"bailemos" poems
Se ha vuelto llanto este dolor ahora
y es bueno que así sea.
Bailemos, amemos, Melibea.
Flor de este viento dulce que me tiene,
rama de mi congoja:
desátame, amor mío, hoja por hoja,
mécete aquí en mis sueños,
te arropo con mi sangre, ésta es tu cuna:
déjame que te bese una por una,
mujeres tú, mujer, coral de espuma.
Rosario, sí, Dolores cuando Andrea,
déjame que te llore y que te vea.
Me he vuelto llanto nada más ahora
y te arrullo, mujer, llora que llora.
903
Me has podrido la carne,
ya fétida y flácida, atada
a esta infértil existencia.
Sin rebeldía alguna
me someto a tu yugo.
Derramemos mi sangre
y bailemos sobre mis
lágrimas en el fango.
Asqueados de este ente,
aniquilemos mi esencia.
Dec 21, 2019
Dec 21, 2019 at 1:08 PM UTC
Cantando y bailando en una noche
Que de esperanzas llena esta
Unos contentos, otros tristes y otros embriagados, pero no sólo de alcohol sino, también de amor
En esa situación, me encuentro yo, porque al ver aquella princesa que siempre he amado, me embriagué de amor,
Acercándome le digo:
¿Me concede el deseo de bailar una pieza conmigo?
Que me haría un gran honor conocerte mientras bailemos, pero no solo con los pies ni con charla sino de corazón, porque para ser sincero usted es mi amor verdadero.
Jan 11, 2017
Jan 11, 2017 at 4:01 AM UTC
Peço desculpa pelos meus extremos.
Tenho tanta urgência em mim,
Tanto desespero,
Sei lá eu de quê.
Às vezes sinto-me sufocada dentro de mim mesma,
às vezes tenho duas mãos à volta do pescoço
e nem penso em me debater para as retirar.
Sempre fui um pouco masoquista, sempre consegui encontrar na
dor uma forma de a admirar.
São sensações que aparecem subitamente,
sinto o meu corpo a entrar numa agressiva combustão
que me arde em todo o lado e, logo depois, se esvanece
num grito calado.
E de repente,
Fico demasiado pequena
Para aguentar o calor da minha própria erupção.
E esta alma inquieta luta,
Protesta,
Escraviza-me,
Nem sequer me escuta,
Só arranha as paredes dentro de mim
À procura duma fenda por onde se escapar.
Mas porque me quer ela abandonar?!
Eu sei, e quero deixá-la ir!
Para a roda da fortuna que a veio seduzir, para o penhasco de onde
ela se quer mandar.
Sem sequer se questionar se terá uma rede por baixo que a vá
amparar.
Sempre fui assim, muita emoção e pouca razão.
Impulsiva, selvagem, bruta, desmedida,
em todos os assuntos que se relacionam com o coração.
“C(ALMA)”…grito-lhe de volta.
E afinal, ela ouve,
Mas não quer saber.
Às vezes dou por mim a chorar
Sem me aperceber de como comecei
E sem qualquer noção
De como irei parar.
Às vezes sinto a sua dor,
E choro com ela,
Enquanto ela me implora por uma última dança
Contigo.
Enquanto eu lhe imploro
Algo muito semelhante.
Algo que se assemelhe a um porto de abrigo.
MAS CALMA NA ALMA!
Dobra os extremos
Junta-os num ponto não tão distante.
E assim, bailemos,
Sem fazer do amor um bailado agoniante.
Pois só no meio termo é que se dança bem quando pretendes dançar com uma acompanhante.
Mar 7, 2022
Mar 7, 2022 at 4:51 PM UTC