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#interioridade
e com a falta dos ventos vindos do sul, deixa conscientemente de sentir a liberdade de rodar estradas a fora. Somente paira nele o interesse por presenciar ares históricos e as tonalidades azuis entardecidas de trilhas já traçadas pelas correntes em Istambul. Há de se dizer que peculiarmente nesse instante, percebe, nele próprio, pontuações apanhadas que sua adorável gaita não tardaria a memorar: Não é como o desconhecimento prévio de uma viagem antiquada; Tampouco uma imitação da intermitente angústia pela eclosão de sentimentos vendidos em cápsulas; Menos ainda assemelha-se com as incertezas graduais que ocasionalmente acercam uma mente amada; Incomparável é àquela perda do título real concedido pelos grifos dos selos já borrados, jogados sobre a mesa e observados em companhia de aspirações psíquicas, sentida em uma insana tarde corroída pelo vício. É, em verdade, o ruído, abafado e sintetizado, dos restos talhados em um porão sempre a oeste, através dos trompetes, de fumaça e metal, regidos em orquestra pelo grupo Camaradas do Estado Mundial. Uma sequência sonora que perdura a narrar uma bela ficção. A trajetória dum velho chamado Cristóvão a desbravar, com pensamentos amenos, terras sem dono e de corpos sem coração. A bela construção ideológica de utilizar a dor de seus pés para tornar esquecida aquela no peito, provocada pelos seus negros palpitantes pulmões. Enredo a cantarolar sua bravura por abandonar o grande cavalo não mais selvagem autônomo e colocar-se frente ao sol túrgido no horizonte; desdobrando uma desregrada peregrinação atormentada pela poeira em sua narina e uma ocasional perca de controle promovida por uma tosse ora doce, ora amarga. Sempre em sintonia com as batidas de uma nota perdida, adentrando o território de brasões a cores e a gesticular com gentis ramos de um mato esquecido, vira caminharem ao seu lado alguns dos seus mais queridos juízos. Precisamente com seu conjunto de novos e velhos amigos, o calor do espaço ele agora prioriza sentir; De pés descalços, somente se concentra em seu ininterrupto primeiro passo, deixando de lado o frenético, deliberado e contínuo deslocar de aço através das regulares e vagas pontes asfálticas pelas quais todos os dias ele fatalmente necessitava deixar suas despersonalizadas pegadas; pontes que continuam a apontar o caminho plástico e pomposo para o estável mundo das mais belas famílias a venderem, amontoadas, suas próprias almas à beira da estrada rígida e sem graça. "Viajará fora das estradas!"
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May 3, 2014
May 3, 2014 at 2:58 PM UTC
À brasa de um charuto chinês sem sabor
e com a falta dos ventos vindos do sul, deixa conscientemente de sentir a liberdade de rodar estradas a fora. Somente paira nele o interesse por presenciar ares históricos e as tonalidades azuis entardecidas de trilhas já traçadas pelas correntes em Istambul. Há de se dizer que peculiarmente nesse instante, percebe, nele próprio, pontuações apanhadas que sua adorável gaita não tardaria a memorar: Não é como o desconhecimento prévio de uma viagem antiquada; Tampouco uma imitação da intermitente angústia pela eclosão de sentimentos vendidos em cápsulas; Menos ainda assemelha-se com as incertezas graduais que ocasionalmente acercam uma mente amada; Incomparável é àquela perda do título real concedido pelos grifos dos selos já borrados, jogados sobre a mesa e observados em companhia de aspirações psíquicas, sentida em uma insana tarde corroída pelo vício. É, em verdade, o ruído, abafado e sintetizado, dos restos talhados em um porão sempre a oeste, através dos trompetes, de fumaça e metal, regidos em orquestra pelo grupo Camaradas do Estado Mundial. Uma sequência sonora que perdura a narrar uma bela ficção. A trajetória dum velho chamado Cristóvão a desbravar, com pensamentos amenos, terras sem dono e de corpos sem coração. A bela construção ideológica de utilizar a dor de seus pés para tornar esquecida aquela no peito, provocada pelos seus negros palpitantes pulmões. Enredo a cantarolar sua bravura por abandonar o grande cavalo não mais selvagem autônomo e colocar-se frente ao sol túrgido no horizonte; desdobrando uma desregrada peregrinação atormentada pela poeira em sua narina e uma ocasional perca de controle promovida por uma tosse ora doce, ora amarga. Sempre em sintonia com as batidas de uma nota perdida, adentrando o território de brasões a cores e a gesticular com gentis ramos de um mato esquecido, vira caminharem ao seu lado alguns dos seus mais queridos juízos. Precisamente com seu conjunto de novos e velhos amigos, o calor do espaço ele agora prioriza sentir; De pés descalços, somente se concentra em seu ininterrupto primeiro passo, deixando de lado o frenético, deliberado e contínuo deslocar de aço através das regulares e vagas pontes asfálticas pelas quais todos os dias ele fatalmente necessitava deixar suas despersonalizadas pegadas; pontes que continuam a apontar o caminho plástico e pomposo para o estável mundo das mais belas famílias a venderem, amontoadas, suas próprias almas à beira da estrada rígida e sem graça. "Viajará fora das estradas!"
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Com o teu coro que aqui está, passo a ser preenchido por sombras circunstanciais. Elas me trazem a memória do renascer e bem claramente posso sentir o ardor do consolo com que me levam às lembranças do meu verdadeiro ser. Transmitindo uma serenidade que se funde aos sons que as acompanham, em um baile de caos e ódio, buscam me recordar do que está próximo: Do deleite profundo em sonho, minha experiência egocêntrica, à minha expansão como universo; um universo em que eu sou a desordem e o âmago. Constituído completamente de memórias e sentimentos; sentimentos de uma beleza imprópria; de morte e de cor, de vida e dor.
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Jul 3, 2013
Jul 3, 2013 at 8:02 PM UTC
O caos como o belo criar
Monstros convictos tomam, a todo instante, minha mente. A ilusão é ignorá-los. A restrição é encontrá-los. Gracioso o tédio provocado pelas rupturas sangrentas que professam tal destino indiscretamente escrito pelos sombrios passageiros que me acompanham, que se rebelam contra mim todos os dias. Em súbitos sons, surtos e tons, abraçam-me e acariciam-me essas anomalias negadas por muitos, esses assombros temidos por todos. Enquanto o inocultável poder de persuasão das criaturas faz-me síntese inexprimível, a perfeição defendida pelos *** é fatalmente extinguida pela percepção concedida à TERRA.
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May 25, 2013
May 25, 2013 at 12:15 AM UTC
Alusão ao desconhecido
Amigos queridos, sem faces e sem nomes. Retiradas foram suas vísceras, logo antes de seus corpos imergirem em um exacerbadamente denso volume de sangue grotesca e plenamente apreciado pelos algozes responsáveis, certos irreconhecíveis demônios. Vieram dos *** os tais tiranos, visíveis, mas imateriais, enquanto esperávamos inconscientes e inevitavelmente despreparados para uma luta justa. Sobre os indiferentes, distantes, mas ainda amigáveis e queridos companheiros, ainda recordo de alguma ordem: O primeiro não sentiu dor alguma, bem como nada viu ou percebeu; fora partido ao meio. O segundo, já desesperado e afogando-se em lagrimas, tornou-se borrão de um vermelho pesado, grosso e brutal; Dos outros, três ou quatro, somente tenho em mente os gemidos inexprimíveis; uma junção entre suspiros e soluços de uma morte nada convidativa e próxima. Foram todos rostos sem faces perdidos na espera do desconhecido fatalmente promulgado pelas minhas ânsias. O ultimo vivo me induziu à única ação possível: pude cair meus quinhentos intermináveis metros; deslizando, enquanto tentava me segurar, por um material recoberto de farpas que transpassavam minhas mãos, as quais sangravam em direção a um mar, sombrio e obscuro; me afundei irremediavelmente em minhas próprias aflições.
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May 22, 2013
May 22, 2013 at 8:21 PM UTC
Sonhos que se foram; pensamentos que eu não sei
Falta-me progressiva consistência que me tire desta constante inércia do recordar. Permeiam-me contrarreações ilógicas do universo; do meu universo. Irrisório inaceitável tempo que desfaleça minha imutável memória atormentada por falsas angustiadas imagens. Maldito brilho que por vezes ofusca meu coeso e desejável leal raciocínio. Fatos agora estáveis foram, por vezes, acontecimentos importunos, que propuseram ao meu bem estar uma obscuridade incontínua, porém intransigível. Embora uma situação não muito clara e nítida a mim mesmo, pude perceber confessadamente o que de caótica maneira me ponderava – e que talvez ainda o faça - meu oneroso conivente dionisíaco. Ainda não compreendo porém, se estou franqueado disto que mal posso interpretar; que nem mesmo sei se ainda existe legitimamente. É tudo inevitavelmente sobre eles, os olhos que me acorrentam por anos em um relance de ódio freudiano; a mais esplêndida e simplesmente bela face de todo e qualquer universo: hei de conquistá-la em meus sonhos platônicos ou tristemente afogá-la em minha morte vividamente devotada em tê-la.
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May 22, 2013
May 22, 2013 at 8:09 PM UTC
A respeito daquela que se tornou minha efêmera abstêmia
Mil-réis entre réis pagos pelo algodão e pelo o material sinteticamente enfadonho – ambos traçados na sala abafada em que, agora, a escuridão de frequência vibrante busca-me, parado, observando o sangue que segue, que traça, desenha os seus próprios afluentes em uma elaborada figura de empalhamento. Tropeço por entre galhos, perco um ou outro membro e abro os olhos. Agora, veja! Eles estão lá! Meus membros estão lá! Mas atente-se! Aquele, meio torto, veja-o com perfeição. Digo, eram meus. Sim, pois agora a este outro pertence. Está lá, na poça de meu sangue, com a minha própria estrutura, o que parece ter sido um simpático palhaço. Confirmo aquela minha primeira impressão: empalhado palhaço. Agora há algo dentro daqueles membros. Definitivamente há! Até vejo alguma perenidade por entre as articulações, à mostra - resultado de um trabalho mal feito pelo meu próprio líquido vermelho intenso. Depois de muito apreciar minhas partes nunca tão bem aproveitadas, vejo algo mais além - vejo asas! Inicialmente, um âmago bastante ridículo e tedioso - mas observando mais atentamente, percebo profundamente que aquela minha obra orgânica possui, como verdadeira essência, o plano mais ao fundo, que não só se colocava de forma discreta, como aspirava se esconder do foco do olhar, retirando nitidez que a ele é supostamente é inerte. Percebi a explicação para minha atrapalhada e inconsciente criação. Humano algum será capaz de apreciá-la como eu aprecio. Amo-a agora como amo a morte! E morta está minha obra, afastada para sempre de mim. Assim como os meus olhos e libido. É um sangue amaldiçoado aquele que escorrera de mim, seria está a plausível explicação? Sequer traçara ele uma imagem de uma mecânica funcional.
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May 3, 2014
May 3, 2014 at 2:46 PM UTC
Em mil covas profanadas encontrará o rosto profundo palhaço
Mil-réis entre réis pagos pelo algodão e pelo o material sinteticamente enfadonho – ambos traçados na sala abafada em que, agora, a escuridão de frequência vibrante busca-me, parado, observando o sangue que segue, que traça, desenha os seus próprios afluentes em uma elaborada figura de empalhamento. Tropeço por entre galhos, perco um ou outro membro e abro os olhos. Agora, veja! Eles estão lá! Meus membros estão lá! Mas atente-se! Aquele, meio torto, veja-o com perfeição. Digo, eram meus. Sim, pois agora a este outro pertence. Está lá, na poça de meu sangue, com a minha própria estrutura, o que parece ter sido um simpático palhaço. Confirmo aquela minha primeira impressão: empalhado palhaço. Agora há algo dentro daqueles membros. Definitivamente há! Até vejo alguma perenidade por entre as articulações, à mostra - resultado de um trabalho mal feito pelo meu próprio líquido vermelho intenso. Depois de muito apreciar minhas partes nunca tão bem aproveitadas, vejo algo mais além - vejo asas! Inicialmente, um âmago bastante ridículo e tedioso - mas observando mais atentamente, percebo profundamente que aquela minha obra orgânica possui, como verdadeira essência, o plano mais ao fundo, que não só se colocava de forma discreta, como aspirava se esconder do foco do olhar, retirando nitidez que a ele é supostamente é inerte. Percebi a explicação para minha atrapalhada e inconsciente criação. Humano algum será capaz de apreciá-la como eu aprecio. Amo-a agora como amo a morte! E morta está minha obra, afastada para sempre de mim. Assim como os meus olhos e libido. É um sangue amaldiçoado aquele que escorrera de mim, seria está a plausível explicação? Sequer traçara ele uma imagem de uma mecânica funcional.
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Sou peste que borbulha e transborda em poluídos rios, pelo ódio e pela mágoa, no mais profundo de sua alma. Sou a tralha que marcha e caminha movida pelo ópio; o próprio ópio que envenena minha mente, que sustenta os meus pés e me coloca sempre um passo atrás. Acima de tudo, o que me faz são suas palavras; eu sou a hipocrisia diluída em boas porções de guilhotinas e navalhas ensanguentadas, juntamente servidas com meu já cometido suicídio de amor. Sou a natureza doentia que mata, eu sou você.
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May 21, 2013
May 21, 2013 at 3:06 PM UTC
A alegria perdida de uma manhã
Vindouras lágrimas de outras dimensões, de aleatórias caixas, de onde emanam as palavras que sustentam o tempo passado pensando e perdido em certa densa desordem por mim criada e alimentada; confusão estendida e desfocada que me faz, ainda hoje, perder o senso, obscurece a visão e me torna apropriadamente observador do incompreensível momentâneo. A tentar não expor o que não compreendo, não vejo calmaria ostentável, plano exponencial de trajetória constante, não vejo a solução vendida em caras garrafas italianas previamente datadas. Faço uso da máquina para aliviar sua tensão perante tolas invenções por mim proferidas; também consulto meus cálculos lógicos de verdadeira atração; me vejo então este pacifico vivente, com todas as respostas para não fazer perguntas. O silêncio está duradouro e enlouquecedor.
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May 3, 2014
May 3, 2014 at 2:26 PM UTC
Têmporas de arco-íris