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"dourada" poems
O vento sopra por entre as folhas que vão caindo lentamente, o chão vai ficando como uma esteira dourada, a pouco e pouco as árvores vão-se desnudando, deixando a descoberto, todo aquele tecido que as envolve num mistério tal. Envelhecer! Sim é um pouco isso, deixar de parte as máscaras que nos encobriam desde a juventude, e tornar público, aquilo que realmente somos, deixar ver as rugas de um tempo ido e recordado, deixar transparecer a pura essência que realmente somos. Apreciamos num quadro as fissuras da tela, marcas de um tempo que teima em passar. Se assim é, porque é que não aceitamos o nosso envelhecimento, como fissuras em tela antiga? Talvez porque é aqui, que pela primeira vez somos realmente nós, sem sombra de dúvida, talvez porque, simplesmente o receamos. Talvez tenhamos receio de olhar de frente o espelho da vida e ver que não voltamos mais a ser crianças.
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Jan 11, 2014
Jan 11, 2014 at 6:27 PM UTC
idade
Foste minha na cidade negra. No miradouro mais alto beijei a tua nuca Num lago de sereias perdi-me nas tuas coxas Entrelacei os meus dedos nos teus cabelos Oh, perdição! Cabelos suaves que derreteram os meus dedos. Ansiei por ti a casa segundo E cada gota vinda do céu lembrava que não era um sonho. Senti os teus lábios, carnudos, joviais Embriagados de loucura e êxtase Amaste-me Amei-te. Entregaste-te a mim como a lua ao céu nocturno, Quando Apolo correu, desapareceste Fugaz, instantânea, um floco de neve no meio do oceano Arrancaste do meu peito errante juras de amor eterno Num fogo de saudade ardentes que irrompem no meu ser. Não és minha na cidade dourada. Daria o sol, para te ter só de noite.
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Apr 28, 2016
Apr 28, 2016 at 3:24 PM UTC
Cidade(s)
E lá vai ela de novo. Consegues ver assim tão longe? Aquela forma pequena e dourada. Dourada em sua coroa de raios solares. Ela flui, Como água em rio, Como o vento nas campinas por onde passa. De suas mãos escorrem as cores, As quentes, as frias as calmas, as desbotadas. Todas vivas, Respirando e vibrando. Formando o invisível, Aquilo que parece nascer pela primeira vez diante dos olhos, Mas que na verdade Está renascendo, Pois sua forma já existia, É só agora que as cores o preenchiam.
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Mar 19, 2017
Mar 19, 2017 at 10:58 PM UTC
Sem Manhã - 22/04/2015
Um apontar de armas Os Deuses Clamam sacrifícios A vítima Conseguiu escapar Dionísio Clama por vingança Orgias Sob a cúpula dourada Os festins continuam Assim como a megera Continua a olhar a lua
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Jul 22, 2014
Jul 22, 2014 at 5:27 PM UTC
orgias