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"desidrata" poems
A sala inerte é o meu reino: Quente, estranho Num cheiro de fel e sêmen que desidrata todo alvéolo são E Eu sou o diabo: Frio, habitual Condenado à prisão da luxúria, da lombeira Espasmado engasgo-me no meu retrato de LCD Nos botões do controle remoto Nos meus olhos que coçam, pois não vejo E como se só, já não bastasse o inferno Os anjos com metralhadoras eretas Vêm consumar o meu desleixe Pois como mago que sou Desarmo-os com meu falo movido a pilha E rio-me de tristeza, pois era a guerra que eu ansiava Rendidos, entram pela porta dos fundos Trêmulos, sentam-se ao meu lado no sofá E carnudos, macios e úmidos e corruptos se convertem Porque Eu quero.
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Jun 2, 2015
Jun 2, 2015 at 10:29 PM UTC
A Orgia Ociosa