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#vindima
Poema de Agradecimento aos Vindimadores do Douro Nas encostas do Douro, onde o sol se deita e levanta, cresce a videira com raízes fundas na esperança. Ali, cada bago nasce pequeno, tímido, mas sonha ser vinho, sonha ser canto, sonha ser memória que o tempo nunca apaga no meu pensamento Vindimadores do Douro, homens e mulheres da terra e do sentido, sois vós que dais corpo ao milagre antigo. Com passos firmes na madrugada fria e sonolents quando o vale ainda dorme não há padre, nem água benta! já as vossas mãos colhem a doçura do cacho maduro já os vossos ombros carregam o peso da colheita sem preço, nem seguro,   já os vossos olhos respiram a bruma da manhã. O sol levanta-se, e com ele levanta-se o suor em causa nobre e por vezez irmã, gota a gota, como se fosse também vinho a nascer do amor, E no calor do dia, a vossa coragem não vacila: pisais uvas com paixão, com força, com pudor! Cada bago esmagado é promessa de futuro promissor, é poesia escondida num líquido sagrado, é herança que os avós nos deixaram e que os filhos um dia ** de guardar por Deus abençoado. Não há vinho sem a vossa alma pura Não há festa sem a vossa canção cheia de nobreza e doçura   Não há Douro sem as vossas mãos que transformam a terra dura em alegria líquida cheia de sensibilidade, que fazem da colheita um gesto para a eternidade. Por isso, vos agradeço: a cada ruga que o trabalho gravou, a cada passo dado nas encostas que o tempo e o governo abandonou a cada olhar cansado que brilha de orgulho ferido Sois vós, vindimadores, que guardais a verdade do Douro esquecido! E quando o copo se ergue, quando o vinho repousa na mesa, há sempre um pedaço de vós que nele se manifesta com alegria e tristeza., o suor, a canção, a lágrima e o rio  Douro nos dá com firmeza, o mel fresco das uvas que são nossas e  enfeitam a natureza. Obrigado.
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Sep 22, 2025
Sep 22, 2025 at 7:33 AM UTC
Vindimadores
Poema de Agradecimento aos Vindimadores do Douro Nas encostas do Douro, onde o sol se deita e levanta, cresce a videira com raízes fundas na esperança. Ali, cada bago nasce pequeno, tímido, mas sonha ser vinho, sonha ser canto, sonha ser memória que o tempo nunca apaga no meu pensamento Vindimadores do Douro, homens e mulheres da terra e do sentido, sois vós que dais corpo ao milagre antigo. Com passos firmes na madrugada fria e sonolents quando o vale ainda dorme não há padre, nem água benta! já as vossas mãos colhem a doçura do cacho maduro já os vossos ombros carregam o peso da colheita sem preço, nem seguro,   já os vossos olhos respiram a bruma da manhã. O sol levanta-se, e com ele levanta-se o suor em causa nobre e por vezez irmã, gota a gota, como se fosse também vinho a nascer do amor, E no calor do dia, a vossa coragem não vacila: pisais uvas com paixão, com força, com pudor! Cada bago esmagado é promessa de futuro promissor, é poesia escondida num líquido sagrado, é herança que os avós nos deixaram e que os filhos um dia ** de guardar por Deus abençoado. Não há vinho sem a vossa alma pura Não há festa sem a vossa canção cheia de nobreza e doçura   Não há Douro sem as vossas mãos que transformam a terra dura em alegria líquida cheia de sensibilidade, que fazem da colheita um gesto para a eternidade. Por isso, vos agradeço: a cada ruga que o trabalho gravou, a cada passo dado nas encostas que o tempo e o governo abandonou a cada olhar cansado que brilha de orgulho ferido Sois vós, vindimadores, que guardais a verdade do Douro esquecido! E quando o copo se ergue, quando o vinho repousa na mesa, há sempre um pedaço de vós que nele se manifesta com alegria e tristeza., o suor, a canção, a lágrima e o rio  Douro nos dá com firmeza, o mel fresco das uvas que são nossas e  enfeitam a natureza. Obrigado.
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