Hello Poetry
Submit your work and get some sparkles! Create free account
"carnudos" poems
A sala inerte é o meu reino: Quente, estranho Num cheiro de fel e sêmen que desidrata todo alvéolo são E Eu sou o diabo: Frio, habitual Condenado à prisão da luxúria, da lombeira Espasmado engasgo-me no meu retrato de LCD Nos botões do controle remoto Nos meus olhos que coçam, pois não vejo E como se só, já não bastasse o inferno Os anjos com metralhadoras eretas Vêm consumar o meu desleixe Pois como mago que sou Desarmo-os com meu falo movido a pilha E rio-me de tristeza, pois era a guerra que eu ansiava Rendidos, entram pela porta dos fundos Trêmulos, sentam-se ao meu lado no sofá E carnudos, macios e úmidos e corruptos se convertem Porque Eu quero.
0
Jun 2, 2015
Jun 2, 2015 at 10:29 PM UTC
A Orgia Ociosa
Foste minha na cidade negra. No miradouro mais alto beijei a tua nuca Num lago de sereias perdi-me nas tuas coxas Entrelacei os meus dedos nos teus cabelos Oh, perdição! Cabelos suaves que derreteram os meus dedos. Ansiei por ti a casa segundo E cada gota vinda do céu lembrava que não era um sonho. Senti os teus lábios, carnudos, joviais Embriagados de loucura e êxtase Amaste-me Amei-te. Entregaste-te a mim como a lua ao céu nocturno, Quando Apolo correu, desapareceste Fugaz, instantânea, um floco de neve no meio do oceano Arrancaste do meu peito errante juras de amor eterno Num fogo de saudade ardentes que irrompem no meu ser. Não és minha na cidade dourada. Daria o sol, para te ter só de noite.
0
Apr 28, 2016
Apr 28, 2016 at 3:24 PM UTC
Cidade(s)
El grafófono, A tarde y mañana, En el puente del barco Sonaba y sonaba. Era un barco muy viejo, Un barco de carga (Ron, azúcar y negros). Que todos los meses salía                               El día 19,                               De Martinica                               Para Burdeos.                   Negros y negras (Café tinto con gotas de leche) Bailaban a tarde y mañana Shimmy, jaba y fox-trot en el puente; Charleston no se bailaba Que es mal de San Vito reciente; Corbatas muy rojas, los hombres, De rojo y azul las mujeres, Zarcillos de oro, muy largos,           De carey, brazaletes, Y Houbigant y sudor confundidos.... Houbigant en sudor.... ¡qué mal hueles!                               «Adieu! Fort de France!»                               Decían riendo. ¡Qué blancos sus dientes lucían En los labios carnudos y anémicos!                               Y seguía el grafófono, Y seguían bailando los martiniqueños.                               De pronto El cielo se puso muy ***** Y estrellóse en el barco una ola, Una ola muy grande, rugiendo, Y la ola inundó todo el puente ...Era el mar, que colérico Acababa con música y baile Y escupía en la cara a los negros.
0
388
Impresión cromática