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"cinzas" poems
Nos densos odores de um incenso de mirra, embriagado pelo entediante vazio da bagunça de meu quarto, devaneio-me pelos arredores dum mundo marginal concebido da tristeza que em fogo me cala Num sopro de arrependimento as brasas se queimam e a fumaça toxica que respiro, exala-se pelos poros Deleitando-me em singelo prazer espero as cinzas se formarem Observo atentamente a destruição da matéria, pois somente assim vejo meu destino, e talvez, não de bom grado, num sopro, aceite as últimas cinzas da vida caírem no Sujo e bagunçado chão de meu quarto( mundo).
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Jun 23, 2013
Jun 23, 2013 at 11:34 PM UTC
Cinzas ao chão_ poema-2
Senhor da Guerra, há quem diga que teu convite é momento de lírica destruição, outros não. No entanto, tua embriaguez sativa, num boteco lado norte, evoca atmosferas oníricas bem como o gosto maravilhoso do éter no ar. Sorte lançada, põe sob a mesa teu mistério particular, arranca teu olho direito e migra para o luto mineral, potência comum & iniciática. Bem ao estilo Venusiano, crepúsculo forja flor entre cinzas & plasmas siderais, sem dúvida uma nova era. Essência de difícil captação, tua oração evoca Papoula criativa, bronze no banho-maria, o pó projeta pedra líquida no sublime espírito do vinho.
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Feb 26, 2014
Feb 26, 2014 at 10:06 PM UTC
Mercúrio
não sinto, sou poeta que finge as mulheres que amo vieram de copos de uísque sobre a madeira dos móveis cegos na madrugada. não sinto, já sou anestesiado fui ultrajado pelo amor e a sorte já não me quer mais. agora sou amante das palavras dos versos jogados à mesa de bar já não mais sinto o doce da vida o amargo de nicotina, é o que me restou um uivo perdido à beira da calçada cinzas num cinzeiro velho na estante da sala estou coberto por cicatrizes invisíveis bêbado largado nas entrelinhas de um poema sem rima
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May 29, 2013
May 29, 2013 at 7:20 PM UTC
Cinzas e uísque
Cinzas permanecem. Por isso somos abençoados nas cinzas após todo o fogo se extinguir. O fogo não dura. As cinzas sim. Mesmo se são levadas pelo vento, lavadas pela água ou enterradas na terra. Até mesmo se são postas no fogo novamente. Elas sempre permanecem, não importa o quê.
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Sep 13, 2016
Sep 13, 2016 at 8:49 AM UTC
cinzas permanecem/por isso nós somos abençoados
Abri agora a porta Realidade passei para o outro lado tento... tento desesperadamente, em frente uma selva viagens passado inexistente renasci agora das cinzas. Envolto na armadura debato-me contra o mistério dos poderes ocultos. Tudo isto não tem nexo desde o princípio onde juntos cavalgámos Agora Viajo só e triste tento alcançar o poder dos espíritos e seguir os rituais da natureza. O Xamane erguesse e proclama o novo estado de espírito. O Rei olha-me surge espanto só benfeitor, mal amado choro.
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May 11, 2014
May 11, 2014 at 2:11 PM UTC
a passagem
Nas ruas Na selva de pedra Uma poeira preta Entra pela janela A velha varre o chão Seu filho cospe e lá mesmo bate as cinzas do cigarro Com seus dedos de alcatrão Tosse Tosse Coff Coff - pigarro
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May 17, 2015
May 17, 2015 at 6:56 PM UTC
Ingratidão
Tenho olhado a Lua, Todas as noites , Este é meu ritual. Tento encontrar o brilho que todos vêem. Mas só vejo mágoas. Tristeza e solidão afogadas. Queimadas, Por um Sol, que há pouco nasceu. Por um Sol. Ele há de me queimar também, Em um futuro bem próximo. Restarão apenas cinzas. E a Lua...
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Apr 1, 2013
Apr 1, 2013 at 8:50 PM UTC
Untitled
Há anos nasci Porém pouco vivi Vidas criei Nenhum retorno ganhei Na sombra de minhas cinzas deixei que vivessem Suas vidas medíocres E sem sentido que os dei
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Jul 23, 2024
Jul 23, 2024 at 11:42 PM UTC
Vida
de tantas pessoas cinzas que há no mundo ninguém me tocou de verdade, profundo repentino aparece alguém é você, meu bem uma pessoa com boas energias, que vai me trazer muitas alegrias você é uma inspiração, quero conhecer a cor do seu coração cada alguém carrega outras cores elas crescem por dentro como flores saiba que a pessoa colorida, facilmente se tornará a sua pessoa preferida ela espalhará essa coloração, pintará as paredes do seu coração com cada beijo, cada abraço delicadamente, traço a traço e eu me encanto, e amo tanto, como ela pinta cada canto. - gio, 10.04.2020
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Apr 22, 2020
Apr 22, 2020 at 1:06 PM UTC
as paredes do coração
Sem tempo nem medida me perco no seu sentido, Algo que tudo transcende, Chama que sempre acende, Eterno recomeço vivido. Eternidade sem piedade e do, Cinzas feitas po. Não tens princípio nem fim, Só Deus sabe porque és assim. O teu início se completa em tudo que morre ou acabe, Eternidade da vida, dos sentidos, de quem não sabe, Dragões que mordem sua cauda, Seja na terra,  céu ou na água. Eternidade que parece tua fé em tua alma, Que sem começo, nem fim se salva. Deus é a Eternidade imutável e sempre presente, Que existe hoje e para todo o sempre. Victor Marques Eternidade, Deus, morte ,vida
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Apr 18, 2023
Apr 18, 2023 at 11:39 AM UTC
ETERNIDADE
Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... Mas isolo-me, confortavelmente, na esfera do casulo. Pronta a renascer, Mas ainda enganada… Sinto um amor!... Que de tanto ser infantil,   Chega a ser puro! (E talvez o deixemos assim, meu amor.) Talvez nos encontremos apenas no ar. Como dois passarinhos feridos, Ainda ingenuamente atrapalhados, Pelas asas que os guiam. Apenas cruzando estas simples energias, Em cada nuvem batente daquele tal céu ardente. E onde nelas escalarei… Até ao cimo do teu próprio inferno. Onde nele, ainda te manténs refém. Amarte-ei pela literatura, Como tu tão bem me sabes amar…                                  (E quanto do nosso amor,                                    Será também feito poesia?) Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... E agora, pronta a renascer, Bato, suavemente, as minhas asas… Sinto um vento!... Alegremente, espreito fora do casulo!... E a brisa que corre e me leva,   Carrega em cada batida,   Só para mim, A sustentável leveza do amor. (E talvez o deixemos assim, meu amor.) Talvez nos encontremos apenas no fogo. Como duas belas fénixes, Usando as suas próprias cinzas, Para pintar a mais bela das telas. Apenas cruzando os nossos caminhos, Em cada folha queimada que paira Sobre os nossos tristes olhares. E onde nelas escalarei… Até ao cimo do nosso paraíso distante, Onde nele ainda me mantenho refém. Amarte-ei pelo silêncio, Como tu tão bem me sabes amar…                                   (E quanto do nosso amor,                                   Será também feito poesia?) Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... E aquelas frágeis asas que me bateram, Criaram em mim uma bela metamorfose. Onde na beleza do simples ser, Encontramo-nos e fomos voando.                                    (E quanto do nosso amor,                                  Será também feito poesia?)                        (Cada bater de asas da borboleta o dirá…)
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Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 2:48 PM UTC
Amor Como Metamorfose
Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... Mas isolo-me, confortavelmente, na esfera do casulo. Pronta a renascer, Mas ainda enganada… Sinto um amor!... Que de tanto ser infantil,   Chega a ser puro! (E talvez o deixemos assim, meu amor.) Talvez nos encontremos apenas no ar. Como dois passarinhos feridos, Ainda ingenuamente atrapalhados, Pelas asas que os guiam. Apenas cruzando estas simples energias, Em cada nuvem batente daquele tal céu ardente. E onde nelas escalarei… Até ao cimo do teu próprio inferno. Onde nele, ainda te manténs refém. Amarte-ei pela literatura, Como tu tão bem me sabes amar…                                  (E quanto do nosso amor,                                    Será também feito poesia?) Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... E agora, pronta a renascer, Bato, suavemente, as minhas asas… Sinto um vento!... Alegremente, espreito fora do casulo!... E a brisa que corre e me leva,   Carrega em cada batida,   Só para mim, A sustentável leveza do amor. (E talvez o deixemos assim, meu amor.) Talvez nos encontremos apenas no fogo. Como duas belas fénixes, Usando as suas próprias cinzas, Para pintar a mais bela das telas. Apenas cruzando os nossos caminhos, Em cada folha queimada que paira Sobre os nossos tristes olhares. E onde nelas escalarei… Até ao cimo do nosso paraíso distante, Onde nele ainda me mantenho refém. Amarte-ei pelo silêncio, Como tu tão bem me sabes amar…                                   (E quanto do nosso amor,                                   Será também feito poesia?) Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... E aquelas frágeis asas que me bateram, Criaram em mim uma bela metamorfose. Onde na beleza do simples ser, Encontramo-nos e fomos voando.                                    (E quanto do nosso amor,                                  Será também feito poesia?)                        (Cada bater de asas da borboleta o dirá…)
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Já fomos poeira do mesmo lugar Pousada calmamente junto ao mar. Sufoca-me o vento que nos quer levar, E este pobre pó estrelar, Sem força suficiente para ficar, Chora sem braços onde se agarrar. Implora-te que me guardes num olhar, E assim voamos eternamente, Sem qualquer noção de ver desaparecer Lá ao longe, o nosso lar. Já fomos breves e inconstantes, Pequenas rochas cobertas de diamantes. Não quisemos saber do nosso valor, E quando o número não interessa, Qualquer fruto neste peito vira flor. Mas que som é este Que me enche de terror?! Ah! É a minha linda borboleta, Bate as asas e só ouço dor. Pousa em mim… Mas sentirá ela este calor? Levanta voo… Sem se recordar da minha cor. Perco-a em ti, Mas não me perco de todo este esplendor. Já fomos canto de pássaro na madrugada, Criança que corre sem ligar à roupa manchada. E de mãos dadas pela estrada, Brincámos nas infinitas ruas desta cruzada. Sorriste-me sem ligar a nada, Como qualquer criança louca, E atrapalhada Tropeças em mim… E deitas abaixo cada fachada, Pois como nego ao coração Que estou, agora, aprisionada? Já fomos a folha verde no outono Que caiu e não voltou. Cada onda que rebentou no rochedo Desvendou-te logo quem eu sou. Quis ser concha para ti, Presente que o mar traz. Mas sou fogo que arde aqui E destrói tudo o que é capaz. Consumo-te e inalo-te em mim, A droga mais pura e eficaz. E sobram as cinzas derramadas no jardim, Memórias da alma que lá jaz.
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Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 2:51 PM UTC
Fomos tudo o que nos disseram que não podíamos ser
A primavera chegou, Eu vejo flores por todos os lados. Estou rodeada de ipês-amarelos, Sentada no chão... Há beija-flores, As araras pousam por aqui, De vez em quando até as abelhinhas vêm, É um espetáculo da natureza. Do outro lado da rua, os prédios continuam cinzas... A cidade não para, Há barulho demais. As pessoas se esbarram e não se olham. A única coisa que importa são os views, As selfies felizes, o relacionamento nas redes. O cinza da cidade reflete o cinza das pessoas, Quem tornou quem cinza? Ainda bem que a primavera ainda visita o meu quintal.
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Aug 28, 2020
Aug 28, 2020 at 8:04 AM UTC
Primavera