"chorei" poems
Fecha-se assim hoje mesmo, uma etapa longa e dura,
E agora sim, estou absolutamente são e convicto nos dizeres,
Compreendo toda esta longa etapa, até esta arquitectura
Não parei nem desisti, estou aqui para comigo viveres!
Preocupei-me cedo em ser puro, não com o não ser duro,
Meus gestos e minhas acções, são neutras e consequentes,
Penetrar no intimo das questões, levou-me ao cremadouro,
Não julgo gentes, nem compro amizades, das conscientes!
De que agora tenho ou não tenho saudades e recordações,
São dos carinhos destas gentes que são o que eu sentia,
Nas longas viagens me perdia de saudade e desvanecia,
Mas sempre as forças, na tortura, me levaram as ilusões!
Como tantos e outros jovens, jogando nesta vida de loucura,
Tantas vezes por eles e outras quantas por mim, eu aprendi,
Vi, suei e chorei, por tudo que passei e eu nunca me prendi,
Segurei sempre firme, o touro nos seus cornos, na aventura!
Propus-me porém a arriscar valores de gentes menos crentes,
Quando o mestre e sábio pai, me dizia olhando eu minha mãe,
Sempre esperaram para ver o que eu via, e preocupações além,
E ao encontro de tudo que diziam, eu fazia as asneiras constantes!
Eis que um dia, chorei de dor e o calor do lar, que nunca me abandonou,
Me trouxe de novo nas origens e aqui encontrei os valores, que bisquei,
Aposto-os agora a cada dia, quando a ti, também te encontrei, o amor começou,
Tudo que diziam meus pais e eu afirmava como inexistente, agora, mel, petisquei!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.08.30.02.18
Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 5:56 AM UTC
Minha Terra
Nasci em entre fontes e montes,
Nasceu o filho dos vinhedos,
Nasci sem saber,
Nasci para viver…
Meus horizontes dourados,
Caminhos pisados,
Saudade incontida,
Nasço com vida.
Lágrimas que chorei,
Tristeza que abalou,
Nasci nem sei,
Terrinha minha Transmontana,
Onde a sinceridade nada ganha.
Aqui o sol se põe distante,
O calor é sufocante,
Nasci menino, fiz me gente,
Sou feliz, estou radiante.
Victor Marques
Jun 29, 2010
Jun 29, 2010 at 1:01 AM UTC
Sinto que eu posso pegar na viagem e levar comigo,
Porque ela fica sempre junto de minhas recordações,
Os teus olhos de lince fulminaram minhas emoções,
Tua paciente espera preencheu meus espaços contigo!
Acreditaste nas lágrimas quando quase desesperaste,
Por aqui, o vazio era cada vez mais imenso e gaguejante,
Também eu chorei que aparecesses e tu, meu amor vieste
Foi longa a ilustre espera, mas eis que um dia tu apareceste!
O que eu previa nos contos de fados era apenas fantasia,
Escrita em livros como cativação de atenção da mordomia,
De corações que como o meu e teu, viviam sem demasia,
E hoje a quantidade que não cabia se descobriu anatomia!
As nossas funções vitais estão em alerta e tão receptivas,
Funcionam como correntes do mar que dão e recebem vida,
O ar que inspiramos, traz e leva a galhardia, sem a dúvida,
Porque hoje o sonho que era o nosso são mais perspectivas!
As perspectivas se dissipem e surjam aquelas coisas alusivas,
Ao que nos livros é tão igual afinal ao interior destes corações,
Meu e teu, é tão nosso, como odor que se uniu nessas emoções,
Descobri simples complexos e minha viaje, que tu sempre vivas!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.08.07.02.15
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:03 AM UTC
Cadê o meu pedaço de bolo?
Não me faça de tolo
Meu coração queima como fogo
Eu não desistirei sem diálogo
Não me vire às costas e nem rosto
Eu sei que fui puro desgosto
Que fui canalha, safado e traste
Que transformei sua vida num desgaste
Não mereço nenhuma consideração
Nem um pouco de sua admiração
Sei que a minha presença nesta festa
Não vai conseguir nenhuma fresta
Nesse coração que tanto machuquei
Eu que por muito tempo lágrimas chorei
Arrependido por tê-la abandonado
Dai esse pedaço de bolo
Que para mim será apenas um consolo
De tê-la imensamente magoado
Será o pagamento de um amor não devotado
Meu grande pedido de perdão
Meu ingresso para a solidão!
Jan 13, 2015
Jan 13, 2015 at 12:31 PM UTC
A minha mente
Se confunde e nem sente
Eu minto sem saber o porquê
Essa paixão falsa que você
Nutre por mim
Faz tanta falta quanto a neve
No meu jardim
E eu bem que chorei
Lágrimas doces
No portão de Deus sabe quem
Mas o problema
O x da questão
É que você me usa e não quer
Assumir os riscos da mentira
E desmentira
Que você cria
Inventa
E joga lá fora o meu coração.
Apr 14, 2014
Apr 14, 2014 at 11:35 PM UTC
"eu te dizia que a vida é bruta, você me falava que ainda não
eu nunca acreditei que houvesse algo a mais depois que as coisas acabam
uma blusa esquecida no natal passado, uma palavra presa na fechadura da porta que bateu, um outro palpitar do coração ou alma além da que nos foi decretada aqui
e, então, você morreu
durante uma semana, eu fingi que você tinha finalmente viajado pro seu lugar favorito e que ele tinha te dado razão em ser um lugar favorito pra demorar tanto assim
durante um mês, eu desisti de esperar
paciência não era meu melhor dom
embora te esperar fosse um talento
você, de novo, não chegou
durante um semestre, eu chorei sem interrupções
embora ninguém soubesse ou visse algo
por dentro, muralhas da China caíam e oceanos atlânticos deslizavam entre órgãos e lembranças
quando eu esqueci o som da sua voz e o tom do seu olho, você morreu outra vez e, dessa, eu pude sentir o peso da mão do mundo descendo sob mim
outro ciclo se foi e a nossa conexão terminou
eu te quis no meu quarto reclamando meu atraso pro almoço; eu te quis na plateia da apresentação da minha monografia, a única na história da faculdade como centro de pesquisa a comunidade lgbt; eu te quis no meu exame de direção; eu te quis quando eu saí de casa; eu te quis atendendo o telefone enquanto eu contava que consegui um emprego novo; eu te quis e esse era o único tempo verbal em que era permitido te conjugar
durante um ano, que durou até hoje, eu soletrei saudade
já não tenho como chamar seu nome
eu toco o interfone, não há você do outro lado
me tateio, falta a sua pele bem perto
no fundo, eu acho que o universo deveria estar triste porque não posso te amar mais
eu estou."
#textoscrueisdemais
Feb 27, 2017
Feb 27, 2017 at 1:27 PM UTC
Acordei e me olhei no espelho,
E pela primeira vez,
Me senti bem ao ver meus olhos inchados.
Chorei sim, e muito.
Lágrimas de libertação.
Nada de amor.
Tudo de solidão.
Enfim, como sempre foi.
E é uma pena que eu tenha me acostumado a isso.
Sep 7, 2012
Sep 7, 2012 at 11:39 AM UTC