"cicatrizes" poems
When within my cells there rages war,
For a second breath I’d stare at the stars;
The old world thickened under my feet,
Yet across my sorrows the ends would meet;
So to renew these aspirations of ours,
Perhaps on a missile on its way to Mars.
("We are past the third wave,
past the coastline,
past the coral reef.")
No I haven’t always been there for you,
In these gardens we’ve walked around and through;
From green to red, vice-versa and so forth,
We’ve gone past Saturn many times before;
Now I’m on my way to a distant shore,
Paddling the bloodstream of my heart.
("We reach through the gate,
the threshold of no-return,
far beyond Saturn.")
Amidst curiosity and its pulsations,
Of skies infinite, a stubborn astronaut;
It’s time to decline and lose it all
Or time to rise up and answer the call;
Fractions of a split-second, a trigger;
Wings spread to the dark yonder.
("The moon now floats behind us,
It cicatrizes our scars as we sail
Far into the night.")
The journey into the unknown
Always finds a way to take you home.
Mar 20, 2021
Mar 20, 2021 at 1:03 AM UTC
Nunca achei que seria tão fácil me vendar
Mas olhando para trás
Havia tantas coisas que não gostaria de ver
E talvez graças a essa cegueira, lembrar não me faz sofrer
Apenas buscar um abraço e tentar esquecer
Ver o mundo desaparecer
Talvez viver de promessas e sonhos foi o que nós fez perder
E todo esses pedregulhos viraram aterros
Para os próximos sonhos
Que podem se tornar verdadeiros
E não apenas uma moldura sem fotografia
Que decora a mobília de um cômodo sem a pintura do apego
E deixar o tempo passar seja o melhor que tenho a fazer
Ele revigora e maquia cicatrizes que nem podemos ver
Por isso talvez, mesmo sem historias para contar
Acho que deveria me entregar
Para que ele me leve ao lugar mais distante de ti
Sempre achei que um pouco de nós faria bem
O que dizer? nunca fui muito bom em escolher
Mas talvez se nós reencontrarmos em alguns anos quais quer
Podemos perceber que o jogo nunca terminou
Apenas virou, e agora estamos em times diferentes
Sempre se esbarrando e se machucando
Mas nunca se cumprimentando
Talvez devesse ter visto de longe
Ou não ter me iludido tanto
E saber que fomos
Destinados a fingir
Viver de falsas proximidades e carícias geladas
E nunca de ternura nos abraços ou paixão nos beijos
Destinados a fingir
Uma paixão idiota
Que mais parecia um cigarro
Que logo se transforma em fumaça
E no vento para o mundo se esvai
Nov 5, 2015
Nov 5, 2015 at 7:48 PM UTC
No meu corpo
eu silencio as dores do passado,
escondo as cicatrizes da minha história
e guardo os sentimentos de minha jornada.
Ser como sou,
vestir-se como me visto,
falar como falo,
andar como ando,
viver como eu vivo.
São apenas vestígios que deixaram-me
ao longo do tempo.
Abusos.
Agressões.
Violências.
Ser submetida a ser submissa.
Ser jogada de cantos em cantos.
Ser tratada como lixo.
Ser menosprezada.
Ser dada como burra e ignorante.
Querer ser o que sempre fui.
Querer ser algo que não me deixaram ser.
Ser como "eles"?!
Não podia.
Hoje...
Hoje sou quem eu quiser.
Não sofro e nem me fazem sofrer.
O peso que levo em meus ombros são meus,
mas não dói.
Tenho orgulho.
E hoje sou LIVRE,
sou FORTE,
sou GRANDE,
sou MULHER.
Apr 2, 2017
Apr 2, 2017 at 12:10 PM UTC
não sinto, sou poeta que finge
as mulheres que amo
vieram de copos de uísque
sobre a madeira dos móveis
cegos na madrugada.
não sinto, já sou anestesiado
fui ultrajado pelo amor
e a sorte já não me quer mais.
agora sou amante das palavras
dos versos jogados à mesa de bar
já não mais sinto o doce da vida
o amargo de nicotina, é o que me restou
um uivo perdido à beira da calçada
cinzas num cinzeiro velho na estante da sala
estou coberto por cicatrizes invisíveis
bêbado largado nas entrelinhas de um poema sem rima
May 29, 2013
May 29, 2013 at 7:20 PM UTC
Por causa de ti,
Eu deixei de dormir.
Por causa de ti,
É difícil eu me concentrar.
Por causa de ti,
Eu estou sempre sem ar.
Por causa de ti,
Eu estou sempre em baixo.
Por causa de ti,
Eu tenho marcas e cicatrizes.
Por causa de ti,
Eu acho que sou feio e não valho nada.
Por causa de ti,
Eu conheci a minha pior inimiga.
Por tua causa,
Depressão.
Aug 9, 2013
Aug 9, 2013 at 9:54 AM UTC
Veja você como o tempo passa correndo
Como se fosse Ontem que nos conhecemos e hoje somos melhores amigos
Veja você como as coisas são
Enquanto você não podia, eu queria
Hoje você pode mas nem faz tanta questão
Os motivos para nosso distanciamento eu não sei
Eu sei os da nossa reaproximação
Não sei por que você se foi
Mas sei porque voltou
As cicatrizes não somem
Mas podem ser disfarçadas
Agora está livre...
Livre e feliz fazendo o que sempre quis
Como um pássaro que sobrevoa o céu azul
Pena que uma decisão pode fazer o céu ficar escuro
E uma tempestade estará prestes a acontecer
E ninguém pode decidir
Apenas você.
Nov 6, 2015
Nov 6, 2015 at 11:46 PM UTC
eu quero ir,
ir para longe
para qualquer lugar
agora
eu quero fugir,
fugir da realidade
que me aprisiona
agora
eu quero escapar,
escapar de tudo
aquilo que me envolve
agora
fecho os olhos,
a brisa afaga-me o rosto
e as lágrimas rolam
vertiginosas
tranquilidade
acordo
foi tudo um sonho
ainda aqui estou
manchado de lágrimas
e as cicatrizes permanecem
Jul 28, 2015
Jul 28, 2015 at 7:38 AM UTC
Tarde da noite no sofá
Essas cicatrizes procuro justificar
Talvez eu não fui feito para amar
Ou o amor foi feito para machucar
A uma conclusão não consigo ou conseguirei chegar
Ahh, mas o que se esperar
Sou apenas um jovem garoto com receio de amar
Apr 20, 2016
Apr 20, 2016 at 8:48 PM UTC
São quatro e vinte da madrugada
E o fraco ainda resiste.
O dia nasce não tarda
E continua a sina daquele triste.
Será ele um poeta,
Um que se viu de alma abandonada
Ou um cuja profissão é a mais antiga que existe?
O seu coração pinga solidão, que se tenta encobrir,
Fundida pela malfadada escuridão que o rodeia
E que goza do ferir.
O vagabundo olha à volta como se tivesse casa cheia
E ouve, gota a gota, a gota, abusadamente, cair.
Repete-se todas as noites a ladainha
No aconchego de sua cama quentinha.
Para este fraco, viver é ousadia.
Limita-se a existir e até isso é um ultraje.
Vê o sol que na janela luzia;
Vai ao espelho ver se este lhe traz
Aquele brilho que outrora o seduzia
E que há muito não o via.
Depara-se com o rotineiro:
O pesar do vazio corriqueiro
Que em forma de sombra breu
Sobre si subtilmente desceu.
Fatalidade que o destino por si escolheu.
É este o tal fado
De quem não se sente satisfeito
Nem é valorizado
P'las cicatrizes que carrega ao peito.
Dizem que tem vida de vadio.
Terminará o triste por rir
De quem um dia dele se riu?
É esta a "pseudoprofecia"
Que o acompanha noite e dia.
É só mais um que não vive o ultraje que é existir.
May 1, 2018
May 1, 2018 at 4:15 PM UTC
Deixo de herança todos os pensamentos
Perdidos ao luar,
Escritos na página invisível da vida,
Impossíveis de partilhar.
Deixo de herança todas as garrafas,
Que esvaziei e pousei à beira-mar,
Com uma carta escondida lá dentro,
Incógnita ainda por entregar.
Deixo de herança todo o fumo,
Que compulsivamente inalei
Para tentar matar a doença
Da qual nunca me curei.
Deixo as pegadas na areia,
Que rapidamente se apagaram.
Marcas da efémera passagem dos seres
Que por mim passaram.
Deixo de herança o sol de inverno,
Tão apreciado por toda a gente.
Desejo que aqueça as almas frias,
Que não deixe ninguém indiferente.
Deixo de herança o incenso
Que nunca acendi.
Espalhado pela brisa,
Como qualquer cheiro que senti.
Deixo de herança toda a música
E cada marca que deixou.
Atenciosa companheira,
Que tantas vezes me salvou.
Deixo de herança o rio,
No seu mesmo exato lugar.
Lembrança eterna que existe um sítio seguro
Para onde o desespero nos pode levar.
Deixo de herança a pedra afiada,
Que me esculpiram no lugar do coração.
Memória da crueldade no olhar
De quem a infância me roubou.
Deixo ligadas as luzes da aldeia,
Que me abrigaram no solitário berço.
Agarro o impulso que me levou à procura
De tudo o que ainda desconheço.
Deixo de herança em papel amarrotado,
Algum sangue que derramei.
Lágrimas, cicatrizes e o fardo,
De ser tão brutalmente consciente
De tudo aquilo que sei.
Deixo de herança o meu amor,
Sorrisos, abraços e essências,
Partilhadas no pôr-do-sol.
E que nesta viagem de turbulências,
Repares na simplicidade do sentimento
Que achaste saber de cor.
Deixo de herança uma moeda,
Ao pedinte que conheci
E que nunca a chegou a gastar.
Esqueceu-se que para a salvação da vida
Não há dinheiro, nem há fornecedor
Onde ele a possa ir comprar.
Deixo de herança o pássaro branco,
Que ainda não se atreveu a pousar.
Canta mais alto a cada Primavera,
Só para me relembrar,
Que as raízes são uma ilusão
Criadas por quem não as consegue descolar.
Deixo de herança duas mãos quentes,
No peito frágil de uma criança,
Que nasceu órfão de mãe
E cresceu sem esperança.
“Nas noites escuras que te abraçam.
Nos dias cinzentos a que te entregas
Que sintas neste aperto a mensagem
De toda a força que carregas.”
Deixo de herança este poema,
Escrito num sonho que se entranha
E do qual nunca acordei.
Vem…
Traz o mapa que queimei.
E encontra-me para lá da montanha
Onde também eu me encontrei.
Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 4:09 PM UTC