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#sagrado
Eu sou xisto O meu sangue tem o correr do rio, e a minha pele, o calor da fraga; não sou eu que domino o desafio, é a terra que meu berço embalava. Ergo o cálice contra a luz do tempo, onde o xisto se fez memória; não busco o lucro nem o movimento, busco o que escreve a história. As mãos, gretadas pelo sol e o vento, são laços que prendem o amanhã; o vinho é o meu único testamento, Nobreza de alma, colheita serena. Se o mundo esquece o rasto da pureza, eu fico aqui, porque resisto, curvado perante a lei da natureza, tornando me eterno e mistico. Morre o homem, mas fica a cepa viva, fica o segredo guardado na videira, o Douro em mim é chama que deriva, uma certeza que é minha e verdadeira. Sou o vigia do legado, sou o princípio que o fim não consome; pois quem ao Douro se entrega e ao sagrado, grava na pedra o seu próprio nome. Victor Marques Douro Portugal
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Mar 28
Mar 28, 2026 at 1:10 PM UTC
Eu sou xisto