#existencia
Podemos memorizar muitas coisas.
Nomes, datas,
rostos que o tempo apaga devagar,
mas não isso.
Não o céu aberto,
enquanto estou deitado num gramado,
sentindo a terra sustentar o meu corpo
como se sempre tivesse estado ali.
Não as estrelas,
espalhadas sem ordem,
brilhando como se não soubessem
que estão sendo vistas.
E a lua…
grande,
quieta,
Ah.. a lua.
absurdamente presente.
Como se ocupasse mais espaço
do que o próprio céu permite.
E eu ali,
pequeno demais pra entender,
E eu ali,
consciente o suficiente
pra me surpreender.
Porque naquele instante
eu não penso..
eu só existo..
diante de algo,
que não precisa ser lembrado.
Tudo isso existe,
Sem sequer me perceber.
Ah, o mundo..
há grandeza demais
pra notar a minha existência.
E eu ali.
Mar 31
Mar 31, 2026 at 3:29 PM UTC
Ela é o motivo de estarmos aqui
Ela aprecia
Ela despreza
Ela recorda
Ela desvanece
Ela tem saúde
Ela adoece
Ela cura
Ela fere
Ela ama
Ela odeia
Ela cria
Ela incendeia
Ela é minha
Ela é nossa
Ela é o motivo de nós partirmos
Cuide da imaginação.
Aug 24, 2024
Aug 24, 2024 at 10:20 AM UTC
Há anos nasci
Porém pouco vivi
Vidas criei
Nenhum retorno ganhei
Na sombra de minhas cinzas deixei que vivessem
Suas vidas medíocres
E sem sentido que os dei
Jul 23, 2024
Jul 23, 2024 at 11:42 PM UTC
Qué otro final ha de esperarse
Cuando a andar se decide
Que no sea el suave extravío
De todo aquello considerado propio
De todo aquello por lo cual cruzamos
De todo lo sido en ocasión alguna
Un viento nómada surge como una lengua
Suyo es el mundo por quien se hace presente
Nos es dada la palabra
para cobijar de nombre a lo imposible
Nos es dada la voz
para imantar de presencia al silencio
Nos es dado el pensamiento
para sabernos derrotados por lo divino
Largo es el aliento de quien anda
Puro su extravío
Nítida su reconciliación
Que cada una de estas pisadas
Sea guiada por una luz
Igual a la que hace a la tierra
Reverdecer desde sus vetas:
Por haber raíz es que hay camino
¡No hay cielo que no sea tránsito!
Qué otra tierra ha de esperarse
Sino la virgen e inacabable
Tierra entera del exilio
Qué otra visión ha de brotarnos
Sino la de quien viaja
Atento por su propia soltura
Qué otra intuición ha de movernos
Sino la de quien libra
A sus vislumbres de certeza
(Pobreza careciendo de miseria)
Que no nos deje marcas la distancia
Ni se acepten las sendas de atajo
No habrá territorio que retenga
Ni signo que nos lleve a guarecer
Resistencia:
Que sea por esta sed de errancia
Por quien ha de ganársele
Metros a la casa.
Oct 15, 2014
Oct 15, 2014 at 9:54 PM UTC