#luto
Envuelta entre mantas,
te estremeces —inquieta—
El silencio se arrastra por los muros
no proviene del aire, sino del vacío que respira contigo.
Algo se ha interrumpido en tu morada: una sombra
que se desliza bajo tu puerta —un soplo de muerte—
Toda calla, salvo tu pecho, que intenta recordar el ritmo de un corazón ajeno.
¡¡Un mal presagio!!
La noche se inclina sobre ti
como un animal hambriento.
Miras el umbral,
esperas —todavía—
Solo anhelas volver a ver
sus pasos —tan largos, tan lentos—
pero solo hay vacío que se pierden en el tiempo,
sin dejar rastro,
sin dejarte nada.
¡Oh, mujer!
En esta quietud sombría, el cielo ***** y sordo—
prepara el regreso de un cuerpo sin alma, a vuestra casa.
No aguardes su sombra por el sendero
pues el camino ha devorado sus pasos
ya no volverá pues la muerte ya lo abraza.
¡Oh, joven viuda!
Tu amante yace entre la escarcha,
sepultado por la nieve y el abandono,
su carne se ha mezclado con la tierra del silencio.
Tú —flor sin savia—
no lo siguas esperando,
con el alma ardiendo bajo el frío,
pues el amor no resucitara a un fantasma.
El mundo continúa, pero tú no.
Te quedas ahí, atada, con los ojos abiertos esperando que la muerte te pronuncie con su misma voz.
Te preguntas ansiosa: ¿Quién ama a los que esperan,
cuando ya nadie regresa?
J. Felix
Oct 28, 2025
Oct 28, 2025 at 1:39 AM UTC
Você me deu tantos sustos
Que agora a realidade parece confusa
E eu não sei o que sentir
É uma angústia, um novelo de lã que usavas para tricotar minhas toucas
Enforcando meu peito.
Teu amor me aquece nesse inverno tão gelado
E a única promessa que te garanto é de sempre levar meus casacos
Pois sei que deu que fará frio na televisão.
A lembrança do teu toque e cheiro são tão vividos
Será que irão embora contigo com o tempo?
Ou ao menos isso deixarás para mim?
Tem um potinho do teu molho de macarrão no congelador
E tantas fotos suas com um grande sorriso nos álbuns lá da sala de casa
Não consigo acabar esse poema
As forças que tinha usei tentando colocar o pé fora de casa
Acabaram nos meus olhos vislumbrando a janela.
Vi um mundo vivendo
Pessoas passando igual a antes
Seguindo em frente
E ninguém está de preto. Ninguém chora. Ninguém sente o que eu sinto.
Porque não te conheceram
Aí dessas pessoas infelizes
Que não provaram do teu carinho
Do teu amor
Aí dessas pessoas infelizes que vivem e passam
Enquanto eu não aguento viver nesse mundo sem você.
As lágrimas me consomem
E eu nem tenho mais lágrimas para chorar.
Dec 2, 2016
Dec 2, 2016 at 7:24 AM UTC