"culpado" poems
Careta era o cavalo
A quem o sal dado
Em mim sangrava.
Tinka, um dos 2 cachorros –
Meu predileto era o Leão.
Brigavam como cães e gatos.
I Think era como o chamava -
ao primeiro dos cães
o americano missionário.
Shibiu, ou será Chibiu?
– era o cachorro de dona Modesta
Nossa mãe adotada: sempre atenta
A que nenhum bicho nos agarrasse.
Lembro-me também do Bito –
Aquele disgramado, culpado duas
Vezes por esta cicatriz que trago
No meio das costelas e no fardo
Pessoal que carregamos vida afora.
Bito não era bode expiatório
– mas cabrito imolado tampouco.
Acho que era o diabo tocando viola.
Eu alimentava os porcos
Sem expulsar ninguém
Morro abaixo...
Jun 14, 2015
Jun 14, 2015 at 7:51 AM UTC
Eu pintei-me de preto e vesti-me de *****
E colori em forma de arco-íris, o meu coração!
Descansei os sapatos e assim com ar integro,
Analisei todos os meus males, aqui atrás do Marão!
Olhei o sol que estava lindo, assim como a luz do dia,
E eu ali senti-me um milhafre perdido no raiar do céu,
Despi-me de preconceitos e agarrei a luz que me alumia,
Comecei a correr até ficar cansado, até perder o chapéu!
Comecei a despir o ***** que trazia vestido e foi nu,
Que comecei a procurar ao redor uma nova capa,
Com cores coloridas com sorrisos tirados do baú!
Não servia sorrir de novo, sorrisos fingidos á socapa!
Jurei que iria sair do escuro, que trazia vestido,
Comprometi-me com a alma, e entregar-me ao destino,
Porque afinal, eu não tinha perdido, então porquê, o alarido!
Seria por me despir, reflectir e sentir culpado e latino?
Hoje não é dia de pensar assim, não é dia de fingir,
Não é dia de mentir, nem é dia de ficar para ali a latir.
Porque quem me pudesse ouvir, estaria ali não para me ouvir,
Mas sim para fingir, que eu era o corvo, e tinha de partir!
Quanto tempo durou o fingimento que te cativou?
Porquê que eu nunca percebi que teria de sair!
Não sei, nem posso deitar-me a adivinhar. Sei, acabou.
Não tenho mais comigo razões para me prostituir!
Como poderia eu ter sido ingrato, se tivesse visto,
Que afinal tudo que vivi, até ali, nunca foi real e meu.
Nunca fui afinal muito mais, que um pequeno imprevisto.
Ingrato, não estou. Hoje eu sei, que afinal, estou ao léu!
Sem qualquer compromisso no coração, e pode ser teu.
Autor: António Benigno
Dedicado do Romeiro para a Rameira.
Sep 11, 2013
Sep 11, 2013 at 9:17 AM UTC
Sentimentos esparsos,
Vazio infindável,
Coração congelado...
A distância de você,
Me fez assim.
Só posso querer
Que isso tenha um fim...
Querer você
E não ter,
Não me tortura mais.
Faz parte dos meus dias,
Não sonhar com tuas carícias,
Faz parte de mim,
Achar que te amar é pecado.
Amar só por amar
Não me faz culpado,
E querer sem ter
Não dá resultado...
Feb 9, 2016
Feb 9, 2016 at 8:56 PM UTC
Sinto-me fraco e impotente
Quando ouço o que dizes
Só para me ver contente.
Nessa vã tentativa, eu sorrio
Para sentires que cumpriste o objetivo.
Dizes-me que estou cada vez mais frio
E eu calo-me para não ser repetitivo.
Recuso-me a explicar-te novamente
Que nada nem ninguém poderá mudar
O que vai na minha mente
E que ninguém me pode ajudar
Mesmo que tente incansavelmente.
É algo com que aprendi a lidar
Embora contra a minha vontade
E mesmo que tentasse explicar
Iria ficar pela metade.
Vou tentar:
Talvez assim me sinta menos cobarde!
É um sentimento que vem acompanhado...
Por estar neste estado
Acabo me sentindo culpado.
Culpado por ser insuficiente.
Insuficiente para o que quer que seja.
Só quero seguir de forma prudente,
Não é isso que todo o mundo deseja?
Sinto-me um fardo,
Não me leves a mal,
Mas estou farto.
São os sentimentos que se atropelam,
Vozes na minha cabeça que não se calam,
Dúvidas que se interpelam
E outras coisas que me abalam
E me deixam ansioso.
A ansiedade gera medo
E o medo gera ansiedade.
É neste ciclo vicioso,
Entre medos e outros enredos
Que eu me encontro com a realidade.
May 1, 2018
May 1, 2018 at 4:11 PM UTC