"bater" poems
Salpicar o teu rosto com farinha, enquanto preparassemos juntos o teu bolo favorito
Dar-te os beijos que me apetecesse, com os olhos, sempre que estivesses distraido a apreciar o "flowering tea", que te desse a escolher
Sentar-me no teu colo e ver-te desenhar
Fazer de ti a manta que me aconchega, entrelaçar os meus dedos nos teus e ver um filme até adormecer
Levar-te o pequeno almoço à cama e acordar-te com um beijo de bom dia.
Ser...
a única a conseguir te arrancar aquele sorriso nos piores momentos...
a bateria desenfreada a bater dentro do teu peito...
a tua melhor amiga...
quem faz valer cada acordar teu.
Que fosses a excepção que acreditei que eras, o porto seguro por quem vale a pena esperar para partilhar a vida.
Por ti... por nós... mudei, ignorei medos e arrisquei...
Não deste valor... desacreditei.
Feb 27, 2017
Feb 27, 2017 at 5:03 PM UTC
Um medíocre seixo formado por um aglomerado espalhafato de pulgas flutua e veleja por oceanos saturados de desaproveitas lágrimas amarelo-chumbo nas mais desoladas camadas de sua privativa órbita, em uma intersecção de múltiplos limbos supra-reais, bem entre dois muros de um corredor estreito, escuro e corroborado pelo lodo - sobre o qual, cabe-se dizer, resta imóvel uma pequena patrola laranja de brinquedo, esquecida.
Inevitável e também incoerente,
Continuar a ser (peleja)
"Um equívoco desmistificado; uma perturbação"
Os ideais se contrapõem aos já extintos/
Sedimentos navegam eternamente sem rumo/
Inexprimível Sensível/
O oculto que assim permanece/
Pedregulho pulguento perpetuamente a protuberar-se na imensidão dos mares de um ópio por si próprio proferido, ofendendo e perseguindo leis individuais de universo, causando o óbito comum a todos os parciais ínfimos pares de não-instantes, parados.
Estarrece-se o lógico pela busca do externo consenso, indiferente a todo gotejar de pia:
fundir-se pela semelhança!
tornar-se pela simples analogia!
Homo-Sutra; Homo-Isso.
Homo-Tundra; Homo-Aquilo.
**** Sapiens
**** Gênio
Entrementes,
através de seus poros abertos pela alta temperatura,
sente por seu corpo, de muitos corpos,
a circulação efervescente do mais intenso calor,
o sopro de vida hebraico de um cosmos também filisteu,
(de tudo aquilo que pode até não estar de todo vivo - ou de todo morto);
contradição de um todo-devir também carrasco, mas, em essência, todo-devir de um sorrateiro espaço de tempo do bater de asas de um besouro não mais vivo e nunca catalogado, capturado somente por um pequenino ponteiro vermelho de segundos de um relógio velho, possuído, em circunstâncias afortunas, por uma avó - ainda hoje vivente - de um tempo atormentado pela tirania e propositalmente esquecido, a proferir não só eternidades-nascedouros e cede ansiada, como, de igual infinita intensidade, a inferir a sublimidade em poderios majestáticos estruturados na mais esplendorosa magia humana, a sua despropria linguagem;
...se apercebe o amontoado, tudo, menos genérico, mesmo não sendo, agora, inseto, nem humano, apenas animal,
Que
Mantêm-se
em correnteza,
Metamorfose lavareda.
Nov 7, 2014
Nov 7, 2014 at 7:55 AM UTC
"Esboços de rostos duvidosos.
Levanta o mestre:
- O amor é excêntrico, faz-nos exasperar a loucura, e infiltra-se em meio a alma pura,
faz gostosuras a cada menção!
Não faço-me incréu frente ao amor.
Ele é fronstispício judicante de nossos erros.
E nem a própria sorte o pode interrogar.
O amor é cego? Faceta da mentira.
O amor é ver demais, é demasiada plenitude.
O amor é predador praticante de cada força,
e nem em quinhentas poesias bardas, em resmas, poderão o definir.
O amor é um requerimento mútuo,
que pode ser negado ou negar-se, renegar-se, resgatar-se.
Resguarda-o, que ele é obtentor da sua obstinação.
Por obséquio resguarde-o com temor,
faz do veneno, pudor, encorajador, amante selador.
Não o deixa obumbrar o teu bater.
Aja de boa fé perante o amor, não banze-o demais,
procurando até ofegar.
Deixe que venha, deixe chegar.
O amor é canurdo de desejo,
carpir e resistir não te emancipará.
Chulo!
Deixa o amor florescer, sem temer,
arremessar suas fraquezas.
É chorado mas é valido, é gotejado de estranhezas.
Um estrangeiro nobre no território do teu estofo e frágil coração.
Mas o amor também é vidraça,
se não o cuidas, o tempo passa,
e cada trinca é o mais ínfimo da solidão."
Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:39 PM UTC
Rascunhos eu faço e nem sei a razão,
Cintilar e canto de doce paixão,
Junto frases no horizonte da ilusão,
Pedaço de terra e solidão.
As palavras são as amas do amor,
Caminhadas com muito suor.
Pedras alheias, esbranquiçadas,
Palavras meigas, enfeitiçadas.
Nós temos um papel na mente,
Cansaço que não se sente.
Rascunhos da prosa , do mundo conhecido,
Parceiro de uma rota sem sentido.
Escrever com amor ao mundo,
Bater de leve no fundo.
A palavra é leve e tem pena,
Terra amiga, palavra amena.
Vic Alex
Apr 27, 2010
Apr 27, 2010 at 4:45 PM UTC
Thee Artiste Carvó's "Maggot O' Pus"
I open my fly
I beat
I close my eyes
And seep
Watch me now
To see the art
Thee art of a master-bater
I read your eyes
they show horror
They reflect Thee MasterPiece-of-Shit
Thee art of a master-bater
Thee art of Loghain Carvó
I open my lips and ****
For all these works are Thee Maggot O' Pus
*Original ('Magnum Opus') by: Thee Artist aka Logbrain Crappó
Reworked by: CrE aka Trollminator*
Dec 30, 2014
Dec 30, 2014 at 8:24 AM UTC
A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração.
Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil.
As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego?
Minha decepção só não é maior que a decepção que causei.
Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles.
Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley
Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada.
Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como?
O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera.
Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras.
Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco?
Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho.
Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
Aug 14, 2018
Aug 14, 2018 at 1:08 PM UTC
Meus caros, eu vi!
Quem sabe num sonho, ou talvez não fosse exatamente um sonho
Quem sabe as luzes estivessem baixas demais
E a escuridão que promove vultos, houvesse enegrecido minha mente
-Entorpecido por meus próprios pensamentos-
Ali estava, a visão atemporal da existência
Trafegando por aterradores espaços infinitos
A escuridão assombrava o devastado pântano das almas amaldiçoadas
ouvia-se os gritos daqueles que encontravam ali o fatal destino
Os mortos que estavam aprisionados ansiavam por companhia
Uma fumaça fétida pairava sobre as águas apodrecidas
Animais se decompunham retidos pela lama pegajosa
Vermes se proliferavam naquele ambiente hostil enquanto o atormentador zumbido de moscas preenchia o silêncio daquele lugar horrível
As criaturas mais horrendas e bestiais ali faziam sua morada
à espreita das desavisadas presas que por aquele caminho se perderam
Há um homem perdido em seus próprios passos
Ele caminha ao longo da estrada
Entre-a-vida-e-a-morte
Ele está vivo, mas nunca viveu
Como também está morto, sem de fato ter morrido
Anseia por luz, mas se perde na escuridão do pântano
O bater de asas dos abutres lhe contam que tudo é um sonho, mas também uma profecia
Abaixo da árvore da vida sete urubus mortos estão se decompondo
Não há quem possa devorar seus cadáveres apodrecidos
Uma formosa águia sobrevoa o pântano
Sete ratos tentam se esconder
Sete cobras tentam fugir
Mas a águia devora os sete ratos
E também devora as sete cobras
O homem se torna dois, e um terceiro que não é homem
Ambos deverão transitar pelo inferno
Arrastar-se pela terra infértil da morte
Um morrerá para si mesmo
E renascerá como a fênix mitológica
O outro morrerá eternamente
Consumido pela legião de sombras
Sua tristeza será incomensurável
E como se uma ira brotasse em seu âmago
E uma dor gigantesca consumisse todo o seu ser
Sem derramar uma lágrima
Mergulhará sua existência nas águas esquecidas do Lethe
Embora o primeiro igualmente experimentasse dor tamanha
Ele encontrará seu guia dentro de si mesmo
Pois o guia na escuridão é a luz
Na luz nenhuma escuridão prevalece
O terceiro é como se jamais existisse
Permanecendo no limbo do crepúsculo
Sem dormir ou acordar
Apodrecendo como os urubus mortos aos pés da árvore da vida
Sem jamais experimentar seus frutos
Os três se tornam um só novamente
Mas algo havia mudado
Já não poderia mais ser o mesmo
E como num súbito – abri meus olhos
Não poderia ter sido um sonho
Por mais que estivesse sonhando…
Meus caros, eu vi!
Dec 29, 2016
Dec 29, 2016 at 4:38 PM UTC
Esperar que o sono te leve para a cama,
Doce noite que nunca te engana,
Eu ouço os teus anseios, as tuas preocupações de acordar,
Novo dia sem a noite e o luar...
Ai que sinfonia que nunca canso de ouvir,
Bater do vento sem o sentir,
Olho para tudo e não vejo nada,
Mais sinto a natureza embriagada...
Noite,ai noite que tu escondes com mestria,
Em ti eu encontro paz e harmonia,
Me deleito com tanta serenidade,
Vales tanto para mim e para outros nada...
Os poetas contigo adormecem,
Ricos e pobres te recebem com satisfação,
Uns até te agradecem,
Outros dormem contigo e com sua solidão...
Mas tu noite amiga que pareces vadia,
Canta o mocho e que linda melodia.
Eu te venero com leveza e no leito eu sou simples sem hipocrisia...
Noite que sempre vem e faz tanta falta como o dia....
Victor Marques
Aug 31, 2018
Aug 31, 2018 at 5:32 PM UTC
Com a brisa a bater no rosto,
Por amor ou desgosto.
Saudade de carinho e afecto,
Sorriso inocente, inquieto.
Passarinhos com melodia de encantar,
Saudade do brilho do teu olhar.
Sentimento que eu quero embalar,
Nas ondas do céu quero estar...
Distância espiritual e também terrena,
Feita do cheiro da açucena.
Saudade da autêntica orvalhada,
Que eu cheiro de madrugada.
Mistura de sentimentos comprometidos,
Com o prazer de todos os sentidos.
Saudade quase me deixa sempre triste ,
Pois há Saudade quando o amor existe.
Parece que perdemos tudo sem querer,
Encontrando a alma quem quer saber.!
Saudade de tudo que na vida parece ser acaso ou desnorte ,
Dum destino feito vida, amor e sorte.
Jun 6, 2023
Jun 6, 2023 at 4:17 PM UTC
Tenho medo o tempo todo
Medo de salas de aula
Escritórios
De atravessar a rua
Bancos
De esperar o ônibus
Da rua escura, do beco
De ser passageira num carro que vai bater
Ou ver quem amo morrer
Tenho medo porque amo tudo descontroladamente
Amo até o ódio que cria em mim rebeldia
Que me faz desafiar os dias
Tenho medo do tempo
De te esperar na fila do cinema e você finalmente decidir que não é a mim que quer para ti
Apavoro só com o pensamento de voltar para casa com outra frustração
Eu não aguentaria, tenho medo de não aguentar
Tenho medo do abandono
Dos olhares
Até de altares
Que me lembram o medo de infância de que talvez houvesse um demônio em mim
Um medo neurótico, paralisante
Que nem por um instante
Me deixa refletir quem sou
Apr 14, 2017
Apr 14, 2017 at 9:13 PM UTC
O meu coração parou de bater,
Bem que eu queria que fosse verdade.
O meu coração parou de bater,
Bem, eu gritei de felicidade.
Eu não quis acordar na noite passada,
Nem nessa noite,
Eu não queria nada.
Sou um corpo vazio,
Perdi minha alma,
Estou morta no fim dessa estrada.
Feb 26, 2014
Feb 26, 2014 at 8:23 AM UTC
O que queres de mim,
Meu amor?
Se já tens meu coração,
Até minha vida já levou...
A saúde já se foi
Com os cigarros e garrafas no chão,
A dignidade também,
Me deito com um qualquer em busca da ilusão
Do seu amor.
O orgulho você levou,
Com minhas mensagens, lágrimas e até mesmo cartas,
Cheguei a bater na sua porta,
Sentei na sua sala,
Peguei uma navalha,
Cortei minha aorta,
Morri
Por dentro.
Por fora já estava morta,
Antes mesmo de você.
Jan 25, 2016
Jan 25, 2016 at 9:10 PM UTC
Sem sabermos bem o que é o destino,
Sem sabermos se é profano ou divino.
Parece ter ordem cósmica ou sobrenatural,
Destino que parece efémero e fatal.
Ninguém a ele pode escapar,
Nem dele se pode livrar.
Parece ser um dever cumprido,
Dum sonho passado, vivido.
O destino existe e nunca é conhecido,
Parece ser porto sem abrigo.
O homem nasce com tudo predestinado,
Seja no amor, na morte, no pecado.
Parece estar em sintonia com o Deus criador,
Um ser supremo feito de paz e amor.
Criaturas transcendentais repletas de luz,
Te enfeitiçam com o destino que seduz.
Destino da criança que chora sem razão,
Respiramos com a brisa a bater no coração.
Entusiasmo com o espelho da vidraça,
Destino que tudo conforta e abraça.
Victor Marques
Jul 21, 2022
Jul 21, 2022 at 5:41 PM UTC
No amanhecer e no anoitecer,
Rajadas que batem por bater ,
Sorriso de bem querer,
Flor que cresce por crescer.
Nas noites vive ao abandono,
Procurando dormir sem sono.
As ondas imensas cheias de espuma,
Flor bela no meio da bruma.
Não tens demagogia, só simplicidade,
Nasces num tempo sem idade,
O infinito Deus acolhe o completo e imaculado,
Flor dum campo nunca semeado.
Vives em harmonia com Deus criador,
Nos encantas com beleza e odor,
Cresces com frio e calor,
Símbolo do sagrado e do amor.
May 25, 2022
May 25, 2022 at 6:00 AM UTC
Encontrar sempre teu terno sorriso,
É tudo o que eu preciso.
Parece que Deus criador te fez vida e só amor.
Canto em Hino de louvor!
Possa eu viver sempre contigo ,
No Céu, na terra , no paraíso...
Deus com teu corpo e alma me abençoou ,
Da roseira a mais bela rosa brotou.
Me aconchego no teu carinho desmedido,
E com teu calor viva adormecido,
Amando tudo com teu porto de abrigo.
Mãe és tu minha Mãe suave com frio, calor, com a doce brisa...
Saudade das saudades a mais querida.!
Posso eu viver sempre no teu regaço,
Sendo doce beijo, apertado abraço.
Quantos filhos, filhas não têm amor de ninguém,
Vivem a vida com desdém!
Ousai amar sempre alguém,..
Deixai bater o vento que vêm por bem,
Pois bate devagarinho no rosto de minha Mãe.
Parece que dentro do teu ventre eu vou sempre viver,
Deitado nos teus braços quero adormecer.
De manhã acordar com a madrugada,
E morrer contigo de mão dada.
Mãe, amor
Apr 13, 2024
Apr 13, 2024 at 10:57 PM UTC
Com mais sangue nos nossos vasos,
Lábios cheios e rosados,
O coração quer bater mais forte,
Por destino ou sorte.
A voz tudo seduz,
Parace ser tudo luz.
Corrente sempre ligada,
Vida bela e apaixonada.
A distância um local incerto,
O amor está sempre perto.
Parece que existe música suave,
Sorriso que nunca acabe.
Os níveis altos de dopamina,
Te ajudam e tudo anima.
Se cria um desejo intenso,
Ao toque do amor e do vento.
Parece nascer flores nos caminhos ,
Ser se ave para fazer ninhos,
Borboletas no estômago amolecem,
Pétalas molhadas permanecem.
Queremos a felicidade de alguém,
Sem prejuízo do nosso bem.
Anseiar pela presença desenfreada,
Suspiro ao acordar com a madrugada.
Victor Marques
Jul 6, 2022
Jul 6, 2022 at 2:22 PM UTC
Picturing ourselves on the ground
Nowhere we can be be found
Oh, nothing can save us now
Como poderíamos salvar esse amor?
Sem dizer nada que poderia nos machucar
Nós desejamos saber o que estava acontecendo na mente um do outro
Sem nos bater em nossas próprias palavras
Picturing ourselves on the ground
Nowhere we can be found
Oh, nothing can save us now
Eu sempre pensei nas memórias que passamos
Com a nossa felicidade, construa como uma tenda
Mas você nunca pensou que estava chegando ao fim
Eu gostaria de ter recuperado essas palavras
Isso te machuca mais
Como poderíamos salvar este amor?
Sem dizer nada que poderia nos machucar
Picturing ourselves on the ground
Nowhere we can be found
Oh, nothing can save us now
Nov 8, 2018
Nov 8, 2018 at 3:58 PM UTC
se encontram no cruzamento
de uma grande encruzilhada
em cada canto uma paulada
refletida em cada rua
através uma mensagem crua
e nua
que no início não era tua
mas que ecoou na tua mente
até o tempo presente
e agora eu sei que tu sente
aquela sensação pendente
na tua mente
começou com uma frase
e depois veio a emoção
no fim do dia tu sabia
e sentia tudo aquilo que fingia
que não existia
e agora é tu ali
no meio daquelas ruas
gritando aos 4 cantos
se livrando dos teus mantos
chegou em outra encruzilhada
uma ainda não marcada
pelas vozes mascaradas
dentro dessa mente que ferve e emerge a todo tempo
guria, pega tuas palavras
e gruda elas nos ventos
que te cercam
eu sei que alguém vai ouvir
e sem tu precisar pedir
toda essa tua luta vai bater num grande espelho
e logo vai refletir
não te cala
grita
usa tua voz como tinta
e pinta
o tempo
porque mais tarde bate um vento
e aí pronto
ecoou de ti pra outro
Jun 18, 2018
Jun 18, 2018 at 8:16 PM UTC
Sou uma criança apaixonada!...
E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!...
Mas isolo-me, confortavelmente, na esfera do casulo.
Pronta a renascer,
Mas ainda enganada…
Sinto um amor!...
Que de tanto ser infantil,
Chega a ser puro!
(E talvez o deixemos assim, meu amor.)
Talvez nos encontremos apenas no ar.
Como dois passarinhos feridos,
Ainda ingenuamente atrapalhados,
Pelas asas que os guiam.
Apenas cruzando estas simples energias,
Em cada nuvem batente daquele tal céu ardente.
E onde nelas escalarei…
Até ao cimo do teu próprio inferno.
Onde nele, ainda te manténs refém.
Amarte-ei pela literatura,
Como tu tão bem me sabes amar…
(E quanto do nosso amor,
Será também feito poesia?)
Sou uma criança apaixonada!...
E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!...
E agora, pronta a renascer,
Bato, suavemente, as minhas asas…
Sinto um vento!...
Alegremente, espreito fora do casulo!...
E a brisa que corre e me leva,
Carrega em cada batida,
Só para mim,
A sustentável leveza do amor.
(E talvez o deixemos assim, meu amor.)
Talvez nos encontremos apenas no fogo.
Como duas belas fénixes,
Usando as suas próprias cinzas,
Para pintar a mais bela das telas.
Apenas cruzando os nossos caminhos,
Em cada folha queimada que paira
Sobre os nossos tristes olhares.
E onde nelas escalarei…
Até ao cimo do nosso paraíso distante,
Onde nele ainda me mantenho refém.
Amarte-ei pelo silêncio,
Como tu tão bem me sabes amar…
(E quanto do nosso amor,
Será também feito poesia?)
Sou uma criança apaixonada!...
E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!...
E aquelas frágeis asas que me bateram,
Criaram em mim uma bela metamorfose.
Onde na beleza do simples ser,
Encontramo-nos e fomos voando.
(E quanto do nosso amor,
Será também feito poesia?)
(Cada bater de asas da borboleta o dirá…)
Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 2:48 PM UTC