu como eólia lira que entorpece e inspira o oniromante que ali adormeceu III No sonho de um sonho há um sonho esquecido guardado a sete fechos no fundo inflexível de imagens arquetípicas de desejos obscuros de visões aterradoras de um jovem bem febril devagar vai adentrando nessa estranha entrelinha qual razão do desconexo desconstrói o findo dia tenazes vozes em seus ouvidos reproduzidas como brados brotam atroadas de estrondosas trovejadas Neste tempo sem um tempo há tempos transcorrido inesperados fragmentos reprimidos e esquecidos Por frações de um instante trafegando entre a memória dos dias das noites do futuro do passado e das histórias Clareiam-se como cruz como carga no caminho Cultuando a culpa a luz jaz oculta na cova deslembrada Estreitos fios a lumiar o teto escuro tomam forma entrelaçada da aurora Rompe o limiar do céu noturno E abre os olhos pra não perder a hora �
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Dec 26, 2016
Dec 26, 2016 at 5:59 AM UTC
Alucinações Hipnagógicas
I No intervalo do incessante Para lá do perceptível emaranhado numa zona incerta quando a noite é mais de trevas E um quarto bem estreito é exageradamente infindo ora ali o oniromante De outrora letargo de outro nome alcunhado que agora desperto aprende a dormir recônditos respiros rebuliços arredores vasos sanguíneos coléricas vozes vislumbra o enfermo sem remédio sem cura Um quadro preto um naufrágio II Jaz adormecido em cama de pedras com colcha de espinhos Lá dentro avenidas movimentadas sussurram verdades cheias de  agudos ângulos, retos, obtusos com vértices nas curvas semicirculares Um rompante inaudível turbilhões de incertezas de vozes cegas emergindo da fresta tenebrosa que brilha o **** cobiçado de seios de coxas de longos cabelos loiros de pele negra de pele vermelha de pele amarela peles tão alvas quanto a neve Uma avalanche de inseguranças Correntes de ferro enferrujadas que rasgam a carne com tétano e o sangue escorre num rio plácido repleto de peixes e tartarugas de ondinas e sereias onde banham as musas que cantam o canto de Morfeu como eólia lira que entorpece e inspira o oniromante que ali adormeceu III No sonho de um sonho há um sonho esquecido guardado a sete fechos no fundo inflexível de imagens arquetípicas de desejos obscuros de visões aterradoras de um jovem bem febril devagar vai adentrando nessa estranha entrelinha qual razão do desconexo desconstrói o findo dia tenazes vozes em seus ouvidos reproduzidas como brados brotam atroadas de estrondosas trovejadas Neste tempo sem um tempo há tempos transcorrido inesperados fragmentos reprimidos e esquecidos Por frações de um instante trafegando entre a memória dos dias das noites do futuro do passado e das histórias Clareiam-se como cruz como carga no caminho Cultuando a culpa a luz jaz oculta na cova deslembrada Estreitos fios a lumiar o teto escuro tomam forma entrelaçada da aurora Rompe o limiar do céu noturno E abre os olhos pra não perder a hora �
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escorre a tinta papel linha após linha bocados de mim fluem no teu olhar respiro o coração bate sinto o teu odor quando não tenho sono venho para aqui rascunhar
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Sep 11, 2015
Sep 11, 2015 at 6:06 AM UTC
A insónia é um dom
incenso (arde lentamente) golpe traçado o sangue escorre marcas das cordas do violino na tua pele aromas o fumo ofusca cega respiração deliciosa canela . sândalo . jasmim sufoco numa mescla de aromas fumo um mero aroma uma memória um sonho vivido
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Sep 11, 2015
Sep 11, 2015 at 6:07 AM UTC
Aromas
estranho esta cidade a sua personalidade o seu cheiro a minha casa os meus lençóis estou atrasado o sol saúda as minhas cortinas quero dormir para acordar sorrio água escorre pela bacia paro no tempo observo o teu dormir um suave rosto fazes o meu dia ter sentido amo-te, mulher, minha mulher café da manhã há na minha mesa burocratas sinto o teu respirar só para mim adormeço, recomeço
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Apr 6, 2015
Apr 6, 2015 at 4:51 PM UTC
Atrasa-te, se valer a pena
transpiro o medo que em mim habita se alastra e me consome faz frio uma lágrima aflita cai no tempo e emana em mim uma dor cruel o sangue procura uma saída e escorre ímpio pela minha boca fria procuro paralisado no tempo o que ainda resta desta vida onde nestas entranhas jaz imóvel o meu coração e a vida é bela
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Jun 12, 2015
Jun 12, 2015 at 5:35 AM UTC
A vida é bela
Minha alma triste Chora versos Versos de um poeta morto Esquecido após o pôr do Sol O sangue escorre Ao invés de saliva Isso, e uma vida A morte e o dia Andando de mãos dadas Na relva fria Da madrugada Eu estava de partida
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Apr 20, 2014
Apr 20, 2014 at 7:42 PM UTC
De partida
a ideia escorre lentamente fruto do corte profundo escorrem também palavras que escrevo que outrora escrevi escorrem e invadem a noite aperto a ferida os anticorpos expulsam o veneno volto a acreditar na doçura das palavras volto a escrever mas na realidade, o que sai de mim?
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Feb 11, 2015
Feb 11, 2015 at 5:30 PM UTC
Veneno
corro das profundezas da minha mente tentando escapar do mundo criado pelo meu eu interior e viajo em perfeita solidão sinto a morte a atravessar-me a alma o gosto amargo da cicuta escorre-me pela boca e o mundo torna-se escuro separando corpo e alma uma luz ilumina-me mas no fundo eu sei que as trevas habitam em mim
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Sep 7, 2015
Sep 7, 2015 at 7:01 AM UTC
Treze