"aflita" poems
Tenho me permitido às mágoas, os sonhos perdidos,
Quando, na garganta, sinto vaga embriaguez aflita,
Cuja glória extinta de um moribundo imita
Em insurreições e alternos sentidos já lidos
Como fere-me este desespero parido!
Explicito nesta consciência insistentemente maldita
A expressão, trêmula, ébria e inaudita
De meu materializado relato interrompido
Ah! Indefinida sombra que se enfeita
Por que teu escuro movimento me espreita,
Se minha aguça voz abate-se em calabouços?
Interrogo-me à esta paixão imperfeita:
Para onde vai minha alma tão desfeita?
E primitivamente, apenas o silêncio ouço
Jun 26, 2017
Jun 26, 2017 at 7:37 PM UTC
transpiro o medo
que em mim habita
se alastra
e me consome
faz frio
uma lágrima aflita
cai no tempo
e emana em mim
uma dor cruel
o sangue
procura uma saída
e
escorre ímpio
pela minha boca fria
procuro
paralisado no tempo
o que ainda resta desta vida
onde
nestas entranhas
jaz imóvel
o meu coração
e a vida é bela
Jun 12, 2015
Jun 12, 2015 at 5:35 AM UTC
Gira
O
Sol
Dos teus olhos
Brilha
Teu riso
Euforia
Aflita
Os nós em teus dedos te traem
Tu és meu dourado
Feixe de luz
Não deixe a cortina fechar
Jul 18, 2015
Jul 18, 2015 at 9:27 PM UTC