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"afinal" poems
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:03 PM UTC
Re
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Eu pintei-me de preto e vesti-me de ***** E colori em forma de arco-íris, o meu coração! Descansei os sapatos e assim com ar integro, Analisei todos os meus males, aqui atrás do Marão! Olhei o sol que estava lindo, assim como a luz do dia, E eu ali senti-me um milhafre perdido no raiar do céu, Despi-me de preconceitos e agarrei a luz que me alumia, Comecei a correr até ficar cansado, até perder o chapéu! Comecei a despir o ***** que trazia vestido e foi nu, Que comecei a procurar ao redor uma nova capa, Com cores coloridas com sorrisos tirados do baú! Não servia sorrir de novo, sorrisos fingidos á socapa! Jurei que iria sair do escuro, que trazia vestido, Comprometi-me com a alma, e entregar-me ao destino, Porque afinal, eu não tinha perdido, então porquê, o alarido! Seria por me despir, reflectir e sentir culpado e latino? Hoje não é dia de pensar assim, não é dia de fingir, Não é dia de mentir, nem é dia de ficar para ali a latir. Porque quem me pudesse ouvir, estaria ali não para me ouvir, Mas sim para fingir, que eu era o corvo, e tinha de partir! Quanto tempo durou o fingimento que te cativou? Porquê que eu nunca percebi que teria de sair! Não sei, nem posso deitar-me a adivinhar. Sei, acabou. Não tenho mais comigo razões para me prostituir! Como poderia eu ter sido ingrato, se tivesse visto, Que afinal tudo que vivi, até ali, nunca foi real e meu. Nunca fui afinal muito mais, que um pequeno imprevisto. Ingrato, não estou. Hoje eu sei, que afinal, estou ao léu! Sem qualquer compromisso no coração, e pode ser teu. Autor: António Benigno Dedicado do Romeiro para a Rameira.
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Sep 11, 2013
Sep 11, 2013 at 9:17 AM UTC
Ingratidão
Eu pintei-me de preto e vesti-me de ***** E colori em forma de arco-íris, o meu coração! Descansei os sapatos e assim com ar integro, Analisei todos os meus males, aqui atrás do Marão! Olhei o sol que estava lindo, assim como a luz do dia, E eu ali senti-me um milhafre perdido no raiar do céu, Despi-me de preconceitos e agarrei a luz que me alumia, Comecei a correr até ficar cansado, até perder o chapéu! Comecei a despir o ***** que trazia vestido e foi nu, Que comecei a procurar ao redor uma nova capa, Com cores coloridas com sorrisos tirados do baú! Não servia sorrir de novo, sorrisos fingidos á socapa! Jurei que iria sair do escuro, que trazia vestido, Comprometi-me com a alma, e entregar-me ao destino, Porque afinal, eu não tinha perdido, então porquê, o alarido! Seria por me despir, reflectir e sentir culpado e latino? Hoje não é dia de pensar assim, não é dia de fingir, Não é dia de mentir, nem é dia de ficar para ali a latir. Porque quem me pudesse ouvir, estaria ali não para me ouvir, Mas sim para fingir, que eu era o corvo, e tinha de partir! Quanto tempo durou o fingimento que te cativou? Porquê que eu nunca percebi que teria de sair! Não sei, nem posso deitar-me a adivinhar. Sei, acabou. Não tenho mais comigo razões para me prostituir! Como poderia eu ter sido ingrato, se tivesse visto, Que afinal tudo que vivi, até ali, nunca foi real e meu. Nunca fui afinal muito mais, que um pequeno imprevisto. Ingrato, não estou. Hoje eu sei, que afinal, estou ao léu! Sem qualquer compromisso no coração, e pode ser teu. Autor: António Benigno Dedicado do Romeiro para a Rameira.
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Choras os dias passados Tolo projeto de homem novo? Descanse seguro de que aquele que o olha Não vê o que se move em teus miolos. Vista tua casca grossa, raivosa Todos os dias Religiosamente E saia, por favor Saia. Com um fogo fátuo nos olhos, mire a si mesmo nos reflexos Mire os olhos dos outros Seduza-os Mas deixe-os Afinal quando fechas os teus Tudo o que vês são dias passados Poeira que lhe incita muito mais que espirros Calma, vista tua casca grossa Relaxa, canta. E volta pra casa Olha as estrelas A noite é só tua Respira Corre Chora Chora toda a tua crueldade E vista, amanhã, tua casca grossa. Raivosa.
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Sep 27, 2014
Sep 27, 2014 at 4:58 AM UTC
Caixa verde poeirenta
A vida é o jogo de emoções total, É jogo sem regras, sem costumes, Quando a temos, muito formal, São mediações de perfumes! Mas se eu não gosto afinal, Ou se eu amo meu amigo, Sentimento é ser informal Importante se o consigo! As misturas de regras são vagas, As vagas de sentir, são viver, E assim afinal, planar e dizer, Te amo ou odeio, faz cócegas! Sentimentos não são de dizer, Palavras, não sentem o que fazer, Carinhos, toques, gestos, são prazer! É assim, um cheiro a perfume natural, Sentimentos, são trocas de atenção, Quem nunca sentiu chegar no plural? Sentimentos, são energia no coração! E assim sempre vou mostrar meus sentimentos, sejam duros, suaves ou possantes! É isto a natureza informal de eu chegar, junto de todos aqueles que no fundo, eu considero! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.07.25.02.11
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:07 AM UTC
Sentimentos
Eu queria ser grande, queria ter sonhos e ter esperança! Eu queria ser grande, ter sonhos e sentir confiança! Eu queria acreditar que existe esperança! Eu queria acreditar que sonhos são uma lembrança! Pois, quando eu sonho, eu acredito que eu quero aquilo, Aquilo, com que sonho, afinal é o que eu quero! Então e como podem explicar-me que o sonho, morreu! Alguém pode acreditar fielmente no definitivo e no impossível! Alguém pode dizer que não choverá nunca mais? Ou poderá afirmar, que o sol jamais se esconderá. Eu não acredito que eu sou um ser mau, E eu acredito que sou realmente feliz! Acredito que a minha felicidade depende dos meus amigos, Aqueles amigos que me são amigos! Não preciso que as pessoas finjam que a minha vida interessa, E não mereço ter pessoas dessas, a perturbar os meus sonhos! Sou suficientemente generoso, para com as pessoas que me são queridas! Porque elas só são a minha vida, porque eu necessito do seu carinho! Afinal de contas, ser amigo é ser prestável, disponível, Não basta dizer: - Eu sou o teu amigo! Hoje percebo que sonhos são por vezes lições, Sonhos são dádivas na escola da vida! Sonhos são os auxiliares de memória necessários, Para sobreviver neste mudo podre! Neste antro medonho de abutres! Mas amigos, eu sou feliz, no nosso oásis, Porque a vossa amizade alimenta os meus receios! Obrigado Autor: António Benigno Código de autor: 2012.02.12.01.04
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Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 2:00 PM UTC
Eu um dia queria ser grande!
Todas as cartas de amor são - Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem - Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras - Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser - Ridículas. Mas, afinal, - Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor - É que são - Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia - Sem dar por isso Cartas de amor - Ridículas. A verdade é que hoje - As minhas memórias Dessas cartas de amor - É que são Ridículas. *(Todas as palavras esdrúxulas - Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente - Ridículas.)* Fernando Pessoa
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May 31, 2015
May 31, 2015 at 10:02 AM UTC
Cartas de Amor
Mãe Já corri mundo, tudo Deus me deu, Já tive amor, nenhum como o teu. Já vi mares com branca espuma, Mas Mãe é só uma…! O teu espírito sofredor, Vaso do teu amor, Tuas palavras sempre meigas e doces, Eterna sempre fosses… Penso sempre em ti, Falarei sempre com coração, As estrelas um dia te dirão, Que as rosas que eu já vi, Não existem simplesmente afinal, Mãe minha sem igual. Victor Marques
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May 30, 2011
May 30, 2011 at 4:57 AM UTC
Mãe
Cordas soltas de uma língua, sedenta de sabor de saliva, Cordas das amarraras verdes, do barco que eu navego, Os serões de cordas amordaçando, uma vida decisiva, Perderam-se entre os ramos do futuro, que eu pego! Vejo-te pegar nas cordas da minha vida, que me orientam, Não és fútil ao pensar que elas não funcionem como marioneta, Dás-me alento, e o teu toque equilibrado, meus ideais afinam, O teu jeito de combinar os gestos, não são de uma paixoneta! O calor do carinho que me dás, é transpiração de amor na cama, O amor dos teus dias, são raios de vida, que regeneram meus desafios, Uma palavra tua, um carinho teu, é como água que sacia minha fama, O teu olhar atento, sob meus anseios, são como metais halogéneos! És a corrosão para os ferrugentos jumentos, instalados em galhardia, Cuidas-me do meu ser como do teu, e de minha vida, dando-lhe liberdade! Contigo a transpiração do meu caminho, não me assusta nem me é fantasia, É real, tu és bela e tornaste-me magnificamente de bem, com a verdade! Sentir-te respirar confortavelmente, é o meu maior objectivo, Verificar cuidadosamente cada poro teu e senti-lhe o cheiro a vida, Conduzir os meus sonhos no teu carro da felicidade, é agressivo, Metas são fins, nosso destino é conduzido por longa vida dividida! E assim, revelo ao mundo, o teu nome, maravilhoso ser de mulher fatal, O teu constante conforto, com que deliro, é agora muito e meu afinal! Patrícia os meus sonhos e os teus, são agora o meu diário mundial! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.03.02.14
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:04 AM UTC
As cordas estão em sintonia
Cordas soltas de uma língua, sedenta de sabor de saliva, Cordas das amarraras verdes, do barco que eu navego, Os serões de cordas amordaçando, uma vida decisiva, Perderam-se entre os ramos do futuro, que eu pego! Vejo-te pegar nas cordas da minha vida, que me orientam, Não és fútil ao pensar que elas não funcionem como marioneta, Dás-me alento, e o teu toque equilibrado, meus ideais afinam, O teu jeito de combinar os gestos, não são de uma paixoneta! O calor do carinho que me dás, é transpiração de amor na cama, O amor dos teus dias, são raios de vida, que regeneram meus desafios, Uma palavra tua, um carinho teu, é como água que sacia minha fama, O teu olhar atento, sob meus anseios, são como metais halogéneos! És a corrosão para os ferrugentos jumentos, instalados em galhardia, Cuidas-me do meu ser como do teu, e de minha vida, dando-lhe liberdade! Contigo a transpiração do meu caminho, não me assusta nem me é fantasia, É real, tu és bela e tornaste-me magnificamente de bem, com a verdade! Sentir-te respirar confortavelmente, é o meu maior objectivo, Verificar cuidadosamente cada poro teu e senti-lhe o cheiro a vida, Conduzir os meus sonhos no teu carro da felicidade, é agressivo, Metas são fins, nosso destino é conduzido por longa vida dividida! E assim, revelo ao mundo, o teu nome, maravilhoso ser de mulher fatal, O teu constante conforto, com que deliro, é agora muito e meu afinal! Patrícia os meus sonhos e os teus, são agora o meu diário mundial! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.03.02.14
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Olhei o exterior, a descoberto, no costume dos dias, Olhar de lince, penetrou perante os espetros ocultos, Tudo aquilo que se via, imaginava real, o que fazias, E porque o era, nada mudava afinal nesses vultos! Sem medos, nem costumes delirantes, tudo era normal, As sombras não se escondiam nas penumbras do dia, Nem o sol deixou de brilhar no pleno dia que eu vivia, Acordar de criança, desejoso de o ser, como água termal! Perdeu-se o tempo, constrangido com riscos e desafios, Falava-se de tudo e para todos, sem nosso silêncio crismal, Aquelas vestes de antigamente, tribunal, hoje é ponto final! E a realização dos sonhos são isso, desafios lógicos e sentimentos, Delira o corpo, com o satisfazer da mente, coisas duradouras e belas, Se cresce desejo, se sonho quando te vejo e aprecio teus encantos, Solto-me no ar, voando e planando, pelas nossas vestes, paralelas! E longe te aperto aqui, mundo que conheci, seguro no bolso, Seu fecho de saco impermeável e por demais, mais durável, Aquece-me o presente, com sonhos para futuro, sustentável, E, teus sonhos, meus, minha, vida tua é sem troca ou reembolso! Autor: António Benigno Código de Autor: 2013.10.02.02.26
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Oct 2, 2013
Oct 2, 2013 at 6:53 AM UTC
Que tão bonito jeito de olhar
Sinto que eu posso pegar na viagem e levar comigo, Porque ela fica sempre junto de minhas recordações, Os teus olhos de lince fulminaram minhas emoções, Tua paciente espera preencheu meus espaços contigo! Acreditaste nas lágrimas quando quase desesperaste, Por aqui, o vazio era cada vez mais imenso e gaguejante, Também eu chorei que aparecesses e tu, meu amor vieste Foi longa a ilustre espera, mas eis que um dia tu apareceste! O que eu previa nos contos de fados era apenas fantasia, Escrita em livros como cativação de atenção da mordomia, De corações que como o meu e teu, viviam sem demasia, E hoje a quantidade que não cabia se descobriu anatomia! As nossas funções vitais estão em alerta e tão receptivas, Funcionam como correntes do mar que dão e recebem vida, O ar que inspiramos, traz e leva a galhardia, sem a dúvida, Porque hoje o sonho que era o nosso são mais perspectivas! As perspectivas se dissipem e surjam aquelas coisas alusivas, Ao que nos livros é tão igual afinal ao interior destes corações, Meu e teu, é tão nosso, como odor que se uniu nessas emoções, Descobri simples complexos e minha viaje, que tu sempre vivas! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.07.02.15
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:03 AM UTC
Hoje peguei na viagem
Eu seria sínico se dissesse que estava tudo bem! Pois é nada esta bem, eu não estou bem, E dificilmente poderia nesta altura dizer o contrário. Mas é isto, a loucura do incrivelmente desolado. Desolado mas não acabado! E o que agora é assim eu sei que posso mudar! Hora ai está! Vou respirar fundo e UPS … Acordei, afinal estou num sonho concreto, Deixei esse medonho pesadelo muito profundo, Tão fundo que já nem o vejo, já nem sou capaz, De juntar dinheiro, pegar no carro, enche-lo de gasóleo, E perder este meu tempo precioso, par ir visitá-lo! Ganhei! Ganhei uma vida nova, sem compromissos válidos! Enfim! Eu sou livre! Mas eu sou quem ganha com isso, Afinal eu posso fazer o que eu quiser! Ihihih…. Eu deixei de ter que agradar seja a quem for. Ótima ideia esta. Vida eu estou aqui! Autor: António Benigno Código de autor: 2012.02.12.01.02
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Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 1:56 PM UTC
Como me encontrei
Marinheiro, marinheiro Você  perdeu sua âncora Você perdeu seu atlas Marinheiro, marinheiro Você matou seus companheiros E não há lugar em terra para você Marinheiro, marinheiro Te disseram para nunca mais voltar Te mandaram parar de respirar Marinheiro, marinheiro E toda dor que você sentiu? Você perdeu seu coração? Marinheiro, marinheiro Eles te odeiam Você é a própria morte, dizem eles Marinheiro, marinheiro O alfaiate e o jovem da meia-noite estão em paz? Seus fantasmas ainda o perseguem? Marinheiro, marinheiro Você perdeu o receio daquele barco? O velho barco quebrado  que é você Marinheiro, marinheiro Você sentiu o cheiro de casa? Seus companheiros estão em terra Marinheiro, marinheiro Como você navega pelo desfiladeiro? Como você luta com o desespero? Marinheiro, marinheiro Eu achei sua âncora e seu atlas Mas eles pertencem a outro senhor Marinheiro, marinheiro Você desistiu do seu destino? Você abandonou sua tripulação Marinheiro, marinheiro Onde será seu enterro? Porque você está morto afinal Marinheiro, marinheiro Se eu disser que te odeio Pois você abandonou sua tripulação? Marinheiro, marinheiro Você me responderia Se eu dissesse que te odeio? Marinheiro, marinheiro Se você está morto afinal Porque eu sou um fantasma? Marinheiro, marinheiro Onde seu coração está? Porque eu não quero mais sofrer Marinheiro, marinheiro Quem é você afinal? Porque eu sou um espectro de quem você foi Marinheiro, marinheiro Se eu matar meus companheiros E abandonar a tripulação Marinheiro, marinheiro Eu vou ser livre do desespero? A escuridão vai me abandonar? Marinheiro, marinheiro Por que eu sou tão triste Se sou um fantasma solitário? Marinheiro, marinheiro Eles dizem que você é o pior Aquele que nunca deveria ter existido Marinheiro, marinheiro O que isso diz sobre mim? Se você, afinal, não tivesse nascido Como eu poderia estar aqui? Marinheiro, marinheiro Se você recuperar sua âncora e seu atlas Se você recuperar sua tripulação Você me aceita? Marinheiro, marinheiro Se você estiver vivo afinal Você me empresta seu nome? Porque eu estou cansado de sofrer Marinheiro, marinheiro Se eu for seu herdeiro Você me deixa navegar naquele velho barco? Marinheiro, marinheiro Você me deixa ser a própria morte? Porque eu não quero mais sofrer. Marinheiro, marinheiro Você permite que eu seja apenas um fantasma Vagando sem rumo pela escuridão? Marinheiro, marinheiro Você permite que eu me mate Para não fazer mais ninguém sofrer? Marinheiro, marinheiro Por que tudo mudou? Era mais fácil quando todos éramos sonhadores Marinheiro, marinheiro Eu quero ser novamente um marinheiro Para que eu sinta o cheiro de casa Marinheiro, marinheiro Se eu não sou mais marinheiro Eu posso abandonar o barco? Marinheiro, marinheiro Eu quero abraçar o mar Marinheiro, marinheiro Eu quero sangrar com o mar. Marinheiro, marinheiro Eu quero entender por inteiro Por que eu deixei de ser marinheiro Marinheiro marinheiro Eu vou virar seu companheiro Vamos estar mortos afinal.
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Dec 3, 2016
Dec 3, 2016 at 6:39 PM UTC
Marinheiro, marinheiro
Marinheiro, marinheiro Você  perdeu sua âncora Você perdeu seu atlas Marinheiro, marinheiro Você matou seus companheiros E não há lugar em terra para você Marinheiro, marinheiro Te disseram para nunca mais voltar Te mandaram parar de respirar Marinheiro, marinheiro E toda dor que você sentiu? Você perdeu seu coração? Marinheiro, marinheiro Eles te odeiam Você é a própria morte, dizem eles Marinheiro, marinheiro O alfaiate e o jovem da meia-noite estão em paz? Seus fantasmas ainda o perseguem? Marinheiro, marinheiro Você perdeu o receio daquele barco? O velho barco quebrado  que é você Marinheiro, marinheiro Você sentiu o cheiro de casa? Seus companheiros estão em terra Marinheiro, marinheiro Como você navega pelo desfiladeiro? Como você luta com o desespero? Marinheiro, marinheiro Eu achei sua âncora e seu atlas Mas eles pertencem a outro senhor Marinheiro, marinheiro Você desistiu do seu destino? Você abandonou sua tripulação Marinheiro, marinheiro Onde será seu enterro? Porque você está morto afinal Marinheiro, marinheiro Se eu disser que te odeio Pois você abandonou sua tripulação? Marinheiro, marinheiro Você me responderia Se eu dissesse que te odeio? Marinheiro, marinheiro Se você está morto afinal Porque eu sou um fantasma? Marinheiro, marinheiro Onde seu coração está? Porque eu não quero mais sofrer Marinheiro, marinheiro Quem é você afinal? Porque eu sou um espectro de quem você foi Marinheiro, marinheiro Se eu matar meus companheiros E abandonar a tripulação Marinheiro, marinheiro Eu vou ser livre do desespero? A escuridão vai me abandonar? Marinheiro, marinheiro Por que eu sou tão triste Se sou um fantasma solitário? Marinheiro, marinheiro Eles dizem que você é o pior Aquele que nunca deveria ter existido Marinheiro, marinheiro O que isso diz sobre mim? Se você, afinal, não tivesse nascido Como eu poderia estar aqui? Marinheiro, marinheiro Se você recuperar sua âncora e seu atlas Se você recuperar sua tripulação Você me aceita? Marinheiro, marinheiro Se você estiver vivo afinal Você me empresta seu nome? Porque eu estou cansado de sofrer Marinheiro, marinheiro Se eu for seu herdeiro Você me deixa navegar naquele velho barco? Marinheiro, marinheiro Você me deixa ser a própria morte? Porque eu não quero mais sofrer. Marinheiro, marinheiro Você permite que eu seja apenas um fantasma Vagando sem rumo pela escuridão? Marinheiro, marinheiro Você permite que eu me mate Para não fazer mais ninguém sofrer? Marinheiro, marinheiro Por que tudo mudou? Era mais fácil quando todos éramos sonhadores Marinheiro, marinheiro Eu quero ser novamente um marinheiro Para que eu sinta o cheiro de casa Marinheiro, marinheiro Se eu não sou mais marinheiro Eu posso abandonar o barco? Marinheiro, marinheiro Eu quero abraçar o mar Marinheiro, marinheiro Eu quero sangrar com o mar. Marinheiro, marinheiro Eu quero entender por inteiro Por que eu deixei de ser marinheiro Marinheiro marinheiro Eu vou virar seu companheiro Vamos estar mortos afinal.
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as luzes e os sons da cidade que nessa penumbra são meus fantasmas atraem os sentidos da racionalidade e repelem o instinto de minha consciência o melhor dos meus acidentes e minha doença a incurável, que me faz trabalhar a todo tempo e que me faz saber o que só eu sei; todos os bons rapazes de barbas feitas com argumentos irrefutáveis e namoradas invejáveis têm olhos tão bons quanto os de minha rola eu sou falso, não me atrevo a debater pois, afinal, por que lhes dar meu tempo? eu o faria com algumas poucas pessoas apenas as que me pudessem compreender como as principais moças de meu inconsciente; mas até que alguém assim me encontre sigo caminhando sozinho no início de noite tentando compreender o que é isso e qual a importância de tudo que me circunscreve enquanto sei que nada importa andando a passos lentos fazendo o que calho de fazer encarando minha sombra recém criada pela lua hasteada no céu de piche sentindo o orvalho beijar minhas canelas enquanto espero que alguém jamais se importe comigo.
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May 24, 2014
May 24, 2014 at 7:11 PM UTC
Sereo, eu ser
Marinheiro, marinheiro Você sente o cheiro? A morte chegou afinal Marinheiro, marinheiro Você sente o medo? Seus companheiros se foram afinal Marinheiro, marinheiro Você sente o peso? A escuridão abraçou você afinal Marinheiro, marinheiro Você sente o desespero? Você quebrou afinal Marinheiro, marinheiro Você sente a floresta? Foi lá que você morreu Marinheiro, marinheiro Você sente o mar? É onde você nunca mais irá Marinheiro, marinheiro Se você é a própria morte Por que você está morto afinal?
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Dec 3, 2016
Dec 3, 2016 at 5:52 PM UTC
Marinheiro, marinheiro, você sente?
O tempo passa, A idade pesa. No chão do quarto, Encerro outra conversa. Eu olho a janela, O céu lá fora. Me sinto tão distante agora. Faltam os falsos amigos, Os verdadeiros também. Mas hoje não vou dormir. Em uma colcha de falsos parabéns. Amadureço mais que meus 20 anos, E a dor que isso causa, Me lembra que sou humano. São só 20 anos afinal, Será que viverei até os 90 pra assistir um recital? Aos 10, fui pureza. Aos 15 paixão. Hoje misturo beleza com coração. 20 aos 20, eu sobrevivo. Trago mais um cigarro ou respiro?
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Jun 20, 2014
Jun 20, 2014 at 8:56 AM UTC
20 aos 20
Eu me encho de afeto, Não me canso! Bato na tua porta, Ao relento. O que a dor afinal, Quer de mim? Se for pra sofrer, Deixe whisky com gelo Pra mim.
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Aug 24, 2014
Aug 24, 2014 at 9:53 PM UTC
Untitled
Nas palavras da mulher que viveu em 1910 Os "anos 80" eram 1880 E suas reclamações da nova Rússia eram tão atuais quanto as nossas Em meio a semi ditadura e intolerância política e religiosa Eu, que quase achei que estávamos progredindo e crescendo Esqueci que esse é o maior defeito dos seres humanos, o esquecimento Esquecer que isso tudo já aconteceu E vai acontecer de novo e de novo Mesmo eu, assim, maldizendo. Talvez uma ou outra coisa melhore Como disse um conhecido certa vez Mesmo que o mundo se afogue No consumismo, e exploda de vez Em puro esquecimento Afinal, você não pensa? Sim, sobre isso mesmo Sobre o sentido de tudo isso Em meio a minha juventude nunca entendi a complexidade desse pensamento Hoje, perdida entre sentimentos, compreendo Não é sobre o sentido da vida Mas sim de tudo do mundo Afinal o ser humano gosta de se ver como uma dádiva, uma criação Mas não pára para pensar na simples ocasião De ser fruto de um erro de equação
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Apr 26, 2019
Apr 26, 2019 at 7:06 PM UTC
Ouroboros
A meus pais com todo o meu amor .... Sentado olho para o lume aceso que me aquece, Dou graças por tudo que me enobrece, Amigos que tenho em meu coração, Pedaços de folhas e solidão … Por meus pais eu tenho uma gratidão infinita, Olho para o céu e tudo me parece divinal, Pois quem sou eu afinal… Pensamento sublime de quem com amor se dignifica. Sem nascimento eu não escreveria com alma pura sem demagogia, Sou feito das gentes e do seu amor que me vicia, Sobre rochas de granito e xisto misturados, Escrevo com a franqueza de meus antepassados. Porque nascendo e vivendo em constante sintonia, Me rejubilo com o sol ao meio dia, Com a noite me aconchego em quentes mantos, Perdido em sonhos e pensamentos. Victor Marques
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Nov 27, 2017
Nov 27, 2017 at 1:43 PM UTC
A meus pais ...
Se estamos aqui afinal Por que não terminamos com tudo no final? Se estamos em busca sempre de algo Por que nos preocupamos com hábitos? Se estamos a deriva no mar Por que continuar a velejar? Se estamos soltos no Universo Por que nos prendemos ao certo? Se estamos a rimar Por que continuar?
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Jun 30, 2017
Jun 30, 2017 at 4:40 PM UTC
Se estamos a rimar, por que continuar?
Emoção de um sentir feito de bem, Que se tem por o mundo, ou por alguém, Carinho e afeto um pouco misturados, Pode ser altruísta, platónico e maternal, O que é o amor afinal? Amarmos os nossos anseios e sonhos, Com o que temos e somos. Ligação das mais inexplicáveis sensações, Cupido que adorna nossos corações. Sentimento com paixão e desejo, Amor com abraço, com beijo. Objetos simbolizando ligação espiritual,                                         Amor sem ou com fundamento legal, Julieta e Romeu com amor proibido, Fruto do calor, da química e do sentido. O amor tudo ama e até a vida fortalece, O destino de amar  o frio que aquece. O que é o amor sem sentimentos e  alegria, É um penar constante de noite e dia. Victor Marques
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Jun 1, 2022
Jun 1, 2022 at 1:54 PM UTC
O que é o amor
Com amor, por amor, por ti. Bendito Outono que te trouxe quando as folhas apodrecem, As vinhas parecem flores do mais desprovido Jardim, As noites ficam maiores e muito escurecem, Eu perdido no silêncio do teu olhar sem fim... Com amor por ti e também por mim eu vivo, Pois meu amor mesmo acordado sonho contigo! No horizonte do meu mundo existencial, No céu, no paraíso, na vida afinal, O encanto de ser amado me rejuvenesce, Calor de quem te ama e merece. ! As estrelas sempre neste mundo brilharam, Eu junto rosas com amor e gratidão! Te ter é para mim o melhor presente, Te amar hoje amanhã e sempre. Com amor por ti eu me deito, Por amor a ti e a nosso leito... Quando se agradece o amor, ele se enaltece, Pois meu amor por ti permanece. As ondas do mar sempre te dirão, Que te amo do fundo do coração... Com amor, por amor, por ti minha querida, Amo te para toda a vida. Com amor, por amor, por ti... Victor Marques
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Oct 18, 2017
Oct 18, 2017 at 12:31 PM UTC
Com amor, por amor, por ti
Acontece o tempo todo. Sinto meu estômago embrulhar como alguém que acaba de sair de uma montanha russa, e isso é uma analogia perfeita já que vou de total satisfação à vazio completo em três tragadas num cigarro ou menos. Não importa com quem ou onde eu esteja, é hora de trocar de música, fixar o olhar no nada para tentar sacudir o vazio pesado que repousa sobre meu peito, como se tivesse me engolindo, mas de dentro para fora. Logo me sinto vulnerável, como se tivesse uma ferida aberta e necrosada no meu âmago e todos pudessem ver através de mim, como se meus olhos contassem meus segredos, as vontades que tive e tenho de me atirar em frente a um ônibus em movimento, então volto a mim geralmente com a pergunta de alguém que gosto questionando se está tudo bem, digo que sim, que estou com sono, cansada, o que não deixa de ser verdade, eu realmente estou cansada. Eu sempre sinto que preciso ir embora, afinal. Mesmo estando em minha casa quero ir embora, para onde?! Desconheço lugar no mundo e na história que me faria sentir em casa. Desconheço o abraço que me faria sentir que pertenço, ou que me querem ali. Então digo que estou atrasada, que sinto muito, que cancelo os planos, que estou doente, que tenho que estudar, peço licença e me retiro, volto pro conforto de estar triste e sozinha, sem precisar esconder o olhar vazio encarando o vazio, e esse é o melhor que posso fazer.
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Apr 2, 2017
Apr 2, 2017 at 5:53 PM UTC
Âmago
Nós somente vivemos sem nos aperceber, Que temos vida depois de morrer. A morte faz parte da caminhada, A morte afinal não é nada... Existe uma continuidade na nossa história, Ficando no mundo a derrota,  a vitória. Eu continuo eu, Sem prejuízo do que é meu. A morte nunca é nada comparada com o que tenho vivido, Ressuscito com amor tudo que me amou com serenidade e sentido. Nossa consciência permanente e inalterada, Com a morte uma possibilidade à vida será dada. Algo me faz acreditar que viverei eternamente, Feito futuro, passado, presente. A morte é apenas uma transformação, Uma passagem para outra dimensão. Nesta vida haja esperança, espiritualidade, Misturada de amor pela humanidade. Com  amor, verdade,  feito espírito da luz, Me elevarei ao Céu  com Deus,  com Jesus. Victor Marques
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May 10, 2023
May 10, 2023 at 4:17 PM UTC
Vida depois da morte
sinto frio frio dos teus dedos que percorrem o meu ser calor suspiro esmagas-me o corpo como folha entre as páginas de um livro sinto o suor escorrer do teu peito instantes acordo afinal sou feliz
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Feb 1, 2015
Feb 1, 2015 at 1:44 PM UTC
Imaginação
O ar, Anda pesado. É o fogo? Não! Meus passos não são leves, E não é meu sapato. Não é meu andado... Não é  o caminho! Não! Eu ando, E ando, E rodo, E me pego de volta ao mesmo ponto. Eu respiro fundo, Mas não absorvo o ar. Eu nunca imaginei, Que ia doer respirar. E o que não doi, nesses últimos dias? O que não se transformou em agonia? O que se manteve afinal? São perguntas vagas, Pra uma vida vaga. Só me resta respirar...
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Oct 27, 2017
Oct 27, 2017 at 12:27 PM UTC
Respirar...