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#queiroz
Triste há de ser; curto e doce e terno. Que seja breve dizendo tudo. Que seja doce confeito de manhã eterna. Que seja belo qual água de cachoeira. Que a pureza o invada: morte indolor. Da febre se dissipe como quem à tempestade vence. **** Fonte: Cadernos de Sizenando, vol. II, 2016
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Feb 10, 2016
Feb 10, 2016 at 2:27 PM UTC
O último poema, à moda de Manuel Bandeira (2)
Geografia (2) Havia a lua a conquistar: magno evento. Mas a vida corria normal em solo firme Ah, e os sustos: o estômago puro vento Eu silente, exausto, adormecia inerme. Entanto, no cerrado havia muitas frutinhas. E havia a revolução, e reuniões de oração. Quando dormia no meio do Pai-Nosso. Uma centena de orantes à espera de um milagre. Então Seu Roque viajava para o Interior – Com seu carrossel de slides e nossas fotos Não havia quem não doasse alguma coisa: - Um capado, um saco de arroz, bananas Em cachos; voltava no fordinho velho Mas bem fornido; tão feliz, e barbado. & The United Brothers enviavam cartas. Dentro dessas meu primeiro bookmark E o desejo de conhecer o estrangeiro... Na escola dominical, aprendi os 10 Mandamentos. Ficava triste nas tardes de domingo; ainda agora. Um gosto de mangaba e o dedão do pé doendo Como quando chutava lobeiras em lugar de bolas. O abrigo era o melho lugar do mundo limpo O quintal; o milharal capinado; havia o Careta Nosso cavalo; o Thinka – latindo para o Leão. Éramos tão felizes quando banhados à espera De vovó Cecília e seus doces de buritis... Jesus, como era o teu nome chamado. Até que o Filemon teve convulsão e tudo desabou Sobre nossas cabeças como o Apocalipse de S. João. Fim. ./.
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Feb 8, 2016
Feb 8, 2016 at 12:17 PM UTC
Geography II