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"defeito" poems
Nas palavras da mulher que viveu em 1910 Os "anos 80" eram 1880 E suas reclamações da nova Rússia eram tão atuais quanto as nossas Em meio a semi ditadura e intolerância política e religiosa Eu, que quase achei que estávamos progredindo e crescendo Esqueci que esse é o maior defeito dos seres humanos, o esquecimento Esquecer que isso tudo já aconteceu E vai acontecer de novo e de novo Mesmo eu, assim, maldizendo. Talvez uma ou outra coisa melhore Como disse um conhecido certa vez Mesmo que o mundo se afogue No consumismo, e exploda de vez Em puro esquecimento Afinal, você não pensa? Sim, sobre isso mesmo Sobre o sentido de tudo isso Em meio a minha juventude nunca entendi a complexidade desse pensamento Hoje, perdida entre sentimentos, compreendo Não é sobre o sentido da vida Mas sim de tudo do mundo Afinal o ser humano gosta de se ver como uma dádiva, uma criação Mas não pára para pensar na simples ocasião De ser fruto de um erro de equação
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Apr 26, 2019
Apr 26, 2019 at 7:06 PM UTC
Ouroboros
O rancor não me serve e os desentendimentos não me chocam, como na altura em que virar costas por erros de cálculo fazia sentido. E porque os desentendimentos novos são uma maçada, porque as ilusões imperiosas sempre se querem repetir até nova despedida, porque é mais alto o valor de um desentendimento antigo conformado, quase ternurento e tão terreno, podemos sentar-nos por aí, numa esplanada qualquer, eu tu e os nossos erros e rebeldias que pelo menos são nossos por defeito ou conquista.
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Jul 3, 2015
Jul 3, 2015 at 11:46 PM UTC
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