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"acordar" poems
Comboio do Destino Não sei que fogo me aquece, Não sei que chama me alumia, Sinto que algo me fortalece, Esperança de algo que perdia. Num comboio bastante maltratado, Sinto um sentimento forte, Viajo um presente já passado, Destino ou minha sorte. O comboio começa a andar, Nem vai depressa, nem devagar, Colinas verdejantes, belas paisagens, Para trás ternas imagens. Palavas com cisnes eu te vi, A sonhar eu adormeci. No comboio do destino estou sem demora, Vou acordar com a brancura da aurora. Victor Marques
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Apr 23, 2012
Apr 23, 2012 at 9:33 AM UTC
Comboio do Destino
Tempo perdido no tempo Quando me lembro do tempo, Fico preso no esquecimento, O tempo deixa no entanto, Alegria ou tempo de lamento. O tempo indeterminado, Tempo presente, futuro, passado. Tempo que ousadamente esqueci, Tempo do que sou e vivi. Tempo que penar é coisa mística, Pedreiro sem pedra não é artista. O tempo intemporal de um ser, Acordar com o amanhecer. Fogueiras de um tempo que parecem apagadas, Tempo de janelas abertas e fechadas. Tempo que parece um ficheiro encerrado, Incondicional amor bem-amado. Victor Marques
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Oct 30, 2013
Oct 30, 2013 at 3:07 AM UTC
Tempo perdido no tempo
Salpicar o teu rosto com farinha, enquanto preparassemos juntos o teu bolo favorito Dar-te os beijos que me apetecesse, com os olhos, sempre que estivesses distraido a apreciar o "flowering tea", que te desse a escolher Sentar-me no teu colo e ver-te desenhar Fazer de ti a manta que me aconchega, entrelaçar os meus dedos nos teus e ver um filme até adormecer Levar-te o pequeno almoço à cama e acordar-te com um beijo de bom dia. Ser... a única a conseguir te arrancar aquele sorriso nos piores momentos... a bateria desenfreada a bater dentro do teu peito... a tua melhor amiga... quem faz valer cada acordar teu. Que fosses a excepção que acreditei que eras, o porto seguro por quem vale a pena esperar para partilhar a vida. Por ti... por nós... mudei, ignorei medos e arrisquei... Não deste valor... desacreditei.
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Feb 27, 2017
Feb 27, 2017 at 5:03 PM UTC
Era isto ∞
Triste e sem caminho, assim ela pensava. Cansada de acordar todos os dias e ter aquela mesma sensação. Porra, eu já fiz isso! Todos os dias, toda hora, a mesma coisa. As pessoas não ligavam para isso, todo mundo sempre acha que o seu problema é maior do que o do outro. Mas no final, o problema de todo mundo é maior que o outro. É um ciclo repetitivo sem fim. Um ciclo de merda infinito. Assim era a vida dessa menina. Ela realmente estava perdida. Ou, achava que estava perdida. Nossa cabeça as vezes, ou sempre, nos faz prisioneiros de nós mesmos. Nós usamos, involuntariamente, nossos erros e medos contra nós mesmos. Onde ela estava com a cabeça? Eu quero ser assim, pensava ela... Pobre menina. Por que as pessoas acham "bonito" ter problemas emocionais, vidas dramáticas, coisas trágicas e o caralho a quatro de problema? Talvez a gente só queira ter uma aventura na vida, mas as vezes nós não lembramos, que a vida não é um filme, e que o final não vai ser feliz como sempre, ou que nós podemos evitar tal coisa, imaginamos sempre que sera aquela tragedia clichê tipo um Christiane f e no final tudo vai ficar bem. Não fica tudo bem. A nossa juventude está perdida. Realmente. Eu faço parte dessa geração. Nós temos vários tipos de pessoas, grupos sociais, gostos variados, culturas diferentes. Mas em uma coisa nós somos iguais. Nós sofremos. E isso meu amigo, não é brincadeira. Hoje em dia, não temos mais aquela amizade com as pessoas igual era 40 anos atrás, hoje em dia ta tudo muito superficial, muito mentiroso, muita encenação. O ser humano está perdendo cada vez mais a sua compaixão, a sua criatividade e a sua liberdade de se expressar. A nossa população está completamente alienada a coisas negativas e coisas que não levam a nada. Estamos perdidos. E eu, sou só mais uma, perdida. Mas em meus problemas, que eu não sei resolver.
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Nov 24, 2013
Nov 24, 2013 at 10:26 AM UTC
Perdida
Triste e sem caminho, assim ela pensava. Cansada de acordar todos os dias e ter aquela mesma sensação. Porra, eu já fiz isso! Todos os dias, toda hora, a mesma coisa. As pessoas não ligavam para isso, todo mundo sempre acha que o seu problema é maior do que o do outro. Mas no final, o problema de todo mundo é maior que o outro. É um ciclo repetitivo sem fim. Um ciclo de merda infinito. Assim era a vida dessa menina. Ela realmente estava perdida. Ou, achava que estava perdida. Nossa cabeça as vezes, ou sempre, nos faz prisioneiros de nós mesmos. Nós usamos, involuntariamente, nossos erros e medos contra nós mesmos. Onde ela estava com a cabeça? Eu quero ser assim, pensava ela... Pobre menina. Por que as pessoas acham "bonito" ter problemas emocionais, vidas dramáticas, coisas trágicas e o caralho a quatro de problema? Talvez a gente só queira ter uma aventura na vida, mas as vezes nós não lembramos, que a vida não é um filme, e que o final não vai ser feliz como sempre, ou que nós podemos evitar tal coisa, imaginamos sempre que sera aquela tragedia clichê tipo um Christiane f e no final tudo vai ficar bem. Não fica tudo bem. A nossa juventude está perdida. Realmente. Eu faço parte dessa geração. Nós temos vários tipos de pessoas, grupos sociais, gostos variados, culturas diferentes. Mas em uma coisa nós somos iguais. Nós sofremos. E isso meu amigo, não é brincadeira. Hoje em dia, não temos mais aquela amizade com as pessoas igual era 40 anos atrás, hoje em dia ta tudo muito superficial, muito mentiroso, muita encenação. O ser humano está perdendo cada vez mais a sua compaixão, a sua criatividade e a sua liberdade de se expressar. A nossa população está completamente alienada a coisas negativas e coisas que não levam a nada. Estamos perdidos. E eu, sou só mais uma, perdida. Mas em meus problemas, que eu não sei resolver.
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Acordar Na noite adormeço os sonhos do dia, No travesseiro repouso poesia. As estrelas brilham no firmamento, Eu acordo a cada momento. Podemos ter sonhos inacabados, Segredos bem guardados. Silencio magistral para o corpo e nossa mente, Acordar novamente… Os que acordam em camas de ninguém, Felizes sem nada acordam também. A natureza com suas rolas a cantar, Quatro da manhã toca a despertar. O Silencio da noite santifica, O Sono te acolhe e dignifica. Nas estradas do mundo ao luar, Eu me sentei para acordar. Victor Marques
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Jun 18, 2012
Jun 18, 2012 at 11:11 PM UTC
Acordar
Hoje enquanto dormia, sonhei que num jardim vivia, Ouvia os pássaros, cantar lindas canções, com ternura, Sentia-se a água da chuva correr sem sua armadura, As flores eram verdes, como os sonhos, de pura lixivia! Lavaram-se as vestes, lavaram-se as mãos, enquanto sonhava Quando acordei pela manha do costume cheia de sonhos, Percebi que se tinha tornado uma rotina ser feliz e eu amava, Amava incansavelmente seus olhos, via o coração aos quadradinhos! Quadros pintados nas paredes de casa cheio de nossas recordações, Hoje, era senão mais um dia, onde pintava na tela nossas emoções, Aquilo que começou num passeio descalço junto da lagoa vazia, Formava agora na parede de casa retractos de uma família que crescia! Peguei depois na espátula da minha vida, peguei-a de nova na mão, Olhei-a nos olhos, senti-lhe as formas e apertei-a ali junto ao coração, Em tempos atrás deixei-te fugir, deixei-te viver e crescer longe de mim, Mas hoje, e agora, para sempre, te quero ter aqui, até aquilo que é o fim! Quando à noite me for deitar, só quero acordar para te olhar o rosto, Porque os sonhos, por mais belos e lindos, mesmo de nos encantar, Não se comparam sequer a tudo aquilo que tu na vida me fazes amar! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.29.02.17
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:53 AM UTC
Hoje tive um sonho brilhante
Na ultima estrela do universo, Meu eu jaz adormecido grite, grite, será em vão! Não se pode acordar-me com gritos. Mas o que fazer quando a distância não permite o tato e o vácuo abafa os sons? Peço-lhe que sussurre sussurre mentalmente talvez eu lhe acorde de meus sonhos!
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Jun 23, 2013
Jun 23, 2013 at 11:46 PM UTC
Eu sou a última estrela do universo.
Hoje apetece-me penetrar no fundo da vossa escuridão, E desde já, uma palavra ao leitor passageiro de viagem, Estas palavras, são minhas e de quem as consegue ler, Não são para ninguém, a menos que as consiga querer! A todas as almas negras da minha vida, peço calma, Não podereis ter sabor de vitória, nem de mim glória, Sendo pobre que nem riacho sem peixes, ou rico de gral, Como pobre, sou feliz porque respiro o cheiro do amor, Do amor que me consola e que como eu se sente rico! Se fossem de riqueza os meus bolsos, eram as coisas mais simples, Que teriam lugar em minha vida, pois só assim me deitaria feliz! Por isso nem que o corpo me tirem, nunca nem assim me venderei, Nunca a vós darei almas negras, o desdém de perder a minha honra! Por mais pobre que sejam minhas vestimentas, há coisas que manterei, Minha integridade e valores de amor verdadeiro, por amigos e meu amor! Eles conhecem-me a mim e eu conheço-os a eles, e de vós a ideia não mudarei! Por isso, dediquem-se a ter uma vida de utilidade, deitem-se à noite ignorantes! Acordem de manha, pensando em vossas vidas, porque eu estou vivendo, Apesar de pensarem que quero gritar e me despedir, é mentira agora e será. Será assim, sempre, porque o destino de minhas mãos, depende de eu querer, Daquilo que me dedico, eu sei fazer, e por isso faço para as merecer! O céu agora é escuro, distinto do meu coração verde de esperança, Não desejo a meus inimigos, pior do que aquilo que quero para mim, Porém, eu sei que o homem, não faz justiça tão atempo, como a de Deus! E agora vou dormir, continuar sonhando com os sonhos que de dia já vivi, Sei que vou acordar na lembrança de alguém, de quem eu amo e me ama também! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.07.15.02.05
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:11 AM UTC
Que é feito desse vosso vazio
Hoje apetece-me penetrar no fundo da vossa escuridão, E desde já, uma palavra ao leitor passageiro de viagem, Estas palavras, são minhas e de quem as consegue ler, Não são para ninguém, a menos que as consiga querer! A todas as almas negras da minha vida, peço calma, Não podereis ter sabor de vitória, nem de mim glória, Sendo pobre que nem riacho sem peixes, ou rico de gral, Como pobre, sou feliz porque respiro o cheiro do amor, Do amor que me consola e que como eu se sente rico! Se fossem de riqueza os meus bolsos, eram as coisas mais simples, Que teriam lugar em minha vida, pois só assim me deitaria feliz! Por isso nem que o corpo me tirem, nunca nem assim me venderei, Nunca a vós darei almas negras, o desdém de perder a minha honra! Por mais pobre que sejam minhas vestimentas, há coisas que manterei, Minha integridade e valores de amor verdadeiro, por amigos e meu amor! Eles conhecem-me a mim e eu conheço-os a eles, e de vós a ideia não mudarei! Por isso, dediquem-se a ter uma vida de utilidade, deitem-se à noite ignorantes! Acordem de manha, pensando em vossas vidas, porque eu estou vivendo, Apesar de pensarem que quero gritar e me despedir, é mentira agora e será. Será assim, sempre, porque o destino de minhas mãos, depende de eu querer, Daquilo que me dedico, eu sei fazer, e por isso faço para as merecer! O céu agora é escuro, distinto do meu coração verde de esperança, Não desejo a meus inimigos, pior do que aquilo que quero para mim, Porém, eu sei que o homem, não faz justiça tão atempo, como a de Deus! E agora vou dormir, continuar sonhando com os sonhos que de dia já vivi, Sei que vou acordar na lembrança de alguém, de quem eu amo e me ama também! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.07.15.02.05
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Olhei o exterior, a descoberto, no costume dos dias, Olhar de lince, penetrou perante os espetros ocultos, Tudo aquilo que se via, imaginava real, o que fazias, E porque o era, nada mudava afinal nesses vultos! Sem medos, nem costumes delirantes, tudo era normal, As sombras não se escondiam nas penumbras do dia, Nem o sol deixou de brilhar no pleno dia que eu vivia, Acordar de criança, desejoso de o ser, como água termal! Perdeu-se o tempo, constrangido com riscos e desafios, Falava-se de tudo e para todos, sem nosso silêncio crismal, Aquelas vestes de antigamente, tribunal, hoje é ponto final! E a realização dos sonhos são isso, desafios lógicos e sentimentos, Delira o corpo, com o satisfazer da mente, coisas duradouras e belas, Se cresce desejo, se sonho quando te vejo e aprecio teus encantos, Solto-me no ar, voando e planando, pelas nossas vestes, paralelas! E longe te aperto aqui, mundo que conheci, seguro no bolso, Seu fecho de saco impermeável e por demais, mais durável, Aquece-me o presente, com sonhos para futuro, sustentável, E, teus sonhos, meus, minha, vida tua é sem troca ou reembolso! Autor: António Benigno Código de Autor: 2013.10.02.02.26
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Oct 2, 2013
Oct 2, 2013 at 6:53 AM UTC
Que tão bonito jeito de olhar
Cavaleiro de brilho vibrante Andarilho sombrio e errante Quanto pesa a balança do teu coração? O mistério dos dias deixados pra trás No critério dos vícios trocados por paz Quanto custa pra ti o teu próprio perdão? Se por mil trilhas correste a estrada Se é de dois gumes a tua espada Quem és tu, ó guerreiro, no grito da morte? O corpo largado no escuro Ou o brilho do espírito puro Qual dos dois em tí é mais forte? Na batalha tu és a prudência Na vigílha és a paciência Mas se choras, teu grito é atroz E se a dor que te dói é tamanha.. Fiel companheira acompanha Sabes bem o que vem logo após A coragem que brande a espada Degrau por degrau a escada Do sonho que sonha acordar Se  ergues teus olhos pra cima Sabes bem qual é tua sina Lutar, lutar e pra sempre lutar!
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Dec 26, 2016
Dec 26, 2016 at 5:58 AM UTC
O destino do guerreiro
Quero usar seu moletom Quero acordar do seu lado Quero tomar o café com você Quero te beijar até não sentir minha boca Quero te ver no meio da noite Quero dançar na rua escura com você Quero rir até minha barriga doer Quero chorar de paixão Quero seu abraço quando eu ficar triste Quero ouvir músicas pensando em você Quero morrer de saudades de você Quero sofrer e ser feliz Quero te querer Seja lá quem for você
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Jun 25, 2013
Jun 25, 2013 at 7:13 PM UTC
Eu quero
Meus caros, eu vi! Quem sabe num sonho, ou talvez não fosse exatamente um sonho Quem sabe as luzes estivessem baixas demais E a escuridão que promove vultos, houvesse enegrecido minha mente -Entorpecido por meus próprios pensamentos- Ali estava, a visão atemporal da existência Trafegando por aterradores espaços infinitos A escuridão assombrava o devastado pântano das almas amaldiçoadas ouvia-se os gritos daqueles que encontravam ali o fatal destino Os mortos que estavam aprisionados ansiavam por companhia Uma fumaça fétida pairava sobre as águas apodrecidas Animais se decompunham retidos pela lama pegajosa Vermes se proliferavam naquele ambiente hostil enquanto o atormentador zumbido de moscas preenchia o silêncio daquele lugar horrível As criaturas mais horrendas e bestiais ali faziam sua morada à espreita das desavisadas presas que por aquele caminho se perderam Há um homem perdido em seus próprios passos Ele caminha ao longo da estrada Entre-a-vida-e-a-morte Ele está vivo, mas nunca viveu Como também está morto, sem de fato ter morrido Anseia por luz, mas se perde na escuridão do pântano O bater de asas dos abutres lhe contam que tudo é um sonho, mas também uma profecia Abaixo da árvore da vida sete urubus mortos estão se decompondo Não há quem possa devorar seus cadáveres apodrecidos Uma formosa águia sobrevoa o pântano Sete ratos tentam se esconder Sete cobras tentam fugir Mas a águia devora os sete ratos E também devora as sete cobras O homem se torna dois, e um terceiro que não é homem Ambos deverão transitar pelo inferno Arrastar-se pela terra infértil da morte Um morrerá para si mesmo E renascerá como a fênix mitológica O outro morrerá eternamente Consumido pela legião de sombras Sua tristeza será incomensurável E como se uma ira brotasse em seu âmago E uma dor gigantesca consumisse todo o seu ser Sem derramar uma lágrima Mergulhará sua existência nas águas esquecidas do Lethe Embora o primeiro igualmente experimentasse dor tamanha Ele encontrará seu guia dentro de si mesmo Pois o guia na escuridão é a luz Na luz nenhuma escuridão prevalece O terceiro é como se jamais existisse Permanecendo no limbo do crepúsculo Sem dormir ou acordar Apodrecendo como os urubus mortos aos pés da árvore da vida Sem jamais experimentar seus frutos Os três se tornam um só novamente Mas algo havia mudado Já não poderia mais ser o mesmo E como num súbito – abri meus olhos Não poderia ter sido um sonho Por mais que estivesse sonhando… Meus caros, eu vi!
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Dec 29, 2016
Dec 29, 2016 at 4:38 PM UTC
O Hades
Meus caros, eu vi! Quem sabe num sonho, ou talvez não fosse exatamente um sonho Quem sabe as luzes estivessem baixas demais E a escuridão que promove vultos, houvesse enegrecido minha mente -Entorpecido por meus próprios pensamentos- Ali estava, a visão atemporal da existência Trafegando por aterradores espaços infinitos A escuridão assombrava o devastado pântano das almas amaldiçoadas ouvia-se os gritos daqueles que encontravam ali o fatal destino Os mortos que estavam aprisionados ansiavam por companhia Uma fumaça fétida pairava sobre as águas apodrecidas Animais se decompunham retidos pela lama pegajosa Vermes se proliferavam naquele ambiente hostil enquanto o atormentador zumbido de moscas preenchia o silêncio daquele lugar horrível As criaturas mais horrendas e bestiais ali faziam sua morada à espreita das desavisadas presas que por aquele caminho se perderam Há um homem perdido em seus próprios passos Ele caminha ao longo da estrada Entre-a-vida-e-a-morte Ele está vivo, mas nunca viveu Como também está morto, sem de fato ter morrido Anseia por luz, mas se perde na escuridão do pântano O bater de asas dos abutres lhe contam que tudo é um sonho, mas também uma profecia Abaixo da árvore da vida sete urubus mortos estão se decompondo Não há quem possa devorar seus cadáveres apodrecidos Uma formosa águia sobrevoa o pântano Sete ratos tentam se esconder Sete cobras tentam fugir Mas a águia devora os sete ratos E também devora as sete cobras O homem se torna dois, e um terceiro que não é homem Ambos deverão transitar pelo inferno Arrastar-se pela terra infértil da morte Um morrerá para si mesmo E renascerá como a fênix mitológica O outro morrerá eternamente Consumido pela legião de sombras Sua tristeza será incomensurável E como se uma ira brotasse em seu âmago E uma dor gigantesca consumisse todo o seu ser Sem derramar uma lágrima Mergulhará sua existência nas águas esquecidas do Lethe Embora o primeiro igualmente experimentasse dor tamanha Ele encontrará seu guia dentro de si mesmo Pois o guia na escuridão é a luz Na luz nenhuma escuridão prevalece O terceiro é como se jamais existisse Permanecendo no limbo do crepúsculo Sem dormir ou acordar Apodrecendo como os urubus mortos aos pés da árvore da vida Sem jamais experimentar seus frutos Os três se tornam um só novamente Mas algo havia mudado Já não poderia mais ser o mesmo E como num súbito – abri meus olhos Não poderia ter sido um sonho Por mais que estivesse sonhando… Meus caros, eu vi!
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Esperar que o sono te leve para a cama, Doce noite que nunca te engana, Eu ouço os teus anseios, as tuas preocupações de acordar, Novo dia sem a noite e o luar... Ai que sinfonia que nunca canso de ouvir, Bater do vento sem o sentir, Olho para tudo e não vejo nada, Mais sinto a natureza embriagada... Noite,ai noite que tu escondes com mestria, Em ti eu encontro paz e harmonia, Me deleito com tanta serenidade, Vales tanto para mim e para outros nada... Os poetas contigo adormecem, Ricos e pobres te recebem com satisfação, Uns até te agradecem, Outros dormem contigo e com sua solidão... Mas tu noite amiga que pareces vadia, Canta o mocho  e que linda melodia. Eu te venero com leveza e no leito eu sou simples sem hipocrisia... Noite que sempre vem e faz tanta falta como o dia.... Victor Marques
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Aug 31, 2018
Aug 31, 2018 at 5:32 PM UTC
A noite tem encanto...
A noite está chegando e os pássaros estão voando, eles vão dormir e nós iremos assistir ao pôr do sol de dentro do farol. O rouxinol vai cantar quando a lua chegar e então você irá ouvir uma canção de ninar para dormir e terá belos sonhos todos eles risonhos. A noite está chegando e os pássaros estão voando, eles vão adormecer e ao amanhecer todos irão acordar e então voar. E nós iremos acordar após toda a noite sonhar sorrindo para os pássaros, são momentos raros, ao raiar do dia cheios de euforia.
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Sep 13, 2016
Sep 13, 2016 at 8:18 AM UTC
O rouxinol vai cantar
Era noite. Na escuridão, cintilavam pequenas estrelas. Abriam-se e fechavam-se os olhos castanhos daquele rosto alegre. Ouviu-se, no meio daquela noite quente, o miar de um gato perdido! no momento, caíra em cima da minha cama uma violeta, tal qual os olhos, aqueles olhos sensuais que me prendiam! Fui convidado a amar... Perdi o senso do lugar, o senso do momento e perdi-me na noite... E amei!... Amei aqueles lindos olhos pestanudos, aquela boca de lábios quentes, aquele corpo suave, excitante e carente! E pensava em não acordar; não queria perder aquela paixão, nem imaginar que estava a sonhar. Aquilo não era um sonho, nem tão pouco fantasia! Finalmente descobri e gritei de alegria! É a pura realidade. Voltando-me para o outro lado, agarrei na almofada e adormeci, a pensar em ti.
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Mar 16, 2014
Mar 16, 2014 at 7:01 PM UTC
sonho
estranho esta cidade a sua personalidade o seu cheiro a minha casa os meus lençóis estou atrasado o sol saúda as minhas cortinas quero dormir para acordar sorrio água escorre pela bacia paro no tempo observo o teu dormir um suave rosto fazes o meu dia ter sentido amo-te, mulher, minha mulher café da manhã há na minha mesa burocratas sinto o teu respirar só para mim adormeço, recomeço
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Apr 6, 2015
Apr 6, 2015 at 4:51 PM UTC
Atrasa-te, se valer a pena
borrar tu sonrisa de mis sueños eliminar tu voz de mi corazón aveces es tan difícil respirar por el silencio sofocante la muerte me ayuda entender que en la vida no hay un proposito esta vida es temporal las mariposas me hacen acordar que aunque no tenga alas puedo desaparecer ido sin dejar rastro
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Feb 25, 2015
Feb 25, 2015 at 9:14 PM UTC
PASOS
Faz um tempo que venho tentando encontrar alguém que me ame, eu achava que era suposto amar e ser amada de volta… não sei o que está a acontecer, será que o problema sou eu? Será que meu Romeu está realmente morto ou Homens não são capazes de amar? Ou eu é que dou passos errados? Estou cansada de acordar com um homem diferente em cada final de semana que decido ir para aquele maldito bar para afogar minhas mágoas, só tenho 25 anos, com quantos anos é suposto encontrar o homem certo? Porque que só querem se aproveitar de mim? Será esse corpo que dizem ser perfeito? Será esse rosto que dizem ser lindo? Isso não devia ser motivação eles me levarem a serio? Deus, estou a começar a odiar este corpo perfeito e essa cara linda, só quero um pouco de amor. Todas as minhas amigas me falam de coisas que seus namorados fazem por elas, falam-me sobre as declarações de amor e flores que recebem e a mim só dão orgasmos atrás de orgasmos, meu ex namorado era um Brutamontes que achava que os presentes caros e **** eram as únicas coisas que eu queria, EU SÓ QUERO UM POUCO DE AMOR… Aqui estou de novo, neste maldito bar, porquê que sempre venho parar aqui? Quem são essas pessoas comigo? Acho que estou bêbada, mas é assim que eu decidi fugir da realidade de não ser amada, e essas pessoas, que nem conheço fazem-me companhia, “Garçom, mais uma rodada” “ adiciona na minha conta por favor”.
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Feb 26, 2017
Feb 26, 2017 at 11:04 AM UTC
Garçom, mais uma rodada por favor
O meu coração parou de bater, Bem que eu queria que fosse verdade. O meu coração parou de bater, Bem, eu gritei de felicidade. Eu não quis acordar na noite passada, Nem nessa noite, Eu não queria nada. Sou um corpo vazio, Perdi minha alma, Estou morta no fim dessa estrada.
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Feb 26, 2014
Feb 26, 2014 at 8:23 AM UTC
Untitled
Estrela central do sistema solar, Planetas, cometas,poeiras no ar. Todos em teu redor sem demora,, Humanos acertando a hora. Milhões de quilómetros nos distancia, Bendita luz que alumia. A noite vem com o brilho do luar, De manhã te espero para acordar. Lindas cores no horizonte alaranjado, Amarelo também, por vezes avermelhado. Divino poder de teu calor criar, tua energia. És Estrela de noite e de dia, És bendito para toda humanidade que por ti anseia, Na noite adormeces com o canto da sereia. A água na terra é fonte de vida, Pelo calor do Sol seja protegida. O Sol será cada vez mais brilhante , No futuro, no presente. Nunca desprendido de teu ciclo solar, tua essência, Fazes chover ou nevar com abundância. O destino da Terra é precário e indefinido, Tu Sol és um gigante adormecido. Victor Marques
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May 9, 2023
May 9, 2023 at 3:58 PM UTC
O Sol
Quando me levanto de madrugada, Sem  roteiro para  minha alma, A noite me invadiu com calma, Eu acordei sempre nu , Ouvindo um eu que parece tu, Sentindo o cheiro da orvalhada. Quando não me levanto , Me perco com outro encanto, Sublime, puro e singular, Passarada a chilrear, Grilos e rãs a festejar, O mundo não quer parar. Quando me levanto com sono, Para o mundo com amor e abandono, Natureza  que despertas também, Sol ou chuva que nos quer bem, Zumbidos de tudo que quer viver, Acordar e bendizer o amanhecer. Quando me levanto sem querer, Amando tudo que é ser, Rejubilo com este ciclo conhecido, Vivendo sem ter vivido, Me reconcilio com o universo repetidamente, Deixando de ser eu pedaço de gente. Victor Marques
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Jun 9, 2022
Jun 9, 2022 at 2:00 PM UTC
Quando me levanto deixo de ser eu, de ser gente
Teria sempre água para todos beber, Correria por paixão sem saber, Seria rio, amor de bem querer, Água cristalinas que todos podem ver. Patinhos sem pressa molham suas penas, Pedrinhas grandes e pequenas. Areias desfeitas amedrontadas, Queria ser rio de ninfas e fadas. Teria mais cores laranja e verniz matizado , Seria rio sem inferno, nem pecado. As águas seriam sempre serenas, E seus afluentes açucenas. Queria ser rio muito abrangente, Sem causar inundações  de repente. Queria ser flor e também semente, Rio doce que ama sua gente. Queria ter moinhos para trigo moer, Rouxinóis ouvir ao amanhecer. Adormecer na noite suavemente, E acordar com sua corrente
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Aug 4, 2023
Aug 4, 2023 at 8:37 AM UTC
Queria ser como um rio
Acordo com passarinhos a chilrear, Me vejo com ondas e sua espuma, Agradeço tudo sem mágoa alguma, O céu está azulinho e Esbranquiçado, Acordar com o presente, futuro e passado, Acordar, acordar, acordar... Acordo com amor por Deus santificado, Me elevo com nobreza pura e grata, Universo que nos rege e por vezes maltrata, Ousadia de dormir Num campo nunca semeado. Gritar ao mundo por paz-e-amor, Sentir teu cheiro primaveril de pequena Flor. Acordar todos os dias com vontade de dar e agradecer, Amar tudo com alma de bem querer, Parece que sou música, poesia, fado, Acordar com serenidade e tempo para mim, Acordar com tudo com amor bem amado, Espírito de Deus me ama muito assim, Seja na terra o paraíso de acordar em harmonia, Por isso Deus nos ofereceu a noite, mas não se esqueceu do dia... Acordar com amor, por amor Victor Marques
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Feb 23, 2022
Feb 23, 2022 at 6:45 AM UTC
Acordar com o amor
Encontrar sempre  teu terno sorriso, É  tudo o que eu preciso. Parece que Deus criador te fez vida e só amor. Canto em Hino de louvor! Possa eu viver sempre contigo , No Céu,  na terra , no paraíso... Deus com teu corpo e alma me abençoou , Da roseira a mais bela rosa brotou. Me aconchego no teu carinho desmedido, E com teu calor viva adormecido, Amando tudo com teu porto de abrigo. Mãe és tu minha Mãe suave com frio, calor, com a doce brisa... Saudade das saudades a mais querida.! Posso eu viver sempre no teu regaço, Sendo doce beijo, apertado abraço. Quantos filhos,  filhas não têm amor de ninguém, Vivem a vida com desdém! Ousai amar sempre alguém,.. Deixai bater o vento que vêm por bem, Pois bate devagarinho no rosto de minha Mãe. Parece que dentro do teu ventre eu vou sempre viver, Deitado nos teus braços quero adormecer. De manhã acordar com a madrugada, E morrer contigo de mão dada. Mãe,  amor
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Apr 13, 2024
Apr 13, 2024 at 10:57 PM UTC
Minha Mãe Maria
Com a queda de neve ou geada, Na  aldeia ou cidade. Vento e muita nebulosidade, Inferno da minha liberdade. Ursos, esquilos,  marmotas adormecem, Folhas caem, aprodecem. Nos rostos falta amor, Inverno chuvoso sem odor. As aves anseiam voltar, A lua tem pouco luar. Noite longa de embalar, Anseio pelo dia, quero acordar... Tudo dorme profundamente, Hiportermia  e frio intolerante, Deixai o inferno não ser Inverno docemente. Haja esperança de um  Verão escaldante. Inverno,  frio,
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Jan 3, 2024
Jan 3, 2024 at 11:34 AM UTC
Inverno, Céu ou Inferno