Hello Poetry
Submit your work and get some sparkles! Create free account
"conversa" poems
Ha quedado un olor entre los cañaverales; una mezcla de sangre y cuerpo, un penetrante pétalo nauseabundo. Entre los cocoteros las tumbas están llenas de huesos demolidos, de estertores callados. El delicado sátrapa conversa con copas, cuellos y cordones de oro. El pequeño palacio brilla como un reloj y las rápidas risas enguantadas atraviesan a veces los pasillos y se reúnen a las voces muertas y a las bocas azules frescamente enterradas. El llanto está escondido como una planta cuya semilla cae sin cesar sobre el suelo y hace crecer sin luz sus grandes hojas ciegas. El odio se ha formado escama a escama, golpe a golpe, en el agua terrible del pantano, con un hocico lleno de légamo y silencio.
0
2.6k
Los dictadores
Dedicado a Miguel Torga e ao amigo Nuno Sono doentio que vos deitou, Amigos pela certa, Conversa que desperta, Da noite que vos levou. Reprimendas, gargalhadas e lamentos, Prazer e sentimento, Navegar nos mares que Deus vos deu, Oh terra onde o sol nasceu…! Entre brumas envaidecidas eu vos recordo, Rouxinóis que eu nunca vi, Na aurora sonolenta eu acordo, Diário fala por si. Sol escaldante que não bronzeia, Ai vida dos pobres poetas, Terra de S. Martinho de Anta e profetas, Vida pacata de uma alcateia. Victor Marques 17/1/96
0
Aug 3, 2011
Aug 3, 2011 at 3:04 AM UTC
Dedicado a Miguel Torga e ao Amigo Nuno.
Terra onde Nasci… Conversa amena que nos desperta, Sono doentio que me deitou, Amigos pela certa, Da terra que nos encontrou. Reprimendas e lamentos, Com todos os condimentos, Terra onde se nasceu, Pedaço sempre teu. Aurora em que eu acordo, Manhã que está ali, Sempre te recordo, Terra onde eu nasci. Vida de um camponês, Sol que até bronzeia, Aqui nasci uma vez, Não foi Roma nem Pompeia. Victor Marques
0
Jan 17, 2012
Jan 17, 2012 at 11:30 AM UTC
A Terra onde nasci
A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração. Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil. As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego? Minha decepção só não é maior que a decepção que causei. Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles. Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada. Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como? O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera. Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras. Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco? Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho. Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
0
Aug 14, 2018
Aug 14, 2018 at 1:08 PM UTC
Avante
A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração. Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil. As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego? Minha decepção só não é maior que a decepção que causei. Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles. Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada. Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como? O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera. Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras. Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco? Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho. Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
Continue reading...
13
Sobre a grande mesa A luz de duas velas O telefone tocou Interrupção Lá fora, situação delicada Choro - Desespero Mais tarde o jogo Truques da vida Conversa, mais conversa No limiar da noite - O filme Acordo Um choro Duas mortes Um repousar incompleto Manhã Um outro dia
0
Jan 15, 2014
Jan 15, 2014 at 3:13 PM UTC
a noite passada
O tempo passa, A idade pesa. No chão do quarto, Encerro outra conversa. Eu olho a janela, O céu lá fora. Me sinto tão distante agora. Faltam os falsos amigos, Os verdadeiros também. Mas hoje não vou dormir. Em uma colcha de falsos parabéns. Amadureço mais que meus 20 anos, E a dor que isso causa, Me lembra que sou humano. São só 20 anos afinal, Será que viverei até os 90 pra assistir um recital? Aos 10, fui pureza. Aos 15 paixão. Hoje misturo beleza com coração. 20 aos 20, eu sobrevivo. Trago mais um cigarro ou respiro?
0
Jun 20, 2014
Jun 20, 2014 at 8:56 AM UTC
20 aos 20
As I saw the Mountain Range, I heard the wind call. It spoke to the many trees Cradling the leaves that fall. I observed the conversa- Come again? No, I rather not discuss that. No, I rather not discuss the moments of past. The sun seemed to withdraw its arms leaving the night in charge of handling the Mountains, the trees, me. An echo of howls tore into the night, repetition of whispers circulating on the lips of the wind Caught my covered ears. I shouldn't have come to the Mountain Range. It's an endless echo the wind carries on it's lips. I need to leave.
0
Apr 17, 2014
Apr 17, 2014 at 11:50 AM UTC
As I Saw The Mountain Range
Tu casa suena como un tren a mediodía, zumban las avispas, cantan las cacerolas, la cascada enumera los hechos del rocío, tu risa desarrolla su trino de palmera. La luz azul del muro conversa con la piedra, llega como un pastor silbando un telegrama y entre las dos higueras de voz verde Homero sube con zapatos sigilosos. Sólo aquí la ciudad no tiene voz ni llanto, ni sin fin, ni sonatas, ni labios, ni bocina sino un discurso de cascada y de leones, y tú que subes, cantas, corres, caminas, bajas, plantas, coses, cocinas, clavas, escribes, vuelves, o te has ido y se sabe que comenzó el invierno.
0
709
Soneto xxxviii
O que tenho passado E o que tenho vivido Não dá pra saber Não serão esses versos Que irão te dizer Nem o feed perfeito Nem a conversa na rua Poderão expressar As coisas que sinto O que eu tenho vivido É tudo tão subjetivo Não há nada de poético No simples cotidiano No adiar o viver E apenas sobreviver Idealizando que um dia Quem sabe eu poderia Ter a vida perfeita Com a família perfeita As mensagens perfeitas Pra responder É tudo subjetivo No abismo da poesia Eu hei de me perder E quem dera que por um dia Eu pare com toda essa agonia E aprenda apenas a ser
0
Jul 23, 2019
Jul 23, 2019 at 10:20 PM UTC
Rotina